A pandemia provocada pelo novo coronavírus, quem vem assustando o mundo pela velocidade com que se propaga e obrigando a população se manter recolhida em suas casas para evitar consequências ainda piores, pode também forçar o adiamento das eleições municipais, caso a situação não esteja sobre controle até julho ou num prazo que não ofereça o menor risco aos eleitores que normalmente se aglomeram em filas nas seções eleitorais.
Como não existe previsão por parte das autoridades sanitárias de quando o Brasil vencerá a batalha contra o vírus que continua se alastrando e já ceifou a vida de mais de 30 mil brasileiro, entre os quais 37 no Maranhão, quase todos em São Luís, o blog do Jorge Vieira conversou com alguns pré-candidatos sobre o que o pensam sobre a possibilidade de adiamento do pleito por conta da pandemia.
Cinco pré-candidatos ouvidos pelo blog do Jorge Vieira admitem a possibilidade do adiamento se persistir a propagação da doença, mas o primeiro a se manifestar, mesmo sem ser provocado, foi o ex-juiz federal Carlos Madeira (Solidariedade) ao usar as redes sociais para defender o adiamento por seis meses, ainda quando surgiram os primeiros casos e a Organização Mundial da Saúde declarou estado de pandemia do Covid-19.
O deputado estadual e pré-candidato Yglésio Moisés (PROS), que é médico, acredita que até a primeira quinzena de julho a situação deverá está sobre controle, caso contrário, defende o adiamento para dezembro. “Acredito que até lá não haverá mais risco de contaminação e as pessoas poderão exercer sua cidadania.
O deputado federal Bira do Pindaré (PSB) diz ser admissível adiar as eleições, prevista para quatro de outubro, para dezembro. “Defendo a realização do pleito, mas acima de tudo está a vida humana. Se até julho a pandemia exigir que as pessoas permaneçam em isolamento, temos que construir junto com os demais partidos o adiamento”, observou o parlamentar.
Pré-candidato pelo Democrata em provável aliança com o PDT, o deputado Neto Evangelista afirma que “talvez seja necessário”, mas que no momento o foco é o combate ao coronavírus. “O que importa no momento é que a população possa as orientações das autoridade sanitárias, mas se for necessário (o adiamento), tudo bem”.
Já o representante do PCdoB na sucessão da capital, deputado licenciado e secretário de Cidades, Rubens Júnior, ao ser questionado sobre o assunto, opinou: “Neste momento, todas as atenções devem estar voltadas para o combate ao Covid-19. E, por óbvio, devemos aguardar o TSE. Adianto que talvez seja necessário um adiamento da eleição, para novembro. Mas prorrogação de mandatos, não cabe.”
Representante da Rede Sustentabilidade na sucessão em São Luís, o comunicador Jeisael Max avalia que ainda é cedo para falar em adiamento das eleições deste ano.
É cedo ainda pra falar sobre adiamento das eleições deste ano. “Do ponto de vista técnico, considerando os prazos legais e toda logística envolvida no processo eleitoral, não é tão fácil como muitos estão pensando. Então, adiar as eleições seria algo muito radical, recomendado apenas num cenário de caos absoluto, que acredito não venha acontecer. Imagino que devamos ter um processo eleitoral diferente, como nunca visto antes, em face das restrições necessárias impostas.
Jeisael adverte, porém, que “mais importante é que todos os pré-candidatos devem, neste momento, esquecer o pleito e pensar primeiro na saúde da população de São Luís e na economia. Muita gente está passando necessidade, precisando de todo tipo de auxílio, e devemos nos unir em torno disso.
Existe pelos menos ainda mais seis pré-candidatos declarados, entre os quais Eduardo Braide (Podemos) e Duarte Junior (PRB) mas infelizmente tentamos contato através do celular que constam en suas redes sociais, mas não tivemos retorno até a conclusão deste texto. O blog, no entanto continua a disposição para que emitam suas opiniões.
Cinco mil cestas básicas foram entregues pela VLI ao Governo do Maranhão, ontem, em São Luís. Nos próximos dias, a Secretaria Estadual de Saúde receberá 100 mil itens como máscaras e luvas para proteção individual dos profissionais de saúde. As doações integram o pacote de ajuda humanitária da empresa de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos.
No fim de março, a VLI anunciou o apoio de R$ 6 milhões para auxiliar os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Maranhão, Tocantins e Bahia no enfrentamento da pandemia do Coronavírus.
Em boa hora – Outro compromisso firmado entre VLI e o Governo do Estado irá auxiliar o sistema público de saúde durante a pandemia. Neste mês, a empresa entregou oito ambulâncias num total de 10 veículos. Os dois primeiros veículos foram disponibilizados em fevereiro. Essa iniciativa é uma contrapartida social do Mais Logística – programa de incentivo fiscal promovido pela Secretaria de Estado de Indústria e Comércio. As ambulâncias têm capacidade para serem utilizadas como Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Unidade Semi-Intensiva.
