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  • Jorge Vieira
  • 31/jul/2014

Campanhas de Flávio Dino e Dilma Rousseff no Maranhão em diálogo

Na sede do PCdoB, partidos aliados de Dilma e Flávio Dino se encontram para definir estratégias da campanha petista no Maranhão.

Na sede do PCdoB, partidos aliados de Dilma e Flávio Dino se encontram para definir estratégias da campanha petista no Maranhão.
Berenice Gomes e Augusto Lobato – os dois coordenadores da campanha de Dilma Rousseff no Maranhão – acabam de sair de uma reunião com os representantes da coligação de Flávio Dino que fazem parte da base aliada ao PT nacionalmente.
A garantia dada pelos dois coordenadores é de “diálogo constante e respeito” aos partidos que fazem parte do palanque nacional que trabalha pela reeleição da petista.
O encontro acontece no mesmo dia em que o presidente nacional do PT, Rui Falcão, descarta a possibilidade de desembarque de Dilma Rousseff no Maranhão para apoiar a aventura do enrolado Edinho Lobão.

  • Jorge Vieira
  • 31/jul/2014

AMMA esclarece tiroteio que resultou em dois feridos no Fórum

O Fórum
Desembargador Sarney Costa, em São Luís, foi palco de um tiroteio nesta
quinta-feira (31/07), entre um presidiário e um policial civil, que resultou em
dois feridos. O preso Erinaldo Almeida Soeiro, após audiência na 4ª Vara do
Tribunal do Júri, conseguiu render dois agentes penitenciários que o
escoltavam, tomando a arma de um deles. Na fuga, o preso trocou tiros com o
policial Enedias Chagas Neto, do Departamento de
Narcóticos (Denarc), que acabara de prestar depoimento em outra Vara, na
condição de testemunha. No confronto, o policial foi atingido no pescoço e o
presidiário recebeu dois tiros. Ambos foram levados com vida para o hospital.

Assim que tomou conhecimento do incidente, o
presidente da Associação dos Magistrados, juiz Gervásio Santos, reuniu-se com
juízes, promotores e defensores públicos no Fórum, onde ouviu os relatos acerca
do episódio. A reunião contou com a presença do delegado-geral adjunto, Augusto
Barros. Após entrevista coletiva, a AMMA lançou Nota Pública na qual esclarece
o lamentável episódio.

 
                                    
    NOTA PÚBLICA

A Associação dos Magistrados do Maranhão – AMMA, em
face do episódio ocorrido nesta quinta-feira (31/07), no Fórum Desembargador
Sarney Costa, em São Luís, em que um policial civil e um presidiário saíram
feridos à bala durante confronto nos corredores da referida unidade judicial,
vem a público esclarecer o que segue:

1 – As armas que causaram esse lamentável incidente ingressaram
regularmente com os agentes penitenciários no Fórum, considerando que, por se
encontrar em serviço, os mesmos não estavam inclusos na restrição da Resolução
176 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)  

2 – A
AMMA vem alertando a administração do Tribunal de Justiça do Maranhão e as
autoridades da segurança pública e penitenciária sobre os riscos a que,
cotidianamente, estão expostos os magistrados maranhenses e servidores,
sobretudo os que atuam na área criminal, em face da fragilidade no sistema de
escolta dos presos que necessitam participar das audiências

5 – A
Associação dos Magistrados do Maranhão espera que este trágico episódio sirva
de alerta para que providências efetivas sejam adotadas, a fim de que a
integridade física dos juízes, servidores, promotores, defensores, policiais e
de todos que transitam nos fóruns do Maranhão seja resguardada

4 – Por
fim, a AMMA se solidariza com os familiares do policial civil, esperando a sua
pronta e completa recuperação, reconhecendo que a atividade policial, assim
como a Magistratura, é exercida por homens e mulheres dedicados que se expõem
diariamente ao risco no cumprimento do seu dever.

  
                     
                     
  São Luís, 31 de julho de 2014

                                           
     Gervásio Protásio Santos

                                                
            Presidente 

  • Jorge Vieira
  • 31/jul/2014

Othelino lança oficialmente candidatura em São Luís e defende campanha pelo IDH do Maranhão

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) lançou,
oficialmente e em grande estilo, candidatura à reeleição com inauguração do
comitê de campanha no bairro do Vinhais, em São Luís, na noite de quarta-feira
(30). O evento contou com a presença de caravanas de diversos municípios do
Maranhão, que formam a base de apoio do parlamentar, e dos candidatos a governador,
Flávio Dino (PCdoB), e a senador, Roberto Rocha (PSB), da coligação “Todos pelo
Maranhão”.

