O deputado federal Bira do Pindaré (PSB), em vídeo disponibilizado nas redes sociais, afirma que o caso da vacina Covaxin mostra claramente que “tem corrupção no Governo Bolsonaro”. Segundo o parlamentar, as informações que vieram à tona são muito graves e estão sendo investigadas pelo Ministério Público Federal e pela CPI da Covid. Nesta sexta-feira (25) a CPI vai ouvir os depoimentos do funcionário do Ministério da Saúde e o deputado bolsonarista Luís Miranda, que denunciaram a fraude bilionária.
Para o parlamentar do PSB do Maranhão, toda sociedade brasileira teve a oportunidade de conhecer esta denúncia grave que acontece neste momento e que prejudica o Erário público, “mas prejudica sobretudo a proteção das vidas do povo brasileiro em razão da negligencia, da irresponsabilidade, da improbidade que está matando muita gente neste país. Porque que eu digo isso? Porque o prejuízo está consolidado”.
“Não adianta os governista virem à tribuna para dizer que não foi pago, que não foi feito nenhum pagamento; ora, mas foi feito o empenho no valor de R$ 1,6 bilhão. O empenho é reserva do valor e esse valor não pode ser gasto com outra coisa, então, neste sentido, o prejuízo está consolidado” explica Bira.
O deputado diz ainda que se esse valor não tivesse sito empenhado, ele poderia comprar 80 milhões de doses da vacina Astrazeneca. “Veja quantas vidas seriam protegidas senão fosse esse escândalo que envolve o presidente Bolsonaro. Aliás ele tem um negacionismo seletivo, porque ele sempre foi contra a vacina, a exceção dessa que ele se empenhou pessoalmente, porque em janeiro mandou carta ao ministro da Índia para garantir as negociações em relação a essa vacina e agora a gente sabe qual era o interesse que ele tinha nesta vacina”, observou Bira do Pindaré.
A ex-governadora Roseana Sarney colocou um ponto de interrogação sobre o que pretende em seu anunciado retorno à arena política. A filha de José Sarney fez mistério sobre o cargo que pretende disputar em entrevista, nesta manhã de quinta-feira, à TV Mirante, emissora de propriedade de sua família.
Contando os dias para assumir a presidência estadual do MDB, legenda em que ainda figura com maior liderança, a ex-governadora não disse se pretende concorrer a um mandato de deputada federal, conforme anunciou vice-presidente, deputado estadual Roberto Costa, uma espécie de porta voz do partido, ou ao governo do estado.
O MDB realizará convenção extraordinária dia 2 de julho para renovar a direção estadual, eleger Roseana presidente, manter Roberto Costa na vice-presidência e iniciar processo de discussão sobre o caminho a seguir em 2022. Em conversa com o titular deste blog, Roberto Costa disse que a ex-governadora será candidata deputada federal, mas na entrevista hoje à TV Mirante, a ex-chefe do Executivo deixou aberta outras possibilidades.
Sobre disputa de mandato ano que vem, Roseana disse que não existe nada definido, que vai conversar com o partido e discutir “o que é melhor para o povo do Maranhão”, mas não respondeu se pretende disputar novamente o governo do estado ou retornar à Câmara Federal, por onde começou na vida pública, antes de vencer no “tapetão” a eleição para o governo do estado em 1994.
E Viva São João! Tudo pronto para a abertura da segunda edição do “Arraiá do Povo em Casa”, realizado pela TV Assembleia, a partir das 19h desta quinta-feira (24). A primeira noite de exibições ao vivo contará com apresentações inéditas do Boi de Morros, Cacuriá de Dona Teté, Boi de Nina Rodrigues, Boi de Santa Fé, Boi da Maioba e Tambor de Crioula de Leonardo.
De hoje até sábado (26), sempre a partir das 19h, os amantes das brincadeiras juninas vão poder guarnicê em casa e matar a saudade de todo esse clima que contagia os arraias maranhenses, acompanhando as apresentações, ao vivo, dos tradicionais grupos folclóricos do São João do Maranhão.
Toda a programação será transmitida pela TV Assembleia (canal aberto 9.2), onde um cenário típico foi montado para oferecer aos telespectadores e internautas o clima da festança junina. Também haverá transmissão pelo Youtube da emissora (tvassembleiama), Instagram e Facebook.
Programação
Na sexta-feira (25), segundo dia do “Arraiá do Povo em Casa”, apresentam-se o Boi Pirilampo, Dança Portuguesa Arte e Beleza de Portugal, Boi Novilho Branco, Boi União da Baixada, Boi de Ribamar e Boi de Itapera.
No sábado (26), encerrando a festa, será a vez do Boi de Sonhos, Boi da Pindoba, Boi da Lua, Quadrilha Mocinha do Sertão, Boi de Maracanã, Boi Brilho da Ilha e Boi Bairro de Fátima.
