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  • Jorge Vieira
  • 13/abr/2026

PT muda estratégia para 2026 após avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas

O PT decidiu reposicionar sua estratégia para as eleições presidenciais de 2026 diante do avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto e da avaliação interna de que houve falhas na comunicação política desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo reportagem de Lara Brito, do Poder360, publicada neste domingo, 12 de abril de 2026, a legenda pretende intensificar a comparação entre o governo Lula e a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao mesmo tempo em que busca ampliar a divulgação de programas, políticas públicas e entregas da atual administração.

A mudança de rumo ocorre após o Datafolha divulgar, no sábado, 11 de abril, um cenário de segundo turno em que Flávio Bolsonaro aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Foi a primeira vez que o senador surgiu numericamente à frente do presidente em um levantamento do instituto, o que acendeu o sinal de alerta no comando petista e acelerou a reformulação da estratégia de comunicação para a disputa de 2026.

No centro da autocrítica do partido está a percepção de que o governo e a legenda não explicitaram de forma suficiente, desde 2023, o quadro econômico e social herdado da administração anterior. A avaliação foi vocalizada por integrantes da área de comunicação da sigla. O secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou ao Poder360 que o partido “pecou na comunicação” ao não deixar claro “o tamanho do estrago” deixado pelo governo Bolsonaro.

A fala sintetiza uma leitura que ganha força dentro do PT: parte do desgaste enfrentado atualmente pelo governo estaria ligada menos à ausência de resultados concretos e mais à incapacidade de disputar a narrativa pública sobre o ponto de partida encontrado por Lula ao reassumir a Presidência. Nesse diagnóstico, a eleição de 2026 não será travada apenas em torno de promessas e realizações, mas também da batalha política pela memória recente do país e pela interpretação do que foi herdado em 2023.

Duas frentes de campanha

A nova estratégia petista deve operar em dois planos simultâneos. De um lado, a exaltação das entregas do governo Lula, com ênfase na reconstrução de políticas públicas e programas sociais. De outro, o confronto direto entre dois modelos políticos, econômicos e institucionais: o projeto representado pelo presidente Lula e o legado bolsonarista, que o partido pretende associar à perda de direitos, ao enfraquecimento do Estado e ao comprometimento da soberania nacional.

As inserções partidárias que começarão a ser exibidas em rádio e televisão a partir de 23 de abril devem refletir esse novo desenho. A comunicação será organizada em seis eixos principais. O primeiro será a comparação entre políticas públicas nas áreas de saúde, educação e economia nos períodos de 2019 a 2022 e de 2023 a 2026. O segundo eixo será o reforço da ideia de reconstrução nacional, com destaque para a recriação e retomada de programas sociais.

O terceiro eixo mira diretamente a disputa de narrativa na economia. Nesse campo, o PT pretende politizar o debate econômico por meio de contraposições como “soberania vs. entreguismo” e “distribuição de renda vs. concentração”. Trata-se de uma tentativa de enquadrar o debate eleitoral como um confronto entre um projeto nacional de desenvolvimento e outro voltado à desestatização, à financeirização e à subordinação do país a interesses privados.

Novas bandeiras sociais e foco na segurança

Além do embate econômico, o PT quer agregar novas bandeiras sociais à campanha. Entre elas estão o fim da escala 6×1, o combate ao feminicídio e a defesa da tarifa zero no transporte público. A legenda avalia que essas pautas podem ampliar sua conexão com setores populares e urbanos, sobretudo em um ambiente de crescente insatisfação com o custo de vida e com a precarização das condições de trabalho.

No caso específico da escala 6×1, o partido pretende destacar seu impacto sobre a vida das mulheres, associando a redução da jornada ao alívio da dupla jornada e à melhoria das condições de cuidado dentro das famílias. O combate à violência de gênero também aparece como peça importante dessa construção discursiva, em uma tentativa de vincular as propostas petistas à proteção social e à ampliação de direitos.

Outro ponto de inflexão na estratégia é a segurança pública. O tema passará a ocupar um papel mais central na comunicação partidária, com a defesa de um sistema nacional integrado. A inclusão desse eixo revela a tentativa do PT de responder a uma pauta historicamente explorada pela direita e de neutralizar um terreno em que os adversários costumam ter mais aderência eleitoral.

