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  • Jorge Vieira
  • 2/maio/2013

Maquiagem de Luiz Fernando Silva se desmancha em sinais evidentes em São José de Ribamar

    A maquiagem que o ex-prefeito Luiz Fernando Silva aplicou em São José de Ribamar entre (1995-2011) está desmanchando na administração Gil Cutrim (PMDB). O aparente rui e nos bastidores – fora das vitrines das avenidas e principais artérias -, as mazelas se sedimentam ou se perpetuam. Como o lixão encravado no Canavieira, no Sítio do Apicum, comunidade divida entre rural e urbano. O lixo está na banda rural, quase próximo ao porto de onde o senador José Sarney (PMDB-AP) partia para a Ilha do Cururupu antes de dispor de helicóptero pagos pelo erário.
Lixão de Canavieira 
    A concentração de recursos em São José de Ribamar teve propósito eleitoreiro. A abundância de recursos para obras vistosas surtiu efeito, embora se duvide de sua legalidade, nos números das urnas no município nas eleições de 2010. Foi de lá que vieram os votos que deram a vantagem de um foto-chá (segundo a linguagem dos Jóqueis) para que Roseana continuasse pela quarta vez governadora do Maranhão. Ressalte-se que foram do município vizinho do TRE que vieram os últimos números da apuração, safando a filha do então presidente do Senado de enfrenta ums segundo turno, algo medonho para o grupo. Sobre disputa no segundo turno está na história das disputas eleitorais o caso Cafeteira. O hoje senador tem sua presença política no estado lembrado por monumentos toscos, quase na condição de invisível não fossem de concreto armado. Poeticamente como o delegado (superintendente de administração penintenciária) Sebastião Uchoa, diria que já não pulsam os corações de Cafeteira, um ímpio na oposição.
Monumentos de Cafeteira
    Luiz Fernando Silva, como secretário de infraestrutura do governo e pretenso candidato ao governo com aval do grupo, peca desde a estrada para cidade do Padroeiro. Certo que ele não é dono do pecado. Nas rodovias estaduais do Maranhão é o pau que rola. Na MA-201, rodovia que corta a região metropolitana de São Luís, há sinais claro de que a SINFRA é um palanque e cofre, mas não um órgão executor.A precariedade da sinalização, na maioria dos casos feita a punho pela própria população, denota que vai mal das pernas o tal programa rodoviário do governo Roseana. Aquele mesmo que gasta rios de dinheiro com propagandas na televisão – com ênfase no Sistema Mirante – afirmando que “dentro em breve” o Maranhão será o estado do Brasil que terá todos os municípios ligados por rodovias.
Sinalização vertical da MA-201
    A plástica da peça publicitária dá o tom de ficção das afirmativas. É só por o pé na estrada que perigas ver o caos. Começa das sinalização, algo bizarro para os tempos de prosperidade deste país dirigido pela aliança PMDB-PT. Enfim, de promessa a vida segue, aos trancos. Às vezes caindo em barrancos.

  • Jorge Vieira
  • 2/maio/2013

Oposição desconfia do verdadeiro objetivo da CPI da agiotagem

Arnaldo Melo diz que instala a CPI se tiver 14 assinaturas no requerimento
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo (PMDB), declarou,
na manhã desta quinta-feira (2), que irá cumprir o Regimento Interno da Casa, caso o deputado Raimundo Cutrim (PSD), autor do pedido de CPI para investigar crimes de agiotagem no Estado, consiga reunir as 14 assinaturas necessárias à instalação dos trabalhos. 
Até o final da manhã de hoje onze parlamentares haviam assinado o requerimento, mas parte da oposição se recusa a rubricá-lo com o argumento de que não adianta fazer CPI para ser presidida por Roberto Costa (PMDB) e relatada por Magno Bacelar (PV), dois serviçais do Palácio dos Leões.
Na avaliação do deputado Marcelo Tavares (PSB), a CPI comandada pela tropa de choque da governadora Roseana Sarney (PMDB) servirá apenas como instrumento de pressão contra os prefeitos que não rezam na cartilha do Palácio dos Leões.
“Só assino esta CPI se for garantido à oposição a relatoria ou a presidência, caso contrário é melhor deixar que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal investiguem os crimes de agiotagem. Se entregarem a presidência e relatoria para Magno Bacelar e Roberto Costa, ou vice versa, vão convocar prefeito da oposição para pressioná-los a declarar apoio ao candidato Luís Fernando (PMDB), justificou Tavares.  
Hoje, em pronunciamento, na tribuna, Raimundo Cutrim destacou que a não instalação da CPI deixará na sociedade a sensação de que a Casa está acobertando esse tipo de crime praticado em larga escala no Estado. O discurso do autor de pedido CPI, no entanto, foi repreendido pelo presidente Arnaldo Melo.     
“O assunto que o deputado Cutrim se referiu é muito sério. Ele está colocando em
xeque a postura da Assembleia, a instituição em que ele é membro. Disse na
tribuna que, se essa Casa não instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito
para discutir crimes de agiotagem em que ele fora citado, esta Casa estará
passando à sociedade a impressão de que nós estamos acobertando esse tipo de
atividade ou de atitude. O que não é correto. Na minha interpretação, não é
essa a postura desta Casa”, esclareceu Arnaldo Melo.

