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  • Jorge Vieira
  • 15/ago/2014

Plano de Diretor de São Luís está pronto para as audiências públicas

Presidente da Fiema, Edilson Baldez  das Neves, com palestrantes
O presidente do Instituto da Cidade,
Pesquisa, Planejamento Urbano e Rural (Incid) da Prefeitura de São Luís, José
Marcelo do Espírito Santo, afirmou que a revisão do Plano Diretor da capital já
foi aprovada no Conselho da Cidade de São Luís (Concid-SL) e que a proposta que
ainda irá a audiências públicas antes de ser encaminhada à Câmara Municipal,
tem como orientação estimular a ocupação dos vazios urbanos de São Luís, que
correspondem a 18% da área do município.
Espírito Santo foi um dos palestrantes que
participaram do Seminário  “Desenvolvimento urbano sustentável e setores
industriais estratégicos para o município de São Luís”, organizado pela
Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema).

“Entre 1984 e 2001 a expansão da cidade se deu de
maneira horizontal e a partir da primeira década do século XXI este processo se
deu pela ocupação dos espaços internos. Ainda temos 18% do território para ser
ocupado e pretendemos orientar o crescimento da cidade para ocupar estes
espaços”, comentou.

O presidente do Incid, ainda afirmou que, até
início de setembro, o Concid irá discutir uma das leis complementares das
legislação urbanística da cidade: a Lei de Zoneamento, Parcelamento, Uso e
Ocupação do Solo Urbano. “Há uma comissão dentro do Concid que irá se debruçar
sobre a proposta que enviamos ao Conselho da Cidade”, explicou Espírito Santo.

Para o presidente da Fiema, Edilson Baldez das
Neves, a legislação vigente já não atende mais as necessidades para realizar a
gestão do desenvolvimento urbano sem criar entraves e obstáculos.

“A legislação que temos é antiga e é preciso
atualizar para que se permita fazer melhor uso da cidade. inúmeros
investimentos estão suspensos ou paralisados por uma insegurança jurídica dada
pela indefinição de legislação pertinente que permita que estes empreendimentos
produtivos possam ser implantados sem restrições ou pendencias legais”, afirmou
Baldez.

“A insegurança jurídica prejudica não só aos
empresários, mas, sobretudo a sociedade como um todo na medida em que inibe a
criação de novos postos de trabalho, melhoria nas condições laborais dos
cidadãos, transferência e desenvolvimento de tecnologia,  arrecadação de
tributos, entre outros aspectos”, completou.  

O secretário municipal de Urbanismo, Diogo Diniz,
afirmou que a Fiema tem participado ativamente das discussões “A Federação
representa as empresas que geram desenvolvimento e como tal é uma entidade
geradora de consenso e teve uma atuação no sentido de harmonizar posições, em
um processo de mudança que interessa a todos”, comentou o secretário.

  • Jorge Vieira
  • 15/ago/2014

Desembargador suspende ordem de desocupação do prédio da Prefeitura

O desembargador
Antonio Guerreiro Júnior deferiu, nesta sexta-feira (15), a suspensão, pelo
prazo de 48 horas, de mandado judicial que determinou a reintegração de posse
das dependências da Prefeitura de São Luís e imediata desocupação do local por
professores grevistas. A medida cautelar foi requerida pelo procurador-geral do
Município, Marcos Braid, ante a possibilidade de negociação entre as partes
para a desocupação voluntária do prédio.

Durante o plantão
da noite de quarta-feira, o município ajuizou ação cautelar contra o Sindicato
dos Professores da Rede Municipal (Sindeducação) pedindo a desocupação,
informando que já teve reconhecida a ilegalidade da greve, em decisão do
próprio Guerreiro Junior, pelo fato de o movimento ter sido deflagrado em desrespeito
aos requisitos legais.

Na ocasião, o
município informou que a decisão que determinou o retorno dos professores ao
trabalho foi mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Afirmou ainda que as
ordens foram ignoradas pelo Sindeducação, que preferiu ocupar ilicitamente a
sede da prefeitura, causando obstrução das atividades administrativas e o
direito de ir e vir em via pública.

Na tarde de
quinta, o desembargador Bayma Araújo concedeu a ordem para reintegração da sede
da Prefeitura, determinando a apreensão de todo o material utilizado como
obstáculo (barracas, gradeados, faixas, bandeiras) existente na via pública ou
entrada do edifício.

