A campanha pela prefeitura de São Luís continua com cenário inalterado e possibilidade de ser decidido em turno único. O prefeito Eduardo Braide (PSD) mantém a liderança, segundo todas as pesquisas, com percentuais que lhe permitem vislumbrar a reeleição já dia 6 de outubro, data em que o eleitorado ludovicense vai às urnas exercer sua cidadania.
Ciente da situação desfavorável, o deputado Duarte Junior (PSB), segundo colocado, segundo fontes da campanha, vai intensificar ainda mais suas atividades promovendo grandes mobilizações na tentativa de reverter o quadro eleitoral e levar a eleição para o segundo turno, algo que, a julgar pelos resultados das últimas sondagens, parece pouco provável.
Pontuando sempre com percentuais na casa dos 22%, Duarte mantém tem acelerado o ritmo da campanha e exposto com clareza suas propostas para governar a cidade, porém não tem sido suficiente para mudar o quadro favorável ao prefeito que se mantém tranquilo na liderança sem ser incomodado.
Joga a favor do prefeito, o pífio desempenho dos demais candidatos do segundo pelotão. O deputado Yglésio Moisés (PRTB), na tentativa de melhorar seus desempenho junto aos ao eleitorado conservador, trouxe essa semana o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o resultado da visita do capitão reacionário deve ser aferido nas próximas pesquisas. O eleitor do ex-presidente, no entanto, ainda olha com certa desconfiança para o candidato.
Wellington do Curso (Novo), Fábio Câmara (PDT), Flávia Alves (Solidariedade), embora tenham intensificado suas campanhas e imposto nova dinâmica realizando bandeiraços, caminhadas, carreatas não conseguem melhorar suas performances e continuam sem incomodar sequer o segundo colocado, muito menos mostram força para reverter o quadro. Já Franklin Douglas (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU) estão na disputa apenas para marcar posições de seus partidos.
Sem direito a participar do horário gratuito no Rádio e na TV, que poderia ser um instrumento a mais para mobilização de suas campanhas, os candidatos Yglésio e Wellington estão limitados à internet, o que não tem sido suficiente para coloca-los no jogo que entra em sua reta final.
A disputa pelo comando da prefeitura que já começou polarizada desde a pré-campanha entre Braide e Duarte faltando apenas dez dias para a eleição continua com um cenário inalterado. O prefeito caminha a passos largos para renovar o mandato, mas sem clima de já ganhou, enquanto Duarte mantém a esperança de crescimento e de levar a decisão do pleito para o segundo turno.
As próximas sondagens indicarão o que pode acontecer na votação de 6 de outubro.
Em todo o Brasil, 103 municípios, de um total de 5.569 cidades que participarão das eleições municipais deste ano, poderão ter o segundo turno de votações para prefeitura, caso nenhum candidato tenha sido eleito para o cargo por maioria absoluta (metade mais um dos votos válidos) na primeira fase da eleição.

O primeiro turno da eleição municipal, que terá votação para os cargos de prefeito e vice-prefeito, além de vereadores, está marcado para o próximo dia 6 de outubro.
A Constituição Federal e a Resolução TSE 23.734/2024 determinam que somente os municípios com mais de 200 mil eleitores aptos a votar poderão ter o segundo turno para o cargo do poder executivo local.
Desta forma, nos municípios com menos de 200 mil pessoas aptas a votar, serão eleitos ao cargo de prefeito aqueles que obtiverem a maior quantidade de votos válidos no 1º turno, no dia 6 de outubro. Nos municípios onde houver segundo turno, os eleitores poderão ir novamente às urnas no último domingo de outubro, dia 27, conforme o resultado das votações em primeiro turno.
Com exceção do Distrito Federal, as demais 26 capitais brasileiras têm a possibilidade de realização do segundo turno.