Também está prevista uma ampliação da atuação digital, com mobilização direta da militância e maior presença nas redes. O objetivo é aumentar a capilaridade da mensagem partidária e reagir com mais velocidade ao ambiente digital, considerado decisivo para a formação da opinião pública e para a disseminação de ataques e desinformação.

A narrativa da reconstrução e o ataque ao legado bolsonarista

Na avaliação da direção petista, a reconstrução do país precisa ser apresentada de maneira mais contundente. Por isso, a legenda pretende insistir na tese de que o governo Lula teve de reorganizar áreas desestruturadas, recompor programas desmontados e reconstruir instrumentos de ação estatal enfraquecidos nos anos anteriores.

Um dos pontos que o partido pretende explorar com mais intensidade é a condução fiscal do governo Bolsonaro, especialmente no caso dos precatórios. Essas dívidas judiciais da União tiveram seus pagamentos limitados por emenda constitucional aprovada em 2021, que impôs um teto anual e autorizou o adiamento de parte dos valores. A medida abriu espaço no Orçamento, mas foi duramente criticada pela oposição à época, que passou a tratá-la como um “calote”.

O tema voltou a ganhar relevância política por permitir ao PT sustentar a narrativa de que houve deterioração fiscal e postergação artificial de compromissos públicos para acomodar interesses eleitorais. Embora a postergação tenha ocorrido dentro de regra legal aprovada pelo Congresso, a legenda pretende explorar o episódio como símbolo de um modelo de gestão que, em sua leitura, comprometeu a previsibilidade das contas públicas e agravou distorções estruturais.

Outro eixo de ataque será o processo de privatizações conduzido no período anterior. O PT cita a venda da Eletrobras, concluída em 2022, e da BR Distribuidora, finalizada em 2021, como exemplos de perda de instrumentos de intervenção estatal, sobretudo no setor energético. O argumento ganhou novo impulso com o debate sobre a alta dos combustíveis e com a percepção, dentro do governo, de que a venda de ativos estratégicos ligados à distribuição e ao refino reduziu a capacidade de resposta do Estado diante de choques externos.

Integrantes do partido avaliam que decisões adotadas nos anos anteriores ampliaram a exposição do Brasil à volatilidade internacional e enfraqueceram mecanismos de proteção econômica. Assim, a defesa da soberania nacional passa a funcionar como um eixo central da narrativa petista, articulando temas como energia, proteção social, papel do Estado e desenvolvimento.

Flávio no centro da ofensiva

O reposicionamento do PT não se limita à valorização da gestão Lula e à crítica ao legado bolsonarista. Ele também envolve uma ofensiva mais direta contra Flávio Bolsonaro, hoje tratado como principal adversário no tabuleiro eleitoral. A legenda prepara material de pré-campanha para associar o senador a casos de corrupção, especialmente ao esquema das “rachadinhas”.

A avaliação interna é que, embora o sobrenome Bolsonaro impulsione Flávio junto ao eleitorado conservador e bolsonarista, ele também carrega elevada rejeição e vulnerabilidades que podem ser exploradas eleitoralmente. O objetivo do PT é desconstruir a imagem mais moderada que aliados do senador tentam consolidar e vinculá-lo mais fortemente ao núcleo político, ideológico e moral do bolsonarismo.

Éden Valadares indicou ao Poder360 que essa linha de ação já começa a aparecer em iniciativas de pré-campanha. Um dos momentos mencionados é a mobilização das centrais sindicais marcada para 15 de abril, quando o partido pretende, nas palavras do dirigente, “apresentar quem é” o adversário ao eleitorado. A formulação revela uma aposta clara na nacionalização do confronto político e na tentativa de impedir que Flávio se apresente como um nome dissociado da trajetória de Jair Bolsonaro e de seus episódios mais desgastantes.

Disputa de narrativa será decisiva em 2026

O diagnóstico consolidado no PT aponta que a eleição presidencial de 2026 tende a ser marcada por uma disputa intensa de memória, identidade política e interpretação do país. Nesse cenário, a legenda pretende combinar a valorização das políticas do governo Lula com uma ofensiva mais agressiva sobre o campo adversário, mobilizando temas econômicos, sociais, institucionais e simbólicos.

