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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 26/set/2014

PSTU e PCB entram na justiça para garantir participação no debate da TV Mirante

Representantes do PCB e PSTU ingressaram na justiça, com pedido de
liminar, solicitando a inclusão dos seus candidatos no debate que a TV Mirante
realizará no próximo dia 30. Os candidatos Saulo Arcangeli e Josivaldo Correa
acusam a direção da emissora de excluí-los do debate eleitoral de forma
autoritária e pedem a suspensão do programa até que seja revista a posição de
convidar apenas os candidatos Flávio Dino, Lobão Filho e Antônio Pedrosa.

Para compensar a não participação no
debate a Mirante ofereceu em troca entrevista de três minutos no dia
subsequente, mas os dois candidatos não aceitaram e recorreram à justiça para tentar,
segundo eles, uma posição que vá ao encontro de uma verdadeira democracia.

Os dois partidos alegam que “em reunião realizada
na sede da emissora representada foi arguido o motivo da exclusão dos demais
candidatos, vez que tal conduta, retira do eleitor o direito de conhecer todos
os candidatos, bem como suas ideias e propostas; sendo respondido por
representantes da emissora, que era determinação da Rede Globo, da qual é
afiliada, e ainda, que se não fosse assim, não haveria debate algum e frente a
manifestações de outros partidos de que seria importante a participação de
todos, de forma ditatorial foi respondido ser este critério inegociável.

Diante do impasse, PSTU e PCB estão requerendo: a
concessão de tutela antecipada, determinando à ré a obrigação de Garantir a
participação dos candidatos do PSTU- Saulo Arcangeli e do PCB- Professor
Josivaldo no Debate que será promovido na data de 30/09/2014 na emissora
representada-TV MIRANTE, ou que determine a suspensão do debate até a emissora
requerida convocar todos os candidatos ao referido cargo, assim como o fez a TV
GUARÁ; No mérito, a confirmação da tutela antecipada com a procedência do
pedido
, garantindo-se, em definitivo, a participação no debate dos
Candidatos do PSTU-SAULO ARCANGELI e do PCB-PROFESSOR JOSIVALDO, eliminando-se
o tratamento privilegiado oferecido aos demais candidatos

Requer ainda a condenação de multa nos termos do
Art. 28, § 2º da Resolução 23.404 do TSE, por já estar praticando conduta
discriminatória quando exclui o candidato do Debate; que a Emissora
Representada seja notificada para manifestar-se se assim quiser e o
encaminhamento ao Ministério Público Eleitoral, para que venha a se manifestar.

  • Jorge Vieira
  • 26/set/2014

Delegados: Lobão Filho foi abordado por ‘fundada suspeita’ de crime eleitoral

iG

O iG apurou que, ao
contrário do que afirmou o PMDB, denúncias contra adversário de Sarney partiram
da Polícia Civil e foram informadas à Justiça Eleitoral maranhense.
Procedimento é considerado rotineiro

A Associação dos Delegados
da Polícia Federal (ADPF) defendeu, na manhã desta sexta-feira, a atuação do
delegado Paulo de Tarso Cruz Viana Júnior, responsável pela abordagem ao
candidato ao governo do Maranhão, Lobão Filho
(PMDB) na noite de quarta-feira para averiguar denúncias de crime eleitoral no
Estado. A ADPF classificou a revista do avião de Lobão Filho como “procedimento
de rotina” e o iG apurou que a denúncia que originou a ação da PF partiu da
Polícia Civil do Maranhão e não de denúncia anônima, como alegou o PMDB.

Nesta quinta-feira (26), o
presidente nacional do PMDB e vice-presidente da república, Michel Temer (PMDB)
e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgaram notas oficiais
condenando a ação da PF. Segundo o PMDB, seis homens identificados como
policiais federais abordaram Lobão Filho e o ex-ministro do Turismo, Gastão
Vieira (PMDB), candidato ao senado no Maranhão, no aeroporto de Imperatriz. Os
policiais revistaram Lobão e Vieira e a aeronave na qual eles embarcariam em
busca de dinheiro. Nada foi encontrado. Tanto Temer, quanto Calheiros
classificaram a ação como “inadmissível” e “intimidatória”.

