O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, participou nesta terça-feira (20), no centro histórico, da maior mobilização já realizada em São Luís nesta reta final da campanha para presidente da República.
Milhares de apoiadores atenderam ao convite do presidente e deram uma verdadeira demonstração de força da campanha do petista no Maranhão, estado onde tem obtido os maiores percentuais de votação das últimas eleições que disputou.
Lula foi recebido na capital maranhense pelo governador Carlos Brandão (MDB), pelo vice-governador Felipe Camarão (PT), pela senadora Eliziane Gama (PT), pelo senador eleito André Fufuca (PP) e lideranças nacionais, entre os quais o presidente nacional do PT, Edinho Silva.
Durante a passagem por São Luís, o presidente que busca a reeleição pediu votos, anunciou propostas relacionadas ao perdão de dívidas e à gratuidade do transporte público nos fins de semana.
Lula informou ainda que seus advogados estavam apresentando ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para abertura de seus sigilos bancário e telefônico e desafiou o senador Flávio Bolsonaro (PL), a fazer o mesmo. Fe\z esse desafio durante o debata na TV Bandeirantes no domingo passado.
Também participaram da mobilização gigante a deputada federal reeleita Sônia Guajajara (PSOL), o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), o deputado federal eleito Rubens Pereira Júnior (PT) e a deputada estadual eleita Cricielle Muniz (PT).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afrontar o senador Flávio Bolsonaro ao disponibilizar formalmente o acesso às suas informações sigilosas perante a Justiça Eleitoral. A iniciativa foi confirmada pelo próprio chefe do Executivo durante cumprimento de agenda eleitoral na capital maranhense, São Luís, oportunidade em que informou ter acionado seus representantes legais para protocolar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a liberação irrestrita de suas movimentações financeiras e de suas comunicações telefônicas, exige declaração do mandatário.
A investida visa expor a conduta dos adversários diante da opinião pública, estabelecendo um comparativo direto sobre transparência patrimonial e integridade pública. “Nesse momento em que estou dando entrevista para vocês, meus advogados estão em Brasília, no TSE, entregando um documento meu pedindo a quebra do meu sigilo bancário e telefônico e exigindo que o Flávio Bolsonaro faça o mesmo. O meu, dos meus filhos, da Janja, e que ele faça também da família dele, até do pai dele, que está preso. Que ele entre na Justiça autorizando quebrar o sigilo, porque eu estou disposto a que a sociedade brasileira saiba quem é que é ladrão nesse país, quem é que é corrupto. Quero ver se ele tem coragem de abrir o sigilo bancário dele e o sigilo telefônico dele. Ou seja, a pessoa física e a pessoa jurídica. Agora, neste instante, meus advogados estão dando entrada com este pedido meu e exigindo que ele faça o mesmo. Vamos ver se ele tem coragem de abrir a vida secreta dele”, declarou Lula durante a coletiva.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (20). Considerando apenas os votos válidos, o candidato do PL registra 52% das intenções de voto, enquanto o atual presidente soma 48%. A diferença de quatro pontos percentuais representa um empate técnico no limite da margem de erro do levantamento.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores em todo o território nacional entre os dias 15 e 19 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02952/2026.
Na modalidade estimulada, em que os entrevistados recebem uma lista com os nomes dos candidatos, Flávio Bolsonaro alcança 48% das intenções de voto, contra 45% de Lula. A vantagem de três pontos percentuais também configura empate técnico, considerando a margem de erro da pesquisa.
Os votos brancos e nulos representam 5% das respostas, enquanto 2% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.
O levantamento mostra uma evolução das intenções de voto no senador em relação à pesquisa anterior, realizada em 1º de outubro. Na comparação, Flávio Bolsonaro passou de 46% para 48% na modalidade estimulada, um crescimento de dois pontos percentuais.
Lula, por sua vez, permaneceu com 45% das intenções de voto no mesmo intervalo. Com isso, a diferença numérica entre os dois candidatos, que era de um ponto percentual, passou para três pontos.
