Os resultados das duas pesquisas divulgadas nesta terça-feira (15) acenderam o sinal de alerta na pré-campanha do candidato do PDT, Weverton Rocha, ao mesmo tempo em que revelaram a fragilidade do projeto pessoal do senador após se desgarrar do grupo político comandando pelo governador Flávio Dino, que fez opção por apoiar a pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB a caminho do PSB).
Empolgado por ter sido eleito em 2018 com quase dois milhões de votos num pleito em que era permitido votar em dois candidatos, Weverton lançou pré-candidatura ao governo, percorreu várias regiões do estado com sua caravana “Maranhão Mais Feliz” durante o ano de 2021, fez um lançamento estrondoso de sua pré-candidatura, quando esbanjou poderio econômico ao mobilizar frota de aviões para transportar políticos para seu ato e montar palanque ostentação, mas a realidade dos números aferido junto aos eleitorado o obrigam a colocar os pés no chão.
Político ousado, que teve coragem para derrubar o Ginásio Costa Rodrigues e pagar adiantado pela obra que não saiu do chão quando secretário de Esporte e Lazer do Estado no governo de Jackson Lago (PDT), comprar uma rede de postos de combustíveis de um agiota com várias passagens por pela Penitenciária de Pedrinhas, construir mansão em Barreirinhas com direito salão de festa flutuante com apenas quatro anos de mandato de senador, Rocha costuma a afirmar que será governador do estado, mas antes precisa combinar com o eleitor.
O pré-candidato do PDT, conforme constatado pelos Institutos Exata e DataIlha em suas recentes sondagens, entra no ano da eleição com tendência de queda provocada, provavelmente, pelo esvaziamento político. O pedetista ao longo de 2021 chegou a ter posição confortável em relação a concorrência, mas já se encontra tecnicamente empatado com o vice-governador Brandão, que cresceu muito após as adesões de parlamentares, partidos e lideranças.
O declínio do senador começa a partir do momento em que o governador Flávio Dino bateu o martelo dia 31 de janeiro deste ano e apresentou Brandão como seu candidato. O senador não aceitou a decisão do chefe do Executivo a favor do vice-governador, abriu dissidência, manteve sua candidatura e agora vê seu projeto de cunho pessoal ser levado para o espalho pelo foguete que ele diz que não dá ré.
O clima é de muita preocupação entre os aliados do senador. Alguns mais realistas já temem pelo pior, ou seja, repetir o mesmo fiasco de Roberto Rocha, que após se eleger senador puxado pelo braço pelo governador em 2014 resolveu fazer carreira solo e hoje vive no isolamento político e com futuro incerto na vida pública. Rocha, que se elegeu pelo PSB, partido do campo popular democrático, por conta ambição, acabou se transformando num serviçal do genocida Jair Bolsonaro.
Pesquisa espontânea do Instituto DataIllha divulgada pela TV Band neste início de noite desta terça-feira (15) apresenta o vice-governador Carlos Brandão (PSDB de saída para o PSB) liderando a intenção de votos para o Governo do Estado. Esta foi a primeira sondagem em que o candidato do governador Flávio Dino e do presidente Lula aparece liderando com 5,4% de intenção de votos, contra 4,5% de Lahésio Bonfim e 3,5 do pré-candidato Weverton Rocha (PDT). Veja gráfico abaixo.
Na pesquisa induzida, aquela em que os nomes dos candidatos são mostrados aos entrevistados, Weverton tem 14,4%, Brandão 12,6%, Lahérsio 9,8%, Roberto Rocha 9,4%, Edivaldo Holanda Junior 8,9%, Josimar de Maranhãozinho 6,1%, Simplício Araújo 1,2%, nenhum deles 20% e os que não sabem ou não responderam 17,4%. Pelo números há um rigoroso empate técnico no primeiro e o segundo pelotão, o que mostra o potencial da candidatura do vice-governador após ser oficializado como candidato do governador Flávio Dino.
Foi a segunda péssima notícia do dia para o representante do partido de Carlos Lupi. Hoje, o jornal O Imparcial publicou pesquisa do Instituto Exata mostrando praticamente um empate técnico na pesquisa induzida entre os dois principais concorrente, com crescimento de 11 pontos percentuais para o vice-governador em relação à última sondagem, enquanto o Weverton se mantém estagnado e com tendência de queda mesmo com todo poderio econômico exibido em sua pré-campanha.
