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  • Jorge Vieira
  • 22/dez/2014

A Rádio Timbira e a rede de intrigas

Flávio Dino vai reestruturar sistema público de comunicação
Na entrevista concedida ao site Diário do Centro do Mundo, onde afirma a importância de reestruturar o sistema de comunicação pública, o governador eleito Flávio Dino (PCdoB) não fala em nenhum momento em uso político da emissora publica de rádio do Estado.
Após a publicação desta entrevista, setores da imprensa alinhados ao grupo político derrotado na disputa pelo governo do Estado nas ultimas eleições, insistem em “inventar” declarações relacionadas a emissora e que teriam partido tanto de Flávio Dino, quanto de pessoas indicadas por ele para compor a equipe de governo.
Ao ser perguntado na referida entrevista sobre a questão midiática no estado, onde existe uma forte concentração de veículos de comunicação nas mãos de políticos. Flávio Dino afirmou textualmente: “É possível, a partir de uma emissora pública de rádio, melhorar as condições de pluralidade na circulação de ideias na sociedade”. 
Bastou essa observação, relacionada às funções de uma emissora publica de rádio, para a implantação de uma rede de intrigas, marcada por publicações de textos que estão longe de qualquer conteúdo jornalísticos e se assemelham mais a peças de ficção, surgidas em momentos de extremo devaneio.
A rede de intrigas criada em torno do assunto tão relevante  impede a construção de um debate mais aprimorado sobre a importância de uma emissora pública de rádio principalmente em um contexto como o maranhense, onde os tentáculos do patrimonialismo estão encrustados inclusive na área da comunicação.
O caso “Rádio Timbira” sinaliza que a aposta na tática da desinformação e do chamado jornalismo de gabinete, no qual a regra é publicar primeiro e apurar depois, devem  dar a tônica na linha editorial de setores da imprensa maranhense a partir de janeiro de 2015.
Tal situação indica que muitos profissionais de imprensa, acostumados  a navegar na onda do patrimonialismo, ainda não caíram  na real a respeito da nova perspectiva de configuração da politica de comunicação no Estado que a partir de janeiro de 2015 deverá ser pautada nos princípios constitucionais. 
E o que quer dizer politica de comunicação pautada em princípios constitucionais?
É simples assim: Neste contexto, a comunicação é compreendida como um direito de todos os cidadãos, a ser exercido dentro de um ambiente de pluralidade e da consolidação de diversos canais de participação popular.

  • Jorge Vieira
  • 20/dez/2014

Santa Inês: prefeito e servidores confraternizam

Em clima de festa, o prefeito de Santa Inês, José
de Ribamar Costa Alves, promoveu uma manhã de confraternização nesta
quinta-feira (18/12). Foi um momento de troca de presentes e mensagem de
agradecimento do prefeito pelas ações desenvolvidas ao longo deste ano de 2014.

Para animar o encontro, a secretária de
Administração, Solange Cavalcanti da Cunha, realizou atividade de divertimento
entre os presentes, sinalizando o fim de um ano de trabalho e preparando o
espírito da equipe para o próximo ano.

Ribamar Alves aproveitou a confraternização,
realizada em meio a um café da manhã, no auditório da Prefeitura, para projetar
o que espera realizar ao longo do ano de 2015. O prefeito agradeceu a todos os
servidores pelo empenho à frente de suas funções e anunciou que haverá mudanças
na equipe de Governo para o próximo ano.

CULTO EM
AÇÃO DE GRAÇAS

Também esta semana (na última terça-feira, 16)
aconteceu uma manhã de louvor e orações na Prefeitura de Santa Inês. No
auditório do prédio, foi realizado um Culto em Ação de Graças, dirigido pelos
evangélicos Pastor Domingos Pereira Filho (Dudu) e Dimison Guimarães dos
Santos (Chefe de Gabinete), com a presença do prefeito José de Ribamar Costa
Alves, da primeira-dama Luana Alves, além de convidados e servidores do
funcionalismo público do Município.

O culto foi de orações pelas realizações da
Prefeitura neste ano de 2014 e para que o próximo ano (2015) seja de dias
melhores para a gestão municipal e que o prefeito Ribamar Alves e sua equipe de
Governo possam colocar em prática os projetos que estão sendo preparado.

