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  • Jorge Vieira
  • 15/out/2026

Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados no segundo turno, aponta pesquisa Palver

A disputa pela Presidência da República permanece acirrada a dez dias do segundo turno das eleições de 2026. Pesquisa Palver, realizada entre 10 e 13 de outubro, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 49% das intenções de voto, contra 50% de Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de um ponto percentual configura empate técnico, considerando a margem de erro máxima de 2,3 pontos percentuais.

Entre os entrevistados, 49% afirmam que votarão com certeza em Flávio Bolsonaro, enquanto 48% demonstram a mesma convicção em relação a Lula. A rejeição também está equilibrada: 50% dizem que não votariam no presidente em nenhuma circunstância, ante 48% que rejeitam o candidato do PL.

Um dos principais dados favoráveis ao presidente aparece entre os eleitores que se abstiveram no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Nesse grupo, 59% declaram preferência por Lula, enquanto 28% afirmam que votariam em Flávio Bolsonaro.

A diferença de 31 pontos percentuais indica uma possibilidade de ampliação da votação do petista, caso parte desses eleitores compareça às urnas no segundo turno.

Entretanto, o levantamento identifica obstáculos para transformar essa preferência em votos efetivos. Entre os entrevistados que não participaram da primeira votação, 37% afirmaram que estavam viajando e 21% disseram possuir título eleitoral registrado em outra cidade.

Essas justificativas indicam que uma parcela importante das ausências está relacionada a dificuldades logísticas, e não necessariamente à falta de interesse pela disputa presidencial.

A mobilização desse eleitorado representa, portanto, um desafio para a campanha de Lula, especialmente diante do curto intervalo até a votação.

A pesquisa também investigou como os eleitores dos candidatos derrotados no primeiro turno pretendem se posicionar na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Entre aqueles que votaram em Augusto Cury (Avante), 64% manifestam preferência pelo presidente, enquanto 32% declaram apoio ao candidato do PL.

O movimento é inverso entre os eleitores de Ronaldo Caiado (PSD). Nesse segmento, Flávio Bolsonaro reúne 61% das intenções de voto, contra 35% de Lula.

Já os apoiadores de Renan Santos (Missão) aparecem divididos igualmente: 41% pretendem votar em Lula e outros 41% em Flávio Bolsonaro. Os 18% restantes afirmam que votarão em branco ou anularão o voto.

Apesar dessas diferenças, os resultados precisam ser interpretados com cautela. A quantidade de entrevistados em cada um desses grupos é reduzida, o que limita a precisão das estimativas e impede conclusões definitivas sobre a transferência de votos.

O levantamento revela diferenças importantes nas razões que levam os brasileiros a apoiar cada candidatura.

Entre os eleitores de Lula, 37% apontam a defesa da democracia como principal motivação para o voto. Já entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 34% mencionam a rejeição ao PT como fator determinante para sua escolha.

O receio em relação ao resultado da eleição também aparece praticamente dividido. Segundo a Palver, 48% dos entrevistados demonstram maior preocupação com uma eventual reeleição de Lula, enquanto 47% dizem temer mais uma vitória de Flávio Bolsonaro.

As diferenças entre os grupos sociais e regionais permanecem relevantes. O presidente apresenta maior força eleitoral no Nordeste e entre os beneficiários do Bolsa Família. Flávio Bolsonaro, por sua vez, registra desempenho mais favorável no Sul, no Centro-Oeste e entre os evangélicos.

A pesquisa também identifica uma diferença de quase 20 pontos percentuais no comportamento eleitoral de homens e mulheres, evidenciando a importância do gênero na composição das bases de apoio dos candidatos.

A avaliação da situação econômica aparece como um dos principais fatores associados à dificuldade do presidente em ampliar sua vantagem eleitoral.

De acordo com a Palver, 51% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, enquanto 48% aprovam sua gestão. Além disso, quase metade considera que a situação do país piorou ao longo dos últimos 12 meses.

O custo de vida é apontado como a principal preocupação das famílias brasileiras por 34% dos participantes da pesquisa.

A percepção sobre esse problema, entretanto, varia significativamente conforme a preferência eleitoral. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 51% identificam o custo de vida como a questão mais preocupante. Entre os eleitores de Lula, esse percentual cai para 15%.

