Quatro pacientes curadas da COVID-19 receberam alta na manhã desta terça-feira (26) no Hospital Municipal, na Sede do Município. Sob forte emoção e aplausos, elas se despediram das equipes da saúde que as ajudaram durante o período em que estiveram internadas.
Maria do Rosário Alves Vieira, 52 anos, moradora do Miritiua, e Maria de Fátima Araújo Furtado, 66 anos, do bairro Nova Terra, foram as primeiras a cruzarem o corredor do hospital em direção aos seus familiares.
Com cartazes, elas agradeceram todo cuidado que receberam da equipe. “Obrigado, meu Deus. Obrigado, queridos amigos do hospital. Deus e vocês me curaram”, disse Maria do Rosário.
Moradora do J. Câmara, Aldira da Silva Costa, 49 anos, também recebeu alta na manhã de hoje. Ela e Lucimar Pereira Gomes, 59 anos, do Itapari, foram muito aplaudidas pelos funcionários que se emocionaram junto com as mulheres.
As pacientes deram entrada no hospital com sintomas de Covid-19. Com quadro clínico e sintomas leves, foram internadas e receberam assistência médica e de enfermagem 24 horas, além do protocolo de medicações para a Covid-19, testes, exames laboratoriais e de imagem.
As altas foram muito comemoradas também pelo prefeito Eudes Sampaio que, ao tomar conhecimento da notícia, comentou em seu Twitter: “Grato a Deus pelas vidas e curas de quatro ribamarenses que estavam sendo tratadas no nosso hospital municipal de Ribamar. Parabéns às equipes que tem envidado todos os esforços no combate à Covid-19”.
Quem também falou de gratidão e sobre o trabalho realizado pelos profissionais da saúde foi a coordenadora da internação do Hospital e Maternidade de São José de Ribamar, Mariana Rosa.
“Em meio a tantas notícias tristes, o sentimento que prevalece é de gratidão a Deus pela vida dos pacientes. Ficamos muito felizes em vê-las recuperadas, de volta pra casa e estamos orgulhosos de termos prestado uma assistência adequada aos pacientes”, disse a enfermeira.
O PSOL apresentou nesta terça-feira (26), no Supremo Tribunal Federal (STF), uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental ADPF), com pedido de liminar, para que os atos, práticas, discursos e pronunciamentos do presidente da república, seus ministros e assessores mais próximos observem o Estado de Direito e os deveres com a saúde previstos na Constituição Federal (artigos 1º e 196º).
A ação vem fundamentada nos vários episódios em que Bolsonaro e membros de seu governo fizeram declarações ou participaram de manifestações públicas pelo fechamento do Congresso Nacional e do próprio STF. Tem como base ainda as diversas situações em que, durante a pandemia, descumpriram as recomendações das autoridades sanitárias mundiais, propagando contra o isolamento social e comparecendo a reuniões e aglomerações sem máscara de proteção. No documento o partido defende que “se a garantia do direito à saúde é dever do Estado, cumpre primariamente ao Chefe de Estado, ou seja, ao Presidente da República, providenciar a tomada das medidas necessárias para sua regulamentação, fiscalização e controle”.
Entre os fatos mencionados na ADPF estão a manifestação antidemocrática do dia 20 de abril, em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília, e a reunião ministerial do dia 22 de abril, na qual Bolsonaro declarou-se enfaticamente competente para intervir na Polícia Federal. Na mesma ocasião o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, declarou que todos os Ministros do STF deveriam ser postos na cadeia, tratando-os como “vagabundos”.
Sem clima ou condições sanitárias para a realização das festas juninas este ano, o deputado Duarte Júnior (Republicanos), pré-candidato a prefeito de São Luís, resolveu inovar e propor algo inédito na cultura popular do Maranhão: está propondo a realização do São João, festa tradicional que mobilizar todo o estado, durante quatro meses após a pandemia do novo coronavírus, bancado pela iniciativa privada.
Sem ter a menor noção de quando a população estará livre de contrair a doença infectocontagiosa, Duarte propõe algo surreal, parece apenas querer se promover usando a pandemia. Pelo menos deveria se informar sobre uma experiência feita na administração do ex-prefeito João Castelo quando estenderam a programação da festa na Praça Maria Aragão durante o mês de julho, mas o público ignorou.
Ao defender sua proposta em rede social e através de release encaminhado a sites e blogs, Duarte faz comparação com as festas natalinas realizadas em Gramado, na Serra Gaúcha, mas será que se a pandemia se estender até o final do ano, as autoridades de Gramado vão manter a programação ou adiar para depois do fim do ano? Provavelmente não, ainda que represente prejuízo aos cofres do município.
Pelo menos o deputado diz está consciente que uma medida como essa só poder ser implementada com um amplo diálogo com artistas e movimentos culturais. “Por se tratar de uma festa religiosa, também estamos preocupados em garantir o pleno respeito às nossas raízes, para não gerar nenhum prejuízo antropológico”, observou.
Em se tratando de Duarte Júnior, reconhecer que uma proposta desta natureza emanaria grandes discussões já é alguma coisa, o problema que nem as autoridades sanitárias do país conseguem identificar quando estaremos livres da covid-19, que inclusive ameaça a até realização das eleições previamente marcadas para o dia quatro de outubro.
Desta vez o parlamentar exagerou.
No Maranhão, pacientes com sintomas leves da doença podem receber informações clínicas gratuitas, sem sair de casa, por meio do Disque Covid, serviço de call center que oferece assistência quanto à medicação adequada ou qual unidade procurar caso o quadro sintomático se agrave.
Ativo desde o dia 4 de maio, o serviço do Disque Covid já fez cerca de 2 mil atendimentos por telefone. Com dez pontos de contato, o atendimento no call center é feito por alunos de Medicina e Enfermagem, sob a supervisão de uma equipe composta por dois médicos e duas enfermeiras.