Ao admitir falhas de comunicação e reformular seu discurso, o partido tenta corrigir o que considera um erro estratégico do início do mandato: não ter transformado em narrativa política permanente a herança recebida em 2023. Agora, diante do crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, a ordem é endurecer o contraste entre os dois projetos e fazer da campanha uma disputa direta entre reconstrução nacional e continuidade do legado bolsonarista. (247)

  • Jorge Vieira
  • 10/abr/2026

Careca do INSS ameaça entregar políticos do PDT, PL e Republicanos; senador Weverton Rocha é alvo

O jornal eletrônico Metrópoles trás nesta sexta-feira (10) a informação de que  o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, vulgo Careca do INSS, ameaçou entregar políticos do PL, PDT e Republicanos que participaram da Farra do INSS, a depender do direcionamento da delação premiada do empresário Maurício Camisotti.

“Se ele [Camisotti] não falar tudo, eu vou ter que falar”, disse o Careca do INSS, na manhã desta sexta-feira (10/4), a um interlocutor.

Camisotti assinou uma delação premiada com a Polícia Federal (PF). Ele e o Careca do INSS estão presos desde setembro do ano passado. Ambos são apontados como operadores da farra dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões. O esquema criminoso foi revelado pelo Metrópoles.

O Careca do INSS teme que Camisotti o coloque como principal operador do esquema e poupe políticos.

O lobista cogita entregar o senador Weverton (PDT), vice-líder do governo Lula no Congresso, e até mesmo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O parlamentar foi alvo de mandado de busca e apreensão no fim do ano passado no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga a Farra do INSS. Já o filho do presidente Lula (PT) é suspeito de receber pagamentos do Careca do INSS para atuar em um projeto de canabidiol com o governo federal.

Apesar de cogitar a delação, o Careca do INSS precisa do aval de autoridades. A coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, mostrou que não existiria interesse, por parte dos investigadores, caso Camisotti fechasse delação, o que já aconteceu. (Com informações do Metrópoles).

  • Jorge Vieira
  • 10/abr/2026

Tribunal Popular no Maranhão vai julgar denúncias de crimes socioambientais do MATOPIBA

Entre os dias 5 e 7 de maio, será realizado em São Luís (MA) o “Tribunal dos Povos do Maranhão contra o ecogenocídio do MATOPIBA: em defesa da vida e dos territórios”. A iniciativa organizada por comunidades tradicionais, com apoio da Comissão Pastoral da Terra (CPT Maranhão), Movimento Quilombola do Maranhão (MOQUIBOM) outras organizações nacionais e internacionais, reunirá diferentes povos, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e representantes do poder público, como defensorias públicas estadual e federal, e ministério público estadual e federal. O objetivo é denunciar crimes socioambientais na fronteira de expansão agrícola conhecida como MATOPIBA, composta pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

A realização do tribunal surge da necessidade de comunidades tradicionais acompanhadas pela CPT/MA – como quilombolas, camponesas e quebradeiras de coco – de denunciar os crimes que atravessam seus territórios. Diante da morosidade e da omissão dos órgãos públicos em apurar violações, as comunidades construíram um processo coletivo autônomo para dar visibilidade às denúncias e expor as práticas violentas que afetam os territórios.

Embora não esteja inserido no sistema formal de justiça e suas sentenças não tenham poder de condenação, o tribunal popular expõe casos reais de violência e pressiona autoridades para que as denúncias expostas sejam devidamente investigadas, julgadas e punidas. A iniciativa também busca garantir justiça aos povos ameaçados e reforçar o respeito aos direitos humanos e aos direitos da natureza.

O tribunal contará com um júri popular formado por representantes da sociedade civil e promotores ligados a universidades e grupos de pesquisa, e reunirá testemunhas que vivem nos territórios afetados e são vítimas diretas dos crimes socioambientais praticados por governos e grandes empresas. Essas denúncias são resultado de escutas realizadas entre 2025 e 2026, quando lideranças quilombolas, mulheres quebradeiras de coco, lavradores e famílias de agricultores relataram violências acumuladas ao longo de décadas, como grilagem, expulsão, pistolagem, desmatamento e perseguição política, jurídica e policial.

A programação do Tribunal Popular contará com depoimentos de representantes de cinco comunidades afetadas em diferentes regiões do Maranhão.

A expectativa é reunir mais de 100 pessoas. Por questões de segurança das pessoas participantes, incluindo lideranças sob ameaça de morte por atuarem na defesa de seus territórios, os casos julgados e o local do tribunal serão informados somente no dia do evento aos jornalistas devidamente credenciados na CPT-MA.