O levantamento também avaliou qual candidato é considerado mais preparado para enfrentar diferentes desafios nacionais.

Flávio Bolsonaro aparece à frente nas avaliações relacionadas à segurança pública, ao controle da dívida, ao combate à inflação e ao enfrentamento da corrupção.

Lula, por outro lado, apresenta vantagem clara quando o assunto é o combate à pobreza. Nas áreas de saúde e educação, os dois candidatos aparecem empatados.

Apesar das avaliações negativas sobre a situação econômica recente, 70% dos entrevistados acreditam que a economia brasileira melhorará nos próximos 12 meses. Essa expectativa positiva, contudo, está distribuída entre os apoiadores dos dois candidatos e não representa uma vantagem eleitoral evidente para nenhum deles.

Outro resultado relevante da pesquisa diz respeito à estabilidade das escolhas eleitorais.

Segundo a Palver, 95% dos entrevistados mantiveram a decisão que já haviam tomado antes da última semana de campanha do primeiro turno. Apenas 4% mudaram ou definiram sua preferência presidencial nesse período.

Entre aqueles que alteraram o voto, 51% tomaram a decisão entre 27 de setembro e 2 de outubro. Outros 8% decidiram no sábado anterior à votação, enquanto 20% fizeram sua escolha no próprio domingo, 4 de outubro.

O levantamento também investigou os motivos dessas mudanças.

Para 23% dos eleitores que trocaram de candidato, a principal razão foi perceber que sua escolha inicial não tinha possibilidade de chegar ao segundo turno.

Outros 9% afirmaram que pretendiam contribuir para uma definição da eleição já na primeira votação, enquanto 9% disseram ter mudado de preferência para impedir a vitória de um candidato rejeitado.

Somadas, essas três motivações representam 41% das mudanças de voto, indicando a importância do cálculo estratégico entre os eleitores que reconsideraram suas escolhas.

A influência direta da campanha foi menor. Apenas 7% atribuíram a mudança a debates ou à propaganda eleitoral, enquanto outros 7% mencionaram notícias ou denúncias.

Entre os entrevistados que mudaram de voto, os apoiadores de Augusto Cury representavam 23% do grupo, seguidos pelos de Flávio Bolsonaro, com 21%. Os eleitores de Lula, Renan Santos e Ronaldo Caiado correspondiam a 13% cada.

Esses resultados, entretanto, têm limitações estatísticas importantes, já que o grupo de pessoas que alteraram sua preferência reúne menos de 200 entrevistas.

A Palver entrevistou 5.000 pessoas entre os dias 10 e 13 de outubro. O levantamento apresenta tamanho efetivo de amostra de 1.783 entrevistados e margem de erro máxima informada de 2,3 pontos percentuais.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08028/2026.

A metodologia utilizada é baseada em uma amostra online não probabilística, formada por participantes recrutados por meio de anúncios em redes sociais. Os resultados são posteriormente calibrados considerando a votação registrada no primeiro turno

  • Jorge Vieira
  • 14/out/2026

Em vitória de Lula, CCJ do Senado aprova PEC da Segurança

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado concluiu nesta quarta-feira (14) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, uma das prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida, que busca ampliar a integração das forças policiais e fortalecer o combate ao crime organizado, segue agora para o plenário da Casa.

A conclusão da votação ocorreu de maneira acelerada, após o colegiado analisar três destaques que haviam ficado pendentes desde 2 de setembro, quando o texto principal foi aprovado. O relator da proposta, senador Rogério Carvalho (PT-SE), rejeitou as alterações apresentadas e preservou a versão aprovada pela Câmara dos Deputados.

A decisão faz parte de uma estratégia para acelerar a tramitação da PEC e permitir que sua votação seja concluída antes do segundo turno das eleições. Ao manter o texto encaminhado pelos deputados, a comissão também evita, nesta etapa, mudanças que poderiam prolongar a análise da proposta no Congresso.

A aprovação definitiva da PEC é considerada estratégica pelo governo Lula, que pretende criar o Ministério da Segurança Pública após a conclusão da tramitação. A nova estrutura é uma das iniciativas planejadas pelo Executivo para ampliar a coordenação federal das políticas de segurança e do enfrentamento às organizações criminosas.