Em entrevista nesta quarta-feira (23) ao programa Ponto a Ponto, apresentado por Monica Bergamo e Antonio Lavareda na BandNews TV, Dino explicou crer que um eventual golpe teria apoio de determinados setores das Forças Armadas. Para o governador maranhense, o presidente da República busca deslegitimar instituições “por dentro”.
“A história brasileira, infelizmente, não autoriza um pensamento mais otimista quanto ao ethos legalista das Forças Armadas. Desde sempre, no Brasil, houve, infelizmente, essa presença exacerbada do fator militar na vida institucional civil, a chamada tutela militar”, argumentou.
“(Os militares) podem ser levados a uma aventura, sim. Não todas as Forças Armadas, todos os militares, mas setores podem, sim, aderir a este intento inconstitucional, golpista, a outros setores sociais que hoje são muito atraídos por essa visão belicista, militarista, que o Bolsonaro representa. Vejo um golpismo processual, que busca a deslegitimação das instituições por dentro, que pode – dependendo a conjuntura – levar até a uma tentativa aberta de golpe.”
Até aqui, segundo Dino, Bolsonaro protagonizou “um catálogo inesgotável” de crimes à frente da Presidência da República – em especial, ao acusar sem provas fraudes nas eleições de 2018. Segundo o governador, a lista de Bolsonaro inclui crimes de responsabilidade e improbidade administrativa.
O discurso faria parte, ainda de acordo com o governador, de uma tentativa de desorganizar o processo eleitoral. E, em última instância, tentar o já citado golpe de Estado.
“O Bolsonaro não pode ter uma disputa eleitoral em condições normais. Ele sabe disso (…). Qual é o objetivo disso? Ele não tem prova alguma (de fraudes eleitorais). O objetivo dele é apenas tumultuar para tentar vencer as eleições no grito, na marra, na violência. Ou, se perder, o que eu considero a hipótese mais provável, ter uma narrativa ou mesmo fazer uma virada de mesa”, afirmou.
“Ele vai ter um encontro marcado com vários tribunais ao longo dos próximos anos. Pela pandemia, por essas acusações, e pelo golpe de Estado que ele vai tentar fazer. Não vai conseguir, mas vai tentar”, acredita.
Lula, ‘uma solução’ contra Bolsonaro
Diante de pesquisas que apontam para uma disputa entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2022, Flávio Dino acredita na possibilidade de que partidos de esquerda se unam em busca de alianças. No entanto, para o maranhense, a prioridade é negociar com a sociedade.
“Mais importante que a legenda A, B ou C é você dialogar com o centro na sociedade. As pessoas que não têm uma posição pré-determinada, de alinhamento ideológico. Isso corresponde ao pensamento médio, sem dúvida, da maioria da população. Mesmo que haja, de um ponto de vista partidário, uma frente eventualmente mais estreita, é preciso ter amplitude programática – ou seja, falar para além dos muros da esquerda, com programa de governo atualizado, moderno, que dê conta inclusive de questões novas”, argumentou.
Para Dino, existe apenas “uma remota chance” de que Lula fique fora da disputa presidencial em 2022 para apoiar outros nomes da esquerda. Este cenário com o petista na corrida seria, inclusive, “uma solução” contra Bolsonaro.
“Não me parece ser a hipótese mais provável não termos o ex-presidente Lula nas urnas em 2022. Creio que, por sua autoridade, sua trajetória, sua liderança, o mais provável é que ele esteja entre os candidatos. E não vejo nisso um problema”, disse, indo além.
“Acho que, inclusive, nesse momento, é uma solução. Ele pode ser um indutor desta frente política ampla capaz de derrotar o Bolsonaro e impedir um golpe de Estado. Porque, se o Bolsonaro puder dar um golpe de Estado, ele dará, sem dúvida alguma.”
CPI da Pandemia
Flavio Dino avaliou a atuação da CPI da Pandemia e projetou avanços contra o que descreveu como uma “máfia da cloroquina”.
“Havia interesses poderosos, inclusive de ordem financeira. Houve gente que ganhou dinheiro. Esta máfia da cloroquina ainda vai ser integralmente revelada. E outras máfias que atuaram nesta crise. Em várias instâncias de poder, inclusive na esfera federal”, analisou.
Diante do cenário atual da pandemia do novo coronavírus no Brasil, Dino previu meses difíceis pela frente.
“O Brasil ainda vai sofrer três ou quatro meses difíceis, em termos nacionais. A realidade epidemiológica no Maranhão é pouco diferente – nós temos a menor taxa de mortalidade por 100 mil habitantes. Já estamos, na minha ótica, ultrapassando a chamada terceira onda”, disse.
“Mas, em termos nacionais, creio que ainda teremos meses bem difíceis pela frente, com um declínio mais adiante”, completou. (UOL/BandNews TV)
A executiva estadual do Partido dos Trabalhadores vai reunir na próxima terça-feira (29) para avaliar e decidir sobre os pedidos de filiações. Existe indício de pequena resistência, mas segundo fontes petistas, a tendência é que todos sejam aceitos.