Na pesquisa espontânea, quando os eleitores indicam seus candidatos sem receber uma lista de nomes, o senador também aparece numericamente à frente. Flávio Bolsonaro registra 47%, enquanto Lula alcança 44%.
Nessa modalidade, 5% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco ou anular o voto. Outros 4% não souberam responder.
Lula lidera entre mulheres e eleitores de menor renda
Os resultados da pesquisa Real Time Big Data também revelam diferenças nas preferências eleitorais conforme o gênero e a faixa de renda dos entrevistados.
Entre os homens, Flávio Bolsonaro registra 52% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 41%. A vantagem numérica do senador nesse segmento é de 11 pontos percentuais.
No eleitorado feminino, o cenário se inverte. O presidente alcança 49% das intenções de voto, contra 45% do candidato do PL, uma diferença de quatro pontos percentuais favorável ao petista.
A renda dos entrevistados também apresenta relação com as preferências eleitorais. Lula obtém seu melhor desempenho entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, segmento no qual registra 54% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece com 39% nesse grupo.
Entre os entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, o senador apresenta uma vantagem numérica mais expressiva. Flávio alcança 61% das intenções de voto, enquanto Lula registra 33%, uma diferença de 28 pontos percentuais.
Os números indicam que o presidente tem maior apoio entre os eleitores de menor renda, enquanto seu adversário apresenta desempenho superior na faixa de renda mais elevada analisada pelo instituto.
Rejeição de Lula chega a 35%, ante 33% de Flávio
A pesquisa também avaliou a rejeição aos dois candidatos que disputam a Presidência da República.
Nesse indicador, Lula registra 35%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 33%. A diferença é de dois pontos percentuais.
Outros 28% dos entrevistados afirmaram rejeitar tanto o presidente quanto o senador. Já 4% declararam não rejeitar nenhum dos dois candidatos.
Os percentuais mostram que ambos enfrentam resistência de parcelas expressivas do eleitorado, inclusive entre os entrevistados que manifestam rejeição simultânea aos dois nomes.
Maioria dos eleitores afirma já ter decidido o voto
A cinco dias do segundo turno, marcado para domingo (25), o levantamento aponta um elevado grau de definição das preferências eleitorais.
Segundo o Real Time Big Data, 93% dos entrevistados afirmam já ter escolhido em quem votar na disputa presidencial.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 94% declaram que não mudariam de candidato de maneira alguma. No grupo que manifesta preferência por Lula, 90% afirmam que manterão sua decisão (247).
O presidente Luís Inácio Lula da Silva, ganhou um reforço de peso na reta final da campanha que poderá lhe dá um quarto mandato. O governador Carlos Brandão (MDB), além de vestir a camisa do Brasil e fazer “L” neste final de semana, confirmou presença e acompanhará Lula na caminhada que fará no centro de São Luís na manhã desta terça-feira (20), com apoiadores de sua reeleição. A concentração está marcada a partir 8h, no Largo do Carmo.
Brandão receberá Lula no Aeroporto Marechal da Cunha Machado e seguirá com ele até o centro da cidade onde estarão concertados militante e simpatizantes do candidato ao PT. O chefe do Executivo estadual, que havia se recolhido após a derrota do candidato Orleans Brandão (MDB) e vinha sedo cobrado pelo silêncio, além de manifestar apoio ao petista, agradeceu a Lula a ajuda que o governo federal tem dado ao Maranhão.
Ao declarar seu apoio à reeleição do presidente, Brandão mostrou coerência, pois ao longo da campanha, seu sobrinho e candidato ao governo Orleans procurou colar sua imagem a Lula, mesmo o petista fazendo campanha para o candidato Felipe Camarão (PT), seu maior adversário e um dos motivos do racha governista que acabou prejudicando a votação de Lula no Estado. Em 2022, por exemplo, Lula obteve 71% dos votos válidos e em 2026 este percentual caiu para 63%.