 
Entre os presentes, os prefeitos de Paulino Neves,
Raimundo Lídio, de Dom Pedro, Hernando Macedo, os vereadores de São Luís,
Barbosa Lages (PDT) e Roberto Jr (PSB), o presidente estadual do PCdoB, Márcio
Jerry, representantes da Zona Rural da capital maranhense e diversos
vereadores, lideranças políticas e apoiadores dos municípios de Monção,
Barreirinhas, Paulino Neves, Tutoia, Bequimão, Cururupu, Paço do Lumiar,
Cajari, Pinheiro, São João do Sóter, Altamira do Maranhão, Codó, Alcântara,
Presidente Sarney, Turiaçu, etc.
Durante o evento, Othelino, que faz parte da
bancada de oposição na Assembleia Legislativa, fez  mais um de seus
discursos inflamados onde defendeu que o Maranhão precisa de um novo governo e
de políticos de atitude nos parlamentos para, entre muitas coisas, mudar o seu
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que é vergonhoso para o Estado. Disse
que é hora de acabar com tudo isso, encerrando assim o ciclo vicioso da
oligarquia Sarney.
“Se o Maranhão deve alguma coisa ao grupo Sarney,
com certeza, é o estado de pobreza em que ele se encontra. Em outubro, vamos
superar isso, mudar essa página porque o Estado é de todos nós. Um grande
Maranhão é possível, sim”, disse Othelino Neto ao defender também o nome de
Flávio Dino e de Roberto Rocha para Governo e Senado, respectivamente.
Presente no evento, Flávio Dino reiterou apoio e
pediu votos para Othelino Neto ao ressaltar que o deputado é atuante e mostra
trabalho e interesse pelas causas do povo durante o exercício parlamentar. “Ele
é  um político de coragem que não se curva para as injustiças e não se
intimida diante de uma oligarquia e precisamos de um parlamentar assim na
Assembleia com atitude e determinação”.
No discurso, Flávio Dino não poupou críticas ao
grupo Sarney e ao candidato adversário, Edison Lobão Filho (PMDB), pelo contrato
que o governo Roseana Sarney mantém com uma propriedade do suplente de senador
de R$ 30 mil reais por mês. A transferência seria para o aluguel de imóvel que
se destinaria ao atendimento a pacientes portadores de câncer, porém no local
não há nem indícios de funcionamento.
Durante o evento, discursaram também Roberto Rocha,
que defendeu que o Maranhão tenha um senador de verdade e que abrace as causas
do Estado, o jornalista Othelino Filho, pai do deputado, o ex-prefeito de
Altamira, Arnaldo Gomes, e a coordenadora da campanha em São Luís, Yolete
Alves, mãe do deputado.
Inauguração do comitê
A inauguração do comitê e lançamento oficial da
candidatura do deputado chamaram atenção de moradores do Vinhais e
circunvizinhanças pela criatividade. Um telão exibiu um vídeo, elaborado por
sua Assessoria de Comunicação, sobre a trajetória de Othelino Neto. Um boneco
gigante do candidato animou a militância e os convidados que compareceram ao
evento político.
O vídeo destacou o trabalho de Othelino na Assembleia
Legislativa que já apresentou, no parlamento, projetos polêmicos como o de
combate ao trabalho escravo, criou a Frente Parlamentar de Apoio à Pessoa com
Deficiência, é autor da Lei que isentou estudantes do pagamento da taxa de
inscrição no Pases. Além disso, é o autor do requerimento e presidente da CPI
dos Combustíveis, entre outras ações.
“Othelino Neto tem se destacado por
suas ações. Ele é presidente da CPI dos Combustíveis, luta por melhorias nos
serviços de ferry boats. É um deputado que está sempre interessado em discutir
os problemas do Maranhão”, disse o ex-prefeito de Codó, José Inácio, que também
reiterou apoio à candidatura de Flávio Dino (PCdoB) ao governo do Maranhão.

