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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 5/out/2021

Augusto Lobato diz que PT diz estará com o candidato do governador

O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Augusto Lobato, disse nesta manhã de terça-feira (5) ao Blog do Jorge Vieira que o PT estará no palanque do candidato apoiado pelo governador Flávio Dino (PSB) na sucessão de 2022. Lobato ponderou, no entanto, que esta decisão caberá ao Encontro Estadual, mas que ele vai se empenhar para que a legenda acompanhe o chefe do Executivo na sucessão do ano que vem.

Semana passada, o suplente de deputado, Luís Henrique Lula da Silva, que estava no exercício do mandato, lançou a pré-candidatura do secretário de Educação do Estado Felipe Camarão ao governo, posição essa que deverá ser apreciada no Encontro Estadual do PT. Camarão inclusive é cotado para ser vice de Carlos Brandão (PSDB), caso seja autorizada a aliança com os tucanos no Maranhão.

Lobato observou que é legal qualquer militante do partido lançar proposta de candidatura própria, como fez Luís Henrique ao defender o nome de Felipe Camarão, porém reafirmou que vai acompanhar o candidato apoiado pelo governador e que se depender dele o candidato apoiado pelo PT e pelo governador será Carlos Brandão (PSDB).

“Estive na 17° Conferência Estadual do PC do B no Maranhão, que é nosso aliado estratégico. Na oportunidade presenteei o governador Flávio Dino com a camisa da Campanha Geração 68 em Defesa da Democracia e reafirmamos nosso compromisso de caminharmos juntos em 2022”, disse Lobato.

Os petistas trabalham com várias possibilidades: apoiar o candidato de Flávio Dino independente de quem seja o escolhido e indicar o vice, candidatura própria de Felipe Camarão ou aliança com o PDT do senador Weverton Rocha. E tudo indica que a tomada de posição será precedida de muito barulho no Encontro do partido, mas levando em conta o que pensa a direção nacional.

  • Jorge Vieira
  • 5/out/2021

Flávio Dino sobre Paulo Guedes: “dólar acima de tudo, paraíso fiscal acima de todos”

O governador Flávio Dino, através de sua rede social, criticou o que chamou de falso patriotismo de integrantes do govenro de Jair Bolsonao que possuem empresa em paraíso fiscal e advertiu que exerce cargo público deve ter autoridade moral.

“Dólar acima de tudo, paraíso fiscal acima de todos”. Esse é o veredadeira lema dos falsos patriotas. E quem paga a conta é a família que não consegue comprar gás de cozinha. Vale lembrar: além de cumprir as leis, quem exerce função pública deve possuir autoridade moral”, disse Dino em sua página noTwitter.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) vai abrir uma investigação preliminar sobre uma empresa no exterior mantida pelo ministro da Econimia Paulo Guedes. O caso foi revelado na série de reportagens do Pandora Paper, do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos.

Com esse procedimento, a PGR deve solicitar informações a Guedes sobre os ativos mantidos no exterior. Depois disso, o órgão deve avaliar se há indícios de crimes, que justificariam pedido de abertura de inquérito, ou se é o caso de arquivamento.

  • Jorge Vieira
  • 4/out/2021

Othelino garante novas obras para Mirador durante reunião com Flávio Dino

Atendendo à indicação do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), o município de Mirador será contemplado com mais uma etapa do programa ‘Mais Asfalto’, realizada pelo Governo do Estado em ruas da cidade. O anúncio foi feito pelo governador Flávio Dino, nesta segunda-feira (4), durante reunião com o parlamentar, a prefeita Domingas Cabral e sua comitiva, no Palácio dos Leões.

No encontro, também foram anunciadas outras obras de infraestrutura para Mirador, como a construção da Praça de Eventos, a urbanização da Beira Rio, a reforma do Mercado Municipal e a instalação de um Restaurante Popular.