Diante do novo
pedido do procurador-geral do Município, o desembargador Guerreiro Júnior,
relator natural do processo, entendeu que não havia mais necessidade da
desocupação e reintegração do prédio com uso de reforço policial, já que o
município anunciou a disposição de resolver o problema por meio de conciliação.

ILEGALIDADE –
Ainda nesta sexta-feira, em sessão das Primeiras Câmaras Cíveis Reunidas, o
órgão colegiado, por unanimidade, votou contra recurso do Sindeducação e
considerou ilegal a greve que já dura quase três meses, posição também
confirmada pelo STF.

O relator
Guerreiro Júnior entendeu que a deflagração da greve não teve adequação à
legislação que rege o caso, na medida em que ocorreu durante a fase de
negociação com o Município, além de ter deixado de observar número mínimo de
trabalhadores na atividade, que, embora não figure na lei específica como essencial,
é incontroverso que tenha esta natureza.

                                                         

  • Jorge Vieira
  • 15/ago/2014

Uma invasão eleitoreira

Quanto mais se aproxima a hora da verdade, o momento em que o povo do Maranhão sepultará a oligarquia Sarney, mais cresce o desespero de aliados do atraso. O momento, para eles, é de disseminar o pânico, a desordem, atingir aliados do líder em todas as pesquisas. Aquele que é considerado o terror da oligarquia neste pleito. Nessa onda de implantar o terror, vale tudo. Inclusive, estimular a invasão da sede da prefeitura de São Luís, comandada por um aliado ao projeto de libertação do Maranhão.
Essa invasão da prefeitura por uma minoria de professores grevistas, atende aos interesses do senador João Alberto e do vereador Fábio Câmara. Foram eles os incentivadores  de um protesto de cooperativados da Multicooper que colocaram um caixão na porta da Prefeitura por vários dias. Eles mesmos confessaram as estratégias desse movimento, em encontro recente com os cooperativados. O objetivo era invadir a sede do executivo, não o fazendo por conta do pequeno número de manifestantes.
Desta vez, os professores do município parecem estar a serviço dos que sempre promoveram o atraso do Maranhão. Uma prova do envolvimento de políticos no movimento está em uma foto postada no blog Marrapá, onde aparece uma camionete com adesivo de Fábio Câmara, nas proximidades de barracas dos grevistas, na porta da prefeitura.
Outra evidência da politicagem movimento foi a seguinte declaração da presidente do Sindeducação, em discurso em frente à prefeitura: “Se está desse jeito aqui na prefeitura, imagina no governo com Flávio Dino!”. Pronto! Foi dada a senha: o alvo do protesto não é somente o prefeito Edivaldo, mas o candidato a governador Flávio Dino. Ele é o alvo daqueles que trabalham para que o atraso continue imperando no Maranhão.
Os senhores grevistas, manipulados pela oligarquia, precisam entender que mudanças não são feitas da noite para o dia. Na educação, como em outras áreas, os desafios são enormes. São problemas que vêm se acumulando ao longo de várias gestões. Precisam entender que a gestão anterior deixou a educação sucateada. Problemas que não podem ser resolvidos em apenas um ano e meio de gestão. E que qualquer gestor trabalha com os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Professores grevistas, em vez de ouvir o brado, o gripo de pais, de crianças e adolescentes sem aula, preferem dar ouvidos ao apelo desesperado daqueles que condenam o nosso povo ao atraso e à miséria, e que temem uma derrota iminente. 

  • Jorge Vieira
  • 15/ago/2014

Youssef, o dedo duro

Editorial – Jornal Pequeno

A história de Alberto
Youssef está tão colada aos maiores escândalos de corrupção deste país, que se
torna imponderável o nível de influência que ganhou no Maranhão. Youssef não é
um homem qualquer; É um ladrão fino, o verdadeiro ‘ladrão de casaca’ dos
memoráveis contos da literatura francesa, no estilo de Rocambole, de Ponsun Du
Terrail ou de Arsène Lupin.

