O secretário de estado do turismo, Paulo Matos, esteve presente, juntamente com a comitiva do governo, em intensa agenda na cidade de Icatu, nesta sexta-feira (17). Na ocasião foi assinada pela SETUR/MA a ordem de serviço para a construção do Terminal Hidroviário Concita Azevedo Mendes localizado no Povoado Mamuna.
“Será uma importante obra para o turismo do polo Munin. O terminal de embarque e desembarque desse povoado de Icatu levará mais acesso, renda e incentivará o turismo da região” explicou o secretário de turismo, Paulo Matos.
O governador em exercício, Paulo Velten, acompanhado do secretário-chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira, estiveram na cidade para inaugurar o Centro de Atenção Psicossocial (Caps), areninha esportiva, e entrega de 3 toneladas de pescado, 300 cestas de alimentos e motores para pesca.
O prefeito de Icatu, Walace Azevedo, também acompanhou a comitiva estadual na visita a reforma do Hospital Municipal e na assinatura de ordens de serviço para a reforma do Ginásio Municipal e escola do Povoado Palmeira.
O deputado federal Rubens Pereira Jr (PT/MA) apresentou, nesta sexta-feira (17/6), a destinação de aproximadamente R$8,5 milhões para investimento na Saúde do Maranhão. Os recursos foram viabilizados por emenda parlamentar e destinados aos municípios de Grajaú, Parnarama, São Félix de Balsas e São Francisco do Maranhão.
Ao mencionar os resultados positivos do combate a Covid-19 no estado, Rubens Jr afirmou que a política de Saúde do Maranhão é exemplo para o Brasil. “Tivemos o melhor desempenho no combate à pandemia, diante dos outros estados. Isso é reflexo da política de saúde implementada por Flávio Dino e continuada pelo governador Carlos Brandão”, disse o deputado federal.
Para Rubens Jr, apesar da crise fiscal e econômica, o Governo do Maranhão priorizou a saúde dos maranhenses. “Desde antes do primeiro caso confirmado no estado, adotamos medidas de prevenção por que a saúde da população merece atenção e continuidade”, comentou o deputado.
Ao todo, as emendas destinadas pelo parlamentar beneficiam mais de 122 mil maranhenses.
Em ato público nesta sexta-feira (17), em Maceió (AL), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil não merecia voltar a ter problemas que foram superados nos governos petistas, como desemprego, fome e desnutrição, e que, se pudesse, proporia um casamento coletivo com a população brasileira para mudar a história de retrocessos e fazer o país voltar a ser feliz de novo.
“O Brasil não precisa passar pelo o que está passando, não precisa ter desemprego, não precisa ter fome, não precisa ter desnutrição, não precisa ter a quantidade de analfabeto que tem. Esse país não pode ter o desprezo que tem com o povo pobre. (…) Se eu pudesse, estaria propondo um casamento coletivo com o povo brasileiro para a gente mudar a história desse país e para a gente voltar a ser feliz”.
O ex-presidente afirmou que, em quatro anos, é possível fazer a economia crescer, gerar empregos de qualidade com proteção social e dar condições de vida digna para a população. “Quero voltar porque quero provar que o povo brasileiro não precisa ficar no açougue esperando osso ou comendo carcaça de frango. Quero voltar porque quero provar que o povo pode voltar a comer carne de qualidade, coxa e sobrecoxa, e não só pé e osso. (…) Quero fazer em quatro anos, o que a elite brasileira não fez em quatrocentos anos nesse país”.
Inclusão social
Lula lembrou o legado dos governos petistas, com a criação de programas de inclusão social, como a construção de universidades e escolas técnicas, que passou a receber jovens pobres e negros, o programa habitacional Minha Casa Minha Vida, a construção de cisternas para resolver problema de água em residências e pequenas produções e da Transposição do São Francisco, que estava planejada desde os tempos de Dom Pedro, mas que só saiu do papel no governo dele.
