O deputado federal e presidente estadual interino do PSB, Bira do Pindaré, disse ontem em entrevista ao programa Contraponto, da Rádio Timbira AM, que as portas do partido estão abertas para receber o vice-governador Carlos Brandão, que está de saída do PSDB.
Segundo Bira, o convite ao vice-governador foi feito, as conversações foram positivas e Brandão está apenas acertando seu desligamento do PSDB sem trauma e com a garantia de que terá os tucanos em seu palanque com a mudança de sigla.
Brandão visitou esta semana a sede do PT, recebeu manifestação de apoio de dirigentes e parlamentares do partido e seu gesto foi interpretado nos bastidores da sucessão como mais um passo para uma aproximação ainda maior com os petistas, que podem indicar o vice de sua chapa.
PT e PSB avançaram nas discussões visando concretizar a aliança nacional que apoiará a candidatura de Lula à presidência da República, tendo como desdobramento dessas discussões o apoio dos petistas aos candidatos socialistas em alguns estados, entre os quais o Maranhão.
Como Brandão é filiado ao PSDB, legenda historicamente adversária do PT, Lula disse em entrevista que seria muito difícil ele apoiar um candidato tucano, o que levou o PSB, partido do governador Flávio Dino, abrir as portas para recebê-lo.
E nesta quinta-feira Bira do Pindaré confirmou o que o blog vem afirmando: Brandão será candidato a governador pelo PSB com Lula e o PT em seu palanque, o que aumentará ainda mais sua musculatura política e eleitoral. Lula e Flávio Dino lideram todas as pesquisas para presidente e senador.
O candidato do PDT, Weverton Rocha, que fez de tudo para ter o apoio do PT e viu seu projeto ir por água a baixo, perdeu mais uma batalha para Brandão, que desta forma vai consolidando sua candidatura e retirando da frente os obstáculos.
A filiação de Carlos Brandão ao PSB é questão de dias. É aguardar para conferir.
Durou muito pouco a alegria de aliados do senador Weverton Rocha com a declaração do ex-presidente Lula revelando a dificuldade de apoiar um candidato do PSDB na sucessão para o governo do Maranhão. Na tarde desta quinta-feira, as cúpulas nacionais do PT e PSB reunidas em Brasília decidiram fechar acordo e marchar juntos nas eleições de outubro próximo incluindo na negociação o apoio mútuo das duas legendas nas disputas estaduais.
Ainda na tarde de ontem o vice-governador Carlos Brandão, que está em vias de se filiar ao PSB, visitou a sede ao PT em São Luís, onde foi acolhido pela direção atual e recebeu manifestação de apoio de dirigentes e dos secretários do partido que integram o primeiro escalão do governo, numa clara demonstração de que a reunião de Brasília já surtiu os primeiros efeitos no Maranhão, que deve ser incluído no rol de prioridades dos socialistas que vão disputar governos estaduais.
A decisão do PSB abrir as portas para o candidato do governador Flávio Dino e garantir a presença do PT no palanque de Brandão, provocou reação de alguns petistas que pretendiam levar o partido para o candidato do PDT. O militante Márcio Jardim, por exemplo, usou as redes sociais para criticar a transferência do vice para o PSB para ter os petistas no seu palanque, já dando como certo a derrota do candidato apoiado por ele na disputa interna.
Ressentido por ter sido demitido por Dino da Pasta de Esporte, Jardim fez de tudo para levar o partido para o pedetista, mas como no PT nada se decide no Estado e sabendo ele que a mudança de legenda e o compromisso do PT e PSB caminharem juntos nas eleições deste ano sepulta qualquer esperança de vê seu desejo realizado, resolveu espernear.
Brandão se sentiu a vontade com a recepção do petistas. “Agradeço a todos do PT do Maranhão pela nobre acolhida. Palavras de apoio e de motivação que me deixam confiante de que estamos no caminho certo; o da unidade política”, disse o vice em sua rede social após o encontro.
E pelo tom dos discursos, Carlos Brandão continua tendo ampla maioria dos dirigentes, o que deve ser fundamental no encontro estadual do PT que vai decidir sobre estratégia eleitoral e bater o martelo referendando a aliança com o PSB e do seu candidato a governador.
Como o PT somente vai tornar oficial sua posição sobre sucessão no encontro estadual, os discursos seguiram o exemplo do presidente ausente no encontro Augusto Lobato e declararam apoio pessoal, como foi o caso do secretário de Educação Felipe Camarão, um dos cotados para compor a chapa como vice.
Reforço emergencial de medicamentos diversos chegou ao Hospital Regional Antenor Abreu, de gestão municipal em Pinheiro, na tarde desta quinta-feira (20). O objetivo é continuar garantindo o atendimento de qualidade aos pacientes nesse período de aumento dos casos de Covid-19 e síndromes gripais.
Os medicamentos foram enviados pelo Governo do Estado em atendimento à solicitação do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), após demanda feita pela prefeita Ana Paula Lobato (PDT).
“Como estamos em um hospital de urgência e emergência, podemos dizer que são medicamentos para atendimentos diversos, com destaque para as síndromes gripais, como nos casos de pacientes que estão com febre, dores musculares ou outros sintomas”, afirmou o diretor administrativo do hospital, Juliercio Diniz.
