O
deputado estadual Marcelo Tavares (PSB) já recorreu ao Poder Judiciário para
pedir a suspensão do processo licitatório do contrato de R$ 1,3 bilhão para
gestão do sistema penitenciário. O caso foi denunciado na manhã desta
quarta-feira (22) no plenário da Assembleia Legislativa.
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| Fundação Bem Viver administra o Hospital dos Servidores do Estado |
A transição do governo pautou os debates na sessão plenária
desta quarta-feira (22), no Poder Legislativo. O deputado Bira do Pindaré (PSB) denunciou um aditivo, ao termo de parceria entre a Secretaria de Saúde,
o Hospital Carlos Macieira e a Fundação Bem Viver (Associação Tocantina para o
Desenvolvimento da Saúde), lesivo aos interesses do Estado.
A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia
Legislativa do Maranhão (CDH-MA) recebeu em sessão ordinária, na manhã desta
quarta-feira (22), o advogado Rafael Sauaia, responsável pela defesa das
vítimas do “Caso Bruno”.
“Não vamos aceitar que se baixe uma guilhotina no
seu João, até agora não se sabe se foi feita uma análise de perícia técnica na
arma do crime temos apenas o laudo cadavérico emitido pelo IML”, protestou
Rafael Sauaia.
O
deputado estadual Marcelo Tavares (PSB), coordenador da equipe de Transição de
Flávio Dino, denunciou na Assembleia Legislativa, na manhã desta quarta-feira
(22), uma suspeita licitação no Sistema Penitenciário, que resultará em gastos
equivalentes ao dobro dos investimentos por preso na média nacional. Marcelo
anunciou que apresentará um requerimento de convocação para pedir explicações
ao secretário responsável pela pasta, diante da Assembleia Legislativa.
As empresas que cuidam desse serviço, hoje, são a VTI e a Atlântica (esta
última, pertencente ao um ex-sócio de Jorge Murad, esposo de Roseana Sarney). O
contrato que será licitado terá duração de dois anos – metade do tempo de
administração do próximo governador.
Acontece que o valor por preso, segundo cálculos da equipe de transição, é de
R$ 8,8 mil por mês para cada preso. A média nacional com gastos carcerários é
de aproximadamente R$ 4 mil.
Por se tratar de tema delicado e que mexe diretamente com a maior crise já
vista neste estado, o assunto deve ser tratado com grande atenção pela equipe
de transição de Flávio Dino. Por este motivo, o deputado Marcelo Tavares
(futuro chefe da Casa Civil) deve levar o caso ao conhecimento do público para
evitar mais este abuso, na tribuna da Assembleia.
Na avaliação de observadores políticos, o prefeito Edivaldo
Holanda Júnior está vivendo um novo momento e com perspectivas ainda melhores
para 2015, ano que o governo do estado estará sob o comando do aliado Flávio
Dino, um dos principais responsáveis por sua eleição em 2012.