PEC prevê integração nacional no combate ao crime organizado

Um dos principais pontos da proposta é a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição Federal. O mecanismo busca estabelecer uma estrutura permanente de cooperação entre União, estados e Distrito Federal, permitindo maior articulação entre os diferentes órgãos responsáveis pela segurança pública.

Pelo texto aprovado na CCJ, os entes federativos poderão legislar sobre questões relacionadas à segurança, incluindo a formação de forças-tarefa intergovernamentais, a organização das polícias e guardas municipais e o funcionamento do sistema socioeducativo.

A constitucionalização do SUSP pretende fortalecer a integração das políticas de segurança pública, especialmente no enfrentamento de organizações criminosas que atuam em diferentes estados e mantêm estruturas de operação que ultrapassam as fronteiras estaduais.

A proposta também estabelece mecanismos para ampliar a cooperação entre as forças de segurança e facilitar operações conjuntas contra facções criminosas e outras organizações envolvidas em atividades ilícitas.

Texto endurece regras contra facções e milícias

Além das mudanças na estrutura de segurança pública, a PEC estabelece medidas mais rigorosas para o enfrentamento de organizações criminosas, grupos paramilitares e milícias privadas.

Entre as disposições previstas está a obrigatoriedade de cumprimento de pena em estabelecimentos prisionais de segurança máxima ou de natureza especial para os casos abrangidos pelas novas regras.

O texto também prevê a proibição ou restrição de benefícios penais, incluindo a progressão de regime, a concessão de liberdade provisória, com ou sem fiança, e a saída temporária.

Outra medida é a possibilidade de expropriação de bens, direitos e valores econômicos relacionados às atividades dessas organizações. O objetivo é atingir o patrimônio utilizado ou obtido por meio das práticas criminosas, ampliando os instrumentos de combate ao financiamento de facções e milícias.

As disposições buscam reforçar a atuação do Estado não apenas na repressão direta aos crimes, mas também na desarticulação financeira e operacional dos grupos envolvidos.

PEC autoriza criação de polícias municipais e amplia atuação da PRF

A proposta também modifica a organização das forças de segurança ao permitir a criação de polícias municipais voltadas ao policiamento ostensivo e comunitário.

A medida amplia as possibilidades de atuação dos municípios na segurança pública, especialmente em atividades de patrulhamento preventivo e policiamento de proximidade.

Outra alteração envolve a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que poderá ampliar suas atribuições para atuar também em hidrovias e ferrovias, além das rodovias federais.

O texto permite ainda que a PRF preste apoio a outras forças de segurança mediante solicitação dos governadores, ampliando as possibilidades de cooperação em operações estaduais.

Ao mesmo tempo, a PEC preserva a competência privativa da União sobre a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, assim como sobre as normas relativas às atividades de inteligência.

Proposta segue para o plenário do Senado

Com a conclusão da análise dos destaques na CCJ, a PEC da Segurança Pública avança para uma nova etapa de tramitação no Senado.

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, o texto precisa ser aprovado em dois turnos de votação no plenário, com o apoio de pelo menos três quintos dos senadores, o equivalente a 49 votos.

A manutenção da versão aprovada pela Câmara é importante para a estratégia de acelerar a tramitação. Caso o Senado aprove integralmente o mesmo texto, a proposta poderá ser promulgada pelo Congresso Nacional sem necessidade de retornar aos deputados. (247)

  • Jorge Vieira
  • 14/out/2026

Candidatos a presidente farão ato público em São Luís; Brandão se mantém em silêncio após a derrota

Os candidatos a presidência da República Luís Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) deixaram para a última semana que antecede o segundo das eleições para um contato direto com os eleitores do Maranhão, visando ampliar suas votações no estado.  Os dois estão empatados tecnicamente segundo as últimas pesquisas.

Lula desembarca em São Luís com sua caravana dia 20. A programação ainda está sendo definida pela direção nacional da campanha em sintonia com os coordenadores estaduais, mas é provável que o candidato do PT participe de um carreata ou caminhada.

O presidente vem ao Maranhão, onde obteve mais de 60% dos votos no primeiro turno, na esperança de elevar esse percentual acima de 70%, a exemplo do que aconteceu em 2022 quando retomou o comando do país. Vai encontrar seu grupo rachado, até o momento não existe confirmação da presença do governador Carlos Brandão (MDB) no ato.