“O procedimento foi baseado
em denúncia anônima durante o curso da disputa eleitoral intensa”, disse Temer.
“Ações desencadeadas com base em denúncias anônimas, em pleno processo
eleitoral, só se prestam a explorações políticas”, reiterou Calheiros. Nesta
sexta-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que o
diretor-geral da Policia Federal, Leandro Daiello Coimbra, investigue a
abordagem do órgão.

O presidente da Associação
dos Delegados da Polícia Federal, Marcos Leôncio Ribeiro, afirmou ao iG, no
entanto, que “havia fundada suspeita que foi por dever legal apurada ou não a
veracidade dessa informação”. “Em ato contínuo, (o procedimento de abordagem)
foi informado à Justiça Eleitoral e aos superiores da Polícia Federal. Algo
absolutamente dentro da rotina policial. Isso não é um procedimento isolado”,
confirmou Marcos Leôncio Ribeiro. “A Polícia Federal não intimida e nem se
deixa intimidar”, complementou.

Ribeiro explicou que no caso
específico não havia a necessidade de um mandado de busca e apreensão já que a
PF tem legitimidade de fazer varreduras em aeronaves estacionadas em aeroportos
que contam com a segurança de agentes da corporação. “Neste caso, o que temos é
o exercício regular e legítimo da função de Polícia Judiciária Eleitoral pela
Polícia Federal. Entendemos o lado dos partidos políticos, e cada um dos
partidos políticos envolvidos nas eleições precisam compreender o papel da
Polícia Federal”, disse o presidente da ADPF

Ribeiro vai além e disse que
se o delegado não fizesse a abordagem ao avião poderia cometer o crime de
prevaricação, crime cometido por funcionário público que consiste em retardar
ou deixar de fazer uma função que é de sua competência. No início da tarde
desta sexta-feira, da ADPF lançou uma nota em defesa do delegado responsável
pela operação contra Lobão Filho.

Denúncia da Polícia

O iG apurou que, ao
contrário do que alegou o PMDB, a denúncia que resultou na abordagem a Lobão
Filho não foi anônima e sim partiu da Polícia Civil do Maranhão. Além disso, o
delegado responsável pela ação informou ao superintendente da Polícia Federal
no Estado, Alexandre Saraiva e a Justiça Federal maranhense.

O delegado Paulo de Tarso
Cruz Viana Júnior explicou, internamente, que poderia cometer crime de
prevaricação caso não averiguasse a denúncia de um órgão como a Polícia Civil
do Maranhão. Como se tratava de uma denúncia de um órgão oficial e não de
terceiros , com a possibilidade de realização de um flagrante de crime
eleitoral, não havia a necessidade de um mandado de busca e apreensão, segundo
explicou o delegado a colegas. O delegado Paulo Júnior citou o chamado “senso
de oportunidade” típico de situações propícias para flagrantes de crimes
eleitorais. A denúncia contra Lobão Filho surgiu a menos de três horas da
realização da abordagem, na noite de quarta-feira.

Além disso, o iG também
apurou que a abordagem ocorreu sem truculência ou veemência. Na noite do dia 24
de setembro, o delegado, com sua equipe, fez antes a revista na aeronave de
Lobão Filho. Durante a revista da aeronave, Lobão Filho estava na ante-sala do
aeroporto de Imperatriz. E somente no aeroporto, na presença de Lobão Filho,
foi feita a revista das bagagens dele e de Gastão Vieira. O delegado negou
truculência ou tentativa de intimidação durante a revista.

Nesta quinta-feira, o PMDB
no Maranhão acusou que a ação teria partido ou do pai do delegado, Paulo Cruz
Viana, ex-prefeito da cidade de Sítio Novo do Maranhão ou do próprio ministério
da Justiça, na figura do secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão. Abrão
declarou apoio à candidatura de Dino durante essa semana. Lobão defendeu até o
abastamento de Abrão do cargo.