Sobre a VLI – A VLI tem o compromisso de contribuir para a transformação da logística no país, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como em Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). Escolhida como uma das 150 melhores empresas para se trabalhar pela revista Você S/A pelos últimos cinco anos e a primeira colocada do segmento de Logística e Transporte em 2019, a VLI transporta as riquezas do Brasil por rotas que passam pelas regiões
“Milhares sendo infectados, outros tantos morrendo, e a prioridade do presidente Jair Bolsonaro é mudar a equipe do Ministério da Saúde, que está cumprindo seu papel no combate à pandemia, apesar do próprio presidente” assim definiu o vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), após o anúncio da demissão do ministro da Saúde, no fim desta quinta-feira (16).
Para o parlamentar, “a demissão do ministro Luiz Henrique Mandetta e sua equipe em meio ao agravamento da pandemia do coronavírus é mais uma decisão absurda do presidente genocida. Vitória do coronavírus; derrota imensa do povo brasileiro à mercê de um presidente irresponsável, negligente e criminoso”.
Anunciada nesta tarde, a partir de um tuíte do próprio ministro, a demissão foi formalizada logo depois pelo presidente Jair Bolsonaro. Na mesma ocasião, o empresário e oncologista, Nelson Teich, foi apresentado como novo chefe da pasta. Sem experiência na área da saúde pública, a repercussão foi imediata também entre os parlamentares.
Jerry, que ainda classificou como ‘absurda’ a atitude de Bolsonaro, afirmou que o presidente age como um ‘aloprado’ por demitir um ministro que estava sendo eficaz no combate ao coronavírus. “Não importa a Bolsonaro os milhares de mortos pela covid-19. O presidente é um celerado total. Que tristeza dá ver o nosso país desgovernado numa hora dessa tão grave”, apontou, referindo-se aos 30 mil casos confirmados e quase 3 mil mortos pelo vírus, divulgados hoje.
Segundo o presidente, na conversa em que comunicou o ministro de sua demissão, Mandetta se colocou à disposição para auxiliar na transição. “Foi realmente um divorcio consensual”, disse o presidente.
Após confirmada a demissão, o agora ex-ministro da Saúde postou em sua página no Twitter mensagem agradecendo a oportunidade que teve de comandar o Sistema Único de Saúde e seus auxiliares durante o período em que esteve na frente da pasta. “Agradeço a toda a equipe que esteve comigo no MS e desejo êxito ao meu sucessor no cargo de ministro da Saúde. Rogo a Deus e Nossa Senhora Aparecida que abençoem muito nosso país”, disse Mandetta.
Governadores de 25 estados encaminharam carta ao Senado Federal solicitando a aprovação do Projeto de Lei Complementar – PLP nº 149-19, de socorro financeiro aos estados, municípios e ao Distrito Federal, da forma como foi aprovado pela Câmara do Deputados e pedem agilidade na deliberação da matéria para que possam combater o coronavírus e salvar vidas. O documento foi assinado por 25 dos 27 governadores.
Seguindo os chefes de Executivos estaduais, a demora na aprovação do PLP é maior inimiga da população depois do novo coronavírus.
Leia a carta:
CARTA AO SENADO FEDERAL EM APOIO AO PLP 149-B/2019.
Senhor Presidente do Senado Federal.
Os Governadores abaixo assinados vêm manifestar a V.Exa. e aos ilustres senadores da República o reconhecimento pelo empenho na adoção de medidas sociais, sanitárias e federativas neste momento de terrível crise.
A esse respeito, enfatizamos nosso apoio à aprovação integral do Projeto de Lei Complementar – PLP nº 149-B de 2019, que estabelece auxílio financeiro da União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para mitigar os efeitos da pandemia de Covid19, possibilitando a recomposição temporária de receitas dos entes subnacionais.
Estamos dedicados à salvaguarda da população contra o novo coronavírus e contra as implicações econômicas decorrentes da atual emergência sanitária. Temos compromisso com a proteção da vida e, igualmente, com a defesa de empresas e empregos, o que somente será possível com a manutenção do adequado funcionamento do Estado.
Efetivamente, não haverá reconstrução nacional e retomada econômica se permitirmos o colapso social que adviria da interrupção de serviços públicos essenciais, como saúde, segurança, educação, sistema penitenciário, iluminação e limpeza pública.
A imediata aprovação do referido projeto constitui, assim, forma eficiente de evitar uma perturbação generalizada e salvar numerosas vidas. Afinal, a demora na apresentação de soluções concretas é o nosso maior inimigo depois do vírus.
Conhecedores do espírito patriótico do Senado Federal, enviamos esta respeitosa manifestação às senadoras e aos senadores da República, confiantes em seu acolhimento.
Brasília, 15 de abril de 2020.