Mas é um homem
exageradamente conhecido nos bueiros das contas públicas, que ganhou a
confiança da classe política aos 30 anos de idade, em 1990, fazendo remessas
ilegais de dólares para o exterior. Era ele o cabeça do formidável esquema do
Banestado, que transferiu do Brasil para o exterior 30 bilhões de dólares e
movimentou contas secretas de gente tão importante na crônica da corrupção
quanto o infalível Paulo Maluf.

Seu nome ultrapassou os
umbrais da corrupção localizada no Estado do Paraná há muito tempo. Era ele uma
das figuras de proa acusadas pela CPI dos Correios e Telégrafos, outro
formidável nicho de corrupção que enojou o país. Foi também acusado de ser o
verdadeiro dono de uma das empresas envolvidas com o Mensalão.

Quando foi preso em São
Luís, Alberto Youssef estava envolvido no desvio de R$ 10 bilhões, um escândalo
que, dentre outras coisas, colocou o Ministério de Minas e Energias sob
vigilância do TCU e culminou com a prisão do diretor de Abastecimento da
Petrobrás, seu sócio Paulo Roberto Costa. Entre esse homem e os 120 milhões a
serem pagos à Constran; entre esse homem e uma suposta propina de R$ 6 milhões
contratada para comprar funcionários do alto escalão do governo do Estado, há
um verdadeiro fosso, um enorme viaduto que ainda pode esconder outros crimes.

Sabe-se agora que há uma
verdadeira situação de pânico nos corredores do Palácio dos Leões porque
Youssef, assim como quase todos os doleiros apanhados em flagrante neste país,
costuma escapar da prisão através de acordos de delação premiada; ou seja,
dedurando, sem nenhuma piedade seus ocasionais clientes.

Com essa fama toda, com
esse lastro de crimes de formação de quadrilha, evasão de divisas, remessa
ilegal de dólares nas costas, citado em várias em CPIs do Congresso Nacional,
fica impensável achar que Alberto Youssef fosse um desconhecido para as pessoas
com quem intermediou o pagamento do precatório da Constran. O mais provável é
que quem negociou sabia que estava negociando com uma espécie de Bandido da Luz
Vermelha do crime de colarinho branco.

Youssef é um nome
encardido na memória da corrupção. Para escapar da prisão no caso Banestado
denunciou os proprietários de pelo menos 5 casas de câmbio do país. Não é só um
bandido; é também um apavorante dedo-duro, e agora com negócios no Maranhão

  • Jorge Vieira
  • 15/ago/2014

Coligação “Todos pelo Maranhão” fará ato nesta sexta em homenagem a Eduardo Campos

A Coligação Todos pelo Maranhão – composta pelos
partidos PCdoB, PDT, PP, PPS, PROS, PSB, PSDB, PTC e Solidariedade e que tem
apoio da Militância Petista – presta homenagem ao governador Eduardo Campos
nesta sexta-feira (15), às 17h, no Hotel Grand São Luís Hotel.  

“Convido nossos companheiros de caminhada para um
momento de oração e homenagem ao Governador Eduardo Campos. Amanhã, sexta, em
São Luís”, convidou Flávio Dino pelo Twitter.

O candidato a governador Flávio Dino lamentou a
morte precoce de Eduardo Campos e disse que “a dor é proporcional à gratidão
pessoal que tenho por Eduardo, que sempre foi muito solidário e leal com a
nossa luta no Maranhão”.  

O candidato à Presidência da República Eduardo
Campos faleceu nesta quarta-feira (13) em um acidente aéreo na cidade de Santos
(SP).

  • Jorge Vieira
  • 15/ago/2014

Justiça determina reintegração de posse da Prefeitura de São Luís

O
desembargador Antonio Fernando Bayma (foto) concedeu liminar, nesta tarde de quinta-feira (14),
determinando a reintegração de posse das dependências da Prefeitura de São
Luís, com a imediata desocupação do local pelos grevistas, determinando a
apreensão de todo o material utilizado como obstáculo (barracas, gradeados,
faixas, bandeiras) que estejam na via pública ou entrada do prédio.