  • Jorge Vieira
  • 20/dez/2014

Deu na Isto É: saída pela porta dos fundos

Para evitar o constrangimento de
entregar a faixa a seu arquirrival, Roseana Sarney renunciou ao cargo de
governadora do Maranhão 20 dias antes do fim de seu mandato. O gesto
amedrontado e deselegante é apenas uma parte do desastroso processo de
transição maranhense. Orientada pelo pai, o ex-presidente José Sarney, que se
despediu na quinta-feira 18 do Senado, Roseana deixou como herança para o
sucessor, o governador eleito Flávio Dino (PCdoB), um Estado endividado e cheio
de armadilhas administrativas. “Ela deixou a confusão para trás e sumiu. Vou
tomar posse no escuro”, afirmou o futuro governador, que se elegeu com a
promessa de dar fim à dinastia de cinco décadas da família Sarney. Dino ainda
desconhece o tamanho do rombo. Só saberá ao certo no dia 1º quando tomar posse.
Faltam informações sobre contratos, liberações de verbas a prefeituras e
pagamentos de funcionários. O que é possível perceber, até agora, é
estarrecedor. Antes de sair, a governadora autorizou licenças que comprometem a
segurança pública do Estado e interrompeu pagamentos no setor de Saúde, há duas
décadas sem concursos públicos. “A dívida com os precatórios é gigantesca. Não
sabemos o que vai ser pago e o que vai ficar para o próximo ano”, lamenta Dino.

O Estado vive dias de apreensão e
paralisia, enquanto Roseana desfruta de férias nos Estados Unidos, depois de a
Assembléia Legislativa autorizar uma pensão vitalícia de R$ 24 mil para ela.
Prefeitos aliados da ex-governadora e empreiteiros correm para a capital, em
busca de notícias sobre o pagamento de convênios atrasados. Para agradar ao
eleitorado, muitas obras foram entregues antes das eleições. Os prefeitos
contavam com a liberação de pelo menos R$ 74 milhões em recursos do Estado e
penduraram a conta com as empreiteiras. Mas os repasses ainda não vieram.
Agora, o governador em exercício precisa decidir se sangra ainda mais as contas
do governo para honrar as dívidas de Roseana ou se cancela os convênios. Todas
as opções são ruins para o novo governador. Se pagar, o Estado sofrerá mais um
baque no caixa, que não está cobrindo nem mesmo as despesas com áreas cruciais
como Saúde e Educação. O calote dos convênios, por outro lado, acirrará a
hostilidade política dos ex-aliados da família Sarney. “Sou vítima de uma
sabotagem”, acusa Dino.

Os empresários
amigos da família Sarney, no entanto, não foram abandonados por

Roseana. Pelo
contrário, estão muito bem aquinhoados. Antes de renunciar ao cargo, ela
assinou renovação de contratos que só venceriam no decorrer de 2015. Para a
surpresa do sucessor, as decisões saíram no “Diário Oficial” com 20 dias de
atraso. Mesmo sabendo que estaria fora do governo, Roseana deixou outra bomba
para o governador eleito desarmar. Brindou um grupo de coronéis da Polícia
Militar com um curso de “tecnologia em segurança pública” por dois anos, mesmo
diante da explosão dos índices de violência no Maranhão. Inexplicavelmente, o
curso com previsão para começar este mês acontecerá em outro Estado, o Rio
Grande do Norte. A consultoria contratada para ministrar as aulas à cúpula da
PM do Maranhão custará R$ 9 milhões aos já combalidos cofres do Estado. Numa
encruzilhada, Dino tenta ao menos adiar a data da viagem, para não ver a PM
desfalcada às vésperas de assumir o mandato. Antes de renunciar, Roseana ainda
tentou assinar um contrato de R$ 1,3 bilhão relativo à administração
penitenciária, equivalente a 8% do orçamento total do Maranhão. Essa medida, no
entanto, a nova administração conseguiu reverter.

