A semana começa com as autoridades sanitárias do Maranhão comemorando a recuperação de cinco mil pacientes que foram infectados pelo coronavírus e montagem de novas estruturas, inclusive UTIs aérea para garantir o atendimento aos que necessitam de tratamento, mas a oposição volta se manifestar de forma tacanha.
O senador Roberto Rocha, aquele que obteve apenas 2% na eleição para o governo do estado em 2018, inconformado com o sucesso do lockdown que freou o avanço da covid-19 na Grande Ilha de São Luís, agora quer responsabilizar a medida decretada pela justiça e acatada pelo governador Flávio Dino como responsável pelo avanço da doença no interior do Estado.
Tomado pela inveja, o senador que nunca fez nada em Brasília junto ao governo que ele defende para ajudar o Estado na luta contra a pandemia, logo após o governador postar, neste domingo (24) no Twitter as UTIs aéreas contratadas para socorrer pacientes justamente no interior do Estado, Rocha postou um vídeo raivoso responsabilizando o juiz Douglas Martins e o governador pelo avanço da covid-19 no interior do Maranhão.
O senador, que já fraudou números de transferências de recursos para tentar atingir o Governo do Estado, sendo obrigado depois a se corrigir e colocar saia em outro correligionário chamado Wellington do Curso, desta vez atribui uma suposta falta de comunicação prévia do lockdown como fator que levou a doença se espalhar pelos municípios.
“A grande maioria da população nem sabia o que era isso direito, pois não houve um trabalho de comunicação preventivo para evitar o desespero. Como um avestruz, o governador fez que não sabia de nada enquanto seu amigo juiz decretava o fechamento de tudo na ilha de São Luís. Resultado: muita gente correu para o interior, muitos deles levando vírus”.
Como sempre, o senador age de má fé, movido por interesses politiqueiros, pois o lockdown fechou tudo em São Luís, inclusive entrada e saída da Grande Ilha justamente para evitar que vans clandestinas, carros particulares e o transporte intermunicipal ajudassem a propagar o vírus pelo interior do Maranhão e impedisse que continuasse entrando gente contaminada em São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar.
O senador, ao invés de ficar fuxicando deveria era fazer alguma de útil, pois até agora só tem bajulado o presidente Bolsonaro, que desdenha da pandemia e da morte das mais 22 mil pessoas que ele insiste em ignorar e ainda debocha.
A Assembleia Legislativa pautou para sessão extraordinária desta segunda-feira (25), às 10h, convocada pelo presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB), a votação do Projeto de Lei 162/2020, de autoria do deputado Marco Aurélio (PCdoB), que proíbe a suspensão e o cancelamento dos planos de saúde, por falta de pagamento, durante a vigência do Plano de Contingência da Covid-19 no estado.
Segundo a proposição, as operadoras de planos de saúde não poderão suspender ou cancelar os serviços por inadimplência dos usuários, enquanto estiverem em vigor as medidas de combate ao novo coronavírus. Após o fim das restrições, as operadoras deverão possibilitar o parcelamento do débito aos seus usuários, sendo vedadas as cobranças de juros e multa.
Em sua justificativa, o deputado Marco Aurélio ressalta que os riscos e restrições oriundos da pandemia trouxeram uma situação econômica muito difícil, com desemprego e atraso nos compromissos por boa parte dos usuários.
“Considera-se, portanto, razoável garantir a não suspensão dos planos de saúde durante a pandemia, haja vista que o mesmo pleito já foi objeto de Proposta da Agência Nacional de Saúde (ANS), junto às operadoras de plano de saúde, mas que não se conseguiu chegar a uma concretização até o momento. Com o PL, espera-se garantir esse direito no âmbito do estado do Maranhão”, destaca o parlamentar no texto da proposta.
Em pauta
Na sessão remota desta segunda-feira, também serão apreciados decretos de reconhecimento do estado de calamidade pública em mais de 20 municípios maranhenses, além de medidas provisórias, projetos de lei e requerimentos com novas medidas de enfrentamento ao novo coronavírus no Maranhão.
Entre as matérias em pauta está a MP 312/20, de autoria do Poder Executivo, que propõe a contratação de 106 médicos para o projeto ‘Mais Médico’ e institui o programa ‘Reembolso’.
Também será votada a MP 314/20, que estabelece critérios para a aplicação de multa aos bancos que descumprirem as normas estaduais destinadas à prevenção e contenção da Covid-19 e violarem os direitos básicos do consumidor de proteção à vida, saúde e segurança.
“Passados mais de 100 dias, o presidente fez anteontem a primeira reunião com governadores, mas até este instante não mudou a atitude e a pauta no enfrentamento à pandemia. O agravamento da situação no Brasil não tem sido infelizmente suficiente para o governo federal sair da condição de aliado do coronavírus”, disse o parlamentar.
O deputado defendeu a união do país e elogiou a postura combativa do governador do Maranhão, Flávio Dino diante da crise. “O Brasil precisa, mais que nunca, de união contra o coronavírus e de ações como as que tem sido feitas, por exemplo, pelo governador Flávio Dino, todos os dias, com total dedicação e absoluta responsabilidade”.
No fim de semana, Dino também usou sua conta no Twitter para um novo serviço à população no esforço de combate à doença. “Neste final de semana teremos 3 aviões UTI para interligar os vários hospitais regionais do governo do Maranhão. Objetivo das UTIs aéreas é a máxima eficiência na integração da nossa rede estadual e apoiar os municípios”, afirmou.