Além de Brandão, diversas lideranças políticas caminharão com o presidente, principalmente as ligadas a Federação Brasil da Esperança. As senadoras Eliziane Gama (PT) e Ana Paula Lobato (PSB) confirmaram presença, o senador eleito André Fufuca (PP) também confirmou presença no ato. Já o senador Weverton Rocha Rocha, informado com a derrota e consequente perda do mandato a partir de janeiro de 2027, não confirmou presença, o mesmo acontecendo com o ex-ministro das telecomunicações, Juscelino Filho (PSDB).
Brandão mostra coerência ao se engajar na campanha do presidente, assim como o governador eleito Eduardo Braide (PSD) ao manifestar neutralidade no segundo turno, a exemplo do que fez no primeiro. Quer manter diálogo com que se eleger presidente da República, independente de quem seja o escolhido pelo povo que vai as urnas no próximo domingo (25).
Os partidários de Flávio Bolsonaro (PL) por sua vez também promete muita agitação na quarta-feira (21) em ato programado para a Praça Maria Aragão, mas que não deve contar com a presença do candidato. O ato deve contar, no entanto, com a presença do deputado Nicolas Ferreira, o parlamentar mais votado do país e um dos principais cabos eleitorais do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe .
A disputa pela Presidência da República permanece acirrada na reta final das eleições de 2026. Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta sexta-feira (16) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 50,5% dos votos válidos, contra 49,5% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar da vantagem numérica do candidato do PL, os dois estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro do levantamento.
O levantamento foi publicado a nove dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro, e indica uma disputa sem vantagem estatisticamente definida para qualquer um dos presidenciáveis.
Na avaliação dos votos totais, que incluem eleitores indecisos e aqueles que pretendem votar em branco ou anular o voto, Flávio Bolsonaro registra 46,8% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 45,9%. A diferença entre os candidatos, nesse cenário, é de 0,9 ponto percentual.
Os votos brancos e nulos representam 4,9% das respostas, enquanto 2,4% dos entrevistados afirmaram ainda não ter decidido em quem votar. Juntos, esses dois grupos correspondem a 7,3% do eleitorado consultado, percentual superior à diferença registrada entre os candidatos.
O levantamento CNT/MDA apresenta margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. Isso significa que a diferença de um ponto percentual entre Flávio Bolsonaro e Lula nos votos válidos não é suficiente para estabelecer uma liderança estatisticamente significativa.
Embora Flávio apareça numericamente à frente, os resultados indicam que ambos os candidatos permanecem em condições de equilíbrio na disputa presidencial.
A pesquisa também evidencia a importância dos eleitores que ainda não definiram seu voto ou manifestam intenção de votar em branco ou nulo. A nove dias da votação, esses segmentos representam uma parcela do eleitorado que pode influenciar o resultado final, embora o levantamento não permita determinar se haverá mudança de preferência até o pleito.
PoderData também registra empate entre Lula e Flávio Bolsonaro
Outro levantamento divulgado nesta sexta-feira (16) reforça o cenário de equilíbrio eleitoral. Segundo pesquisa do instituto PoderData, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com exatamente 50% das intenções de voto cada um.
O resultado apresenta uma disputa numericamente empatada, diferentemente da CNT/MDA, na qual o candidato do PL registra uma vantagem de um ponto percentual nos votos válidos.
Apesar das diferenças nos percentuais apresentados, as duas pesquisas divulgadas no mesmo dia apontam para uma disputa presidencial apertada, sem indicação de vantagem estatisticamente consolidada de um dos candidatos.
Para a realização do levantamento CNT/MDA, foram entrevistados presencialmente 2.014 eleitores entre terça-feira (13) e quinta-feira (15) de outubro.
A coleta de dados ocorreu em aproximadamente 140 municípios, distribuídos pelas 27 unidades da Federação, abrangendo todas as regiões brasileiras.