Distrito Federal – Apesar do Distrito Federal ter, em 2022, a população de mais de 2,81 milhões de habitantes, não há eleições municipais na capital federal. A Constituição Federal de 1988, no artigo 32 (capítulo V), que trata da organização política e administrativa do Distrito Federal, proibiu a divisão dele em municípios. Por isso, o DF tem uma estrutura política diferente das demais unidades federativas do país, com um governador e uma câmara legislativa, formada por 24 deputados distritais. A Constituição Federal atribui ao Distrito Federal as competências legislativas reservadas aos estados e municípios.
Eleitores – De acordo com o TSE, as 103 cidades que poderão ter segundo turno somam juntas 60,5 milhões de eleitores, o que equivale a 38,8% do eleitorado nacional. O Brasil tem 155,9 milhões de pessoas aptas a votar no pleito deste ano. São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG) são os três municípios com o maior número de votantes, com 9,3 milhões, 5 milhões e 1,9 milhão de pessoas, respectivamente.
Já Parauapebas (PA), Imperatriz (MA) e Magé (RJ) são as localidades com os menores números de eleitores que poderão ir para a segunda etapa do pleito. Respectivamente, totalizam 200,7 mil, 201 mil e 201,6 mil eleitores.
Considerando-se os estados brasileiros, São Paulo lidera o ranking com 30 localidades com mais de 200 mil de eleitores aptos. Em seguida, aparecem na lista as seguintes unidades da federação: Rio de Janeiro, com 11 municípios, e Minas Gerais, com oito cidades.
Nos últimos quatro anos, nove cidades alcançaram o eleitorado com 200 mil pessoas ou mais. São elas: Camaçari (BA), Imperatriz (MA), Parauapebas (PA), Foz do Iguaçu (PR), São José dos Pinhais (PR), Magé (RJ), Embu das Artes (SP), Sumaré (SP) e Palmas (TO).
Por outro lado, o eleitorado diminuiu e ficou abaixo de 200 mil votantes nas cidades de Governador Valadares (MG), que de 213 mil eleitores, em 2020, reduziu para 198 mil, em 2024.
Ao todo, o Brasil tem mais de 155,91 milhões de eleitores cadastrados a votar nas eleições municipais de 2024.
O Ministério Público do Maranhão propôs, em 20 de setembro, Ação Civil Pública contra o Município e a Câmara de Vereadores de Pinheiro, em decorrência de irregularidades na aprovação de operação de crédito no valor de R$ 37.930.000,00. O procedimento foi aprovado sem o devido acompanhamento de estudos de impacto financeiro e orçamentário.
Assinada pela titular da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Pinheiro, Samira Mercês dos Santos, a Ação pede, como medida liminar, a suspensão do procedimento que objetiva a contratação do empréstimo junto ao Banco do Brasil.
Também foi pedido que a Prefeitura se abstenha de contrair empréstimo sem a demonstração da legalidade dos atos e constitucionalidade das leis.
Igualmente foi requerido à Justiça o reconhecimento da nulidade e ilegalidade dos atos que aprovaram os projetos de lei inconstitucionais.
Foi pedido, ainda, que o Município seja proibido de contratar empréstimo junto ao Banco do Brasil.
IRREGULARIDADES
Na ação, a promotora de justiça afirmou que a operação financeira, que implicaria em uma dívida pública de mais de R$ 37 milhões, a ser paga em 10 anos, exigiria uma rigorosa análise sobre os impactos orçamentários e financeiros no município, fato ignorado pelo Executivo e Legislativo Municipal de Pinheiro.
“As falhas na fundamentação dos projetos de lei levantam preocupações sobre a responsabilidade fiscal e o equilíbrio das contas públicas do município”, completou Samira Mercês.
A investigação teve início por meio de uma denúncia que apontou a aprovação na 32ª sessão ordinária da Câmara de Pinheiro, realizada em 25 de junho de 2024, em regime de urgência, o projeto de lei nº 012/2024.
Originado do Poder Executivo, o projeto autorizava o empréstimo e alterava a Lei Municipal nº 2.902/2023, que já permitia uma operação de crédito anterior de R$ 20.958.803,00.
“Dada a gravidade da autorização para uma operação de crédito no último ano do mandato do prefeito municipal, em período eleitoral, o MPMA instaurou o Inquérito Civil nº 21/2024 para investigar a legalidade do ato”, disse.
