O deputado Márcio Honaiser entregou o cargo de secretário de Desenvolvimento Social (Sedes), mas o PDT, pelo menos por enquanto, continuará comandando a Pasta com a advogada Larissa Abdalla, atual adjunta e estreitamente ligada ao senador Weverton Rocha. Por enquanto houve penas uma troca de nomes, embora exista a expectativa sobre a entrega dos cargos que o partido ocupa no governo a partir da semana que vem.
Honaiser surpreendeu ao protocolar nesta quinta-feira (27) seu pedido de exoneração do cargo e logo começaram as especulações sobre a possível debandada do partido do governo antes mesmo da batida do martelo sobre candidatura do vice-governador Carlos Brandão para representar o grupo governista na sucessão estadual.
Pelo teor das declarações do deputado num vídeo postado no Youtube, sua saída da secretaria nada tem haver com mudança de postura em relação ao governo e sim pela necessidade de ocupar cargos nas comissões permanentes da Casa.
“Estamos encerrando janeiro com uma notícia importante: na próxima semana, dia 02, retorno à Assembleia Legislativa, para dar continuidade ao trabalho como deputado estadual, que antes estava realizando simultaneamente com o trabalho como secretário da SEDES, para participar das comissões e acompanhar o ano legislativo desde o início. Fico muito feliz de termos conseguido fazer tanto pelos maranhenses e desejo toda sorte e sucesso à minha amiga Larissa Abdalla, que assume a secretaria. Em breve, darei mais um grande passo, já que sou pré-candidato a deputado federal”, disse Márcio.
Nesta manhã se sexta-feira, em entrevista ao Imirante, ao ser questionado se haveria mudança de postura do PDT em relação ao governo, o agora ex-secretário foi objetivo: “neste primeiro momento, eu acredito que não haverá mudança de postura porque todos nós somos participantes desse governo”. O deputado disse ainda acreditar que haverá entendimento.
Apesar da declaração muito polida do deputado em sua despedida da SEDES, é público notório o desgaste do partido na relação com o governador por conta da escolha de Carlos Brandão para representar o grupo na na corrida ao Palácio dos Leões. Existe fortes sinais que haverá ruptura, mas nada deve acontecer antes da desincompatibilização de Flávio Dino.
A reunião do grupo liderado pelo governador Flávio Dino convocada para a próxima segunda-feira (31) poderá definir os rumos que os dois candidatos preterido, Weverton Rocha (PDT) e Simplício Araújo (SD), irão tomar, pois todo o movimento nos bastidores da sucessão indicam que o vice-governador Carlos Brandão sairá do encontro confirmado como o candidato do grupo.
Secretário de Indústria e Comércio, Simplício lançou e mantém sua pré-candidatura ao governo do estado desde a primeira reunião do grupo governista ano passado para tratar da questão sucessão, mas parece que os demais partidos que integram a aliança não deram muita importância ao projeto ou simplesmente ignoraram a pretensão.
Político da nova geração, bastante articulado nacionalmente com seu partido, do qual recebeu carta branca para levar adiante sua candidatura, Simplício, me arisco a dizer, neste momento tem chance zero de ser alçado à condição de candidato do grupo liderado por Flávio Dino.
O secretário tem se movimentado bastante, apresenta como carro chefe de sua pré-campanha a necessidade de um plano diretor para o estado e atração de empreendimentos que possibilitem a geração de emprego e renda para a população, porém não recebeu, até agora, manifestação de apoio de um único partido que integra a aliança governista.
Com a disputa interna polarizada entre o vice-governador Carlos Brandão, que está a caminho do PSB, e o senador Weverton Rocha (PDT), sobrou quase que nenhum espaço para Simplício almejar o apoio do grupo, principalmente após o governador manifestar seu apoio a Brandão.
Ainda que tenha bons propósitos e credenciais para concorrer ao Palácio dos Leões, Araújo, por conta da conjuntura atual e do compromisso de Flávio com seu vice, se quiser participar da corrida aos Leões, tem o apoio total do seu partido, mas dificilmente terá ao seu lado alguma legenda da base de sustentação do governo.