Melo destacou que, se for cumprida a exigência regimental de 14 assinaturas, a Casa instala a CPI, mas adveretiu  que será de responsabilidade de todos
os deputados o funcionamento e o desfecho da investigação.

Já assinaram o pedido de CPI os deputado Raimundo Cutrim (PSD), Neto Evangelista (PSDB), Raimundo Louro (PR), Bira do Pindaré (PT), Rubens Júnior (PCdoB), Gardênia Castelo (PSDB), José Carlos da Xaixa (PT), Cleide Coutinho (PSB), Manoel Ribeiro (PTB), Antonio Pereira (DEM) e Eliziane Gama (MD). 
O deputado Othelino Neto, segundo informou sua assessoria, não assinou o requerimento porque está viajando, mas já adiantou que apoia a investigação. Outro parlamentar da oposição, Carlinhos Amorim (PDT), não compareceu à sessão nesta manhã e nem informou se pretende assinar o documento.

  • Jorge Vieira
  • 2/maio/2013

Bia Venâncio e secretários envolvidos com falta de licitação são acionados pelo MP

As manifestações do MPMA citam os ex-secretários de
Orçamento e de Cultura, além da presidente da associação contratada para
organização das festas juninas no município
A ex-prefeita corrupta Bia Venâncio continua sendo monitorada pela PF
Ilegalidades cometidas durante a realização do São João
2010 no município de Paço do Lumiar
(a 28 km de São Luís) motivaram o Ministério Público do Maranhão (MPMA) a
ajuizar Ação Civil por Ato de Improbidade Administrativa e a oferecer Denúncia
contra a ex-prefeita do município, Glorismar Rosa Venâncio (mais conhecida como
Bia Venâncio), dois auxiliares de sua gestão e a presidente de uma associação
de moradores do município.
Além da ex-prefeita Bia Venâncio, são alvos das
manifestações do MPMA os ex-secretários de Orçamento e Gestão e de Cultura,
Esporte e Lazer, respectivamente, José Eduardo Castelo Branco de Oliveira e
Maria do Socorro Rosa Siqueira. Também está sendo acionada pelo a presidente da
Associação dos Moradores do Porto do Mocajutuba, Maria das Graças Silva de
Araújo.
As manifestações, subscritas pelos promotores de
justiça Gabriela Brandão da Costa Tavernard, Samaroni de Sousa Maia e Reinaldo
Campos Castro Júnior (Comarca da Raposa, em
substituição), são baseadas no Convênio nº 01/2010, firmado pela Prefeitura de
Paço do Lumiar
e pela Associação dos Moradores do Porto do
Mocajutuba, no valor de R$ 265,9 mil para a realização do “II São João no
Paço do Povo”, no ano de 2010.
Ao analisar o Convênio nº 01/2010, os promotores
constataram que a Prefeitura de Paço de Lumiar contratou diretamente a
associação para a realização das festas juninas no município, em 2010. Uma das
evidências encontradas é o fato de que os custos de contratação das atrações
totalizavam o valor exato do convênio. Também não foi demonstrada a
impossibilidade de contratação de outra entidade por meio de edital de
licitação para a organização do evento.
O MPMA apurou, ainda, que as atrações foram
cadastradas, contactadas e pagas diretamente pela Secretaria de Cultura e não
pela associação. A própria presidente da associação confirmou que nem conhecia
a maioria dos representantes da atrações contratadas, somente assinando os
cheques de pagamento.
“Os demandados dispensaram indevidamente o
procedimento licitatório, conferindo a aparência de legalidade à contratação
direta da Associação dos Moradores do Porto do Mocajutuba e recebendo vantagem
econômica. Esta prática afrontou aos princípios da legalidade e da moralidade
da administração pública”, relatam os promotores nas manifestações.
SANÇÕES
Na Ação Civil por Ato de Improbidade
Administrativa, os promotores solicitam que os acionados sejam condenados à
suspensão de seus direitos políticos por cinco anos, ao pagamento de multa
valor de 100 vezes o valor da remuneração recebida em dezembro de 2012, ao
ressarcimento do valor do convênio ao erário público municipal e à proibição de
contratar ou receber qualquer tipo de benefício do poder público pelo prazo de
três anos.
Caso a Denúncia do MPMA seja aceita, os acionados
podem ser condenados à detenção de três a cinco anos e ao pagamento de multa.