O delegado Paulo Cruz Viana,
no entanto, reiterou a colegas delegados que sequer manteve contato com o pai
ou com Abrão na noite de quarta-feira, quando desencadeou a operação.

 

  • Jorge Vieira
  • 26/set/2014

PF se solidariza com delegado que abordou Edinho Lobão em aeroporto de Imperatriz

A
Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal distribuiu nota à imprensa
manifestando solidariedade ao trabalho desenvolvido pelo delegado Paulo de
Tarso Cruz Viana, na revista que fez ao avião do candidato Edinho Lobão, na
noite de quarta-feira, no aeroporto de Imperatriz. No comunicado a ADPF avisa
que não intimida ninguém, mas que também não se deixa intimidar. Veja abaixo a
íntegra da nota.
Nota Pública da ADPF

Associação vem a público manifestar apoio ao
Delegado Federal Paulo de Tarso Cruz Viana Júnior

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia
Federal (ADPF) vem a público manifestar apoio ao Delegado de Polícia Federal, PAULO
DE TARSO CRUZ VIANA JÚNIOR
, diante de sua atuação na abordagem de um avião,
ocorrida no aeroporto de Imperatriz/MA, na noite do dia 24 para a madrugada do
dia 25 de setembro de 2014.

Para a ADPF, a repercussão dada ao episódio é
própria e comum ao período eleitoral e em nada compromete a atuação eficiente e
isenta do Delegado de Polícia Federal.

É natural que alguns partidos façam uso político de
fatos que nada mais são do que o regular trabalho de Polícia Judiciária
Eleitoral atribuído legalmente à Polícia Federal.

A ADPF faz questão de deixar claro que no exercício
de suas atribuições constitucionais a Polícia Federal, enquanto órgão de
Estado, não persegue, não intimida, mas também não se deixa intimidar.

Brasília, 26 de setembro de 2014.

  • Jorge Vieira
  • 26/set/2014

Revista em avião não foi intimidação; PF investiga Edinho

Claudio Humberto

A Polícia Federal não
tentava “intimidar” o senador Lobão Filho (PMDB), candidato do clã Sarney ao
governo do Maranhão, quando realizou buscas no seu avião, em São Luís.

A PF apenas cumpria seu
papel legal de averiguar grave denúncia. Há informações de que se tratava de
suspeita de transporte de grande quantia de dinheiro.

O Maranhão está no
centro das atenções da PF desde que prendeu em São Luís o megadoleiro Alberto
Youssef, na Operação Lava Jato.

 

  • Jorge Vieira
  • 26/set/2014

Diretores de Pedrinhas pediram que preso mantivesse depoimento forjado contra Flávio Dino

Interrogado pela Polícia Federal, o preso André
Escócio de Caldas revelou mais detalhes sobre os motivos que o fizeram gravar
vídeo forjado contra Flávio Dino. Ele relata que, no dia do vazamento do vídeo,
foi procurado pelos ex-diretores de Pedrinhas Carlos Aguiar e Elenilson Araújo
para que mantivesse o teor do depoimento.

Em esclarecimento ao delegado da Polícia Federal
Ronilson Rebelo e ao procurador da República Thiago Ferreira de Oliveira, o
presidiário André relatou que, logo ao prestar o depoimento forjado, foi
colocado em uma cela separada em que recebia tratamento diferenciado – acesso a
“cigarro, comida e até dinheiro”, segundo depoimento prestado à Polícia
Federal.

Após o vazamento, os dois ex-diretores de Pedrinhas
pediram a André que mantivesse a versão sobre o vídeo, sob a garantia de que
“estava blindado e que estavam juntos até o final”. André resolveu voltar atrás
e revelar que o depoimento foi forjado ao tomar conhecimento das proporções da
divulgação em rede de rádio e TV. “Resolveu falar a verdade pois estava lidando
‘com gente grande’ e não queria puxar mais cadeia por uma coisa que era
mentira”, diz o depoimento.

Ao gravar o vídeo, o preso afirma que não sabia que
ele seria usado para fins políticos. Carlos e Elenilson, segundo o presidiário,
foram responsáveis pela indução para que o depoimento envolvesse os nomes de
Flávio Dino, Weverton Rocha e Patrícia Vieira.