Brasil
De acordo com o último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde neste sábado, o número de mortos pelo novo coronavírus no Brasil chegou a 22.013. O país tem 347.398 casos confirmados da covid-19 e é o segundo no mundo com o maior número de casos da doença. O ranking é liderado pelos Estados Unidos, com 1,5 milhão de infectados, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins.
Uma força-tarefa da Secretaria de Estado das Cidades (SECID) e da Polícia Militar do Maranhão, impediu, na manhã deste sábado (23) que um grupo de pessoas ocupasse criminosamente apartamentos do Residencial Jomar Moraes, localizado no Sítio Piranhenga, em São Luís.
Segundo informações preliminares, os invasores são ligados a grileiros profissionais e chegaram a depredar portas e janelas de alguns apartamentos, usando crianças e mulheres como escudos.
A ação integrada da equipe social da SECID, com apoio dos policiais militares impediu que o grupo de pessoas ocupasse as unidades, que devem ser entregues ainda no primeiro semestre a 1.104 famílias em situação de vulnerabilidade, na Região do PAC Rio Anil.
Segundo o secretário de Cidades, Rubens Pereira Júnior, que esteve no local para tentar dialogar e negociar a saída, a empresa que está concluindo a obra foi acionada para providenciar a recuperação de algumas unidades depredadas pelos criminosos.
“Infelizmente diversos apartamentos foram depredados, porém a obra possui seguro e todos os reparos serão feitos para que os reais beneficiários possam receber suas moradias dignas”, disse Rubens.
Rubens Júnior explicou, ainda, que as obras finais continuarão e que expectativa é que até julho as famílias já cadastradas e aprovadas recebam as unidades.
As falas na reunião ministerial do dia 22 de abril, alvo de denúncia do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que motivou o processo sobre suposta intervenção do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal, continuam tendo forte repercussão, principalmente nas redes sociais.
Nesta manhã de sábado (23), o governador Flávio Dino (PCdoB) voltou a se manifestar e classificar como teses milicianas os discursos onde não faltaram agressões às instituições e até revelação de que o presidente possui um sistema de informação paralelo.
“Teses e práticas milicianas: sistema paralelo de “informações”, armar a população para fins políticos e destruir todas as instituições do estado (governadores, prefeitos, Supremo, bancos públicos, etc)”, postou Flávio Dino em seu perfil no Twitter.
A postagem do governador provocou forte reação dos internautas e um número bem grande de comentários nada satisfatórios aos ministros que se pronunciaram e alertando para o caráter antidemocrático desse governo mais preocupados em armar seguidores do presidente do que a pandemia que assola o país.
A internauta Elza Cavalcanti, por exemplo, postou a seguinte mensagem: “Mais claro do isso não tem. Governo antidemocrático! Brasil está perdido nas mãos desses loucos. Enquanto pensam só em manter o governo deles os brasileiros estão morrendo”.
Em outra resposta à publicação de Flávio Dino, Luiz Fernando Santos observa: “A confissão de fato que agora se tornou notório: há um Estado paralelo, com um sistema de informações e, também, armado. A foto de “apoiadores” fardados em frente ao palácio fazendo flexões, comprova”.
A bancada de deputados do Partido Verde protocolou nesta sexta-feira (22) requerimento de convocação do ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, para esclarecimentos sobre falas em reunião com o presidente da República em 22 de abril. Na ocasião, o ministro afirmou que o momento da pandemia seria oportuno para “passar a boiada” sobre a política ambiental.
Segundo falas do ministro o governo deveria aproveitar a atenção da imprensa durante a pandemia do novo coronavírus para aprovar “reformas infralegais de desregulamentação e simplificação” na área do meio ambiente. Ainda na ocasião, o chefe da pasta ambiental afirmou que tais alterações não deveriam ser levadas ao conhecimento do poder legislativo, uma vez que encontraria dificuldades de aprovação na Câmara.
Segundo trecho da justificação do requerimento, as falas são “gravíssimas e preocupantes”, bem como os posicionamentos do ministro Salles. Para o deputado Israel Batista, as falas de hoje apenas confirmam o que o parlamento já acompanhava. “ O ministro claramente aproveita a situação para passar tudo, a maior parte sem aval do Congresso”, comenta Israel.
Assinam o requerimento os deputados Enrico Misassi (PV/SP), Leandre (PV/PR), Célio Studart (PV/CE) e Israel Batista (PV/DF).
“A única coisa que não interessa a Jair Bolsonaro, como o vídeo revela, é a pandemia do coronavírus”. Foi assim que o vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), reagiu às revelações trazidas pelo vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, liberada nesta sexta-feira (22) pelo Supremo Tribunal Federa (STF)
Para o parlamentar, os esclarecimentos trazidos após a quebra de sigilo determinada pelo decano Celso de Mello deixam claro o desinteresse do mandatário com o tema que deveria ser central para o país.
“Bolsonaro não está nem aí para a situação dos brasileiros infectados, para as famílias que perderam entes queridos, para medidas necessárias para o combate ao coronavírus”, disse, no dia em que o Brasil reportou mais 1.001 mortes pela doença em 24 horas. Com 20,8 mil novos casos – totalizando 330,8 mil –, o Brasil passou a Rússia e se tornou o 2º país com o maior número de afetados pela covid-19, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.
O conteúdo do vídeo, divulgado nesta sexta, é considerado peça-chave no inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tentou interferir politicamente em investigações da Polícia Federal (PF).
Em uma reunião recheada de palavrões, o presidente defendeu, escancaradamente, o armamento da população, minimizou o potencial da pandemia, atacou prefeitos e governadores que defendem o isolamento social como medida de enfrentamento à doença e corroborou as acusações feitas por Moro, durante sua renúncia, em 24 de abril.