Os percentuais colhidos pelo DataIlha não deixam dúvidas que a corrida pelo governo do estado ainda anda muito longe de ter um favorito, embora Brandão tenha apresentado um crescimento monumental enquanto o foguete do candidato do PDT começa embicar e corre risco de explodir ou ser ultrapassado um dos integrantes do segundo pelotão que tem Lahésio, Roberto e Edivaldo.
Para quem está em campanha desde que se elegeu senador em 2018, os dados disponibilizados pela pesquisa DataIlha caiu com um balde de água fria no arraial pedetista, pois além do esvaziamento políticos, agora é o eleitorado que indica a fragilidade do projeto pessoal de “meu preto”, que já se vestiu de governador sem combinar antes com sua excelência, o povo.
Na disputa para o Senador, o governador Flávio Dino lidera com 45,1% das intenções de voto.
Pesquisa foi realizada pelo Instituto Datailha entre os dias 08 e 11 de fevereiro de 2022, no Estado do Maranhão, com 2000 entrevistados, registrada no TSE sob o nº MA-00422/2022. A margem de erro é de 2,2% e o nível de confiança é de 95%. Contratante: 04257461000286 – REDE METROPOLITANA DE RADIO E TELEVISAO LTDA / TV METROPOLITANA


A deputada Daniella (DEM) utilizou a tribuna, na sessão plenária desta terça-feira (15), para denunciar que está sendo vítima de ataques pessoais e de violência psicológica por parte do ex-marido.
“Eu não me preparei para passar por tudo o que eu tenho passado. Vou continuar buscando o meu propósito, principalmente agora, por tudo o que eu estou vivendo, que é defender todas as mulheres maranhenses. Ao me defender, acredito que eu estou sendo voz de muitas mulheres vítimas de violência psicológica como eu tenho sofrido nos últimos dias”, afirmou.
A parlamentar mencionou que decidiu se pronunciar em respeito à filha, de 10 anos, após a publicação de inúmeras notícias sobre o fim de seu casamento e de questionamento sobre sua integridade.
Daniella assegurou que, a partir de agora, usará a tribuna para denunciar os ataques e, assim, encorajar outras mulheres a romperem o silêncio. “Eu tenho certeza de que a minha dor, hoje, não é uma dor só minha. Tenho certeza de que muitas mulheres vivem essa dor. Eu sei que os ataques vão continuar, mas, agora, eu não vou mais silenciar”, finalizou.
Solidariedade – Em aparte, o deputado Wellington do Curso (PSDB) solidarizou-se com o discurso da parlamentar. “O rompimento do silêncio, na manhã de hoje, conta com nosso apoio incondicional ao seu mandato e à senhora como mulher. Que outras mulheres, neste momento, possam se sentir representadas e capazes de também romper o silêncio diante da angústia e do medo”.
O deputado Duarte Júnior (PSB) enfatizou a importância do pronunciamento na tribuna sobre uma situação tão pertinente à vida das mulheres. “Os maranhenses lhe conhecem como uma mulher forte e você merece receber todo o acolhimento que for necessário dentro e fora desta Casa. Essas causas merecem toda essa visibilidade e lhe parabenizo pela coragem”.
Durante a entrevista à Rádio Banda B, de Curitiba (PR) na manhã desta terça-feira (15), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil foi destruído nos últimos anos e criticou as reformas adotadas após o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, que só beneficiam aos empresários e a quem quer comprar e desmontar o Estado brasileiro. Lula citou o processo de venda da Eletrobras, em andamento, e o enfraquecimento da Petrobras, com redução de milhares de postos de trabalho.
O ex-presidente destacou que o país precisa de uma pessoa experiente para consertá-lo. “Quando eu deixei a presidência, este país era a sexta economia do mundo, tinha 74% de aumento real do salário mínimo e realizado o maior programa social da história. Agora o Brasil está moribundo, tem uma crise sanitária jamais vista, uma crise social onde temos 19 milhões de pessoas passando fome, mais de 116 milhões em insegurança alimentar, inflação de 10,5%, desemprego alto. É preciso alguém que tenha experiência, que tenha maturidade, para consertar o Brasil e gerar melhoria da qualidade de vida ao povo brasileiro”.