No curso da investigação, 21 vereadores municipais, entre titulares e suplentes, foram ouvidos pela 1ª Promotoria de Justiça de Pinheiro, sobre as sessões legislativas que concederam as autorizações.
Outro ponto crítico que impulsionou o inquérito civil, é o fato de que os vereadores rejeitaram parecer contrário à aprovação do empréstimo, fundamentado na vedação de operações desse tipo no último ano de mandato e ano eleitoral,
Em Nota de Repúdio publicada em suas redes sociais, a deputada licenciada Daniella (PSB), Procuradora da Mulher da Assembleia Legislativa, condenou a fala misógina do candidato a prefeito de Barreirinhas, Léo Costa (Podemos), contra a presidente do Parlamento Estadual, Iracema Vale (PSB). A deputada licenciada Abigail Cunha, secretária de Estado da Mulher, também se pronunciou condenando o ato.
“Mulher, mãe de família, cidadã trabalhadora, Iracema é uma legítima representante do povo maranhense com uma atuação extremamente significativa na luta em defesa dos direitos das mulheres. A cidade de Barreirinhas não merece um gestor machista e, tenho certeza, dará resposta a esse ato covarde nas urnas!”, assinalou Daniella na nota.
“A violência política de gênero é algo que para muitos é mimimi, mas isto afeta profundamente a pessoa atingida. Este momento que era para ser democrático, com a livre escolha dos nossos representantes políticos, vivenciamos por parte de machistas estas condutas, que em nada contribuem para o processo. Minha indignação, presidente Iracema Vale, exigimos no mínimo: respeito”, afirmou Abigail em texto publicado em seu Instagram, tendo como fundo o vídeo do momento do discurso misógino.
A fala preconceituosa do candidato Léo Costa, na qual chama a presidente da Alema de “galinha” e depois imita os trejeitos da ave, foi feita durante um discurso de campanha no município. O ataque foi registrado em vídeo e repercutiu negativamente, gerando manifestações de lideranças mulheres em defesa da honra e da trajetória de Iracema Vale e de todas as mulheres.
A seguir a íntegra da Nota de Repúdio da deputada Daniella e da fala da secretária Abigail Cunha:
NOTA DE REPÚDIO
Meu total repúdio à declaração misógina do candidato a prefeito da cidade de Barreirinhas, Léo Costa, que atacou covardemente todas as mulheres do Maranhão ao ofender a Presidente da Assembleia Legislativa, a deputada Iracema Vale.
Mulher, mãe de família, cidadã trabalhadora, Iracema é uma legítima representante do povo maranhense com uma atuação extremamente significativa na luta em defesa dos direitos das mulheres.
A cidade de Barreirinhas não merece um gestor machista e, tenho certeza, dará resposta a esse ato covarde nas urnas!
Mexeu com uma, mexeu com todas! Não aos misóginos, machistas e sexistas!
Daniella
Deputada Estadual e Procuradora da Mulher – ALEMA
“A violência política de gênero é algo que para muitos é mimimi, mas isto afeta profundamente a pessoa atingida. Este momento que era para ser democrático, com a livre escolha dos nossos representantes políticos, vivenciamos por parte de machistas estas condutas, que em nada contribuem para o processo. Minha indignação, presidente Iracema Vale, exigimos no mínimo: respeito”.
Abigail Cunha
Deputada licenciada e secretária de Estado da Mulher
A campanha de Duarte segue em ritmo acelerado, consolidando-se com a realização de grandes caminhadas e carreatas que têm mobilizado a população de São Luís. Neste fim de semana, o candidato intensificou sua agenda com uma carreata na Cidade Operária, além de participar de caminhadas nos bairros do Desterro, João Paulo e Angelim.
Duarte também realizou encontros que buscam ouvir as demandas dos moradores e discutir propostas para São Luís. Os eventos ocorreram no Bequimão, Parque Pindorama, Vila Conceição, São Cristóvão, Vila Maioba e Cohama, reforçando sua proximidade com diferentes comunidades da capital.