  • Jorge Vieira
  • 31/jul/2014

Movimentos sociais apostam em união com Flávio Dino para mudar os indicadores sociais do MA

 
O candidato da Coligação Todos Pelo Maranhão,
Flávio Dino, reforçou hoje seu compromisso com os movimentos sociais, com quem
firmou na noite de quinta-feira o “Pacto Por um IDH Justo”.

“Vamos mudar a política para transformar a vida das
pessoas”, disse Flávio em referência à grande mobilização de ontem dos
movimentos sociais.
Durante o evento que lotou o auditório do Hotel Rio
Poty, representantes de dezenas de movimentos entregaram a Flávio o documento
“Pacto por um IDH mais justo”, que traz propostas para elevar a qualidade de
vida dos maranhenses. As lideranças sociais apostam que a mudanças nas práticas
políticas são fundamentais para superação das desigualdades sociais do Estado.
Recepcionando o candidato Flávio Dino com a “Oração
Latina”, representantes de movimentos sociais de 149 municípios maranhenses
cantaram numa só voz e pediram ao candidato para ajudar a retirar o povo do
Maranhão do nível de extrema pobreza.
O desafio de melhorar os indicadores sociais do
Estado, segundo Chico Miguel, da FETAEMA, já foi abraçado por Flávio Dino, que
apresentou 65 propostas para melhorar o Maranhão. “Precisamos libertar o
Maranhão”, disse.
“Somos 450 mil maranhenses que passam fome”,
disse Rocha Rural, da Federação das Entidades Rurais do Maranhão, ao reforçar a
defesa por mudança. “O Maranhão precisa ser conectado com os avanços sociais do
país”, acrescentou a presidente nacional da UNE, Virgínia Barros.
Fim da invisibilidade – No evento, Flávio Dino se comprometeu com o
documento entregue pelos movimentos sociais. “Nossa campanha será vitoriosa
porque é conduzida pelo povo pobre, sem voz, sem vez, condenado à
invisibilidade por tantos. Aqui estou como fruto dessa luta, como produto dessa
luta e caminho com tranquilidade entre todas as entidades que aqui estão. Eu
desde os 15 anos de idade participo das lutas sociais do meu Estado”, afirmou.
“Incorporo esse pacto, mas acima de tudo incorporo
esse movimento. Incorporo a nossa luta, a nossa campanha. Quero fazer uma
campanha bela, bonita, que mobilize esperanças, que desperte o brilho no olhar.
Acreditem, depois da eleição de 5 de outubro o Maranhão não será o mesmo porque
nós vamos colocar o povo no poder. Nós vamos transformar sonhos e esperanças em
realidade. Acredito num governo de proximidade. Um político de verdade abraça e
sente o abraço. Não acho normal a barbárie de uma minoria com tudo e uma
maioria sem nada.”
Flávio ainda disse que este não foi o primeiro e
nem será o último encontro com os movimentos sociais: “Garanto a vocês que
temos um programa de governo, propostas e uma história de vida que estão a
serviço do Maranhão”.

 

  • Jorge Vieira
  • 31/jul/2014

Waldir Maranhão quer maior punição para diretor que permitir preso ao celular

Waldir que maior rigidez para coibir o uso de celulares em presídios
O deputado federal Waldir Maranhão quer andamento mais rápido para o Projeto de lei que aumenta a pena para diretores de presídios que de alguma forma facilitem o uso de celulares aos presos. A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 6701/13 que aumenta a pena para o diretor de penitenciária ou agente público que deixar de cumprir seu dever de vedar o acesso do preso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo.
Para Waldir Maranhão a utilização de celulares ou outros tipos de comunicação permitidos indevidamente aos presos é um problema nacional, mas que atinge de forma violenta a população maranhense. O deputado federal lembrou a morte da menina Ana Clara queimada em um ônibus nas ruas de São Luís. “Entre os diversos crimes comandados de dentro dos presídios do Maranhão, e em especial o de Pedrinhas, está à ordem de queimar ônibus nas ruas, e foi o que aconteceu em São Luís, uma tragédia que matou uma inocente, por conta da falta de habilidade administrativa ou pura negligencia da direção do presídio e do governo estadual,” critica Waldir Maranhão.
Atualmente, o Código Penal prevê no Decreto-Lei 2.848/40, a detenção de três meses a um ano para esse crime. A proposta prevê pena de reclusão de dois a quatro anos para o diretor omisso, mais multa.
Para Waldir Maranhão a necessidade de ampliar a pena para os diretores infratores é urgente, já que considera que a pena prevista hoje é insignificante. “O crime intencional ou por omissão do diretor do presídio não é uma infração leve, é um crime grave, pois o acesso de presidiários à comunicação põe toda a sociedade em perigo. Os presos, inclusive os de alta periculosidade, apesar de estarem detidos, separados da sociedade e cumprindo pena, continuam a comandar o crime”, explica Waldir Maranhão.
O aumento da pena para os diretores que permitirem comunicação externa dos presos será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. Em seguida, será votada pelo Plenário da Casa.