Ele lembrou também de programas de estimulo à pequena e média agricultura e disse que quem põe comida na mesa do brasileiro é a pequena agricultura. “É muito importante que o Brasil tenha grandes propriedades e seja exportador de commodities, mas não é o exportador que planta o tomate, a beterraba, a cenoura, a galinha caipira que a gente come. Isso é produzido por quase 4,4 milhões de pequenas propriedades”, afirmou, se mostrando muito indignado com as notícias de que o Brasil tem hoje mais de 30 milhões de pessoas passando fome e de que, em São Paulo, oito mil pessoas dormem na rua. “Fazia tempo que eu não via uma mulher pedindo esmola, uma mulher com seus filhos pedindo comida. A gente tinha acabado com isso. As pessoas estavam comendo. As pessoas estavam trabalhando”.
Melhor safra de governadores
A um auditório lotado, no Centro de Convenções de Maceió, Lula lembrou da relação de anos que tem com o Estado de Alagoas e com o senador Renal Calheiros, reconheceu a diferença que a gestão do ex-governador Renan Filho fez no Estado e disse que o Nordeste tem a melhor safra de governadores.
Os Calheiros, pai e filho, por sua vez, reconheceram a importância dos governos Lula e Dilma para o Estado e para reduzir as desigualdades no Brasil. “O Brasil teve muitos avanços nos períodos dos dois governos do presidente Lula. Nossa economia cresceu, gerou emprego, prosperidade, melhorou a vida das pessoas e garantiu direitos. Como presidente do Senado, tive a oportunidade de colaborar e ajudar substancialmente o presidente Lula”, disse Calheiros, acrescentando que o Lula é um estadista e conhece como ninguém o significado da palavra liberdade.
O senador afirmou que, nas eleições deste ano, o Brasil vai decidir não apenas sobre programas de governo, propostas para desenvolvimento ou ideário econômico. “Vamos decidir é entre o desconhecimento e a ciência, é entre o negacionismo e a ciência, entre a verdade e a mentira, entre o bem e o mal, entre a democracia e os pendores autocráticos e tirânicos de Jair Bolsonaro. É isso que nós vamos ter que combater”.
Reconstrução do Brasil
Representantes de partidos que integram o movimento Vamos Juntos pelo Brasil também discursaram alertando para os retrocessos e defendendo a necessidade de reconstrução do país.
A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, disse que o Brasil não pode ficar nas mãos de alguém como Bolsonaro que não entende das necessidades e do que afeta o povo brasileiro. Não podia estar sentado na cadeira de presidente. “Não podemos deixar o Brasil continuar com esse homem. Um homem que tem as mãos sujas do sangue do Dom e do Bruno. Um homem que não sabe o que falar e que dar o golpe no Brasil. Vamos dizer para eles que quem vai dar o xeque-mate é o povo brasileiro.
O ex-governador Geraldo Alckmin destacou os avanços de Alagoas com a gestão Renan Filho e também lembrou do protagonismo internacional que o Brasil tinha nos tempos de Lula e perdeu no governo Bolsonaro. Bolsonaro tirou o Brasil do mapa do mundo e colocou no mapa da fome. O Brasil tem pressa, presidente. É preciso recuperar a democracia e fazer o Brasil voltar a crescer”, afirmou.
O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior (PSD), pré-candidato ao governo do estado, vem intensificando sua agenda no interior do Maranhão e diz ter identificado que um dos atuais problemas enfrentados pela população é a falta de oportunidade que garanta emprego e renda.
“Precisamos de soluções e união para garantir dias melhores para quem vive na capital e no interior, diz o ex-prefeito que está em pré-campanha e é considerado um dos principais nomes na corrida ao Palácio dos Leões.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Edivaldo diz que tem percorrido o Maranhão e o que se vê é um estado com muito potencial para crescer, as pessoas querendo trabalhar, mas sem oportunidades, o que tem forçado muitos maranhenses a procurar trabalho em outros estados.
“Precisamos de soluções e união, brigas políticas só atrapalham o desenvolvimento do Maranhão. Trabalhando com todos vamos garantir dias melhores para quem vive na capital e interior”, defende Edivaldo.