Reformas para quem?
Perguntado por que as reformas, como a administrativa, a trabalhista, da Previdência, etc, não andaram no seu governo – algumas foram aprovadas após o golpe de 2016 – Lula questionou a quem interessava e qual o objetivo das reformas e das novas leis. Ele lembrou que em 2014 a Previdência Social era superavitária e destacou que nenhum trabalhador nem sindicalista fala de reformas, apenas empresários e aqueles que querem comprar os interesses do povo brasileiro.
“Quem disse que o Brasil precisava das reformas? Quem disse isso era um setor empresarial que queria se desfazer do país inteiro, como se desfizeram no Paraná da fábrica de fertilizantes (Fafen), da usina de xisto (SIX), querem vender a Repar. Isso não é reforma. A reforma que algumas pessoas desejam é desmontar o Estado brasileiro”, afirmou Lula.
O ex-presidente também relembrou que, durante o seu governo, uma proposta tributária foi discutida entre diversos setores da sociedade e do poder público, mas não andou dentro do Congresso Nacional. A última proposta foi enviada ainda em setembro de 2007.
“Mandamos duas propostas de reforma tributária, que foram aprovadas pelos 27 governadores, por entidades empresariais e sindicatos. No Congresso ela simplesmente não andou, porque não quiseram que ela andasse. E precisamos discutir reforma tributária. Precisamos colocar o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda, para pagar sobre lucros e dividendos”, continuou.
Lula também criticou os resultados da reforma trabalhista, que classificou como “uma destruição do que a gente tinha conquistado desde os anos do Getúlio Vargas”.
“O que sobrou no lugar? Nada. Se criou a ideia de que o cidadão ia deixar de ter carteira assinada e ia ser microempreendedor, ia trabalhar com Uber, ia trabalhar entregando comida, uma série de serviços. Essas pessoas estão descobrindo agora que ficaram escravas, porque trabalham, não têm direito a férias, não têm direito à seguridade social, a descanso semanal remunerado, se fica doente não tem nada que dê sustentação. Precisamos discutir uma lei trabalhista que dá o direito ao trabalhador de ser tratado com respeito. Queremos repor o direito do trabalhador ser tratado com decência”, finalizou.
Ao contrario do que parecia ser, a sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado não discutiu e muito menos deliberou sobre o requerimento em que 23 parlamentares questionam a decisão da Mesa Diretora que entregou a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) ao deputado do PDT Márcio Honaiser, fiel escudeiro do senador e pré-candidato ao governo, Weverton Rocha.
O recurso foi lido pelo presidente Othelino Neto (PDT), mas não foi colocado à deliberação do plenário, conforme pretendia o líder do governo, deputado Rafael Leitoa (PDT). O parlamentar chegou a cobrar a apreciação da matéria, mas o presidente da Casa informou que caberia a ele analisar o documento antes de tomar qualquer decisão.
Um suposto confronto que estava sendo esperado entre apoiadores do vice-governador Carlos Brandão e do senador Weveton Rocha não se concretizou e nenhum deputado usou a tribuna para tratar sobre o assunto que vem provocando mal estar e até ameaça de judicialização, caso não seja colocado à deliberação do plenário.
Na sexta-feira (11), um grupo de 23 parlamentares protocolou requerimento para revogar a decisão da Mesa Diretora relacionada a formação das comissões permanentes da Casa argumentando que a Mesa Diretora teria rasgado o regimento e usado de suposta manobra para montar a CCJ à revelia da maioria dos deputados.
Nesta manhã de terça-feira, antes da sessão plenária, a CCJ tentou reunir sob o comando de Márcio Honaiser, mas não houve quórum.
Pesquisa do Instituto Exata publicada nesta terça-feira (15) pelo jornal O Imparcial mostra um cenário completamente indefinido na disputa pelo Governo do Estado. Weverton Rocha (PDT) tem 24% de intenção de votos, seguido por Carlos Brandão (PSB) 17%, Roberto Rocha (sem partido) 13%, Edivaldo Holanda Junior (PSD) 10%, Lahérsio Bonfim Agir36) 9%, Josimar de Maranhãozinho (PL) 6% e Simplício Araújo (SD)1%. Enilton Rodrigues (PSOL) não pontuou. O Exata encontrou ainda 8% que pretendem votar em branco ou anular o voto, e 12% que não souberam ou não quiseram responder. A pesquisa ouviu 1.413 eleitores em todo o estado, tem margem de erro de 3,3%, confiabilidade de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número 02686/22.