Na lista de entregas, estão medicações como Midazolan, Epinefrina, Fentanila, Dipirona e Dicoflenaco. “Alguns são remédios que já estão em falta nas farmácias comuns e, no hospital, estão sendo supridos”, observou o diretor administrativo.
Pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSD, o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Junior acompanha com preocupação a situação de famílias que estão desabrigadas em decorrência das enchentes provocadas pelas fortes chuvas que continuam castigando várias regiões e diz que quer trabalhar pelo Maranhão da mesma forma que fez na capital, onde promoveu uma verdadeira transformação urbana.
“Quero trabalhar pelo Maranhão com muita determinação, coragem e muito amor, da mesma maneira que trabalhei pela população de São Luís, contribuindo com o desenvolvimento do estado e o bem-estar e melhoria de vida das pessoas”, diz o ex-prefeito da capital em mensagem postada em sua rede social, reafirmando sua candidatura ao Palácio dos Leões.
Líder disparado nas pesquisas feitas na Região Metropolitana da Grande São Luís e aparecendo sempre em terceiro lugar nas sondagens feitas junto ao eleitorado do Estado, Edivaldo conta a seu favor o legado deixado como prefeito de dois mandatos que transformou a cidade num verdadeiro canteiro de obras e ainda entregou para seu sucessor uma prefeitura saneada e com todos os serviços funcionando.
Lançado pré-candidato a governador pelo presidente nacional do PSD, ex-ministro Gilberto Kassab, contando com o aval do presidente estadual do partido, deputado federal Edilázio Júnior, Edivaldo tem se movimentado, conversado com lideranças da capital e interior e vem mostrando muito otimismo quanto ao sucesso da candidatura.
Edivaldo deixou a prefeitura com índice de aprovação da gestão superior aos 70% e com a popularidade nas alturas pela urbanização realizada em vários bairros, recuperação de ruas a avenidas, asfalto na Zona Rural, revitalização do Centro Histórico, uma série de obras que deixaram a cidade mais bela, além dos serviços essenciais funcionando plenamente.
Por tudo que fez por São Luís, o ex-prefeito Edivaldo tem hoje uma candidatura consolidada e em condições de disputar em pé de igualdade com a concorrência.
Os entendimentos para o ingresso do vice-governador Carlos Brandão no PSB estão bastante adiantados e somente ainda não aconteceu por conta de conversações que visam manter o PSDB na aliança que apoiará sua candidatura ao Governo do Estado.
A declaração do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, sobre o partido ter candidato no Maranhão, segundo fontes do blog, estaria relacionada à futura filiação de Brandão na legenda socialista. Esta mediação estaria sendo feita pelo governador Flávio Dino (PSB).
O ex-governador José Reinaldo Tavares, um dos principais articuladores da pré-campanha de Brandão, tem comunicado aos mais próximos a decisão do vice mudar de partido visando facilitar composições com outras legendas, inclusive com o PT.
A confusão é grande nos bastidores da sucessão. Brandão ainda não migrou para o PSB porque quer ter a garantia que não perderá o controle do PSDB. Para isso está sendo discutida a possibilidade de vários parlamentares que apoiam sua candidatura a migrarem para o PSDB como forma de segurar o partido na aliança, após seu desligamento do ninho dos tucano.
A preocupação do vice faz sentido, pois segundo apurou o blog, o pré-candidato do PDT, Weverton Rocha, estaria colocando em marcha uma articulação para atrair os tucanos para o seu palanque, tão logo seja feita a migração de Brandão para o PSB, oferecendo em troca a filiação do deputado federal Gil Cutrim e até a senadora Eliziane Gama (Cidadania).
O jogo é bruto, como diria o repórter Álvaro Luis, “o repórter feliz”, e ninguém quer perder terreno. Caso Brandão consiga convencer seus aliados parlamentares filiarem-se no PSDB e segurar o tucano pelo bico, o caminho para ter Lula e o PT no seu palanque estará pavimentado.
O ex-presidente Lula em nenhum momento descartou Brandão, como tentaram passar apoiadores de Weverton na blogosfera, apenas disse que teria dificuldade em apoiar um candidato do PSDB, deixando transparecer que o problema é com o partido, não com o candidato que deverá está filiado ao PSB.
O posicionamento de Lula, na avaliação de experiente analista políticos que pediu preservar seu nome, tem uma certa lógica, pois não faria sentido ele convencer o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sair do PSDB para ser seu vice e apoiar um candidato tucano no Maranhão.
O presidente Carlos Siqueira disse na entrevista ao Correio Brasiliense, ao ser questionado sobre as eleições deste ano, que cinco estados (São Paulo, Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Acre) são prioridades do partido, mas adiantou que poderão surgir outros candidatos prioritários e citou o Maranhão “onde provavelmente o PSB terá candidato”.
E o candidato do PSB no Maranhão, já lançado pelo governador Flávio Dino, provavelmente é Carlos Brandão com o apoio do PT e da grande maioria dos partidos que integram a aliança governista.