Othelino Neto afirmou que as novas intervenções vão beneficiar a população em diversas áreas.  “Um momento importante para o município de Mirador, que já tem diversas obras realizadas pelo Governo do Estado. Agora, atendendo às demandas apresentadas pela prefeita Domingas, o governador Flávio Dino, a quem agradeço, fará mais uma série de obras  que, com certeza, mudarão para melhor a vida da população”, disse.

O governador Flávio Dino reforçou o compromisso com a Prefeitura de Mirador para levar, cada vez mais, benefícios à população. “Todas as demandas serão atendidas e entregues nos próximos meses. O trabalho conjunto entre o Governo, a Prefeitura e o apoio da Assembleia Legislativa têm garantido ótimos resultados a Mirador, que terá agora novas obras nas áreas da infraestrutura urbana e segurança alimentar”, ressaltou.

A prefeita Domingas Cabral agradeceu ao deputado Othelino Neto, que tem se empenhado para viabilizar obras e serviços importantes junto ao Governo do Estado.

“Mantemos um diálogo permanente com o deputado Othelino, que acompanha os nossos pedidos com muita atenção. Ele sabe das necessidades de Mirador e nós só temos a agradecer por essa intermediação que o deputado faz com o governador Flávio Dino, pois todas as obras conquistadas aqui são de grande importância para a nossa população”, disse a gestora.

 

  • Jorge Vieira
  • 4/out/2021

Autoridades internacionais se unem em defesa da democracia

A ameaça à democracia, evidenciada pelas campanhas de desinformação e ataques a instituições federais é uma realidade que compartilhamos com muitos países. Para fortalecer o combate a esse fenômeno, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), promove, nesta segunda-feira (4), o “Seminário Internacional: Integridade Eleitoral na América Latina – Experiências Recentes e Perspectivas”.

A abertura do debate, realizado em parceria com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), foi transmitida ao vivo pelo canal do TSE no YouTube. O encontro é conduzido pelo ministro Luís Roberto Barroso e pela magistrada Renata Gil, presidentes do Tribunal e da AMB, respectivamente. Representantes da Bolívia, do Equador, de El Salvador, do México e do Peru também participam como convidados.

“A erosão da democracia no mundo, hoje, tem sido protagonizada por líderes políticos eleitos pelo voto popular. Presidentes e primeiros-ministros eleitos pelo voto popular e que depois, no entanto, tijolo por tijolo, desconstroem alguns dos pilares da democracia, concentrando o poder no Executivo, procurando desacreditar as instituições tradicionais, cooptando ou alijando o Congresso dos processos políticos, mudando a legislação com abuso de poder pela maioria, atacando os tribunais constitucionais e atacando as autoridades eleitorais. Este é um fenômeno e talvez uma das principais razões pelas quais nos reunimos aqui”, disse Barroso.

De acordo com Barroso, para a proteção da democracia, “só existe um remédio na farmacologia jurídica, na verdade um conjunto de remédios: instituições fortes, sociedade civil mobilizada e imprensa livre. Por essa razão, nós todos aqui somos militantes dessa causa. A causa de proteção da democracia”.

Lisura das eleições – A presidente da AMB, Renata Gil, ressaltou a lisura do processo eleitoral e a ausência de contestações neste sentido. “As urnas não têm conexão com a internet. As urnas são inseminadas através de um flash de carga, que é carregado com toda cautela nos tribunais regionais eleitorais, na presença dos presidentes e dos juízes que cuidam desse processo eleitoral. Talvez, por isso, o Brasil tenha sido um case de sucesso no mundo de eleições digitais com mais de 40 acordos de cooperação firmados internacionalmente, 30 missões técnicas internacionais e 70 visitas internacionais de países que pretendem ou já adotaram o sistema eleitoral brasileiro digital”, relatou a magistrada.