A bandeira de geração de emprego e renda tem sido defendida pelo representante do PSD em todas as reuniões que tem realizados com lideranças políticas ou nas comunidades que tem visitado para colher informações para a montagem do seu plano de governo.
Muitos antes do Escutec apresentar o resultado do último levantamento sobre intenção de votos do eleitorado, o secretário de Comunicação do Estado, Ricardo Cappelli, cravou quer o segundo turno da eleição para governador do Maranhão será decidido entre o atual governador Carlos Brandão (PSB) e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahésio Bonfim (PSC). O que era apenas um palpite começa a ganhar ares de realidade.
Bolsonarista raiz, Lahésio, que segundo a pesquisa do Escutec divulgada nesta quinta-feira (16), ultrapassou o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior (PSD), começa se aproximar de Weverton Rocha (PDT) e se constituir em verdadeira ameaça ao senador pedetista, que aparece em segundo lugar, mesmo com a campanha ostensiva antecipada e corre o risco de repetir o mesmo fiasco de Roberto Rocha em 2018.
Após ser preterido pelo grupo liderado pelo ex-governador Flávio Dino, que reúne doze partidos e decidiu pela reeleição do governador Carlos Brandão, o senador do PDT deu uma guinada à direita, estreitou os laços com o governo Bolsonaro, passou a obedecer ordem do Palácio do Planalto, inclusive para retirar a assinatura da CPI do MEC, ganhou o apoio dos partidos da base bolsonarista em troca, mas não consegue ultrapassar Brandão e vê o terceiro colocado se aproximar.
A ameaça de perder a condição de segundo colocado e não passar para o segundo turno agora é real. Os números tornados públicos nesta quinta-feira, revelam que a preocupação do senador deve ser com Lahésio ou Edivaldo, pois o governador Brandão parece consolidado para disputar o segundo e decisivo turno da eleição.
O resultado apresentado pelo Escutec foi tão devastador para o senador do PDT que seus aliados partiram para os insultos na tentativa de minar a credibilidade dos números. Sem argumentos para justificar o fato do pré-candidato que está em campanha desde que foi eleito senador puxado pelo governador Flávio Dino, está sendo ameaçado de não ir ao segundo turno, sua turma perdeu o prumo.
Mesmo tendo suspendido a pré-campanha por conta da intervenção cirúrgica a que foi submetido e encontra-se em fase final de recuperação, o governador Carlos Brandão (PSB) mantém a dianteira na corrida ao Palácio dos Leões, segundo aponta a pesquisa Escutec/Grupo Mirante de intenções de votos para o Governo do Maranhão. O senador Weverton Rocha (PDT) vem em seguida, Lahérsio Bonfim (PDC) aparece em terceiro e o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Junior (PSD) ocupa a quarta colocação.
Segundo o levantamento feito pelo Escutec. contabilizado somente os votos válidos, Brandão tem 33% de intenção de votos, Weverton 28%, Lahérsio 19%. Edivaldo 13%, Simplício Araújo 4%, Enilton 2% e Hertz Dias 1%, resultado muito diferente da pesquisa apresentada pelo Instituto Exata em que o Weverton apareceu com cinco pontos a frente do governador.
A pesquisa do Escutec caiu como um balde de água fria nas hostes do pré-candidato do PDT, onde seus aliados fizeram festa semana passada para comemorar o resultado do Instituto Exata e agora foram colocados diante da realidade. Mesmo com mais de um mês se recuperando de uma cirurgia em São Paulo, o governador se mantém firme da preferência do eleitorado.
A nova sondagem feita junto ao eleitorado no período em que Weverton está percorrendo o estado com sua caravana “Maranhão Mais Feliz” e o governador ausente por conta de problema de saúde, expõe a falta de confiança da população no representante do PDT.
Brandão, conforme o levantamento do Escutec vence Weverton no primeiro e o segundo turno, caso ele consiga se manter no segunda colocação, pois o representante raiz do bolsonarismo no Maranhão se constitui em ameaça.