Na última sexta-feira (9) Lula teve uma reunião com o governador, em Brasília, o que gerou especulações sobre possível manifestação de apoio, todavia Brandão, que passou toda a campanha no primeiro turno associando seu candidato ao governo Orleans Brandão (MDB) ao presidente, permanece em silêncio.

Nos  bastidores da eleição, o silêncio de Brandão revela sua ingratidão diante de tudo que Lula tem feito para ajudar sua gestão, sendo a última autorização do governo federal para o Branco do Brasil emprestar ao estado R$ 1,3 bilhão às vésperas do primeiro turno.

Na noite desta terça-feira, o presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rossi, anunciou que dez diretórios do partido anunciaram apoio a Flávio Bolsonaro, sem incluir o Maranhão, mas o fato concreto é que até agora Brandão se quer confirmou se se fará presente no ato do petista.

Independente da decisão que Brandão venha tomar, os petistas do Maranhão estão preparando uma grande festa para receber seu líder que tenta governar o país pela quarta vez e está empatado tecnicamente com Flávio, mas com perspectiva de crescimento após a militância promover manifestação de ruas em todo o país,

Problema de falta de unidade também ocorre entre apoiadores do filho 01 do ex-presidente preso por tentativa de golpe, Jair Bolsonaro. Com vinda ao Maranhão programada para o dia 21 de outubro, quatro dias antes da eleição, existe dúvidas se o senador Lahesio Bonfim (Novo) estará no mesmo palanque com Roberto Rocha (PRTB). Roberto acusa Lahesio e o partido Novo de traição.

  • Jorge Vieira
  • 13/out/2026

Lula avança para 49% e empata com Flávio Bolsonaro no segundo turno, indica PoderData/Aya

O presidente Lula (PT) subiu dois pontos percentuais em cinco dias e alcançou 49% das intenções de voto em votos válidos para o segundo turno das eleições, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) oscilou dois pontos para baixo e registra 51%, aponta pesquisa do instituto PoderData/Aya divulgada nesta terça-feira (13). Com uma margem de erro de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, os dois candidatos aparecem tecnicamente empatados na corrida do segundo turno, segundo dados divulgados pelo portal Poder360.

A mudança no cenário eleitoral ocorre após o levantamento anterior, no qual a diferença entre os concorrentes era de seis pontos percentuais em favor do parlamentar do PL (53% a 47%). A pesquisa atual foi realizada entre os dias 10 e 12 de outubro e reflete o ritmo da campanha a menos de duas semanas da votação. No primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula, resultando em uma vantagem de 1,87 ponto percentual no pleito inicial.

A reação do presidente ocorre após movimentos de mobilização política e engajamento digital. Para reverter o quadro desfavorável deixado pela primeira etapa da eleição, a campanha de Lula acionou uma força de mobilização composta por novos parlamentares eleitos e apoio de artistas nas redes sociais. O movimento incluiu o fortalecimento de conteúdos nas plataformas digitais e manifestações nas ruas, como os atos ocorridos no domingo (11) e na segunda-feira (12) em São Paulo, na Avenida Paulista, focados na defesa da soberania nacional e da democracia.

Apesar da recuperação de Lula na intenção de votos válidos, os índices de rejeição permaneceram estáveis. A parcela do eleitorado que afirma não votar no atual presidente “de jeito nenhum” mantiveram-se em 46%. Por outro lado, a rejeição a Flávio Bolsonaro apresentou variação de um ponto percentual, passando de 43% para 44%.

Nos recortes demográficos e regionais, o presidente preserva vantagem expressiva no eleitorado feminino, registrando 53% da preferência contra 39% do senador do PL. Por sua vez, Flávio lidera no Centro-Oeste, onde alcança 55%, e na Região Sul, onde obtém 61%, além de manter a preferência entre eleitores que concluíram o ensino médio (52%).

A avaliação sobre o atual governo mantém-se majoritariamente crítica na amostragem geral. De acordo com o levantamento, 50% dos entrevistados desaprovam o desempenho de Lula à frente da Presidência da República, enquanto 44% aprovam e 6% não souberam responder. Os números de avaliação da administração federal espelham o mesmo resultado: 50% de desaprovação e 44% de aprovação.