A posição do secretário deve ficar explícita após o encontro de segunda-feira quando, ao que tudo indica, a maioria do grupo deverá confirmar o nome de Carlos Brandão. Restará saber se ele segue com a candidatura até a convenção do Solidariedade ou se alinha com à posição de Dino. Pelo que se tem observado, o nome de Simplício sequer está sendo levado em consideração.
Já o senador Weverton Rocha tem chamado atenção pela indiretas ao governador e ameaças de rompimento disparadas em redes sociais. O parlamentar quer mudar as regaras com o jogo com a partida em andamento, não aceita a indicação do governador e quer se impor como candidato de um grupo onde é minoria. Como tudo indica que Brandão sairá do encontro com sua candidatura confirmada, o pedetista pode abrir dissidência e provocar racha.
Ao contrário de Simplício, que independente da declaração do governador de apoio a Brandão jamais ameaçou rompimento e segue defendendo suas ideias, o senador do PDT tem feito todo tipo de manobra para atrapalhar as articulações do governador para ter o PT e outras legendas no palanque de sua coligação e vem se comportando de forma arrogante.
Como faltam apenas três dias para o novo encontro de dirigentes partidários, é aguardar para conferir se as ameaças feitas pelo senador em redes sociais se concretizarão, pois pela movimentação nos bastidores da sucessão, ele perdeu a batalha interna no grupo.
O presidente estadual do PCdoB, deputado federal licenciado e secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry, disse através de sua rede social que seu partido reconhece a legitimidade de postulações do senador Weverton Rocha (PDT) e do secretário de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo, mas que a melhor proposta do ponto de vista política e eleitoral está hoje representada na pré-candidatura de Carlos Brandão.
“PCdoB MA reconhece legitimidade nas postulações do senador@wevertonrocha e do secretário @SimplicioAraujo, mas considera que a melhor proposta do ponto de vista político e eleitoral está hoje representada na pré-candidatura de Carlos Brandão”, afirmou o dirigente comunista em sua página no Twitter nesta manhã de quinta-feira.
Considerado um dos auxiliares mais próximos do governador Flávio Dino PSB), principal avalista de pré-candidatura de Brandão, a declaração de Jerry revela o clima favorável a Brandão na reunião da próxima segunda-feira (31) quando dirigentes partidários da aliança governista voltarão reunir para bater o martelo e definir de uma vez por todas quem será o candidato do grupo na sucessão estadual.
Weverton e Simplicio, apesar dos apelos do governador pela manutenção da unidade do grupo que chegou ao poder em 2014 ao derrotar o que se convencionou chamar de oligarquia Sarney, continuam com suas pré-candidaturas postas, embora sem a menor perspectiva de saírem da reunião de segunda-feira com o aval dos dirigentes da aliança, que ao que indica, seguirão o projeto de Flávio Dino.
Na reta final para a definição do candidato que representará o grupo liderado pelo governador Flávio Dino na sucessão estadual, o pré-candidato do PDT, Weverton Rocha continua mandando recado através de vídeos postados diariamente em grupos de WhatsApp que seu projeto pessoal não tem recuo e que não desistirá da disputa pelo Governo do Estado na eleição de outubro próximo.
Pelo que tem afirmado nas redes sociais, o senador pedetista manterá sua candidatura independente da opção de Flávio Dino (PSB) pelo vice-governador Carlos Brandão, o que leva a crê que ele não abrirá mão de concorrer ao cargo de governador ainda que seja para desempenhar papel de simples coadjuvante, com o risco de sair do pleito do mesmo tamanho do senador Roberto Rocha (sem partido).
Ambicioso, Roberto, que se elegeu porque o então candidato a governador Flávio Dino fez apelo aos seus eleitores para votar no candidato a senador do grupo, achou que os votos que recebeu em 2014 eram fruto de sua liderança, rompeu com o governador, se lançou candidato em 2018 e obteve votação pífia, apenas dois por cento dos sufrágios.