Além dos dirigentes, integraram a mesa de abertura e os debates subsequentes o vice-presidente do TSE, ministro Edson Fachin; o secretário de Fortalecimento da Democracia, Organização dos Estados Americanos (OEA), Francisco Guerrero Aguirre; o diretor regional para América Latina e Caribe, do Idea Internacional, Daniel Zovatto; o copresidente da União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e presidente da Junta Central Eleitoral da República Dominicana, Román Andrés Jáquez Liranzo; e o magistrado do Tribunal Superior Eleitoral da República Dominicana, Juan Cuevas. (Fonte: TSE)

  • Jorge Vieira
  • 4/out/2021

Crescimento de Edivaldo nas pesquisas anima direção do PSD

O bom desempenho de Edivaldo Holanda Junior na pesquisa do Instituto Escutec para o governo do Estado animou ainda  mais a direção estadual do PSD. Os dirigentes do partido estão convictos que, sem Roseana Sarney no páreo (deverá confirmar candidatura a deputada federal), Edivaldo terá um espaço enorme para crescimento.

“Em um provável cenário sem a ex-governadora Roseana Sarney, o nosso pré-candidato ao governo, Edivaldo Holanda, apareceu em 2º lugar na última pesquisa realizada pelo instituto Escutec, um dos que mais cresceram nesses últimos meses”, observou Edilázio em sua rede social.

Quem também ficou entusiasmado com o resultado da pesquisa foi o deputado estadual César Pires, um dos articuladores da pré-campanha. Para o parlamentar, o espaço para crescimento de Edivaldo é imenso: “a pré-campanha está apenas começando e já estamos entre os primeiros”, adverte.

Pires, que acompanhou o pré-candidato na visita à Região Tocantina, retornou bastante animado com a recepção tida por Edivaldo e muito confiante no sucesso da candidatura.

“Fizemos a aposta certa, o ex-prefeito de São Luís é competitivo, muito cativante, dono um carisma incomum, transmite cofiança a quem conversa com ele e vai crescer muito com essas visitas ao interior do Maranhão”, diz o deputado.

Segundo apurou o blog junto a fonte fidedigna, a caravana do pré-candidato Edivaldo já está programando novas agendas de visitas para os próximos finais de semana e seguirá nesta pegada por todo o período da pré-campanha.

 

  • Jorge Vieira
  • 4/out/2021

Pode cravar: Lula ganha no 1º ou no 2º turno, diz Flávio Dino à revista Exame

Único governador comunista do país, Flávio Dino representa hoje uma das figuras mais proeminentes da política nacional. Cotado a ocupar o lugar de vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem é próximo, Dino decidiu recentemente disputar uma vaga no Senado. Mas não será pelo PCdoB, partido do qual fez parte nos últimos 13 anos. O governador migrou em junho para o PSB, em uma movimentação vista como parte dos esforços da campanha de Lula às eleições de 2022, que pressupõe a formação de uma ampla rede de esquerda e centro.

No nordeste, as articulações políticas para a disputa presidencial seguem mais firmes que nunca, com Dino à frente dos principais pelotões. “Pode cravar sem medo de errar que Lula ganha as eleições ou no primeiro turno ou no segundo”, diz.

Dino recebeu a reportagem de EXAME no Palácio dos Leões, sede do governo, onde convive com móveis de jacarandá e tapeçarias francesas do século 19 que guardam a herança de uma das fases mais prósperas do Brasil imperial. O governador ocupa uma sala em uma ala reformada, distante da pompa monárquica do restante do prédio construído de frente para o mar no século 17.

Após dois mandatos no governo do estado, Dino colhe frutos da melhoria de indicadores em áreas como segurança pública e educação. O Maranhão passou da 17ª posição no ranking estadual do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2013 para a 13ª em 2017. Nos últimos cincos a taxa de crimes letais caiu 41%, segundo a secretaria de segurança do estado.