O presidente do PT, Augusto Lobato, disse que está consultando todos dirigentes de tendências para marcar o encontro. Nesta reunião, as atenções estarão voltadas para aceitação ou não do ingresso do secretário estadual de Educação, Felipe Camarão, pré-candidato a deputado federal.
Político da nova geração, dotado de uma capacidade de comunicação extraordinária e considerado um forte candidato, Felipe, embora estivesse filiado ao DEM, possui muita afinidade com o PT, conforme definiu o deputado Luís Henrique Lula da Silva, e encaminhou sua filiação após longas conversações com dirigentes do partido. Ele não deverá encontrar dificuldade para ter sua ficha de filiado abonada.
A resistência a Camarão articulada pelo deputado Zé Carlos da Caixa, conforme fontes petistas, é insignificante diante do apoio que o secretário possui para se unir às fileiras do PT e ajudar a duplicar a bancada na Câmara Federal. Os dirigentes do partido acreditam na possibilidade de eleger entre dois e três deputados.
A movimentação nos bastidores partidários continua intensa, no entanto, alguns parlamentares somente pretendem definir sobre mudança de filiação após a definição das regras que nortearão o pleito de 2022. O deputado federal licenciado e secretário de Articulação Política do Governo, Rubens Júnior (PCdoB), ex-candidato a prefeito de São Luís, por exemplo, analisa a possibilidade de trocar de legenda, mas diz que prefere aguardar a possibilidade de uma mini reforma eleitoral, que pode acontecer até outubro.
Muito ligado a Flávio Dino, que acaba de ingressar no PSB após quinze anos de militância no PCdoB, Rubens Jr. disse ao blog que não recebeu convite do governador para mudar de legenda, porém, não descartou a possibilidade, adiantou, no entanto, que qualquer mexida partidária somente após a definição das regras do jogo, em outubro. “É possível que haja uma mini reforma eleitoral”, observa o parlamentar.
Ex-candidato a prefeito de São Luís em 2020, derrotado no segundo turno pelo atual prefeito Eduardo Braide (Podemos), o deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos), ao contrário de Rubens, não pretende esperar até outubro, data limite para mudanças na legislação eleitoral, e deve definir seu futuro partidário, segundo ele, até agosto. Tem convite do PSDB, PSB, PL e PROS, mas ainda avalia as possibilidades.
Conforme avaliações de bastidores, Duarte deve seguir o vice-governador Carlos Brandão no PSDB, juntamente com os deputados Fábio Macedo e Ariston Ribeiro, que migraram para o Republicanos quando Brandão perdeu o comando do tucanos para o senador Roberto Rocha. Ariston, inclusive, dá como certa a filiação no PSDB.
Provável desistência – O deputado Gastão Vieira (PROS) e o ex-deputado Valdir Maranhão (sem partido), que haviam sondado a direção do PT sobre a possibilidade de filiação, pelo visto, desistiram. Os dois, segundo fonte do partido, não formalizaram os pedidos.
Presidentes dos partidos políticos que formam de sustentação do governo Flávio Dino (PSB) estão sendo convocados para a primeira reunião que dará início ao processo de discussão para escolha do candidato que representará o grupo na sucessão estadual de 2022.
O encontro, que já foi adiado por duas vezes por determinação do próprio governador, desta vez, segundo apurou o blog junto a dirigentes de partidos da base governista, será pra valer e dará o ponta pé inicial dos debates que discutirá sobre o perfil daqueles que reúne as melhores condições de dar seguimento ao projeto que está desenvolvido por Dino.
A intenção do governador é manter o grupo unido e buscar o consenso sobre aquele que representará o grupo. Dirigentes de vários partidos, desde o início do ano, também dão declarações neste sentido, mas recentemente o presidente Nacional do PDT, Carlos Lupi, deixou a aberta a possibilidade do “senador Weverton Rocha ser candidato com ou sem o apoio do governador”.
Apesar de declaração de Lupi, o presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho (PDT), em entrevista à TV Mirante nesta manhã de quarta-feira (23), disse acreditar no consenso do grupo e descartou a possibilidade de divisão do grupo
O grupo, que conta com participação de quinze partidos, é visto como favorito para fazer o governador em 2022e justamente por este fator conta com diversos pretendente, sendo os mais forte o vice-governador Carlos Brandão e o senador pedetista. E correndo por fora o secretário de Indústria e Comércio Simplício Araújo. Palavra final, no entanto, caberá ao governador.
Com participação garantida na aliança, o presidente do PT, Augusto Lobato, em conversa com o titular deste blog confirmou que o partido vai reivindicar o direito de participação na chapa majoritária como vice ou primeiro suplente do candidato a senador, ao que tudo indica, Flávio Dino.