GLADSON CAMELI
Governador do Estado do Acre
RENAN FILHO
Governador do Estado de Alagoas
WALDEZ GÓES
Governador do Estado do Amapá
WILSON LIMA
Governador do Estado do Amazonas
RUI COSTA
Governador do Estado da Bahia
CAMILO SANTANA
Governador do Estado do Ceará
IBANEIS ROCHA
Governador do Distrito Federal
RENATO CASAGRANDE
Governador do Estado do Espírito Santo
RONALDO CAIADO
Governador do Estado de Goiás
FLÁVIO DINO
Governador do Estado do Maranhão
MAURO MENDES
Governador do Estado de Mato Grosso
REINALDO AZAMBUJA
Governador do Estado de Mato Grosso do Sul
ROMEU ZEMA
Governador do Estado de Minas Gerais
HELDER BARBALHO
Governador do Estado do Pará
JOÃO AZEVÊDO
Governador do Estado da Paraíba
RATINHO JUNIOR
Governador do Estado do Paraná
PAULO CÂMARA
Governador do Estado de Pernambuco
WELLINGTON DIAS
Governador do Estado do Piauí
WILSON WITZEL
Governador do Estado do Rio de Janeiro
FÁTIMA BEZERRA
Governadora do Estado do Rio Grande do Norte
EDUARDO LEITE
Governador do Estado do Rio Grande do Sul
CARLOS MOISÉS
Governador do Estado de Santa Catarina
JOÃO DORIA
Governador do Estado de São Paulo
BELIVALDO CHAGAS
Governador do Estado de Sergipe
MAURO CARLESSE
Governador do Estado do Tocantins
O jornal Folha de S.Paulo conta, nesta quinta-feira (16), os bastidores da operação que trouxe 107 respiradores da China até o Maranhão. Os aparelhos chegaram na noite de terça-feira para ser usados por pacientes com coronavírus.
De acordo com a coluna Painel, “o governo do Maranhão precisou montar o que tem chamado de uma operação de guerra com o envolvimento de 30 pessoas e custo de R$ 6 milhões”.
Isso porque EUA e Alemanha têm atravessado o pedido feito no mercado internacional. Esses dois países têm, na prática, impedindo a compra de respiradores que não sejam para eles mesmos.
Além disso, o próprio governo federal brasileiro é um entrave. A Folha lembra que, em março, o governador Flávio Dino já tinha reservado a compra de um lote de respiradores de uma fábrica de Santa Catarina, mas que a gestão Bolsonaro bloqueou a transação e distribuiu os equipamentos conforme seus critérios.
Uma nova tentativa, com a China, foi frustrada pela Alemanha. E, depois, pelos Estados Unidos. Isso não aconteceu apenas com o Maranhão, mas com outros Estados e países.
Foi, portanto, preciso montar um plano de guerra. “Com a ajuda de uma importadora maranhense, o governo estadual passou a negociar com uma empresa de Guangzhou, que enviou os respiradores para a Etiópia, com o objetivo de escapar do radar da Europa e dos EUA”, diz a coluna Painel.
Ao jornal, o secretário estadual Simplício Araújo, de Indústria e Comércio, que coordenou a empreitada, conta que o cargueiro que saiu da China e aterrissou em São Paulo teve o frete pago pela mineradora Vale.
“Ao chegar a São Paulo, a mercadoria foi colocada em avião fretado da Azul e mandada para o Maranhão, para só lá ser desembaraçada na Receita”, acrescenta o jornal.
O jornal continua: “A liberação na alfândega não foi feita em SP para evitar que o governo federal retivesse os respiradores, como tem acontecido. A operação durou 20 dias”.
“Se não fizéssemos dessa forma, demoraríamos três meses para conseguir essa quantidade de respiradores”, diz Simplício.
Em novo pronunciamento em suas redes sociais no início da tarde desta quarta-feira (15), o prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) reforçou a importância do distanciamento social como principal medida de controle da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
“Nós, gestores públicos, a imprensa, a OMS e as campanhas repetem o mesmo pedido pelo distanciamento social. Porque não há tratamento efetivo para a Covid-19 senão evitar a contaminação”, diz Edivaldo em vídeo publicado nas redes sociais.
O apelo de Edivaldo é necessário porque São Luís concentra, sozinha, mais de 80% dos casos confirmados de Covid-19 em todo o estado. Até as 21h da terça-feira (14), eram 533 confirmações na capital.
“Estamos entre as cidades do país com o maior número de infectados pelo novo coronavírus. O quadro é de emergência. A cada dia aumentam os números de pacientes em tratamento e de óbitos”, alerta.
O pedetista também reforçou que manterá as medidas de distanciamento social já adotadas. “Não podemos recuar da quarentena sob pena de consequências mais graves. Os hospitais privados e os leitos nas redes públicas estão quase cheios”.
Por fim, Edivaldo faz um agradecimento a todos os pais e mães de famílias que exercem atividades essenciais e não têm como permanecer em casa. “Aos profissionais de saúde e aos trabalhadores dos serviços essenciais o nosso reconhecimento e gratidão”.