Mas falta ainda reduzir os índices de extrema pobreza, que cresceu quase 18% entre 2016 e 2018, segundo dados do IBGE, bem acima dos 13% da média nacional. “O Maranhão tem tudo para avançar com o aprimoramento do ambiente econômico do país”, diz. Veja, a seguir, os principais trechos da entrevista.

Estamos nos aproximando de 2022, quando seu mandato se encerra. Que balanço o senhor faz de seu governo?

O principal ponto desafiador é a questão econômica. Desde 2015, quando tomei posse, tem sido um período complicado no país, com o início da recessão e uma queda muito forte no PIB. É inegável que houve um impacto na extrema pobreza. Isso desafia o Brasil e, claro, o Maranhão. Mas faço questão de frisar que o conjunto de ação que tomamos para minimizar esses dados produziram indicadores bem interessantes. O principal deles é que em 2021 teremos o quinto ano consecutivo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados positivo, o que é uma exceção em termos nacionais.

Outro êxito indiscutível é a ampliação de políticas sociais. O Maranhão tem, por exemplo, a menor taxa por covid-19 do país, o que é fruto dos investimentos que fizemos nos últimos anos. Foram abertos 30 hospitais que garantiram uma rede grande que foi muito eficiente no combate à covid. Foram 2 bilhões de reais por ano que garantiram esse indicador. Na educação, implementados escola em tempo integral, o que não existia no Maranhão.

O que falta então para o Maranhão conseguir dar um salto de crescimento e sair das últimas posições do ranking nacional da extrema pobreza?

A melhoria do ambiente nacional vai levar a isso. Se pegar o crescimento do PIB entre 2010 e 2020, mostra uma tendência de crescimento forte da economia no Maranhão. Então creio que ultrapassada essa quadra de dificuldades do Brasil, o Maranhão tem tudo para avançar ainda mais. Nos últimos anos, a extrema pobreza cresceu no país inteiro, não só no Maranhão.

É que nos últimos anos, principalmente entre 2016 e 2018, a extrema pobreza cresceu quase 18% no Maranhão, acima do restante do país, e continua nesse patamar, não?

Mas é fruto dos problemas da economia do país.

Mas não existem ações que pudessem ser tomadas a nível estadual para que esse nível de extrema pobreza começasse a cair?

O que temos feito é investimento público para gerar trabalho, por isso temos um Caged positivo, e muita política social. Não é uma solução sistêmica porque não se faz política econômica a nível estadual. É muito difícil para um estado sozinho reverter uma tendência nacional.

O crescimento previsto para o país para os próximos anos, de 2,5% ao ano, é suficiente para que haja um crescimento tal capaz de reduzir a extrema pobreza no estado?

Eu acho que a gente cresce mais do que isso no Maranhão.

Por quê?

Existem investimentos contratados que vão levar a isso. Estão previstos grandes investimentos na retomada da produção de alumínio da Alcoa. Isso gera crescimento do PIB. Vai ter o porto da Cosan em São Luís e o porto de Itaqui deve continuar crescendo, assim como tudo que se refere a grãos.

Falando agora sobre as eleições presidenciais de 2022, como o senhor vê o cenário de polarização entre Lula e Bolsonaro? Em sua visão, quais são as chances de chegarmos ao segundo turno com os dois candidatos?

Lula estará no segundo turno, se houver segundo turno. A minha dúvida é se o Bolsonaro estará porque há espaço para a chamada terceira via desde que ela se apresente como algo afirmativo. Não basta uma suposta terceira via dizer que não é Lula nem Bolsonaro, isso é muito pouco para motivar os eleitores. Não tem identidade, não tem programa e não tem líderes claros. Caso a terceira via permaneça assim, o segundo turno vai ser entre Lula e Bolsonaro. Se houver programa e ideário, aí pode ser que a terceira via desloque o Bolsonaro. Eu torço por isso.

Mas não pode tirar o Lula também?

Não tira.

E por quê o senhor acha isso?