A pesquisa foi contratada pela Confederação Nacional do Transporte e registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-00652/2026.
A disputa pela Presidência da República permanece acirrada a dez dias do segundo turno das eleições de 2026. Pesquisa Palver, realizada entre 10 e 13 de outubro, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 49% das intenções de voto, contra 50% de Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de um ponto percentual configura empate técnico, considerando a margem de erro máxima de 2,3 pontos percentuais.
Entre os entrevistados, 49% afirmam que votarão com certeza em Flávio Bolsonaro, enquanto 48% demonstram a mesma convicção em relação a Lula. A rejeição também está equilibrada: 50% dizem que não votariam no presidente em nenhuma circunstância, ante 48% que rejeitam o candidato do PL.
Um dos principais dados favoráveis ao presidente aparece entre os eleitores que se abstiveram no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Nesse grupo, 59% declaram preferência por Lula, enquanto 28% afirmam que votariam em Flávio Bolsonaro.
A diferença de 31 pontos percentuais indica uma possibilidade de ampliação da votação do petista, caso parte desses eleitores compareça às urnas no segundo turno.
Entretanto, o levantamento identifica obstáculos para transformar essa preferência em votos efetivos. Entre os entrevistados que não participaram da primeira votação, 37% afirmaram que estavam viajando e 21% disseram possuir título eleitoral registrado em outra cidade.
Essas justificativas indicam que uma parcela importante das ausências está relacionada a dificuldades logísticas, e não necessariamente à falta de interesse pela disputa presidencial.
A mobilização desse eleitorado representa, portanto, um desafio para a campanha de Lula, especialmente diante do curto intervalo até a votação.
A pesquisa também investigou como os eleitores dos candidatos derrotados no primeiro turno pretendem se posicionar na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Entre aqueles que votaram em Augusto Cury (Avante), 64% manifestam preferência pelo presidente, enquanto 32% declaram apoio ao candidato do PL.
O movimento é inverso entre os eleitores de Ronaldo Caiado (PSD). Nesse segmento, Flávio Bolsonaro reúne 61% das intenções de voto, contra 35% de Lula.
Já os apoiadores de Renan Santos (Missão) aparecem divididos igualmente: 41% pretendem votar em Lula e outros 41% em Flávio Bolsonaro. Os 18% restantes afirmam que votarão em branco ou anularão o voto.
Apesar dessas diferenças, os resultados precisam ser interpretados com cautela. A quantidade de entrevistados em cada um desses grupos é reduzida, o que limita a precisão das estimativas e impede conclusões definitivas sobre a transferência de votos.
O levantamento revela diferenças importantes nas razões que levam os brasileiros a apoiar cada candidatura.
Entre os eleitores de Lula, 37% apontam a defesa da democracia como principal motivação para o voto. Já entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 34% mencionam a rejeição ao PT como fator determinante para sua escolha.
O receio em relação ao resultado da eleição também aparece praticamente dividido. Segundo a Palver, 48% dos entrevistados demonstram maior preocupação com uma eventual reeleição de Lula, enquanto 47% dizem temer mais uma vitória de Flávio Bolsonaro.
As diferenças entre os grupos sociais e regionais permanecem relevantes. O presidente apresenta maior força eleitoral no Nordeste e entre os beneficiários do Bolsa Família. Flávio Bolsonaro, por sua vez, registra desempenho mais favorável no Sul, no Centro-Oeste e entre os evangélicos.
A pesquisa também identifica uma diferença de quase 20 pontos percentuais no comportamento eleitoral de homens e mulheres, evidenciando a importância do gênero na composição das bases de apoio dos candidatos.
A avaliação da situação econômica aparece como um dos principais fatores associados à dificuldade do presidente em ampliar sua vantagem eleitoral.
De acordo com a Palver, 51% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, enquanto 48% aprovam sua gestão. Além disso, quase metade considera que a situação do país piorou ao longo dos últimos 12 meses.