  • Jorge Vieira
  • 31/jul/2014

Prefeitura de São Luís ocupa primeiro lugar em ranking nacional de transparência

 A Prefeitura de São Luís é a primeira colocada no ranking nacional de transparência ao lado das Prefeituras do Rio de Janeiro e de João Pessoa. Essas três capitais obtiveram 6 pontos, na escala de 0 a 10 do estudo. Os dados constam de pesquisa inédita divulgada pelo portal do Instituto Nacional de Estudos Socioeconômico (Inesc). O Inesc é uma organização não partidária, sem fins lucrativos e não-governamental que atua no país desde 1979.
 
“Desde o início de nossa gestão temos nos preocupado em desenvolver uma política de diálogo e de transparência, que caminhe alinhada aos interesses da população. Fico feliz em ver o reconhecimento nacional da transparência com que temos conduzido a cidade, de maneira responsável, cautelosa e fidedigna na administração dos recursos”, disse o prefeito Edivaldo.
 
Segundo a pesquisa, a maioria das capitais brasileiras está distante da excelência no que se refere à transparência do ciclo orçamentário. Para alcançar um resultado positivo, o prefeito Edivaldo definiu a transparência como uma das metas prioritárias da gestão ainda no plano emergencial dos primeiros 120 dias de governo, lançado pelo prefeito em janeiro de 2013. Um dos primeiros procedimentos foi reativar o Portal da Transparência que estava desativado durante a gestão passada.
 
“O prefeito determinou à época que a administração iniciada se caracterizasse pelo máximo de transparência. Para isso, fizemos toda a adequação do sistema de informatização”, ressalta o secretário de Planejamento e Orçamento, José Cursino. No plano emergencial constavam várias ações destinadas, especificamente, para aproximar da excelência a transparência do ciclo orçamentário.
 
Segundo o secretário, durante este período foram realizadas pesquisas junto aos portais de transparência de todas as capitais brasileiras e de órgãos do governo federal. Embora seja objeto de Lei federal, na avaliação do secretário José Cursino, prefeituras e governos ainda não têm obedecido integralmente a Transparência da aplicação dos recursos. “No caso de São Luís, houve a orientação do prefeito para que a Lei fosse seguida à risca”, destaca Cursino.
 
Responsável técnica pelo Portal da Transparência, a secretária de Informação e Tecnologia, Tati Lima, reativou ainda no início do ano passado o sistema adquirido pela Prefeitura. “Passamos a funcionar como um sistema integrado, disponibilizando todos os módulos para que as secretarias alimentassem com informações”, explica Tati Lima.
 
Na avaliação da secretária, a melhoria da disponibilidade de dados é resultado da decisão do prefeito de priorizar a transparência sobre os dados orçamentários desde os primeiros dias da atual gestão. Ela acredita que a posição destacada do Portal da Transparência no ranking nacional é o reconhecimento do trabalho entre as secretarias, sendo que a Semit responde pelo conjunto de informações e manutenção do sistema.
 
O levantamento divulgado no portal do Inesc foi desenvolvido em parceria com a Gpopai-USP e financiado pela Web Foundation – entidade dirigida pelo britânico Tim Berners-Lee, um dos criadores da internet. Para montar o ranking das capitais, os responsáveis pela pesquisa avaliaram os 8 Princípios de Dados Abertos.
 
Os pontos foram conquistados por São Luís devido às informações orçamentárias serem completas (continham dados sobre receitas e despesas), processáveis (dados estruturados para possibilitar o seu processamento automatizado), não discriminatórios (dados disponíveis a todos, sem que seja necessária a identificação de registro), não proprietários (os dados estão disponíveis sobre um formato sobre o qual nenhum ente tenha controle exclusivo) e acessíveis (dados disponíveis para o público mais amplo possível, quando foi utilizada a tabela E-MAG de acessibilidade).
 
