O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), através
da Segunda Câmara Cível, apreciou, nesta terça-feira (12), o recurso interposto
pela empresa Serveng contra o Município de São Luís. A Corte Maranhense manteve
a decisão anterior, do pedido de tutela antecipada proposto pelo Município,
determinando à Serveng o início das obras de reparo, reconstrução ou
substituição do calçamento do prolongamento da Avenida Litorânea, objeto do
contrato nº 01 de 10/01/2012.
Editorial – Jornal Pequeno
A Justiça suspendeu o
pagamento do Governo do Estado à empresa Constran, ambos envolvidos em denúncia
de esquema de propina revelado na noite da última segunda (11) no Jornal
Nacional da TV Globo. A juiza Maria Nepomuceno decretou também a citação da governadora
Roseana Sarney (PMDB), do representante do Governo do Estado e da empresa
Constran S/A Construção e Comércio para prestar esclarecimentos sobre a
negociação que resultou no acordo para pagamento de mais de R$ 120 milhões em
precatórios.
Premiado pela sua trajetória ligada à luta contra a
corrupção, o candidato da Coligação Todos Pelo Maranhão, Flávio Dino, vem
ressaltando nesta campanha a importância de um governo transparente no
Maranhão. Em suas atividades junto à população, é um dos temas que mais surgem
nas conversas.
A governadora
Roseana Sarney (PMDB) acusou o golpe
e finalmente veio a público se manifestar sobre a denúncia que a coloca no centro
de uma articulação mafiosa que envolve suborno, pagamento de propina e desvio
de recursos público.
Em nota distribuída, esta tarde, à imprensa Roseana se diz indignada, a avisa que “não deixarei
de tomar minhas providências perante a Justiça para que isso seja devidamente
esclarecido, porque a população quer que isso seja esclarecido.”, disse a governadora.
A exemplo do caso Lunus, quando apresentou sete versões para a dinheirama encontrada pela Polícia Federal na fortaleza de Jorge Murad, em prédio no Renascença, Roseana nega o recebimento de propina, só que desta vez pegaram ela com “boca no botija”.
O ex-seceretário Chefe da Casa
Civil do Governo do Estado, João Guilherme Abreu confirmou, em nota enviado ao
blog, que participou de uma reunião com diriegentes da Constran para tratar
sobre o precatório, mas que a proposta apresentada pela empreiteira não teria
sido aceita. Leia abaixo a íntegra da nota de esclarecimejto sobre o pagamento
de propina na administração Roseana Sarney denunciado pelo Jornal Nacional da
Rede Globo

A bancada da Oposição na Assembleia Legislativa estuda
emplacar um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar
denúncia, feita no Jornal Nacional da rede Globo, sobre um suposto esquema de
suborno, envolvendo pagamentos judiciais, o doleiro Alberto Youssef, a
construtora Constran e integrantes do governo do Maranhão, entre eles a
governadora Roseana Sarney e o ex-chefe da Casa Civil, João Abreu.
O primeiro a abordar o assunto, na tribuna, foi o
deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), que iniciou discurso lamentando que,
infelizmente, mais uma vez, o Maranhão seja destaque em notícia nacional com
abordagens negativas.
O deputado Bira do Pindaré (PSB) disse que a
reportagem levada ao ar no Jornal Nacional, na noite de segunda-feira (11),
aborda esquema de corrupção que envolve o governo do Maranhão e o pagamento de
precatórios. “A contadora Meire Poza, do doleiro Alberto Youssef, resolveu
contar todos os detalhes da operação, feita com malas, e havia nelas R$ 1,4
milhão”, observou.
Em seu discurso, o deputado Marcelo Tavares (PSB)
disse que, mais uma vez, o nome do Maranhão foi enxovalhado em nível nacional.
“Mais uma vez, o governo Roseana se torna sinônimo de corrupção, de uma forma
escandalosa veiculada ontem no Jornal Nacional e depois repetida no Jornal da
Globo e, novamente, hoje no Bom Dia Brasil”, frisou.
Segundo a contadora, a construtora Constran pediu que
Alberto Youssef subornasse o governo do Maranhão oferecendo R$ 6 milhões. Em
troca, a empresa furaria a fila desses pagamentos judiciais e receberia,
antecipadamente, R$ 120 milhões em precatórios, que são dívidas de governos
reconhecidas pela Justiça. Por ter negociado o acordo, Youssef receberia R$ 12
milhões.