O custo de vida é apontado como a principal preocupação das famílias brasileiras por 34% dos participantes da pesquisa.
A percepção sobre esse problema, entretanto, varia significativamente conforme a preferência eleitoral. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 51% identificam o custo de vida como a questão mais preocupante. Entre os eleitores de Lula, esse percentual cai para 15%.
O levantamento também avaliou qual candidato é considerado mais preparado para enfrentar diferentes desafios nacionais.
Flávio Bolsonaro aparece à frente nas avaliações relacionadas à segurança pública, ao controle da dívida, ao combate à inflação e ao enfrentamento da corrupção.
Lula, por outro lado, apresenta vantagem clara quando o assunto é o combate à pobreza. Nas áreas de saúde e educação, os dois candidatos aparecem empatados.
Apesar das avaliações negativas sobre a situação econômica recente, 70% dos entrevistados acreditam que a economia brasileira melhorará nos próximos 12 meses. Essa expectativa positiva, contudo, está distribuída entre os apoiadores dos dois candidatos e não representa uma vantagem eleitoral evidente para nenhum deles.
Outro resultado relevante da pesquisa diz respeito à estabilidade das escolhas eleitorais.
Segundo a Palver, 95% dos entrevistados mantiveram a decisão que já haviam tomado antes da última semana de campanha do primeiro turno. Apenas 4% mudaram ou definiram sua preferência presidencial nesse período.
Entre aqueles que alteraram o voto, 51% tomaram a decisão entre 27 de setembro e 2 de outubro. Outros 8% decidiram no sábado anterior à votação, enquanto 20% fizeram sua escolha no próprio domingo, 4 de outubro.
O levantamento também investigou os motivos dessas mudanças.
Para 23% dos eleitores que trocaram de candidato, a principal razão foi perceber que sua escolha inicial não tinha possibilidade de chegar ao segundo turno.
Outros 9% afirmaram que pretendiam contribuir para uma definição da eleição já na primeira votação, enquanto 9% disseram ter mudado de preferência para impedir a vitória de um candidato rejeitado.
Somadas, essas três motivações representam 41% das mudanças de voto, indicando a importância do cálculo estratégico entre os eleitores que reconsideraram suas escolhas.
A influência direta da campanha foi menor. Apenas 7% atribuíram a mudança a debates ou à propaganda eleitoral, enquanto outros 7% mencionaram notícias ou denúncias.
Entre os entrevistados que mudaram de voto, os apoiadores de Augusto Cury representavam 23% do grupo, seguidos pelos de Flávio Bolsonaro, com 21%. Os eleitores de Lula, Renan Santos e Ronaldo Caiado correspondiam a 13% cada.
Esses resultados, entretanto, têm limitações estatísticas importantes, já que o grupo de pessoas que alteraram sua preferência reúne menos de 200 entrevistas.
A Palver entrevistou 5.000 pessoas entre os dias 10 e 13 de outubro. O levantamento apresenta tamanho efetivo de amostra de 1.783 entrevistados e margem de erro máxima informada de 2,3 pontos percentuais.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08028/2026.
A metodologia utilizada é baseada em uma amostra online não probabilística, formada por participantes recrutados por meio de anúncios em redes sociais. Os resultados são posteriormente calibrados considerando a votação registrada no primeiro turno
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado concluiu nesta quarta-feira (14) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, uma das prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida, que busca ampliar a integração das forças policiais e fortalecer o combate ao crime organizado, segue agora para o plenário da Casa.
A conclusão da votação ocorreu de maneira acelerada, após o colegiado analisar três destaques que haviam ficado pendentes desde 2 de setembro, quando o texto principal foi aprovado. O relator da proposta, senador Rogério Carvalho (PT-SE), rejeitou as alterações apresentadas e preservou a versão aprovada pela Câmara dos Deputados.
