Logo cedo, a lavradora Gorete Siqueira, 51,
acordou, pegou sua moto e percorreu 32 quilômetros entre o povoado de Gavião e
o centro de Chapadinha. Ela tinha um motivo bem claro: encontrar o candidato
Flávio Dino. E foi o que aconteceu neste sábado (26).
O presidente de honra do PRTB, Soliney Silva,
anunciou na tarde de sábado (26), que seu filho não irá mais disputar a
eleição para deputado estadual este ano. A decisão foi tomada, após uma
avaliação do estado de saúde de Soliney Filho, que sofre de uma doença genética
denominada, espondilite anquilosante.
A deputada Eliziane Gama
(PPS), candidata a deputada federal pela coligação “Todos Pelo Maranhão”, passa bem após
sofrer grave acidente na noite de sábado (26) entre os municípios de
Passagem Franca e Colinas.
O condutor teria perdido o controle em uma curva e
o veículo caiu em uma ribanceira, dentro de um lago.
Todos os recursos transferidos aos
municípios por meio do Fundema passarão a ser acompanhados pelos órgãos de
fiscalização federais. A decisão do juiz da 5ª vara da Justiça Federal, José
Carlos Madeira (foto), determinou que o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica
Federal repassem informações criteriosas a respeito das transferências
realizadas pelo Fundema.
A Cruz Vermelha Brasileira desviou
dinheiro arrecadado em campanhas humanitárias, afirma auditoria encomendada
pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz
Vermelha, órgão com sede em
Genebra (Suíça).
Segundo a investigação, foram
desviadas doações feitas para socorrer vítimas de conflitos na Somália, do
tsunami no Japão e das enchentes na região serrana do Rio.
Os valores –R$ 212 mil nas duas
primeiras campanhas e R$ 1,6 milhão, na última– foram repassados a uma ONG que
pertence à mãe do vice-presidente da Cruz Vermelha à época em que as
transferências foram feitas, Anderson Marcelo Choucino.
Outra parcela das doações, R$ 523
mil, foi parar em fundos de aplicação e, depois, teve destino desconhecido.
A auditoria na Cruz Vermelha
Brasileira foi feita pela empresa Moore Stephens, consultoria independente com
sede em Londres. A atual gestão da Cruz Vermelha diz que enviará as conclusões
da auditoria ao Judiciário.
No Brasil, a instituição divide-se em
Cruz Vermelha nacional (órgão central) e dezenas de filiais estaduais e
municipais.
Pelo estatuto, cada filial tem
autonomia gerencial em relação ao órgão central, e este em relação à federação
internacional.
Todas as unidades, porém, fazem parte
do mesmo guarda-chuva, por compartilharem uma marca internacional.
O Instituto Humanus fica em São Luís
(MA) e está registrado em nome de Alzira Quirino da Silva, mãe do
ex-vice-presidente do órgão central.
Segundo a auditoria, o Humanus
recebeu R$ 15,8 milhões da Cruz Vermelha de 2010 a 2012, sem comprovação de que
tenha prestado os serviços correspondentes.
Por falta de documentos nas filiais
analisadas –dez, em todo o país–, a auditoria não especificou a origem de todo
o montante transferido para o Instituto Humanus.
A maior parte das verbas
administradas pelas várias filiais no país advém de contratos com o poder
público para gerenciar unidades de saúde.
Em 2012, a Folha revelou que R$ 100
mil recebidos pela filial no Rio Grande do Sul tinham sido transferidos para o
Humanus. O dinheiro deveria ter sido empregado em um hospital em Balneário Camboriú
(SC). Após a reportagem, foi iniciada a auditoria, concluída em abril.
As transações bancárias de recursos
provenientes das doações humanitárias eram feitas com a assinatura eletrônica
de Carmen Serra, ex-presidente da filial da Cruz Vermelha no Maranhão.
Carmen é irmã de Walmir Moreira Serra
Jr., presidente da Cruz Vermelha nacional durante o período auditado.
Em sua defesa, no âmbito da
auditoria, Carmen afirmou que a filial maranhense emprestou suas contas
bancárias para a Cruz Vermelha nacional fazer campanhas humanitárias porque o
órgão central tem dívidas trabalhistas.
Isso levaria a Justiça a confiscar o
dinheiro das doações.
Carmen disse ainda que
“desconhecidos” usaram sua senha bancária, porque a filial maranhense nunca
contratou o Instituto Humanus.
Em 2012, porém, os sites do Humanus e da Cruz
Vermelha-MA tinham o mesmo número de telefone para contato.
Da TV Brasil
Com o objetivo de divulgar a sistemática de votação biométrica, reforçando a
segurança do processo de identificação do eleitor, o Tribunal Regional
Eleitoral do Maranhão realizará nos finais de semana do mês de agosto votações
simuladas em São Luís, Timbiras, Barra do Corda, Jenipapo dos Vieiras, Fernando
Falcão, São Domingos do Azeitão e Nova Iorque e eleição simulada em Fernando
Falcão.
Nestas cidades, a biometria foi implantada em 2013/2014. A primeira em que a
votação simulada ocorrerá é São Luís, no dia 2 de agosto, das 8h às 12h. O
local escolhido para sediar os trabalhos foi a Unidade de Educação Básica
Roseno de Jesus Mendes (Avenida São José de Ribamar Oliveira, s/n – Vila
Janaína).
Antes de iniciar a votação simulada, os eleitores participarão de audiência
pública, que debaterá temas relativos às eleições. “Não temos dúvida de que
esta é uma oportunidade aos eleitores, mesários, partidos e candidatos de
conhecerem o processo de votação biométrica”, explica o desembargador Froz
Sobrinho, presidente do TRE-MA.
À Corregedoria caberá apresentar palestra focada na segurança da eleição
biométrica. “Não deve restar dúvida de que o sistema biométrico é seguro. Por
isso, iremos testar o sistema com a colaboração do próprio eleitor”, destacou o
desembargador Guerreiro Júnior, corregedor.
A diferença entre votação e eleição simulada está no fato de que na primeira
apenas eleitores de um local de votação, no caso uma escola, são convidados a
votar. Na segunda, os eleitores de todo o município são esperados para
contribuir com o teste do sistema.
Cronograma
– 2 de agosto (sábado) – São Luís (Vila Janaína);
– 8 de agosto (sexta-feira) – Timbiras;
– 16 de agosto (sábado) – Jenipapo dos Vieiras;
– 16 de agosto (domingo) – Barra do Corda;
– 23 de agosto. (sábado) – São Domingos do Azeitão;
– 24 de agosto (domingo) – Pastos Bons e Nova Iorque;
– 31 de agosto (domingo) – Fernando Falcão (eleição simulada).
Em 2010, o total de eleitores maranhenses que votaram usando a tecnologia
biométrica somou 51.662 (1,19% do eleitorado – 2 municípios). Em 2012, este
número subiu para 103.110 (2,26% – 6 municípios); e em 2014 serão 909.279
(20,23% – 15 municípios).