O levantamento do PoderData/Aya entrevistou 3 mil pessoas por meio de ligações telefônicas fixas e móveis, abrangendo 686 municípios nas 27 unidades da Federação. A pesquisa possui intervalo de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01209/2026.

  • Jorge Vieira
  • 13/out/2026

Pesquisa BTG/Nexus: Flávio Bolsonaro tem 52% e Lula 48% – empate técnico no limite da margem de erro

A nova pesquisa BTG/Nexus sobre o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento, divulgado nesta terça-feira (13), ouviu 2.002 eleitores e tem margem de erro de dois pontos percentuais. A diferença de quatro pontos entre os candidatos corresponde ao limite da margem de erro, caracterizando um empate técnico no critério de sobreposição dos intervalos.

Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Flávio Bolsonaro registra 48% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Já na modalidade espontânea, em que os eleitores declaram sua preferência sem receber uma lista de candidatos, Flávio aparece com 46% e Lula com 44%.

Os números mostram uma disputa presidencial apertada, embora o candidato do PL apareça numericamente à frente nos três indicadores.

Na pesquisa estimulada, a diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula é de três pontos percentuais, inferior à soma das margens de erro individuais.

O resultado de 48% a 45% indica que os dois candidatos concentram a ampla maioria das intenções de voto, enquanto 7% dos entrevistados se distribuem entre outras respostas, como votos brancos, nulos ou indecisão, conforme as categorias utilizadas no levantamento.

Quando considerados apenas os votos válidos, a vantagem numérica de Flávio Bolsonaro passa a quatro pontos, com 52% contra 48%.

O levantamento também revela como os eleitores de candidatos que disputaram o primeiro turno estão se distribuindo na segunda etapa da eleição.

Entre os que votaram em Romeu Zema, 80% declaram agora apoio a Flávio Bolsonaro.

No eleitorado de Ronaldo Caiado, 55% migraram para o candidato do PL, enquanto 27% passaram a apoiar Lula.

Entre os eleitores de Cury, a divisão é mais equilibrada: 43% optaram por Flávio Bolsonaro e 41% pelo presidente Lula.

No grupo que votou em Renan Santos, 37% declaram preferência por Flávio, enquanto 31% manifestam intenção de votar em Lula.

Os dados indicam que Flávio Bolsonaro apresenta maior aproveitamento do eleitorado de Zema e Caiado, enquanto a distribuição dos votos de Cury e Renan Santos é mais dividida.

Um dos dados mais relevantes do levantamento é o elevado grau de convicção dos entrevistados.

Segundo a BTG/Nexus, 92% dos eleitores afirmam ter certeza de sua decisão de voto.

O indicador sugere uma disputa com preferências amplamente consolidadas, embora não elimine a possibilidade de mudanças até o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

A pesquisa também apresenta os índices de rejeição dos dois candidatos.

Lula registra 51%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 47%.

A diferença de quatro pontos mostra que ambos enfrentam resistência de parcelas expressivas do eleitorado, em uma eleição marcada pela polarização política.

Com menos de duas semanas até a votação, os resultados da BTG/Nexus retratam uma disputa em que Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, mas com diferenças próximas da margem de erro.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais.

A elevada convicção declarada pelos entrevistados e os índices de rejeição dos candidatos são elementos importantes para compreender o cenário eleitoral, sem afastar a possibilidade de alterações nas preferências até o dia da votação.

  • Jorge Vieira
  • 10/out/2026

Brandão conversa com Lula e deve declarar apoio à reeleição do presidente

O silêncio do governador Carlos Brandão (MDB) sobre o segundo da eleição para presidente da República deve ser encerrado nas próximas horas. Brandão esteve reunido com Lula (PT) nesta sexta-feira (9), em Brasília, e tudo indica que deve anunciar seu apoio à reeleição do presidente.

Segundo uma fonte do Senado ligada ao presidente Lula, o conteúdo da conversa não foi vazado, mas a expectativa é que o ainda governador do Maranhão venha declarar apoio à reeleição de Lula, ponde fim a especulações sobre seu posicionamento.

Brandão passou a sofrer pressão de aliados que apoiam a candidatura de Flavio Bolsonaro à presidente após a ausência do presidente Lula na campanha do candidato derrotado ao governo Orleans Brandão (MDB), todavia vem mantendo silêncio desde que as urnas concederam vitória a Eduardo Braide (PSD) no primeiro.