O “Tribunal dos povos do Maranhão contra o ecogenocídio do Matopiba: em defesa da vida e dos territórios” é uma construção coletiva dos povos e comunidades tradicionais em parceria com a CPT Maranhão e o Moquibom, e conta com o apoio das seguintes entidades: Articulação das CPTs da Amazônia, CESE, CLUA, Escola de Ativismo, Fundo Casa, Global Witness, OAK, Repam e Salve a Floresta – organizações empenhadas na luta por justiça, reparação e garantia do direito aos territórios ancestrais.

  • Jorge Vieira
  • 9/abr/2026

Lula sanciona leis para fortalecer combate à violência contra mulheres

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (9), três projetos de lei que fortalecem o combate à violência contra a mulher. Um deles prevê monitoramento eletrônico de agressores em caso de violência doméstica.

O segundo projeto tipifica crime de vicaricídio, assassinato de filhos e parentes como forma de punir ou causar sofrimento às mulheres. Já o terceiro projeto sancionado cria o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra Mulheres Indígenas.

Durante a cerimônia de assinatura no Palácio do Planalto, Lula destacou que a legislação precisa estar atenta e atualizada para lidar com os diversos tipos de violências praticados contra as mulheres.

Causas e efeitos

“Toda lei que a gente faz corrige em determinado momento alguma coisa. Mas os violentos encontram um jeito de burlar o que foi feito. Na verdade, estamos cuidando dos efeitos e não das causas”, afirmou Lula ao defender, também, leis que levem o tema para o campo da educação, focada nos jovens, de forma a favorecer uma melhor formação comportamental.

“Se a gente não cuidar da causa, a gente não vai resolver esse problema. A mulher sempre estará à mercê de alguém que não cumpre nenhuma regra. O desafio é muito sério”, completou presidente da República.

Lula lembrou que os mais jovens têm, por meio das novas tecnologias, cada vez mais acesso a informações que nem sempre são as mais adequadas. Nesse sentido, reiterou a importância de o país avançar na regulação das redes sociais e de determinados conteúdos inapropriados que circulam pela internet.

“Quem dera essas informações [difundidas nas redes sociais] fossem para uma boa formação; que fossem coisas educacionais e produtivas para criarmos um novo homem e uma nova mulher”, discursou o presidente ao lamentar que haja mais facilidades para se acessar coisas ruins do que boas nesses meios.

Violência

Para o presidente, a falta de controle das plataformas digitais é um dos fatores de incentivo à violência e ao não cumprimento de regras.

“Precisamos evitar que os crimes aconteçam. Se a gente não brigar com as plataformas para cuidar disso, não é pai e mãe que vão conseguir cuidar. Não é, até porque pai e mãe têm muitos outros afazeres, e nem sempre estão dentro do quarto, deitados na cama com o filho, vendo o que ele está fazendo [nas redes sociais]. O desafio é muito grande”, completou. (Agência Brasil)

  • Jorge Vieira
  • 9/abr/2026

Carlos Lula destaca SUS em sessão no Congresso Nacional

O deputado estadual Carlos Lula (PSB) participou, nesta quarta-feira (8), em Brasília, de sessão solene do Congresso Nacional em homenagem ao Dia Mundial da Saúde e ao lançamento do Vade Mecum da Saúde 2026, publicação que reúne normas e diretrizes voltadas à gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ex-secretário de Estado da Saúde do Maranhão e ex-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula teve sua atuação destacada durante a cerimônia, especialmente no enfrentamento da pandemia de Covid-19 no estado. Em discurso, o parlamentar relembrou os desafios da crise sanitária e o papel do SUS na resposta à emergência.

“O Dia Mundial da Saúde nos convoca a lembrar dos momentos em que o SUS foi posto à prova em escala máxima. Eu falo aqui como alguém que esteve na linha de frente, que assinou portaria às três da manhã, que viu médicos e enfermeiros chegarem ao limite, mas não recuarem”, afirmou.

Ao destacar a experiência do Maranhão, o deputado ressaltou os resultados obtidos durante a pandemia e fez referência à condução da política de saúde no período.

“O Maranhão escreveu uma história diferente na pandemia, com medidas que priorizaram vidas. Esse trabalho precisa ser reconhecido como exemplo de compromisso com a população”, declarou.

Durante a sessão, também foi enfatizada a importância do Vade Mecum da Saúde 2026 como ferramenta de apoio à gestão pública. Segundo Carlos Lula, a iniciativa contribui para qualificar a tomada de decisões no sistema de saúde.

