Foi, talvez, Gregório de Matos Guerra o precursor da sátira política no Brasil
e o primeiro a dedicar seu talento para investir contra a incompetência, a
corrupção e a arrogância. Devia ser o último a ser usado por alguém como Sarney,
nos dias de hoje, para atingir os adversários; o último a ser utilizado para
ilustrar de El-rei a tensão pré-eleitoral.
Ninguém aqui fala mal do Maranhão; falam mal de Sarney, por ter encarnado um
espírito coronelista e ditatorial que engessou o Maranhão economicamente,
socialmente em torno de sua família. Criou uma engrenagem política mastodôntica
que se infiltrou como câncer nas instituições públicas.
Contado em números, nestes quase 50 anos praticamente só se elegeu quem ele
quis, só atingiu a alta magistratura nesse Estado quem ele deixou. O peso de
sua mão apoiada nos fuzis da ditadura militar se abateu sobre a Assembléia
Legislativa, sobre o Tribunal de Justiça, sobre os tribunais de contas. Ficou
impossível, no Maranhão, decidir qualquer coisa contra sua vontade. E criou
aqui a mais corrosiva cultura da corrupção, a exemplo do que o Fantástico
denunciou sobre os municípios de Mata Roma e Anapurus.
De uma situação como essa, com as elites decaídas, subjugadas pelo poder de
Sarney, diria Gregório de Matos Guerra, se vivo, sobre o Maranhão:
Sarney não iria gostar de Gregório de Matos Guerra, não poderia suportá-lo.
Tiranos não suportam poetas, que, em geral, eles causam comichões em toda e
qualquer forma de poder absoluto. Revoltado com a fome que assolou a Bahia nos
idos de 1684 e com a reverência da Igreja Católica para com El-rei, o ‘Boca do
Inferno’ atacaria impiedoso:
E vimos a Justiça, do Maranhão e do Brasil, decidir muita coisa em favor da
vontade de Sarney, inclusive a cassação de Jackson Lago, inclusive o
arquivamento e prescrição de crimes que jamais poderiam ser arquivados nem
prescrever. Certamente Sarney e seus discípulos não iriam gostar de Gregório de
Matos Guerra dizendo:
E quanto aos nossos parlamentares, esses que não tiveram coragem de negar
aprovação a uma proposta tão indecente quanto o Fundema, apesar de
compreenderem a vileza de suas intenções, sobrariam em sua perfeição estes
versos do ‘Boca do Inferno’, Gregório de Matos Guerra:
Atacando dessa forma “os maus modos de obrar na governança”, Gregório de Matos
Guerra seria no Maranhão uma espécie de inimigo de Estado. E, quem sabe, Sarney
lhe arranjaria também um degredo em Angola.
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| Obras solucionam problemas crônicos que se arrastavam por décadas nos bairros |
A Justiça Eleitoral negou o
pedido de coligação “Pra Frente Maranhão” para que fosse reconsiderada a
decisão da juíza Maria Jose de França Ribeiro, que negou o pedido de liminar
para que fossem retirados banners e cartazes da presidente Dilma Rousseff da
faixada do prédio do Comitê da Militância Petista Flávio governador, Dilma
presidente.
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| Deputado Bira do Pindaré em visita ao povoado Demanda |
O deputado
estadual Bira do Pindaré (PSB) esteve, na tarde de ontem (23), no município de
Santo Antônio dos Lopes, para receber in loco a denúncia do povoado Reclama
contra a Usina de Energia e Gás.
Um grupo de
lideranças políticas de Cajari confirmou apoio às candidaturas de Othelino Neto
(PCdoB) e de Flávio Dino (PCdoB), respectivamente à reeleição de deputado na
Assembleia Legislativa e ao governo do Maranhão. Eles se reuniram, no
escritório da campanha majoritária da Oposição, para definir uma agenda no
Município.
O secretário geral do PPS, Paulo
Mato (foto), candidato a segundo suplente de senador na chapa Roberto Rocha (PSB), respondeu
as afirmativas do representante da oligarquia Sarney na sucessão estadual,
Edinho Lobão (PMDB), o “Edinho 30”, de que a chapa majoritária da coligação “Todos
pelo Maranhão”, do candidato Flávio Dino, é composta de derrotados.
O candidato da Coligação Todos Pelo Maranhão,
Flávio Dino, foi recebido com festa nesta quinta-feira (24) nas cidades de
Itapecuru-Mirim e Presidente Vargas. As atividades começaram com uma caminhada
em Itapecuru.