Ao mesmo tempo que cria dificuldades para o novo
governo, Roseana trabalhou para não deixar rastros sobre problemas de sua
gestão. A sessão de pessoal do “Diário Oficial” já trouxe exoneração de 200
funcionários comissionados. Muitos deles nem sequer cumpriam o meio expediente
de trabalho do governo e outros pertenciam à família da governadora e de seu
marido, Jorge Murad. Ao deixar o Senado, na quinta-feira 18, Sarney nem
enrubesceu a face ao dizer que deixava o Maranhão “na vanguarda” do País.

 

  • Jorge Vieira
  • 20/dez/2014

“Combate às desigualdades será a principal meta do governo”, diz Flávio Dino

Eleito governador do Maranhão com 63,4% dos votos no primeiro turno,
Flávio Dino fez seu primeiro pronunciamento oficial na Diplomação dos Eleitos
organizada pelo Tribunal Regional Eleitoral. Para ele, o ato da diplomação
marca a vontade de milhões de maranhenses esquecidos pelo Poder Público, e que
devem ser lembrados em todas as ações do próximo governo.

Defendendo a superação das desigualdades refletidas nos índices sociais
alarmantes como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Dino afirmou que a
diplomação não é um mero ato formal, mas um momento carregado de significados.

“Este diploma não é estático, mas é impregnado de vida. Do abraço que
foi dado pela criança que encontramos na campanha, por aquela senhora que dizia
que ora por nós. Este momento pertence aos mais humildes, aos esquecidos do
Maranhão,” disse.

O foco no combate às desigualdades reflete o entendimento do próximo
governador do Estado sobre as prioridades para o Maranhão. Segundo ele, o
diploma materializa a missão “grandiosa que os eleitos têm pela frente”. Essa
missão não é de autoridade, mas de promover a igualdade entre os maranhenses,
disse emocionado.

Com o diploma, completou Flávio Dino, os eleitos estão investidos da
missão de “ser servidor público, de servir ao povo, de não estar acima dos
homens e das mulheres, mas estar junto a eles.”

Uma das metas a serem perseguidas cotidianamente é a fome, que ainda
atinge metade dos maranhenses. Dados divulgados pelo PNAD esta semana revelaram
que o Maranhão é o estado que possui o maior número de pessoas com insegurança
alimentar. “Fome: palavra forte, aguda, cortante, mas que deve ser pronunciada
para que lembremos sempre de nossa maior batalha. Essa é a missão que dá
sentido maior a este momento”.

Além das desigualdades sociais, Flávio destacou o combate à corrupção e
à reforma política que se colocam como temas centrais para atender aos clamores
da sociedade, que esperam dos seus representantes políticos a representação “à
altura do que os brasileiros merecem” e a prestação de serviços públicos de
qualidade.

Acompanhado pela esposa Daniela Lima, Flávio Dino homenageou os seus
familiares e se emocionou ao lembrar que seu pai, Sálvio Dino empenhou-se pessoalmente
nas caminhadas, carreatas e ações da campanha. Dino citou ainda sua mãe, Rita
Maria, e seus irmãos que acompanharam toda a cerimônia. O governador eleito
agradeceu ainda aos parceiros de coligação e aos membros do TRE e servidores da
Justiça que se empenharam para garantir eleições democráticas no estado.

E finalizou, emocionado: “Aproveito também para agradecer a generosidade
do povo do Maranhão. Autenticamente sinto o peso das palavras que pronuncio e
sinto peso das tarefas que nos foi incumbida. Junto com elas, sinto também
coragem para enfrentar os desafios e por fim às desigualdades”.

 

  • Jorge Vieira
  • 19/dez/2014

Governador eleito do Maranhão, Flávio Dino é diplomado pelo TRE-MA

O governador eleito do Maranhão, Flávio Dino
(PCdoB) e o vice, Carlos Brandão (PSDB), foram diplomados na noite desta
sexta-feira (19) pelo Tribunal Regional Eleitoral para exercer mandato de
quatro anos a partir de janeiro de 2015. Na solenidade, que contou com a
presença de mais de 1500 pessoas, foram diplomados além do governador e do
vice, o senador eleito Roberto Rocha, 42 deputados estaduais, 18 deputados
federais e o primeiro suplente de cada partido e/ou coligação.

Acompanhado da esposa, Daniela Lima e dos pais,
Rita Maria e Sálvio Dino, Flávio Dino reconheceu a união de esforços de todos
que acreditam em novo momento para o Estado.