Agora, como o governador já anunciou publicamente apoio a seu vice Brandão e não pretende mudar de posição, Weverton pode repetir o mesmo fiasco de Roberto. Por outro lado, seria mais conveniente o senador pedetista ser mais claro e afirmar aos seus apoiadores e ao público de um modo geral que sua decisão de concorrer ao governo está tomada, sem possibilidade de recuou, ao invés de ficar mandando recadinhos em rede social que “foguete não dá ré”.
Assim como Roberto, Weverton tem revelando ser um péssimo perdedor. Não conseguiu reunir as condições para ser o escolhido do grupo, não desfruta da confiança da maioria dos dirigentes de partidos que integra a aliança governista e muitos chegam a duvidar dos verdadeiros propósitos de seu ambicioso projeto “comigo tu vai ser mais feliz”, falado ao pé de ouvido de prefeitos e lideranças políticas.
Diante do que se tem observado nos bastidores da sucessão, o encontro da próxima segunda-feira (31) entra em sua reta final com um desfecho previamente anunciado. Como as conversações sobre a possibilidade de unidade do grupo não prosperaram ao logo dos últimos sessenta dias e Flávio Dino não pretende mudar de posição, tudo indica que haverá um racha com consequências imprevisíveis.
Para o deputado estadual Duarte Júnior (PSB), a unidade do grupo foi quebrada na eleição municipal de 2020 quando o grupo liderado pelo governador apresentou seu nome para concorrer à Prefeitura de São Luís e no segundo turno o senador do PDT se empenhou e arregimentou aliados para o palanque do adversário Eduardo Braide, do Podemos, partido da base de sustentação do governo Bolsonaro.
“Quem quiser pode se iludir, mas essa unidade pretendida já não existe mais desde a eleição municipal”, observou Duarte, maior vítima da trairagem do senador do PDT e sua turma, em recente entrevista ao programa Contraponto, da Rádio Timbira AM.
Ciente de que se quiser ser candidato terá que formar seu próprio grupo, o senador do PDT esteve nesta quarta-feira (26) em São Paulo reunido com o ex-presidente Lula, festejou nas redes sociais, mas não deu qualquer indicativo se sua proposta de aliança PDT/PT para as eleições de outubro próximo no Maranhão tenha recebido sinal positivo do líder petista, que tem no estado o governador Flávio Dino como seu principal aliado. Dino inclusive é um dos principais defensores da aliança nacional PT/PSB, partido que terá como candidato o vice-governador Carlos Brandão.
Weverton festejou a fotografia ao lado de Lula como se fosse um título de campeonato conseguido com um gol na prorrogação, mas para quem acompanha os bastidores da sucessão não resta dúvidas que a tentativa do senador do PDT retirar o PT do palanque do PSB no Maranhão não prosperou, pois se tivesse alguma sinalização positiva do líder petista, aliados teriam antecipado o carnaval. Pelo andar das articulações, “meu preto” perdeu mais essa batalha.
Um Projeto de Lei apresentado pelo Deputado Federal Rubens Jr. propõe ajuste de horário para busca e apreensão em domicílios. O objetivo do PL é facilitar as ações policiais e ao mesmo tempo garantir o direito constitucional de inviolabilidade do lar.Na prática, o projeto altera o horário das operações. Hoje é das 21h às 5h. E o projeto muda o horário, das 20h às 6h.Para Rubens Jr.,a alteração flexibiliza o direito constitucional à inviolabilidade do lar, já que autoriza o cumprimento de buscas na madrugada e no início da noite, além de permitir que buscas e apreensões policiais sejam executadas em período mais compatível com o que a Constituição Federal determina.Com a medida, as operações policiais poderão ser realizadas em horário mais adequado, garantindo mais segurança jurídica para a ação da polícia e, ao mesmo tempo, protegendo a dignidade da família e do lar.