  • Jorge Vieira
  • 2/maio/2013

Administração Edivaldo chega aos 120 dias com muito a comemorar

Prefeito Edivaldo Holanda Júnior tem a confiança da população

Apesar da pancadaria diária da
mídia do senador José Sarney e dos blogueiros serviçais do Palácio dos Leões, o
prefeito Edivaldo Holanda Júnior concluiu os primeiros quatro meses de uma administração
exemplar. Mesmo com todas as dificuldades financeiras herdada do irresponsável
ex-prefeito João Castelo (PSDB), os serviços da prefeitura voltaram a funcionar,
não se tem notícia de corrupção e o chefe do Executivo tem encarado as
adversidades indo pessoalmente aos bairros e discutindo com a população a
solução dos problemas mais urgentes das comunidades.
O prefeito é bem intencionado,
não tolera corrupção e vem dando demonstração de seu compromisso com a cidade.
As crianças da rede municipal de ensino, que haviam sido abandonadas na
administração passada, voltaram à sala de aula, as escolas depredadas foram
recuperadas e o calendário escolar está sendo cumprido à risca. Neste setor,
até as promessas de campanha, como escolas em tempo integral e creches, já
estão sendo realizadas. Edivaldo, em quatro meses, conseguiu reorganizar a educação
do município.
Todos lembram dos enfermos
passado fome nos leitos dos hospitais de emergências, da falta de remédios e
condições e trabalho dos profissionais, dos agentes de saúde e médicos com
salários atrasados. Hoje, a realidade dos socorrões é totalmente diferente. O
atendimento, ainda que não seja o ideal, mas perto do que era podemos afirmar
que melhorou mil por cento. As ambulâncias do SAMU voltaram a servir a
população de forma eficiente e aos poucos o setor vai voltando a normalidade.
A imprensa do Sarney fecha os
olhos para tudo de positivo que Edivaldo Holanda realizou neste poucos meses a
frente da Prefeitura de São Luís. Limpeza de ruas e avenidas, operação tapa
buraco, regularização da coleta de lixo, recadastramento de servidores,
demissão dos fantasmas que corroíam da folha de pagamento, elaboração do plano
cultural e regularização fundiária nada disso interessa à mídia da família da
governadora.
Os serviçais da oligarquia Sarney
chegaram ao ponto de atacar o prefeito por ter afastado da folha de pagamento mais
3 mil serviços prestados que não passavam sequer na porta da prefeitura, muitos
nem no estado moram. Ao afastar os “fantasmas”, Edivaldo corrigiu uma injustiça
com os que trabalham, mas este detalhe o pessoal do Sarney faz questão de
fechar os olhos.
Foram quatro meses de muito
trabalho e perseverança para vencer as adversidades em setores vitais. A
população entendeu o esforço e se manifestou através da pesquisa do Instituto
Amostragem, realizada no final de abril, onde 61% dos entrevistados aprovaram o
trabalho desenvolvido por Edvaldo Holanda Júnior e outros 70% disseram confiar
que ele fará uma grande administração.
A mídia da governadora Roseana,
sem compromisso com a verdade e preocupada apenas em fazer politicalha, no
entanto, simplesmente ignora a manifestação da sociedade ludovicense em defesa
do prefeito que está tentando recuperar a cidade dos estragos administrativo e
financeiro herdados do irresponsável João Castelo. Será que já esqueceram que
ele deixou a folha de dezembro sem pagar, uma dívida de R$ 1 bilhão, um
orçamento de R$ 2,5 bilhões, obras de papel que se diluíram com a primeira
chuva e a máquina administrativa aniquilada?