O deputado estadual Duarte Júnior, diante da declaração do ex-presidente Lula sobre a dificuldade do PT apoiar o candidato do PSDB no Maranhão, usou a rede social para sugerir a transferência da filiação do tucano Carlos Brandão para o PSB como forma de facilitar a aliança com os petistas.
Para o parlamentar socialista, a melhor forma de resolver o impasse seria Brandão se filiar ao PSB e o PT indicar o candidato a vice na chapa que terá ainda o governador Flávio Dino como candidato ao Senado. Duarte usou inclusive slogan de sua campanha para prefeito de São Luís em 2020 defender sua tese: “borá resolver?”.
E aí, bora resolver?!@LulaOficial não apóia candidato do PSDB.@carlosbrandaomavem para o@PSBNacional40e@ptbrasilindica o próximo vice-governador do Maranhão. Tá resolvido!”, postou o deputado logo após começar a circular um vídeo em que Lula fala das dificuldade de apoiar Brandão, embora tenha deixado claro seu apoio a Flávio Dino.
“Nós defendemos a candidatura do Flávio Dino. Agora o companheiro Flávio Dino tem o candidato dele, que é o vice, que é do PSDB. Ele sabe que é difícil para gente apoiar o PSDB. E temo lá a candidatura do Weverton. Então eles vão ter que se acertar lá para facilitar a nossa vida”, disse o ex-presidente.
A declaração de Lula foi vista nos bastidores da sucessão como mais uma ingratidão do PT nacional com o governador do Maranhão, algo que ocorre desde 2010 quando interviram no Diretório Estadual para retirar o partido do palanque de Flávio Dino e colocá-lo na aliança com a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). O mesmo ocorreu em 2014 quando apoiaram a candidatura do então suplente de senador Edinho Lobão (MDB) contra o próprio Dino. Ainda assim o governador maranhense esteve ao lado Lula nos piores momentos de sua tragetória e o defendeu com argumetos jurídicos contra a arbitrariedade de sua prisão pela Lava Jato.
A afirmação do petista, no entanto, em nada muda a posição do governador em apoiar a candidatura do seu vice. Ainda nesta quarta-feira (19), ao ser questionado sobre a disputa interna em seu grupo, Dino foi taxativo: “Como eu manifestei na última oportunidade, eu tenho uma posição muito clara, muito nítida de apoio de apoio a pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão”.
Brandão ainda não se manifestou sobre a possbilidade de mudança partido para facilitar a participação do PT na aliança, mas curiosamente, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, em entrevista ao jornal Correio Brasiliense, deixou muita gente com a pulga atrás da orelha ao afirmar que quer apoiar Lula para presidente, mas quer o apoio do PT para seus candidatos a governdor em alguns estados e citou o Maranhão. Como não existe um nome do Partido Socialista na disputa, logo começaram as especulações em torno da possibilidade de transferência de Brandão do PSDB para o PSB.
Dirigentes do Partido dos Trabalhadores têm se movimentado nos bastidores da sucessão visando definições sobre as eleições que se aproximam, principalmente a majoritária. Nesta quarta-feira o presidente estadual do PT Francimar Melo esteve reunido com o ex-presidente Lula e com a presidente nacional da legenda, deputada Gleise Hoffmann tratando de assuntos relacionados à política local e nacional.
Segundo mensagem que Francimar postou em redes sociais, o trio dialogou “sobre o cenário político atual, tanto no âmbito estadual, como nacional”, mas sem citar especificamente o que conversaram sobre sucessão estadual uma vez que o partido faz parte da aliança liderada por Flávio Dino (PSB) que está próximo de fechar questão em torno do nome do vice-governador Carlos Brandão (PSDB).
“O presidente do PT Maranhão, Francimar Melo, se reuniu hoje com o ex-presidente Lula, em São Paulo. Na ocasião, eles dialogaram a respeito do cenário político atual, tanto no âmbito estadual quanto no nacional”, se limitou a informar a nota publicada na página do partido no Twitter.
O PT maranhense está literalmente rachado nesta questão, a maioria da executiva estadual defende aliança com Brandão e essa vinha sendo a posição do PT sob a presidência de Augusto Lobato, porém com a posse de Francimar que pertence a outro grupamento político, zerou o jogo e agora depende da direção nacional decidir se aceita apoiar o tucano, leva a legenda para outra candidatura. Candkdato próprio próprio está praticamente descartado.
Em entrevista à imprensa, o ex-presidente Lula, ao falar sobre candidaturas nos estados, falou sobre os candidatos que terão apoio do PT e citou o Maranhão, onde o governador Flávio Dino apóia o candidato tucano, como um caso ainda a ser resolvido e recomendou que os grupos que atuam no mesmo campo se entendam.
“Nós defendemos a candidatura do (Marcelo) Freixo, no Rio de Janeiro, nós defendemos a candidatura do Flávio Dino (Senado), agora o companheiro Flávio Dino tem o candidato dele que é o vice, que é do PSDB. Ele sabe que é difícil nós apoiar o PSDB. Nós temos a candidatura do Weverton, então eles têm que se acertar lá para facilitar a nossa vida”, disse o Lula.