Mais que números, a sondagem feita junto ao eleitorado, mostra o pré-candidato do PDT estagnado, crescimento do vice-governador Carlos Brandão, que já encosta e ao que tudo indica com muito fôlego na corrida ao Palácio dos Leões e injetou ânimo nos pré-candidatos Roberto Rocha (sem partido), Edivaldo Holanda Junior e Lahérsio que continuam vivo na disputa que promete ser uma das mais emocionantes da história política do estado, pois será a primeira em que não terá um representante direto da família Sarney e o seu grupo que mandou no Maranhão ao longo de quase cinco décadas disputando cargo majoritário. Já Simplício permaneceu na casa do 1% e sem poder de reação.
O ex-prefeito de São Luís, dentro da margem de erro está empatado tecnicamente com o senador Roberto Rocha, enquanto Lahérsio também mostra que está vivo e empata também dentro da margem de erro, com Edivaldo, ou seja, o segundo pelotão está embolado, enquanto Weverton e Brandão, no universo pesquisado, continuam favoritos para passar ao segundo turno, embora um boa fatia do eleitorado ainda não decidiu o voto e tudo ainda esteja na fase da intenção, que pode mudar ao longo da campanha que só começa para valer após as convenções. Já Josimar de Maranhãozinho, Simplício e Enilton não decolam, sendo que o representante do Solidariedade sem mantém na casa de 1%.
Ainda liderando as pesquisas, mas já apresentando declínio, o candidato do PDT parece ter atingido o teto, o que é péssimo para que quem ainda está em pré-campanha e tende a enxugar ao longo da refrega eleitoral. Na última sondagem Weverton obteve 27% dei intenção de voto, agora enxugou para 24% e a tendência é perder terreno ainda mais com as definições partidárias a favor de Brandão e da entrada do governador Flávio Dino e do ex-presidente Lula na campanha. Weverton sofre ainda esvaziamento político e, assim como perdeu o PT, deve ter nova baixa em seus apoiadores. O PP, do deputado federal André Fufuca, deverá ser o próximo a abandonar a barca pedetista e declarar apoio ao vice-governador.
Sem a ex-governadora Roseana Sarney no páreo, o quadro de candidatos começa ficar mais nítido, embora ainda não definitivo. Rorbeto Rocha ainda não decidiu se será candidato, assim como existe muita desconfiança da classe política quanto ao projeto de Maranhãozinho.
Os números do Exata neste momento das articulações, segundo aliados de Brandão, deu novo ânimo ao vice-governador que vê a distância do pedetista reduzir ao mesmo tempo em que descola do segundo pelotão. A pesquisa revela ainda que e tendência de Weverton é cair ainda mais, o que aumenta as possibilidades de Edivaldo está presente no provável segundo turno.
O presidente em exercício do PSB, deputado federal Bira do Pindaré, através de sua rede social, anuncia para os próximos dias a filiação do vice-governador Carlos Brandão ao partido. Bira esteve reunido nesta segunda-feira com Brandão tratando sobre o assunto.
Sem informar a data em que acontecerá a solenidade de recepção ao novo filiado e pré-candidato ao Governo do Estado, Bira, que vem comando as ações do partido enquanto Flávio Dino não se desincompatibiliza do cargo, apenas anunciou para os próximos dias.
“Reuni com o vice-governador Carlos Brandão, pré-candidato a governador do Maranhão, para tratar sobre a filiação dele ao PSB, que deve acontecer nos próximos dias”, informou o dirigente socialista sobre sem dar maiores detalhes.
Carlos Brandão esta saindo do PSDB para ser candidato ao governo do estado pelo PSB em aliança com vários partidos que integram a base de sustentação da administração, entre os quais o PT, e contando com o apoio dos dois políticos de maior densidade eleitoral no Maranhão: Flávio Dino e Lula.
A confirmação do dirigente socialista só confirma o que já era conhecimento geral: Brandão está se mudando para o PSB numa articulação para ter o PT em seu palanque.