“Receber este diploma é um ato marcado de
muitos significados. Este diploma não representa um ato solitário. Ele pertence
primeiro a Deus, que inspira o bom fazer político, e ao povo do Maranhão. Este
diploma é impregnado de vida, cada letra dele é um símbolo do nome de cada
maranhense”, disse Flávio Dino. 

Ao se pronunciar na mesa, o presidente do TRE,
desembargador Froz Sobrinho, fez um discurso de agradecimento aos setores
profissionais envolvidos na eleição e à população pelo reconhecimento da lisura
do pleito. O presidente do tribunal também desejou um bom desempenho aos
diplomados. “Que uma vez empossados exerçam com determinação suas prerrogativas
políticas para o bem comum do povo maranhense”.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral
explicou que a concessão do diploma é um ato certificativo que autoriza os
vencedores do pleito a exercerem os mandatos que obtiveram nas urnas, por meio
de resultados sem contestações.

A mesa foi composta por todos os membros da corte
do Tribunal Regional Eleitoral,  além da desembargadora Cleonice Cunha
representando o Tribunal de Justiça, do presidente do Tribunal de Contas, Edmar
Cutrim, da desembargadora Nelma Sarney Costa, do deputado Marcelo Tavares, do
presidente da OAB, Mário Macieira e pelo governador Arnaldo Melo.

Após receber o diploma, o governador Flávio Dino,
que estava ao lado do seu vice Carlos Brandão e do senador Roberto Rocha, foi
aclamado pela plateia.

  • Jorge Vieira
  • 19/dez/2014

Justiça determina afastamento do prefeito de Bacuri

Atendendo pedido do Ministério Público
do Maranhão (MPMA), em Ação Civil Pública por ato de improbidade
administrativa, o Poder Judiciário determinou, na quinta-feira, 18, o
afastamento do prefeito de Bacuri, José Baldoino da Silva Nery, pelo prazo de
180 dias. 

A decisão atinge, ainda, o presidente
da Comissão Permanente de Licitação (CPL), Gersen James Correia Chagas; a
secretária da CPL, Flávia Regina Assunção de Azevedo; a integrante da CPL,
Maria José dos Santos Nascimento; o pregoeiro Wagno Setubal de Oliveira e o
integrante da equipe de apoio Raimundo Nonato Amorim. 

Propôs a ação a promotora de justiça
Alessandra Darub Alves, titular da Comarca de Bacuri. A decisão é do juiz
Marcelo Santana Farias.  

O MPMA sustentou que a permanência dos
acusados nas mesmas funções e cargos acarretaria risco para a instrução
processual, pois poderiam dificultar a obtenção de provas, além de influenciar
testemunhas. 

A Promotoria de Justiça de Bacuri
requereu cópia, em julho deste ano, de todos os contratos de prestação de
serviço de transporte escolar firmado pelo Município. Mesmo assim, os
documentos não foram encaminhados ao MPMA. 

Além disso, o Ministério Público
destacou que os acusados forjaram a licitação de 2014, fazendo-a de forma
retroativa. Para concretizar esse objetivo, eles teriam falsificado a
assinatura de um advogado que prestou serviços ao Município de Bacuri.

 

  • Jorge Vieira
  • 19/dez/2014

Paulo Roberto Costa confirma que Roseana e Lobão foram beneficiados com desvios da Petrobras

Agência Estado

Paulo Roberto, Lobão e Roseana anunciando a Refinaria Premium

Primeiro delator da Lava Jato, o
ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa citou em 80
depoimentos que se estenderam por duas semanas, entre agosto e setembro, uma
lista de 28 políticos – que inclui ministro e ex-ministros do governo Dilma
Rousseff (PT), deputados, senadores, governador e ex-governadores.

A reportagem obteve a lista completa
dos citados. A relação inclui ainda parlamentares que integram a base aliada do
Palácio do Planalto no Congresso como supostos beneficiários do esquema de
corrupção e caixa 2 que se instalou na petrolífera entre 2004 e 2012.