O senador do PDT, no entanto, lidera no quesito rejeição, com 23% dos entrevistados afirmando que não votariam nele. Carlos Brandão foi rejeitado por 17%, seguido por Edivaldo Júnior (8%), Lahesio Bonfim (7%), Simplício Araújo (6%), Enilton Rodrigues (3%) e Hertz Dias (3%).
A pesquisa foi realizada em 70 municípios do Maranhão, entre os dias 11 e 16 de junho, e registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-05721/2022. O nível de confiança é de 95%.
A medida que a pré-campanha afunila está ficando cada vez mais evidente as posições dos pré-candidatos ao governo do estado em relação a sucessão presidencial. Dos quatro principais concorrentes ao Palácio dos Leões, apenas o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior (PSD), se mantém neutro e, pelo menos até o momento, não sinaliza preferência.
O governador Carlos Brandão, candidato à reeleição tem como pré-candidato a vice na sua chapa o ex-secretário de Educação do Estado, Felipe Camarão (PT), e seu partido, o PSB, faz parte da aliança que dará sustentação política à candidatura de Lula. Os dois partidos, inclusive, não tiveram a menor dificuldade em manter no Maranhão a aliança costurada nacionalmente.
O time do ex-presidente Lula está bem definido no Maranhão, tem como coordenador o ex-governador Flávio Dino, pré-candidato ao Senado e principal articulador da união PT/PSB para as disputas presidencial e estadual. Junto com Brandão comanda a aliança que pretende dar ao ex-presidente votação expressiva, a exemplo de 2018 quando Fernando Haddad, com o apoio do grupo Dino, impôs acachapante derrota a Bolsonaro.
Brandão, ainda como vice-governador, desde o momento em que foi apontado como pré-candidato natural do grupo no processo de sucessão de Dino, declarou apoio a Lula, procurou aproximação com os dirigentes petistas, apoiou a decisão do PT indicar o vice e o encontro estadual do partido ratificou a chapa Lula/Alckmin/Brandão/Camarão e Dino senador.
No Maranhão, o palanque de Lula está definido, prego batido, ponta virada e o time já está em campo percorrendo o interior do estado com o movimento “O Maranhão Não Pode Parar”, sendo o último realizado nesta quarta-feira (15) em São Mateus com a presença de um grande público atento e interessado em discutir os problemas do pais e do estado.
Já o senador Weverton Rocha (PDT) deveria estar em pré-campanha levando o nome do representante do seu partido na corrida presidencial, Ciro Gomes, mas tem dado preferência as alianças com partidos que integram a base de sustentação do governo Bolsonaro, a exemplo do PL, do deputado de Josimar de Maranhãozinho, alvo de investigação da Polícia Federal por suposto desvio de verbas públicas.
Considerado nos meios políticos já como um neobolsonarista, Weverton tem feito movimentos que o aproximam cada vez mais de Bolsonaro. Conforme comentam nos bastidores da sucessão, o filho zero um do presidente, Flávio Bolsonaro, aquele da rachadinha, teria tido papel fundamental na decisão do PL em lhe declarar apoio.
No campo da direita, Weverton não está sozinho e terá de medir forças com o bolsonarista raiz Lahésio Bonfim. Ex-prefeito do pequeno município de São Pedro dos Crentes, Lahésio briga com o senador do PDT pelo palanque oficial de Bolsonaro no Maranhão, mas nada impede que o presidente use os dois aliados, até porque Weverton tem prestando serviço ao governo, sendo o último a retirada da assinatura do CPI que pretendia investigar corrupção no Ministério da Educação, a pedido do Palácio dos Planalto.
A máscara do pedetista, que jurava amar Lula por conta da popularidade do ex-presidente no estado, caiu quando a prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, deixou bem claro em entrevista à TV Mirante que sua declaração de apoio a Weverton foi o pedido do presidente.
Diante das alianças com os partidos bolsonaristas e da revelação da prefeita Maura Jorge alguém ainda tem dúvida de que lado está Weverton Rocha?