A decisão faz parte de uma estratégia para acelerar a tramitação da PEC e permitir que sua votação seja concluída antes do segundo turno das eleições. Ao manter o texto encaminhado pelos deputados, a comissão também evita, nesta etapa, mudanças que poderiam prolongar a análise da proposta no Congresso.
A aprovação definitiva da PEC é considerada estratégica pelo governo Lula, que pretende criar o Ministério da Segurança Pública após a conclusão da tramitação. A nova estrutura é uma das iniciativas planejadas pelo Executivo para ampliar a coordenação federal das políticas de segurança e do enfrentamento às organizações criminosas.
PEC prevê integração nacional no combate ao crime organizado
Um dos principais pontos da proposta é a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição Federal. O mecanismo busca estabelecer uma estrutura permanente de cooperação entre União, estados e Distrito Federal, permitindo maior articulação entre os diferentes órgãos responsáveis pela segurança pública.
Pelo texto aprovado na CCJ, os entes federativos poderão legislar sobre questões relacionadas à segurança, incluindo a formação de forças-tarefa intergovernamentais, a organização das polícias e guardas municipais e o funcionamento do sistema socioeducativo.
A constitucionalização do SUSP pretende fortalecer a integração das políticas de segurança pública, especialmente no enfrentamento de organizações criminosas que atuam em diferentes estados e mantêm estruturas de operação que ultrapassam as fronteiras estaduais.
A proposta também estabelece mecanismos para ampliar a cooperação entre as forças de segurança e facilitar operações conjuntas contra facções criminosas e outras organizações envolvidas em atividades ilícitas.
Texto endurece regras contra facções e milícias
Além das mudanças na estrutura de segurança pública, a PEC estabelece medidas mais rigorosas para o enfrentamento de organizações criminosas, grupos paramilitares e milícias privadas.
Entre as disposições previstas está a obrigatoriedade de cumprimento de pena em estabelecimentos prisionais de segurança máxima ou de natureza especial para os casos abrangidos pelas novas regras.
O texto também prevê a proibição ou restrição de benefícios penais, incluindo a progressão de regime, a concessão de liberdade provisória, com ou sem fiança, e a saída temporária.
Outra medida é a possibilidade de expropriação de bens, direitos e valores econômicos relacionados às atividades dessas organizações. O objetivo é atingir o patrimônio utilizado ou obtido por meio das práticas criminosas, ampliando os instrumentos de combate ao financiamento de facções e milícias.
As disposições buscam reforçar a atuação do Estado não apenas na repressão direta aos crimes, mas também na desarticulação financeira e operacional dos grupos envolvidos.
PEC autoriza criação de polícias municipais e amplia atuação da PRF
A proposta também modifica a organização das forças de segurança ao permitir a criação de polícias municipais voltadas ao policiamento ostensivo e comunitário.
A medida amplia as possibilidades de atuação dos municípios na segurança pública, especialmente em atividades de patrulhamento preventivo e policiamento de proximidade.
Outra alteração envolve a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que poderá ampliar suas atribuições para atuar também em hidrovias e ferrovias, além das rodovias federais.
O texto permite ainda que a PRF preste apoio a outras forças de segurança mediante solicitação dos governadores, ampliando as possibilidades de cooperação em operações estaduais.
Ao mesmo tempo, a PEC preserva a competência privativa da União sobre a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, assim como sobre as normas relativas às atividades de inteligência.
Proposta segue para o plenário do Senado
Com a conclusão da análise dos destaques na CCJ, a PEC da Segurança Pública avança para uma nova etapa de tramitação no Senado.
Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, o texto precisa ser aprovado em dois turnos de votação no plenário, com o apoio de pelo menos três quintos dos senadores, o equivalente a 49 votos.
A manutenção da versão aprovada pela Câmara é importante para a estratégia de acelerar a tramitação. Caso o Senado aprove integralmente o mesmo texto, a proposta poderá ser promulgada pelo Congresso Nacional sem necessidade de retornar aos deputados. (247)