“Quando fui gestor, senti na prática a necessidade de uma referência legislativa consolidada. Esse instrumento chega para orientar quem está na linha de frente e fortalecer o SUS”, disse.

A senadora Ana Paula Lobato (PSB) destacou o caráter estruturante do sistema público de saúde e reconheceu a atuação do Maranhão durante a pandemia.

“O SUS é uma conquista civilizatória. É impossível não registrar o esforço realizado no Maranhão, com decisões rápidas e responsabilidade para proteger a população”, afirmou.

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) também mencionou os avanços da rede pública estadual.

“Vivenciamos no Maranhão uma rede de saúde estruturada, com hospitais, policlínicas e ações que contribuíram para resultados expressivos no enfrentamento da pandemia”, declarou.

Já o secretário executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, apontou a experiência maranhense como referência nacional.

“A resposta do Maranhão à pandemia alterou a curva esperada da Covid-19 e se tornou objeto de estudo, pela capacidade de coordenação e resposta do sistema de saúde”, destacou.

A sessão foi convocada pelo presidente do Congresso Nacional, a partir de requerimento da senadora Ana Paula Lobato e do deputado federal Márcio Jerry. O evento reuniu autoridades, especialistas e representantes de instituições da área da saúde.

Também compuseram a mesa o deputado estadual Othelino Neto (PSB), o representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil, Christian Morales, e a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Sandra Mara Campos Alves.

  • Jorge Vieira
  • 8/abr/2026

Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados no 2º turno, diz Meio/Ideia

Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (8) pelo instituto Meio/Ideia indica um cenário de forte equilíbrio na disputa presidencial, com empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em simulações de segundo turno, além de liderança de ambos no primeiro turno.

No cenário de segundo turno entre os dois, Flávio Bolsonaro aparece com 45,8% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45,5%, dentro da margem de erro da pesquisa.

O estudo também avaliou outros possíveis confrontos. Em uma eventual disputa contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula soma 45%, contra 40% do ex-governador de Goiás, com 16% de brancos, nulos e indecisos. Já diante de Romeu Zema (Novo), o presidente aparece com 44,7%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais tem 38,7%, com 16,6% de eleitores indecisos ou que pretendem votar em branco ou nulo.

Em cenários com outros nomes, a vantagem de Lula é mais ampla. Contra o coordenador do MBL, Renan Santos (Missão), o presidente registra 45%, frente a 26,4% do adversário, com 28,6% de indecisos, brancos e nulos. Já contra o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), Lula aparece com 46%, enquanto Rebelo tem 22,6%, e 31,4% dos entrevistados não definiram voto.

No primeiro turno, a pesquisa também mostra disputa concentrada entre os dois principais nomes. Lula lidera com 40,4% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 37,0%, configurando empate técnico dentro da margem de erro.

Na sequência, Ronaldo Caiado aparece com 6,5%. O empresário Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) têm 3,0% cada, enquanto Aldo Rebelo soma 0,6%.

Entre os entrevistados, 1,0% declararam intenção de voto em branco ou nulo, enquanto 8,5% afirmaram não saber em quem votar.

A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 7 de abril, com 1.500 entrevistas em todo o país. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi financiado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00605/2026.

  • Jorge Vieira
  • 7/abr/2026

Braide anuncia Elaine Carneiro como pré-candidata a vice em sua chapa

O ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, pré-candidato ao Governo do Estado, conforme havia prometido, anunciou nesta manhã de terça-feira (7) sua companheira como candidata a vice. Tratar-se da empresária Elaine Carneiro, figura de destaque no setor produtivo da região e filiada ao PSD.

A iniciativa do ex-prefeito da capital de buscar na região Tocantina uma representante ligada ao setor empresarial é mais um movimento que visa alcançar maior penetração em Imperatriz, segundo maior colégio eleitoral do estado e no setor evangélico, hoje considerado importante reduto eleitoral.

​O anúncio foi realizado em Imperatriz, conforme ele havia anunciado em vídeo postado nas redes sociais nesta segunda-feira (6) e revela sua estratégia de consolidação de laços com o interior do estado, especialmente com o segundo maior colégio eleitoral do Maranhão. É bom lembrar que Imperatriz foi fundamental para a vitória de Jackson Lago em 2006

Filha de João da Cruzeiro do Sul, Elaine é uma figura de destaque no setor produtivo da região Tocantina, vinculada ao grupo Pneus Brasil, uma das organizações mais tradicionais do segmento automotivo no estado.

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