  • Jorge Vieira
  • 2/maio/2013

No dia do trabalhador, a prefeitura valoriza quem trabalha

Por Lígia Teixeira
O prefeito Edivaldo Holanda Jr em lançamento de curso pré-vestibular
para servidores da Prefeitura. Carinho mútuo.
No Maranhão de Sarney, decência administrativa é um ato revolucionário.
Ontem, a Secretaria de Administração da Prefeitura de São Luís, divulgou o afastamento de 3.268 funcionários fantasmas. Pessoas que recebiam salário mensalmente sem efetivamente prestar serviços ao município.
Tratava-se de uma situação imoral e naturalmente inaceitável, ainda mais porque a prefeitura passa por situação financeira delicada, herança da catastrófica administração João Castelo.
Parece inacreditável, mas os adversários políticos do prefeito Edivaldo Holanda Jr. usaram a situação para tentar desgastá-lo.
Felizmente, a sociedade mudou. O gesto de Edivaldo foi bem recebido pela população, mas é chocante que parte dos aliados do grupo Sarney ainda insistam em defender que a prefeitura mantenha na folha de pagamento pessoas que não trabalham.
Semana passada, o Ministério Público Estadual ordenou à Câmara Municipal de São Luís a imediata demissão de funcionários não efetivados e a realização de concurso. A Câmara Municipal, presidida por Isaías Pereirinha, em seu quinto mandato, ainda tenta impedir que a decisão seja respeitada.
Hoje, dia dos trabalhadores, todos os funcionários da prefeitura e a população que paga impostos e exige o bom uso do dinheiro público,  comemora o gesto do prefeito.
Infelizmente, num estado onde o modo arcaico de fazer política, na base do apadrinhamento (e não do mérito) ainda reina algumas pessoas ainda acham natural ganhar dinheiro oriundo dos cofres públicos sem trabalhar.
Ao demitir os funcionários fantasmas, obrigação legal do município e de todo administrador que tenha o mínimo de responsabilidade, o que Edivaldo Holanda Jr. faz, por incrível que pareça, ainda é um gesto revolucionário.

  • Jorge Vieira
  • 1/maio/2013

Nelma Sarney age como líder do governo e tenta barrar no TJ reajuste dos servidores

Nelma Sarney faz campanha para defender os interesses do governo
A desembargadora Nelma Sarney estaria agindo como uma verdadeira líder do governo no pleno do Tribunal de Justiça no julgamento da uniformização (uniformização de jurisprudência ou uniformização do entendimento) das ações dos servidores sobre a revisão geral dos vencimentos, decorrentes de uma lei de 2005, ainda durante o governo José Reinaldo Tavares.
O problema é que a revisão estabeleceu patamares diferenciados de reajustes, que variaram de 29% a 3%, contrariando a Constituição que determina patamar único e universal.
Diante das várias causas nas Câmaras Cíveis – praticamente todas julgadas favoráveis ao pleito dos servidores – o desembargador Paulo Velten prop?s a uniformização das causas  para estabelecer um entendimento único no Tribunal.
No último dia 10 de abril, quando o julgamento já estava a 8 a 1, o desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos pediu vistas, adiando a votação para o dia 27; quando Nelma entrou em ação e não deixou sequer que o desembargador expressasse seu voto, solicitando a prorrogação das vistas.
O que levou os servidores a abrir os olhos, já que segundo afirmam teria existido nesse interim uma reunião entre membros do TJ e do governo, seguida de uma campanha sistemática de Nelma para convencer seus colegas de pleno a votar contra.
Seria até normal se a desembargadora assim o fizesse amparada em interpretação da lei, e não distribuindo um relatório da secretaria de planejamento apontando o impacto financeiro no caso de um julgamento favorável aos servidores.
Um papel que não cabe a nenhum desembargador, talvez a bancada sarneysista na Assembleia poderia alertar para um possível desequilíbrio das contas públicas.
Aos desembargadores cabe julgar de acordo com a lei e até mesmo – se for o caso – propor prazos para que se faça o devido reajuste.
Acredita-se que como é praticamente causa vencida, a ordem do Palácio dos Leões é adiar ao máximo a votação, para que a conta caia no colo do próximo governo e este possa usufruir de todos os recursos possíveis para tentar convencer a população da eficácia desse governo, cujo o único objetivo hoje é perpetuar o mando da família Sarney elegendo Luís Fernando como futuro governador do Estado.
Ao submeter os julgamentos do TJ aos interesses dos Leões, Nelma lembra o filme Sessão Especial de Justiça, do cineasta grego, Costa-Gravas, onde durante a ocupação alemã na França foi criado um tribunal para permitir e dar amparo legal as execuções de prisioneiros para acalmar os ânimos dos alemães.
E assim forma-se mais um complô envolvendo Executivo e Judiciário para levar o funcionalismo para o paredão…