Porque na história das eleições, desde 1989, sempre teve o PT protagonizando. De Lula em 89 até Fernando Haddad em 2018, o PT sempre esteve em um dos polos. Então, é uma tendência muito forte da política brasileira. O “lulismo” tem muita força.

Mas mesmo o PT não tendo conquistado tantos votos nas últimas eleições estaduais, o senhor acredita que Lula vai de qualquer jeito para o segundo turno até com uma eventual terceira via forte?

A figura de Lula tem muita força. O “lulismo” no século 21 está como o varguismo, do ex-presidente Getúlio Vargas, esteve para o país no século 20. Desde 1930 até 1964 o varguismo esteve presente. Juscelino e João Goulart chamavam essa herança para eles. O varguismo sempre esteve posicionado em um dos polos. E só não continuou assim porque teve o golpe militar em 1964. Você pode cravar sem medo de errar que Lula ganha no primeiro turno ou no segundo.

O senhor deixou o PCdoB e foi para o PSB, partido que atraiu recentemente políticos de renome na esquerda como o deputado Marcelo Freixo. Qual é a posição do PSB hoje em relação à disputa presencial?

O PSB está mais no campo do “lulismo”, embora não seja automaticamente um partido do “lulismo”. É mais provável que o PSB esteja com Lula. Ainda há algumas figuras que vão se posicionar, como Gilberto Kassab (presidente nacional do PSD), e tem que ver como o Centrão vai se posicionar. Já comecei a ver gente do Centrão que defendia o Bolsonaro fazer agora cara de paisagem. Acho que uma pequena parte do Centrão fica com Bolsonaro, uma parte vai para terceira via e uma parte vai com Lula.

Hoje há algum candidato da terceira via com projeção nacional e chances de angariar um bom volume de votos?

Esse é um dos problemas. Além de não ter programa, hoje a terceira via não tem um rosto. No mundo todo, embora os partidos possam ter maior ou menor importância, o indivíduo tem um papel muito alto. Isso pesa em qualquer eleição. Uma das dificuldades da terceira via é que hoje não existe essa figura. E muitos da chamada terceira via apostaram no bolsonarismo, que deu errado em tudo. Hoje, a rejeição ao Bolsonaro é muito forte e não acredito que ele reverta isso. Mas tem tempo para as eleições. O povo só sintoniza eleição no meio do ano eleitoral. Os políticos é que têm um ritmo mais acelerado. A eleição está sendo muito antecipada e isso é muito ruim.

Nas eleições para presidente, deverão ser discutidas questões ideológicas, inclusive no que se refere a aspectos da economia como o gasto público, o risco fiscal e as privatizações? O que se espera dessas questões em um eventual governo do PT?

São questões que não estiveram sobre a mesa nas eleições de 2018 e por isso houve esse desastre bolsonarista. Em 2018, não houve debate, só fake news e o episódio da facada. Não houve debate. Em 2022, terá.

Mas deve haver esse tipo de debate?

Eu espero que sim. Não me parece ser o desejo do Bolsonaro, mas espero que a sociedade cobre isso. Lembro bem de uma entrevista com Bolsonaro em que ele não sabia responder perguntas básicas, sobre reforma tributária e outros temas. Como alguém elege um presidente da República que não tem noção básica de um tema tão fundamental? Ele dizia que então entendia nada de economia e ainda sim se elegeu. Isso é um absurdo.

Como os partidos de esquerda estão se posicionando hoje sobre uma série de questões econômicas, como gasto fiscal, visando as eleições de 2022?

As privatizações, por exemplo, não são prioridade na nossa agenda. Uma coisa é concessão, que a Dilma fez, outra é dizer que vai vender a Petrobras e o Banco do Brasil. Isso não cabe numa agenda de desenvolvimento como nós acreditamos. Eu defendo que a Petrobras já está muito privatizada, por isso essa política de preço tresloucada que está aí massacrando o povo brasileiro.

