O senador Roberto Rocha, mentor e executor da rasteira que o PSDB deu no deputado, Wellington do Curso, não deixou dúvida de que o punhal enfiado nas costas do até então pré-candidato a prefeito de São Luís foi movido pelo medo da eleição ser decida num segundo turno onde seu candidato Eduardo Braide, provavelmente, não terá muita chance.
“Os comunistas querem a qualquer custo levar a eleição em São Luís para o segundo turno. E lá, juntar governo do estado e prefeitura para nos esmagar. Por isso promovem um enorme divisão com inúmeros candidatos formando um verdadeiro consórcio. Todos estão vendo”, postou o senador em sua página no Twitter.
Rocha, pelo visto, ainda não entendeu que o Maranhão respira novos ares. O tempo do governante impor um nome de sua preferência e todos os partidos balançarem a cabeça afirmativamente acabou junto com o sarneysismo. Hoje os partidos tem direito de levarem adiante seus projetos de poder e apresentarem seus representante nas disputas democráticas. E é natural que se juntem no segundo turno por questão de afinidade.
O Maranhão todos acompanhou o esforços de diversos partidos que se uniram para por fim a uma oligarquia que dominou o estado por longas cinco décadas e da qual ele foi partícipe. O governador Flávio Dino, até por uma questão de coerência, está se mantendo neutro, pelo menos no primeiro turno, porque respeita o direito dos partidos aliados lançarem seus candidatos.
Essa história de consórcio parece desculpa de quem sabe que a eleição, até pelo número de concorrentes, não tem condições de ser decidida no primeiro turno e que no segundo a possibilidade de qualquer um dos seis candidatos ligados ao governo de sair vitorioso do pleito é real.
As pesquisas espontânea da pré-campanha mostram que o candidato do Podemos tem apenas entre 12% e 13% de votos consolidados, muito pouco diante do universo de eleitores a ser conquistado ao longo da campanha. O fato de Braide largar na frente não significa dizer que será o primeiro do pódio, exemplo é o que não falta.
O tiro de Roberto Rocha pode sair pela culatra. Os pleitos em São Luís costumam surpreender aqueles que se vestem de prefeito antes da eleição. O jogo pra valer só começa após 16 de setembro, último prazo para a realização das convenções.
Com os olhos voltados para a América Latina, na tarde desta sexta-feira (28), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) promoveu uma reunião para discutir propostas de saída da crise econômica amplificada pela pandemia de Covid-19.
A líderes de vários países da região, o governador Flávio Dino defendeu diretrizes para a construção de um estado de bem-estar social, como reforma tributária fiscal, financiamento de políticas sociais de renda mínima, manutenção do sistema público universal de saúde, geração de emprego, defesa do trabalho formal, industrialização dos países e a proteção da democracia política.
“Ao meu ver, a luta da América Latina é desenvolvimento com combate às desigualdades, desenvolvimento sustentável valorizando também a industrialização, financiamento do bem-estar social com reforma tributária fiscal progressiva, políticas de valorização e proteção do trabalho formal e proteção à soberania popular”, disse.
A avaliação do órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) é que a crise intensificou problemas estruturais da América Latina e abriu oportunidades para a construção de novas políticas desenvolvimentistas nos países, acelerando discussões e soluções para a geração de um estado de bem-estar social.
Entre as políticas defendidas pelo PNUD estão maior proteção social, acesso amplo à tecnologia e ao mundo digital, política fiscal mais progressiva, economia verde e modelos de governança mais eficazes.
Enquanto a grande maioria dos municípios não consegue pagar os salários dos seus servidores, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior dá exemplo de boa gestão desenvolvendo em plena pandemia do novo coronavírus um arrojado programa de obras e manter em dia o sagrado pagamento do funcionalismo municipal.
Por meio de suas redes sociais o prefeito Edivaldo confirmou que o salário dos servidores públicos municipais referente ao mês de agosto estará disponível na conta dia 1º de setembro, terça-feira.
“Mesmo com o impacto da pandemia nas finanças e arrecadação de recursos do município, seguimos com o pagamento do funcionalismo público em dia”, disse Edivaldo.
Por causa da pandemia muitas cidades não têm conseguido honrar com seus compromissos fiscais, no entanto, ao longo de todo este período Edivaldo não apenas manteve a folha de pagamentos em dia como também antecipou vencimentos, como ocorreu, por exemplo, com a primeira parcela do 13º salário deste ano.
A manutenção do pagamento do funcionalismo em dia é uma medida fundamental neste momento de retomada das atividades econômicas passada a fase mais crítica da pandemia da Covid-19, pois injeta recursos no setor de comércio e serviços, evitando o fechamento de postos de trabalho.
Mesmo faltando apenas quatro meses para encerrar o seu segundo mandato, a máquina administrativa continua trabalhando de forma acelerada e executando serviços em praticamente todos os cantos da cidade. Do centro histórico a zona rural a Prefeitura se faz presente, algo jamis visto em final de gestão.
A previsão é que entre outubro e novembro seja inaugurado o conjunto de obras que ainda está sendo executado, o que vai permitir ao seu sucessor encontrar uma cidade ajustada, com as finanças em ordem e sem comparação com a que ele herdou.
Durante a reunião realizada pelo Sindicato dos Urbanitários do Maranhão (STIUMA), o pré-candidato Jeisael Marx (REDE) disse que sempre teceu críticas ao serviço prestado pela Caema, e que já até defendeu a necessidade de substituir o modelo de prestação de serviço existente, por entender que até agora esse modelo não se mostrou capaz de trazer solução para os problemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário na cidade.