André Escócio de Caldas afirmou ainda que os
diretores do presídio o orientavam gestualmente durante a gravação do
depoimento, pedindo que ele falasse mais alto e que tocasse no nome de Flávio
Dino.

Segundo o preso, existem ainda outras duas
gravações feitas por Carlos Aguiar e Elenilson Araújo e, em todas elas, foi
estimulado a tocar no nome de Flávio Dino. Em troca, receberia regalias e seria
solto de Pedrinhas. No início do mês, outro diretor da penitenciária foi preso
por facilitar fuga de presos mediante pagamento.

O preso cita ainda uma terceira pessoa que, dois
dias antes do vídeo, seria levada a Pedrinhas para falar com ele por Carlos e
Elenilson. No entanto, o tumulto do presídio impediu a tal visita. A pessoa não
foi identificada.

  • Jorge Vieira
  • 26/set/2014

Dutra faz campanha a pé pelo interior do Maranhão

Candidato à reeleição pelo Partido Solidariedade,
Domingos Dutra, está, de fato, correndo atrás de votos para garantir seu
retorno à Brasília. Após percorrer mais de 400 quilômetros, a pé, pelo interior do Maranhão,
o deputado, praticamente pele e osso, mas com língua afiada, diz que a
caminhada é a forma mais eficiente de manter o contato direto com a população.

“Isso equivale a cerca de 200 horas de caminhada e
uma média de 450 discursos em ruas, avenidas, praças, feiras, rodoviárias e
centros comerciais de 80 cidades do Maranhão, abrangendo todas as regiões do
Estado”, comemorou o deputado, que integra a Coligação “Todos Pelo Maranhão”,
liderada por Flávio Dino.

As caminhadas são a marca de todas as campanhas de
Dutra. Acompanhado por um boneco gigante, o deputado sai às ruas com um carro
de som e um microfone nas mãos, divulgando suas propostas e falando dos seus
projetos na Câmara Federal que contemplaram vários municípios maranhenses em
diversas áreas (equipamento de Conselhos Tutelares, implantação de Agências do
INSS, máquinas agrícolas, etc) e das conquistas que estão beneficiando
diferentes categorias profissionais em todo o Brasil, a exemplo dos agentes de
saúde e de endemias, trabalhadores(as) rurais, mototaxistas, profissionais dos
setor de beleza, quebradeiras de coco, além dos garimpeiros maranhenses que
trabalharam ou trabalham na Serra Pelada, e outras.

“A campanha à pé é uma forma de termos um contato
mais direto com a população, e de se combater o poder econômico, para
conquistarmos um mandato livre, sem amarras com  o governo e para que o
mesmo seja utilizado em defesa dos que não tem direito e clamam por justiça
social”, afirmou Domingos Dutra.

Por onde passa, Dutra também tem criticado
severamente o descaso do governo do Maranhão para as populações do interior do
estado, nas mais diversas áreas (como saneamento básico, educação e saúde); os
desmandos praticados pelo Grupo Sarney em mais de cinco décadas de Oligarquia;
e os escândalos, em nível nacional, como o desvio de dinheiro da Petrobras,
envolvendo o ministro (licenciado) de Minas e Energia, Edison Lobão, e a
governador Roseana Sarney.

Dentre as cidades que Dutra promoveu caminhadas à
pé estão: Vitória do Mearim , Arari, Viana, Cajari e Pinheiro – na Baixada
Maranhense; Santa Luzia e Santa Inês – Região do Pindaré; Montes Altos, Porto
Franco e Imperatriz – Região Tocantina; Pastos Bons, Nova Iorque e São João dos
Patos – Região Sul; Buriti Bravo, Passagem Franca, Paraibano, Colinas e São
Domingos do Maranhão – Sertão Maranhense; Caxias, Presidente Dutra, Tuntum,
Barra do Corda e Grajáu – Região dos Cocais; Chapadinha e Mata Roma – Baixo
Parnaíba; Morros, Icatu e Barreirinhas – Munim/Lençóis Maranhenses.

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