  • Jorge Vieira
  • 1/maio/2013

SP’s sem atividade oneravam folha da prefeitura em R$ 3,2 milhões

O desligamento de 3.268
servidores que não exerciam atividades na Prefeitura de São Luís em
regime de Serviço Prestado (SP) reduziu a folha de pagamento do mês de
abril em R$ 3.262 milhões. Nos três primeiros meses do ano, período em
que foi realizado o recadastramento dos servidores, mesmo sem
frequentar, os Serviços Prestados oneraram a folha em R$ 9,784 milhões.
 
Segundo esclareceu nesta terça-feira (30), a
secretária de Administração, Mittyz Rodrigues, o corte foi justificado
pela total falta de preenchimento de requisitos primários exigidos pelo
Decreto Nº 43.418, que avalizou legalmente o recadastramento, como
comprovação de frequência.

O desligamento foi efetivado no mês de abril com
a suspensão do pagamento de salários, e ocorreu em consequência ao
processo de recadastramento, iniciado em 10 de janeiro de 2013 e
concluído em 2 de abril.

“Identificamos com o recadastramento que muitos
dos servidores de serviço prestado efetivamente não trabalhavam”,
observou a secretária Mittyz Rodrigues. Ela explicou que ao final do
levantamento, compilados os dados em relatórios, foi constatado que dos
10.080 trabalhadores que iniciaram o ano na condição de SPs na
administração municipal, 3.268 não possuíam lotação ou desempenhavam
quaisquer atividades. Destes, 1.295 servidores não iniciaram sequer
qualquer procedimento, através da internet, para recadastramento de
dados. O número corresponde a 39% do total de SPs desligados.

A secretária confirmou ainda que os servidores
que ficaram de fora da folha do pagamento de abril deixaram de cumprir
requisitos determinados pelo decreto que norteou o recadastramento. Um
desses requisitos era comprovar a seis últimas frequências no órgão em
que estavam lotados.

A apresentação da documentação pessoal
contribuiu para que a atual gestão finalmente constituísse dossiês
necessários dos servidores municipais. Até então a prefeitura não
dispunha de nenhum registro, nenhuma informação sobre os SPs. “O que
existiam eram somente os nomes, contas bancárias e os créditos que eram
depositados”, informou a titular da Semad.

Sendo uma contratação precária, a secretária
afirmou que não foi possível verificar onde ocorria a concentração dos
Serviços Prestados que não frequentavam o trabalho. Esclareceu, porém,
que atuando basicamente no serviço administrativo, aos servidores nesta
condição não é exigido comprovação de qualificação e escolaridade. Sem
lei que determine a contratação, a remuneração igualmente varia sem
parâmetros. Na Prefeitura de São Luís os salários variavam entre R$
1.000,00 e R$ 1.500,00.

A secretária de Administração explicou que o
recadastramento é um procedimento normal nas gestões que se iniciam.
“Objetiva fazer o mapeamento do quadro de servidores que a prefeitura
dispõe. Até então, não tínhamos ideia em quais órgãos os servidores
estavam lotados. Com o recadastramento, sabemos exatamente onde está o
servidor, bem como seu nível de escolaridade. Isso vai nos ajudar a
fazer o trabalho de qualificação do servidor, uma reivindicação antiga”,
explicou.

A partir dos dados coletados, a Prefeitura vai
poder avaliar a necessidade de cada órgão. Uma comissão foi constituída
para fazer o levantamento para que no futuro próximo a prefeitura
realize concurso público.
 

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