O magistrado
também vedou a ocupação pelos grevistas de qualquer outro imóvel público
municipal e autorizou reforço policial para integral cumprimento da ordem,
observando a cautelaridade e razoabilidade na condução. O descumprimento da
liminar implica em multa diária de R$ 10 mil.
O Município de
São Luís ajuizou a ação cautelar contra o Sindicato dos Professores da Rede
Municipal (Sindeducação), durante o plantão da noite da última quarta-feira
(13), informando que já teve reconhecida a ilegalidade da greve, em decisão do
desembargador Antonio Guerreiro Junior, ante o fato de o movimento ter sido
deflagrado em desrespeito aos requisitos legais.
Segundo o
Município, a decisão que determinou o retorno dos professores ao trabalho foi
mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Afirmou ainda que as ordens foram
ignoradas pelo Sindeducação, que preferiu ocupar ilicitamente a sede da prefeitura,
causando obstrução das atividades administrativas e o direito de ir e vir em
via pública.
O
desembargador Antonio Bayma justificou a urgência na apreciação da cautelar em
sede de plantão, ainda que de forma excepcional, em razão da abusividade do
movimento grevista em desrespeito à ordem jurídica.
Ele verificou
a presença dos requisitos necessários à concessão da medida, entendendo ainda
que o prolongamento da ocupação tanto do acesso quanto do interior da sede da
Prefeitura levaria a descrédito e invalidaria as decisões judiciais,
comprometendo o normal funcionamento das atividades, o livre uso e acesso às
dependências do local.
“Não se
pretende impedir os manifestantes de fazer valer seu direito de reunião, mas
garantir o livre acesso dos servidores e da população em geral à entidade”,
ressaltou.

  • Jorge Vieira
  • 14/ago/2014

Justiça condena Edinho a pagar R$ 200 mil por fazer propaganda eleitoral antecipada

A pedido de Ministério Público,
Justiça Eleitoral condenou o candidato da coligação Pra Frente Maranhão, Edinho
Lobão, e a TV Difusora, de sua propriedade, a pagar multa de R$ 203.563,46, por
usar as datas comemorativas ao Dia do Trabalhador e ao Dia das Mães para fazer propaganda
antecipada.
Ao prolatar a sentença, o juiz
federal Ricardo Felipe Rodrigues Macieira, da comissão de juízes auxiliares,
diz: “julgo parcialmente procedente o pedido para condenar solidariamente os
representados EDISON LOBÃO FILHO e RÁDIO E TV DIFUSORA DO MARANHÃO LTDA. ao
pagamento de multa fixada em R$ 203.563,46 (duzentos e três mil quinhentos e
sessenta e três reais e quarenta e seis centavos – Lei 9.504/97, art. 36, p.
3º)”. 
Segundo o Ministério Público
Eleitoral, o então pré-candidato
Edison Lobão Filho, no mês de maio, fez propaganda eleitoral antecipada,
valendo-se de mensagens alusivas a datas comemorativas (Dia do Trabalho e Dia das
Mães
), transmitidas ao longo da programação do canal de televisão aberto da
Rádio e TV Difusora do Maranhão Ltda., num total de 12 minutos de propaganda
antecipada.
Conforme a
representação do MPE “a repetida aparição
do pré-candidato no mencionado meio de comunicação, com a autopromoção de sua
imagem, ainda que de forma indireta, e no contexto de período pré-eleitoral
representa violação à isonomia objeto de proteção das normas eleitorais.
Ademais, as inserções se deram fora do
âmbito da propaganda partidária
, o que, em conjunto com as demais
circunstâncias que envolveram a divulgação das mensagens, acima tratadas,
demonstra de forma indubitável o intento de fazer propaganda eleitoral fora do
período permitido por lei”
.
 
Diante dos
argumentos e das provas contidas na representação, o juiz considerou as
mensagens alusivas ao dia do Trabalhador e ao Dia das Mães “configuram hipóteses evidentes de propaganda
eleitoral extemporânea em benefício do então pré-candidato Edison Lobão Filho
(Lei 9.504/97, art. 36, c/c a Resolução TSE 23.404.14, art. 2º)”.
E concluiu: Dessa forma, a multa
deverá equivaler a 24 inserções de propaganda eleitoral antecipada, sendo 11 no
valor de R$ 7.722,34 (sete mil setecentos e vinte e dois reais e trinta e
quatro centavos – fl. 15), referentes ao Dia
do Trabalho
, e 13 no valor de R$ 9.124,44 (nove mil cento e vinte e
quatro reais e quarenta e quatro centavos – fl. 16), referentes ao Dia das Mães.

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