NOTA MÁXIMA
 
Os dados foram levantados em novembro de 2013. Das 27 capitais estudadas, nenhuma obteve nota máxima. Além das capitais, foram estudados os portais do Governo Federal (Portal da Transparência) e do Senado (Portal Siga), estes dois obtiveram 5 pontos.
 
A análise faz parte da etapa quantitativa da pesquisa “Avaliando os websites de transparência orçamentária nacionais e sub-nacionais e medindo impactos de dados abertos sobre direitos humanos no Brasil”. Essa fase contou com a parceria do Gpopai-USP  e teve o objetivo de mensurar o alcance das regras impostas pela nova  legislação brasileira em relação à transparência orçamentária em formato de dados abertos.
 
O estudo conta com metodologia mista (quantitativa e qualitativa) e utiliza como base para análise de dados o Decreto 7.185/2010 , que dispõe sobre o padrão mínimo de qualidade do sistema integrado de administração financeira e controle da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011), e os 8 Princípios de Dados Abertos.
 
ETAPA QUALITATIVA
 
A análise também contou com uma fase qualitativa que teve o objetivo de complementar as informações adquiridas na etapa quantitativa. Esta etapa foi realizada por meio de entrevistas com representantes de organizações da sociedade civil, do governo, da academia e da mídia, usuários de dados abertos que usam com frequência os websites de transparência.
 
A ideia foi captar a percepção desses usuários, que têm que acessar informações quase que diariamente e produzir outros insumos para o público, como artigos, aplicativos, incidência política, formação de movimentos sociais, entre outros. Os resultados vão de encontro ao que foi captado na pesquisa quantitativa: em alguns casos, há dificuldades no acesso, seja porque os dados estão em formato fechado (PDF, por exemplo), seja porque são bases muito complexas, ou seja, pouco amigáveis ao cidadão comum; em outros casos, há restrições, como necessidade de cadastros, o que fere o princípio de “não discriminar” o acesso aos dados.
 
Há ainda casos em que a profusão de bases dentro de um mesmo governo confunde o usuário, na medida em que apresentam dados diferentes para uma mesma política pública. E por fim, há casos em que simplesmente, não há dados abertos do recurso público de um determinado órgão, o que é gravíssimo e contra a lei. Em geral os usuários têm invocado a Lei de Acesso à Informação nestes casos, mas muitas vezes o processo para uma resposta efetiva é lento e burocrático.
 
Para selecionar os entrevistados foi necessário elencar os grupos interessados em dados abertos no Brasil e mapear algumas pessoas para entrevistas. Entre as organizações que participaram estão o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA), Open Knowledge Brasil (OKF Brasil), O Estado de S. Paulo, Agência Pública, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Secretaria Geral da Presidência da República.

  • Jorge Vieira
  • 31/jul/2014

Reformas

Edson Vidigal


Ou vamos todos para as
ruas, primeiro para discutirmos os pontos essenciais das mudanças e, em
seguida, obtido o consenso, enfiarmos nesse Congresso, goela adentro, um
projeto de iniciativa popular para a reforma política ou, sei não, seguiremos
como cegos batendo bengala no chão fofo até despencarmos num despenhadeiro
institucional.