Durante os encontros, o candidato destacou sua prioridade em cuidar da saúde da população ludovicense, enfatizando a necessidade de melhorar o acesso aos serviços de saúde.
“Os ludovicenses precisam de um prefeito que construa a ponte que realmente falta em São Luís: a ponte que leva o médico para quem sente dor, que garante o cuidado para quem precisa, que entrega o medicamento para quem está doente, que assegura a terapia para quem tem deficiência. A ponte que eu quero garantir para São Luís é essa”, afirmou Duarte.
A campanha tem se fortalecido com o engajamento dos eleitores, que têm comparecido em peso às atividades, reforçando a confiança no candidato e em suas propostas para a gestão da cidade.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um passo decisivo ao propor a expropriação de terras e a aplicação de restrições a propriedades em que sejam identificados incêndios intencionais com o objetivo de promover desmatamento ilegal. Dino determinou que o governo federal, partidos políticos, organizações da sociedade civil e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentem suas posições sobre a proposta, em um prazo de 15 dias. A iniciativa foi divulgada pelo blog do jornalista Fausto Macedo, que destacou as medidas anunciadas pelo ministro após uma audiência de conciliação sobre emergências climáticas.
Flávio Dino pretende que seja avaliada a aplicação do artigo 243 da Constituição Federal, que prevê a expropriação de propriedades rurais e urbanas onde forem detectadas atividades ilegais, como o cultivo de plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho escravo. Segundo o artigo, essas terras podem ser destinadas à reforma agrária e a programas de habitação popular, sem indenização aos proprietários. Dino acredita que essa regra pode ser estendida para casos de incêndios dolosos e desmatamento ilegal, como forma de intensificar a proteção ambiental no Brasil.
“Estamos vivenciando uma autêntica pandemia de incêndios florestais”, declarou Dino, comparando a atual situação na Amazônia e no Pantanal à emergência global de saúde pública causada pela Covid-19. Ele defendeu a criação de medidas excepcionais, incluindo a abertura de crédito extraordinário fora do arcabouço fiscal, para financiar o combate a queimadas em todo o país, com foco especial nas regiões da Amazônia e do Cerrado.
Na mesma audiência, o ministro autorizou a convocação de bombeiros de estados que não estão sendo atingidos pelos incêndios, para reforçar o contingente da Força Nacional, que tem atuado na linha de frente do combate às chamas que consomem vastas áreas do território nacional.
Fiscalização rigorosa – Flávio Dino também sugeriu a criação de um Sistema Único de Proteção Ambiental, cujo objetivo seria unificar esforços entre União, estados e municípios para combater crimes ambientais com mais eficácia. A proposta, no entanto, ainda está em fase de debate e deverá passar por novas avaliações.
O ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi designado para coordenar um grupo de trabalho que deverá elaborar propostas de mudanças na legislação ambiental, especialmente no que diz respeito às penas para os responsáveis por incêndios florestais. Essas sugestões legislativas serão levadas ao Congresso Nacional, visando o endurecimento das sanções para crimes ambientais.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública enviará, nesta segunda-feira (23), o primeiro contingente policial de São Luís para reforçar o policiamento no interior do estado durante as eleições municipais de 2024. A mobilização da tropa será às 8h30, no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, no Calhau.
O reforço policial é parte do Plano de Atuação Integrada, que envolve todas as forças de segurança do Maranhão – Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Centro Tático Aéreo, Perícia Oficial, Centro Integrado de Operações de Segurança e Inteligência – e foi elaborado em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral.
Na semana do pleito, um novo contingente policial será enviado para reforçar ainda mais as ações, prevenindo e coibindo boca de urna, compra de votos, transporte irregular de eleitores, desobediência a ordens judiciais, além de garantir a segurança das urnas e prevenir crimes eleitorais em áreas remotas, como povoados e terras indígenas.
A atuação também será voltada para o controle de manifestações, bloqueios de vias públicas e fiscalização de crimes como fake news, venda de bebidas alcoólicas em período proibido e uso indevido de celulares nas cabines de votação.