Por falar nisso, como o senhor vê a discussão em torno da política de preço da Petrobras?

É pressão dos acionistas. A paridade de preços com o mercado internacional atende exclusivamente o interesse dos acionistas.

A política de preços da Petrobras vem impactando diretamente a inflação?

Ela vem condenado as pessoas à fome. Não é privatização que vai resolver isso. Em relação a outros temas, como responsabilidade fiscal, as nossas experiências de governo, nos estados, todos têm uma situação fiscal melhor do que estados governados pela direita. Então não é verdade a ideia que ser de esquerda é ser contra a responsabilidade fiscal. O único estado hoje com rating C ou D do Tesouro é o Rio Grande do Norte porque pegou terra arrasada, aí é impossível conseguir reverter em tão pouco tempo. Mas os demais, Bahia, Pernambuco, Piauí, Ceará, que são estados de referência no nosso campo, estão bem.

Em sua visão, quais seriam os principais erros da equipe econômica?

Em um cenário de desemprego alto e inflação, o governo teria que agir, mas não age. O governo é um cercadinho com uma live e um aglomerado de molecagem. Aos olhos do mundo, o Brasil saiu do conjunto de países a ser levado a sério. Agora, é visto como uma coisa caricata. O Brasil é uma coisa insana agora. Enquanto não se trocar esse comando desvairado, não vamos sair dessas armadilhas. Agora, é óbvio que tem saída. Estamos falando de um país que tem 360 bilhões de dólares de reserva internacional e tem petróleo.

Por fim, o senhor está sendo cotado para ser vice do Lula ou senador. Como o senhor, que é próximo a Lula, está refletindo sobre essa questão?

O mais provável é que eu saia do governo em abril e seja candidato ao Senado. Em relação a outros cenários, não depende de mim. Quem conduz a formação deu uma chapa é quem a lidera. Eu sempre brinco que não existe candidato a vice. (Por Carla Aranha – Revista Exame)

  • Jorge Vieira
  • 4/out/2021

Às véspera de indicar o candidato do grupo, Flávio Dino rasga elogios a Brandão

Nas hostes governistas ninguém tem mais dúvida de que o governador Flávio Dino (PSB) vai mesmo bater o martelo em torno do nome que representará seu grupo na sucessão estadual em novembro próximo, assim como são cada vez mais evidentes os sinais de que o escolhido será mesmo o vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

Em diversas oportunidades, o governador tem destacado a lealdade do vice, sendo que em um dos eventos do último final de semana chegou a pedir uma salva de palmas para Brandão “por lhe ajudar muito todos os dias e ter algo que ele considera muito importante: “ atributo a lealdade”.

A afirmação do governador, de que vai decidir sobre o candidato que receberá seu apoio no próximo mês, agitou o bastidores da sucessão estadual, até porque muitos acreditavam que esta pauta somente seria colocada na mesa no início de 2022 para não antecipar um possível racha puxado pelo candidato do PDT, Weverton Rocha, que já anunciou que seu projeto não tem recuo.

Segundo o governador, o processo de escolha do candidato acontecerá “sem ansiedade, sem agonia, no espírito de concórdia, de paz, de convergência”. Diz ainda: “O que não pode acontecer, é o Maranhão sair da estrada certa”, observou.

Ao destacar que o Estado não pode sair da estrada certa, o governador fez outra afirmação que revela seu nível de confiança no vice: “O Brandão, assim como eu, conhece cada pedaço, cada obra, cada meta do Governo do Estado e me ajuda muito todos os dias esses anos todos”

As expectativas em torno da escolha de Dino recaem sobre o vice-governador pelos constantes elogios dirigidos a ele e recados considerados diretos ao senador Weverton Rocha, interpretados por quem acompanha os bastidores da sucessão, como indicativo de afastamento.

Resta saber se o senador foguete do PDT manterá a candidatura, caso seja preterido, como tudo indica que será.

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