E aí, colegas, vai ser
tão difícil retomarmos a longa estrada das liberdades democráticas quanto o foi
na última ditadura.
Eleições periódicas com
regras ditadas pelos que se mantém na dominação total não legitimam nada, só
servem como coreografia do espetáculo falsamente democrático, até porque, para
eles, a melhor lei eleitoral é aquela pela qual possam sempre ser eleitos.
Não há dita dura ou dita
mole. Tudo que solapa o direito da Nação à alternância na gestão do Governo e,
por consequência, amplia o fosso entre a sociedade e o Estado, solapando
direitos da cidadania, esmagando as divergências, impondo pelo controle
absoluto da mídia o cotidiano da verdade única, nada tem a ver com democracia.
Estamos, todos nós,
brasileiros, em especial os maranhenses, até aaaqui – no limite do que a nossa
boa fé e santa paciência podem tolerar.
O poder político que por
seus partidos abutres controla o Brasil de cima para baixo se imanta de
legitimidade artificial. Resulta de engrenagens falsas, jogadas sujas, de
lances fora das regras que eles próprios, os que fazem do exercício da politica
um rendoso meio de vida, nos impõem de dois em dois anos.
A autonomia plena que a
Constituinte com a melhor das intenções deu aos partidos tem servido para
fortalecê-los, sim, mas como pequenas empresas de grandes negócios. E
negociantes.
Os horários de rádio e de
TV ocupados pelos partidos não são nada gratuitos. Ao contrario da proposição
da lei. Não apresentam ideias realizadoras para algum debate.
Servem para enriquecer
uns poucos e famosos marqueteiros, profissionais em ilusionismo, vendendo
candidatos como pessoas de rara inteligência, competência, probidade e alta
sofisticação, mesmo sabendo que muitos deles já foram vendidos antes em outros
mercados.
Só a iniciativa popular
terá poder para reduzir pela metade o numero de Deputados e Vereadores e ainda
de Senadores por Estado. Por que três Senadores? Dois bastam. E por que mandato
de oito anos? Cinco anos bastam, coincidindo com os mandatos executivos, que
voltarão a cinco anos, sem reeleição.
As eleições para
Deputados e os Vereadores serão um ano antes do Presidente, dos Governadores e
dos Prefeitos, ensejando espaços para debates entre candidatos e com a
participação de lideres da sociedade civil.
Com o voto distrital e o
fim da propaganda dita gratuita dos partidos no rádio e na TV haverá mais
espaço para menos candidatos e os debates focarão questões de maior interesse
das comunidades nos distritos. O eleitor poderá acompanhar de perto a atuação do
eleito e que não fizer bem o seu trabalho não será o mais votado na eleição
seguinte.
Acabaremos também com
esse festim de partidos sem votos, mas com atuação nos legislativos e que pelo
alto preço que cobram só dificultam a governabilidade. O partido que não
obtiver um percentual razoável de votos num determinado numero de distritos só
terá fôlego para concorrer por até dez anos, mas não terá atuação parlamentar.
Os partidos terão de
atuar a partir das bases, proibidas reeleições de seus dirigentes e
prorrogações das suas comissões provisórias.
Todos os candidatos que
terão que passar antes por eleição prévia com voto obrigatório direto e secreto
de todos os filiados numa Convenção.
Assim poderá haver o voto
em lista, ou seja, o voto apenas no partido que já terá escolhido, antes, a sua
chapa em cada distrito.
Fim das coligações
partidárias e do voto proporcional. Esses são outros fatores do atraso
democrático.
Financiamento público de
campanha, mais do que já existe? Instituiremos contribuições apenas de pessoas
físicas em limites fixos para cada cargo e lugar, deduzindo-as do imposto de
renda. Será o incentivo fiscal para a democracia. Mais importante que dispensa
de IPI para compra de carro zero, o que só tem poluído e atrapalhado a mobilidade
urbana nas médias e nas grandes cidades do País.
A Justiça Eleitoral que
tem juiz classista, mas não é paritária, terá seu atual formato rediscutido.
Não pode continuar com juízes emprestados de outros Tribunais, noturna, no caso
do TSE, assoberbada e soturna. Fui Ministro lá, eu sei.
As Cortes de Contas são
outras engolideiras de dinheiros públicos, instrumentalizados para a
perseguição política ou para o acobertamento de malfeitos, conforme os agrados
da situação. Controle externo, fim das regalias, transparência absoluta, focos
da mídia no acompanhamento do que fazem e deixam de fazer.
Não basta exigir do
candidato a cargo eletivo, e todos os cargos são de grande relevo, prova de
alfabetização. Há que se exigir dos candidatos grau de escolarização suficiente
ao desempenho eficaz e honesto das funções que pretendem exercer. Ficha limpa
por si só não basta.

Eis aqui algumas ideias
em circulação para uma agenda de debates com a rapaziada das escolas, das
organizações comunitárias, das igrejas, das noitadas do regue e das torcidas do
futebol.

Se o problema está nas
regras, não adianta nada mudar as cores do time ou trocar os atletas. O jogo
será sempre o mesmo. Então, o jeito é mudar as regras. Reformas políticas já!


 

1 2.055 2.056 2.057 2.058 2.059 2.794

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