O candidato Edinho Lobão (PMDB), em debate, na noite de ontem, no
auditório da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão, acabou levantando
mais suspeitas sobre a contratação da empresa de Luís Carlos Cantanhede, sócio
de Jorge Murad, marido da governadora Roseana Sarney (PMDB) e amigo pessoal do
senador José Sarney, para cuidar das urnas eletrônicas que serão usadas nas
eleições de outubro próximo.
Raposas e galinheiros
Existem diferentes teorias para explicar por que, exatamente, esse
processo dá certo, mas há consenso em torno de um aspecto: ele só funciona sem
sobressaltos quando os cidadãos acreditam que seus votos são colhidos e
computados de forma correta, livre de manipulações. Do contrário, a própria
representação é posta em xeque.
Não se trata de prejulgar Luiz Carlos Cantanhede Fernandes e sua
empresa, a Atlântica Serviços Gerais, a quem o Tribunal Regional Eleitoral
maranhense, após realizar licitação, incumbiu a responsabilidade de fornecer os
616 funcionários encarregados de transportar e armazenar as urnas, carregá-las
com o software e transmitir os dados da votação.
Tais fatos deveriam ter bastado para deixá-lo de fora da licitação. E,
como se não fossem suficientes, suspeita-se de que Fernandes tenha ligações
pessoais com Lobão Filho (PMDB), candidato a governador com a bênção dos
Sarney.
Em alguns Estados, nos quais a política e a economia são dominadas por
grupos poderosos, encontrar empresas sem ligações suspeitas é tarefa inglória.
Daí não decorre, por óbvio, que as precauções devam ser relaxadas. Quando
existe desconfiança quanto à lisura do processo eleitoral, a própria democracia
termina maculada.
A Unicef (Fundo das Nações Unidas para Infância)
entregou nesta quarta-feira (10) ao candidato Flávio Dino um documento com
políticas prioritárias para crianças e adolescentes. Flávio lembrou que seu
compromisso com essa causa é antigo e será mantido.
Ao entregar as propostas a Flávio, a coordenadora
do escritório da Unicef em São Luís, Eliana Almeida, afirmou que leu o programa
do candidato e identificou que parte das propostas já está contemplada,
principalmente em relação a adolescentes em recuperação.
Essa mudança passa pelo estabelecimento de parceria
com os municípios, para que os esforços alcancem melhores resultados.
Quando os adolescentes ficam onde moram, também
podem ser feitas ações junto à família, fortalecendo os vínculos afetivos.