O governador, que foi acusado de não cumprir um suposto acordo de passar o comando do estado para o vice-governador Felipe Camarão (PT) e disputar uma cadeira no Senado, decisão que provocou o racha na base lulista e acabou prejudicando a votação do presidente, havia se recolhido desde o dia 4 de outubro, mas deve se manifestar nas próximas horas declarando apoio ao petista.

Estariam pressionando o governador a declarar apoio a Flávio Bolsonaro, os deputados federais reeleitos Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), Aluísio Mendes (Republicanos),e outros eleitos, assim como um série de prefeitos que estiveram ao lado do candidato do governador na sucessão estadual.

Agora é esperar o retorno do governador e conferir o resultado da conversa com o presidente.

Lula tem sido um grande parceiro do governo do Maranhão, todas as grande obras existentes no estado estão sendo executadas em parceria com o governo federal.

  • Jorge Vieira
  • 9/out/2026

Campanha de Lula compara Flávio a Collor para rebater discurso de renovação

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a comparar o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao ex-presidente Fernando Collor de Mello para questionar sua promessa de renovação e associar os cortes de gastos defendidos pelo adversário ao risco de perdas para a população. Segundo reportagem da CNN Brasil, a estratégia busca recuperar a memória das promessas de modernização feitas por Collor e do bloqueio de recursos financeiros ocorrido após sua chegada ao poder.

A ofensiva responde ao discurso que a equipe de Flávio pretende reforçar no segundo turno. De acordo com a CNN Brasil, o candidato do PL deve adotar o mote “um novo presidente para um novo Brasil”, com uma mensagem de mudança em oposição à continuidade do governo Lula.

O PT levou a comparação às redes sociais em uma publicação que funde os rostos de Collor e Flávio. A montagem reúne manchetes sobre o confisco de recursos no início dos anos 1990 e sobre as propostas de redução de despesas do senador. A peça traz a frase: “Às vezes o futuro pode ser uma volta ao passado”.

Na legenda, o partido reforça a associação entre a promessa de mudança e consequências negativas para os brasileiros: “O Brasil já viu esse filme. A vítima no fim é sempre o povo. Lembrar para não repetir!”.

A iniciativa reúne dois objetivos da comunicação petista: enfraquecer a imagem de novidade construída pelo adversário e apresentar sua promessa de “tesouraço” nas contas públicas como uma ameaça a direitos e à renda da população. A associação com Collor é o argumento usado pela campanha para confrontar o discurso de futuro com a lembrança de medidas econômicas que atingiram os brasileiros.

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-presidente do partido e ex-ministra das Relações Institucionais, também recorreu à comparação. Em uma publicação nas redes sociais, ela vinculou Flávio às políticas do presidente argentino Javier Milei e afirmou que suas propostas teriam consequências para aposentadorias, programas sociais e salários.

“Ele já disse que vai fazer com o Brasil o que Milei está fazendo na Argentina: cortar aposentadorias, programas sociais e congelar salários. Esse cara é tipo um Collor de Mello: vende sonhos e vai entregar pesadelos”, declarou Gleisi.

O embate também envolve a diferença de idade entre os candidatos. Conforme a reportagem, a equipe de Flávio pretende explorar o contraste entre os 45 anos do senador e os 80 anos de Lula, além de apresentar as lideranças de direita eleitas neste ano como integrantes de uma geração mais jovem.

Collor tinha 40 anos quando assumiu a Presidência. Na campanha de 1989, construiu sua imagem como “caçador de marajás”, com promessas de combate a privilégios, e derrotou Lula no segundo turno da primeira eleição direta para presidente após a ditadura militar.

A referência histórica mobilizada pelo PT se concentra na distância entre aquelas promessas e as medidas adotadas no governo. Em 1990, logo no início do mandato, o Plano Collor bloqueou parte do dinheiro depositado em poupanças, contas-correntes e outras aplicações financeiras, como parte de uma tentativa de conter a inflação. O pacote também congelou preços e salários.

O mandato terminou em 1992, após denúncias de corrupção e a abertura de um processo de impeachment. Collor renunciou antes da conclusão do julgamento, mas o Senado deu continuidade ao processo e o declarou inabilitado por oito anos para exercer função pública.

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