Apesar de tecer críticas ao serviço prestado, Jeisael destaca a importância social da Caema, que fornece água em regiões de maior vulnerabilidade social, e fez algumas reflexões.
“Será que com uma privatização, nós vamos ter o que a Caema faz hoje? Ser maleável com aquela pessoa que mais precisa, em vulnerabilidade social, e que muitas vezes não tem condição de pagar? Uma empresa privada teria a mesma complacência?”, questionou Jeisael.
O jornalista entendeu o chamado dos trabalhadores e assinou a Carta de Compromisso em defesa da Caema e do Saneamento Público de São Luís, destacando que a Rede Sustentabilidade votou contra o Marco Legal do Saneamento Básico, a Lei que trata da privatização de estatais do setor e extingue o modelo atual de contrato sem licitação entre municípios e empresas estaduais de água e esgoto, mas disse que qualquer gestor terá que cumprir essas exigências legais.
O pré-candidato a prefeito pela Rede disse que suas principais preocupações são a prestação de serviço com qualidade e a preservação de direitos dos usuários e dos trabalhadores.
Jeisael destacou a necessidade de discutir propostas inteligentes, e propôs um trabalho em conjunto com os municípios vizinhos para viabilizar solução de problemas comuns na Grande Ilha, como é o caso do saneamento, com a criação de um Fórum Permanente do Saneamento Básico na Ilha, envolvendo São Luís, Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar. “No nosso Plano de Gestão, está previsto criar o Consórcio da Grande Ilha pra discutir problemas comuns aos quatro municípios”, destacou.
Ao assinar a Carta Compromisso, Jeisael disse que é preciso ir além e discutir o tema também com a população.
O presidente municipal do PSDB, Roberto Rocha Jr., confirmou, nesta manhã de sexta-feira (28), a decisão de afastar o deputado Wellington do Curso da sucessão municipal. O partido, segundo o ex-vereador, irá apoiar a candidatura do deputado federal Eduardo Eduardo Braide (Podemos) para prefeito de São Luís.
“Pelo seu favoritismo, liderança nas pesquisas, margem de crescimento, resultados positivos nas qualitativas e aglomerar outros partidos do campo da oposição, a gente anuncia, portanto, a decisão da nossa comissão e da direção nacional que andaremos juntos e apoiaremos incondicionalmente o Braide”, enfatizou Roberto Júnior.
Rifado pela direção do partido, o deputado estadual Wellington do Curso não compareceu para ouvir a decisão de colocar uma pá de cal em sua pré-candidatura. O dirigente municipal da legenda tucana, numa espécie de indireta, ainda lamentou a ausência dele na reunião.
Com a decisão de coligar com Braide, consuma-se mais uma traição do senador Roberto Rocha a um aliado. Após garantir que do Curso seria candidato do partido e publicar nas redes sociais, entregou ao filho a missão de anunciar o golpe na candidatura.
Resta saber agora se a puxada de tapete de WC vai valer a vice Roberto Jr, conforme vem sendo especulado nos bastidores da sucessão.
Conforme o blog já havia anunciado, o deputado estadual Wellington do Curso foi rifado da sucessão municipal pela direção do PSDB. Falta apenas fazer o anúncio oficial, que vai acontecer às 10h desta manhã de sexta-feira (28). O presidente do Diretório Municipal, Roberto Rocha Junior, vai anunciar a adesão do partido à pré-candidatura do deputado federal Eduardo Braide (Podemos).
A decisão de não lançar candidatura própria foi tomada já algum tempo, mas consolidada na madrugada de hoje quando dirigentes do partido se reuniram e optaram por não conceder a legenda para WC levar adiante sua pré-candidatura. Segundo apurou o blog, caso o agora ex-pré-candidato resolva recorrer ao diretório nacional, a decisão do municipal será mantida.
O parlamentar já estaria ciente da situação deste quarta-feira quando, embora sendo um único parlamentar do PSDB na Assembleia Legislativa, não compareceu ao ato que marcou a visita do Ministro de Integração Nacional, Rogério Marinho ao Maranhão, em que foi recepcionado pelo senador Roberto Rocha.
A pré-candidatura de Wellington, que já estava lançada desde o início de 2019, começou a naufragar quando logo no início, o presidente estadual do, PSDB, senador Roberto Rocha defendeu publicamente uma aliança dos tucanos com o Podemos do deputado e pré-candidato Eduardo.
Os rumores da puxada de tapete deixou o clima carregado no ninho dos tucanos, porem um encontro entre do Curso e Rocha, em Brasília, em março, acalmaram os ânimos após quando o senador declarou: “Almocei e jantei, em minha casa com meu companheiro e amigo, deputado Wellington do Curso, nosso pré-candidato a prefeito de São Luís”.
A pesar da declaração de apoio à candidatura do partido, Rocha nunca deixou de externa sua preferência por uma aproximação com Braide e todas as suas ações durante a pandemia o candidato do Podemos esteve ao seu lado, enquanto WC era simplesmente ignorado, o que fez com que a grade maioria dos analista políticos dessem como certa a puxada de tapete.
Num gesto de puto desespero, Wellington fez uma espécie de desabafo na tribuna da Assembleia Legislativa onde disse não acreditar que o Braide pudesse compactuar com qualquer ato que visasse retirar sua candidatura, porém a realidade dos fatos revelaram que o fim de pré-candidatura era só uma questão de dias.