Há nomes que até aqui ainda não
haviam sido revelados, como o governador do Acre, Tião Viana (PT), reeleito em
2014, além dos deputados Vander Luiz dos Santos Loubet (PT-MS), Alexandre José
dos Santos (PMDB-RJ), Luiz Fernando Faria (PP-MG) e José Otávio Germano
(PP-RS). Entre os congressistas, ao todo foram mencionados sete senadores e
onze deputados federais.

O perfil da lista reflete o consórcio
partidário que mantinha Costa no cargo e contratos bilionários da estatal sob
sua tutela – são 8 políticos do PMDB, 10 do PP, 8 do PT, 1 do PSB e 1 do PSDB.
Alguns, segundo o ex-diretor de Abastecimento, recebiam repasses com frequência
ou valores que chegaram a superar R$ 1 milhão – dinheiro que teria sido usado
em campanhas eleitorais. Outros receberam esporadicamente – caso, segundo ele,
do ex-senador Sérgio Guerra, que foi presidente nacional do PSDB e em 2009
teria pedido R$ 10 milhões para arquivar uma CPI da Petrobras no Senado.

Sobre vários políticos, o ex-diretor
da estatal apenas mencionou o nome. Não revelou valores que teriam sido
distribuídos a eles ou a suas agremiações.

Foram citados os ex-governadores do
Rio Sérgio Cabral (PMDB), do Maranhão Roseana Sarney (PMDB) e de Pernambuco
Eduardo Campos (PSB) – que morreu em um acidente aéreo em 13 de agosto, durante
campanha presidencial.

Primeiro escalão – A lista inclui também o ex-ministro
Antonio Palocci (PT), que ocupou a Esplanada nos governos Luiz Inácio Lula da
Silva e Dilma; os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da
Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o atual ministro de Minas e Energia,
Edson Lobão, e ex-ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mário Negromonte
(Cidades).

Os 28 nomes são exclusivamente de políticos
que teriam sido beneficiários dos negócios da diretoria de Costa. A Polícia
Federal e a Procuradoria da República trabalham com outros nomes de políticos
que se relacionavam com os ex-diretores da estatal Renato Duque (Serviços) e
Internacional (Nestor Cerveró).

As revelações foram feitas em
depoimentos prestados por Costa à força tarefa da Lava Jato e fazem parte do
acordo de delação premiada firmado pelo ex-diretor com o Ministério Público
Federal em troca de redução da pena. Desde que sua delação foi aceita pelo
Supremo Tribunal Federal, ele cumpre prisão em regime domiciliar, no Rio.

Alguns nomes dessa lista também
aparecem na relação fornecida pelo doleiro Alberto Youssef, que firmou acordo
semelhante – ainda não homologado pelo ministro Teori Zavascki, do STF. O
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve denunciar os envolvidos no
esquema de desvios da estatal em fevereiro, quando tem início a nova
legislatura.

A delação do ex-diretor da Petrobras,
já homologada pelo Supremo, estava com Janot desde novembro. Ele aguarda o teor
do depoimento de Youssef para cruzar os nomes citados, o que deverá ser
realizado até o início da próxima legislatura.


Foro – Na troca da composição do Congresso,
alguns dos citados perdem foro privilegiado e passam a ser julgados pela
Justiça de primeira instância. Por decisão do ministro Teori Zavascki, as
investigações permanecem divididas entre a Suprema Corte e a Justiça Federal no
Paraná, onde serão investigados os acusados que não têm mandato.

A lista de 28 nomes foi revelada por
Costa exclusivamente no âmbito da delação premiada. Como são citados políticos
com foro privilegiado, o caso foi parar no STF. Em depoimentos à primeira
instância da Justiça Federal, o ex-diretor da Petrobras não falou de políticos,
mas citou que o PP, o PMDB e o PT recebiam de 1% a 3% sobre o valor dos
contratos da estatal para abastecer caixa de campanha.

A investigação desvendou uma trama de repasses a
políticos na estatal. A Lava Jato foi desencadeada em março e identificou a
parceria de Costa com o doleiro Youssef. Na última fase da operação, deflagrada
em 14 de novembro, foram presos os principais executivos e dirigentes das
maiores empreiteiras do País, todos réus em ações penais por corrupção ativa,
lavagem de dinheiro, crimes de cartel e fraudes a licitações.

 

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