Na reunião do governador Flávio Dino com o ex-presidente Lula, a atual presidente PT, Gleisi Hoffmann e Dilma Rousseff, em São Paulo, na seguda-feira (24), para discutir possíveis articulações para as eleições deste ano, foi aventado a possibilidade da ex-presidenta ser candidata a suplente de Dino na disputa para o Senado.
A estratégia petista para recolocar Dilma na arena política passa pela perspectiva de vitória de Lula para a presidência da República e a consequente convocação de Flávio Dino para ocupar uma pasta no ministério, abrindo asim espaço para Dilma assumir o mandato.
Flávio, um dos raros políticos que se levantaram e denunciaram o golpe que derrubou Dilma da presidência em 2016, segundo comentam nos bastidores da política, estaria disposto a aceitá-la como companheira de chapa, embora ainda não tenha se maniestado sobre o assunto .
Para o publicitário e especialista em marketing político, Janiel Kempers, essas articulações serão normais. “Essas conversas serão normais até ‘véspera de eleição’, Lula precisa consolidar uma base forte no congresso nacional e nada melhor que ter fiéis aliados ao seu lado.”, afirma.
Porém, Janiel vê pontos negativos nessa articulação. “Apesar de Flávio Dino não ser do PT, o discurso dele no senado em favor de Lula é mais enérgico do que o de Dilma. Trocar Flávio por Dilma no senado, é um tiro no pé”, alerta.
Tanto Lula quanto Dino divulgaram imagens do encontro nas redes sociais. A ex-presidenta Dilma Rousseff não aparece nas imagens, pois necessitou deixar a reunião mais cedo.
Na reunião com dirigentes de partidos que formam de sutentação do governo convocada pelo governador para dia 31, próxima segunda-feira, um dos pontos da pauta deverá será justamente definir questões ainda apendentes no grupo, como são os casos dos dois suplentes de senador e o vice.
Resta saber se o governador irá colocar o tema suplente em discussão, já que a expectativa é que o grupo defina a chapa majoritária e os nomes que irão concorrer ao governo, Senado e seus respectivos vice e suplentes.
A ex-governadora Roseana Sarney (MDB), pelo visto, ainda nutre esperança de voltar ao comando do Estado do Maranhão. Pelo menos é o que sugere um novo grupo de WhatsApp “Roseana governadora 2022”.
A iniciativa da filha de José Sarney, quatro vezes governadora, sendo uma dela por conta de um golpe judicial que derrubou o governador Jackson Lago (PDT) em 2009, pelo visto, não agradou muitas pessoas que foram incluídas sem serem consultadas e estão pulando fora.
Nada de mais a extensa lista dos que saíram e continuam saindo do grupo não fosse o fato do nome do grupo reacender a possibilidade de Roseana se candidatar novamente ao governo, conforme defende setores do MDB, partido comandado por ela no Maranhão.
Ao permitir a criação do grupo “Roseana governadora 2022”, os idealizadores só não contavam com reações nada abonadoras de alguns incluídos sem permissão, que se encarregaram de lembrar que o grupo Sarney é coisa do passado, já morreu.
O vice-presidente do MDB, deputado estadual Roberto Costa, em diversas entrevistas, inclusive a este blog, sempre alentou a possibilidade dela ser candidata ao governo, embora os índices de rejeição aferidos pelos institutos de pesquisas sejam bastante elevados.
Como em período de pré-campanha, onde os partidos buscam melhores composições que lhe permitam participar de futuras administrações, a iniciativa da ex-governadora está sendo vista como uma forma do MDB sentar à mesa de conversações tendo como respaldo a possibilidade de apresentar candidato próprio.
A ex-governadora precisa ser mais clara quanto a sua pretensão para as eleições deste ano, pois corre o risco de cair no descrédito. Já declarou publicamente que será candidata a deputada federal e agora surge esse grupo sugerindo que será candidata ao governo.
Tem muita gente acreditando que tudo não passa de mais uma manobra do MDB, já que Roseana estaria decidida a concorrer um mandato na Câmara Federal.