“O Disque Covid atende pacientes que estão em isolamento domiciliar, confirmados com o novo coronavírus. Essas pessoas se sentem mais tranquilizadas em receber orientações quanto à clínica e sobre qual unidade de saúde procurar caso haja evolução dos sintomas”, avalia a coordenadora da Central Integrada de Regulação Ambulatorial do Maranhão, Mércia Gonçalves.
Para ter acesso ao Disque Covid, basta ligar para o telefone (98) 3190-9091. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h.
Monitora Covid-19 – Outra plataforma que vem ajudando maranhenses a tirar dúvidas sobre o novo coronavírus é o aplicativo Monitora Covid-19, ferramenta digital desenvolvida pela Consórcio Nordeste, que já forneceu orientações online para mais de 2 mil pessoas.
Formandos em Medicina e Enfermagem, acompanhados de supervisores, são responsáveis, aqui no Maranhão, pelo monitoramento do aplicativo, que está disponível download em smartphones com sistema operacional Android e IOS.
Para dar maior celeridade, o tempo de resposta aos usuários do app não pode ultrapassar quatro horas para pacientes vermelhos, oito horas para pacientes laranjas, 12 horas para amarelos e 24 horas para verde. Essa classificação por cores é feita de acordo com as informações repassadas pelos usuários.
Ao participar uma liive realizada pela revista Isto É, nesta terça feira (26), o governador Flávio Dino (PCdoB) deu sua opinião sobre a deflagração da ação da Policia Federal contra o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel e considerou muita coincidência ter ocorrido justamente após a delação do ex-ministro Sérgio Moro de que havia interesse em interferir na PF daquele estado governador por um adversário do presidente Jair Bolsonaro.
“Eu não sei exatamente o que tem as provas existentes. Mas o fato ficou estranho, eu diria uma estanha coincidência que tenha ocorrido a deleção do Sérgio Moro dizendo que havia interesse na Polícia Federal no Rio de Janeiro. O próprio Bolsonaro confirma isso, ocorre as substituições, uma deputada palaciana com transito nos bastidores do poder anuncia que haverá operações e elas iniciam exatamente no Rio de Janeiro”, observa Flávio Dino.
“Repito, não sei de há provas, se não há, isso cabe ao governador Witzel e sua equipe esclarecerem, e acho que tudo deve ser investigado, havendo ilícito, havendo seriedade do ilícito, tudo deve ser investigado, claro que deve, porém nos termos da lei, sem que haja essa instrumentalização para a luta política como se fosse ameaçar adversário, isso é inadmissível, essa fronteira deve ser estabelecida”.
Flávio Dino disse ainda: “Investigação técnica, independente, nos termos da lei, sou totalmente a favor, mas milicianização, perseguição isso realmente deve ser objeto de rejeição por parte de todos aqueles que acreditam na democracia, independentemente de posição ideológica”.
O vídeo foi postado em sua página no Twitter com a seguinte mensagem: “Sou a favor de todas as investigações sérias e nos termos da lei. Mas é preciso repelir tentativas de “milicianização” do aparato estatal”.
Sou a favor de todas as investigações sérias e nos termos da lei. Mas é preciso repelir tentativas de “milicianização” do aparato estatal. No vídeo, explico >> pic.twitter.com/8gdJwRqhqM
— Flávio Dino ???????? (@FlavioDino) May 26, 2020
O pré-candidato a prefeito de São Luís, comunicador Jeisal Marx voltou a recorrer a sua rede social para se manifestar sobre a medida governamental que flexibilizou a reabertura do comércio para pequenas empresas familiares em São Luís e acabou por causar aglomerações, principalmente na Rua Grande, principal centro comercial da cidade.
Levantamentos feitos pela autoridades sanitárias do país revelam que São Luís é segunda cidade que mais desobedece o distanciamento social, porém, na avaliação do pré-candidato, a culpa não é do governador que flexibilizou a quarentena. Segundo Jeisael, o problema não está nas medidas, mas na falta de conscientização do cidadão.
“Quando os dados de um estudo apontam que somos o 2º estado que mais desobedece o distanciamento social, o problema não está nas medidas adotadas. Que espécie de cidadãos somos? Não adianta reclamar de governante se você não sua parte”, observa Jeisael.


“O Brasil conheceu ontem e teve confirmação hoje de uma nova ‘função’: a de porta voz informal de operação da PF”. Foi assim que o vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), reagiu à notícia de que a Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (26), mandados de busca e apreensão no Palácio das Laranjeiras, a residência oficial do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).
“Com direito a antecipar em um dia o anúncio da operação. A porta voz é a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), da intimidade do presidente Jair Bolsonaro. Deputada e Polícia Federal devem explicações sobre tamanha capacidade de ‘adivinhação’”, cobrou Jerry.
Ontem, depois de Zambelli afirmar que a Polícia Federal iria deflagrar operações para investigar supostas irregularidades cometidas por governadores durante a pandemia, Jerry já havia apontado o vazamento de informações privilegiadas por parte de aliados do presidente.
“Notem a gravidade: deputada Carla Zambelli anuncia operações da Polícia Federal contra governadores. Dá até o nome da operação! Um absurdo o governo de Jair Bolsonaro insistir na tentativa de transformar uma instituição do estado brasileiro em polícia política para perseguir adversários”, reagiu Jerry, após a divulgação da entrevista.
Ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, Zambelli afirmou: “A gente já teve algumas operações da Polícia Federal que estavam ali, na agulha, para sair, mas não saíam. E a gente deve ter, nos próximos meses, o que a gente vai chamar, talvez, de ‘Covidão’ ou de… não sei qual vai ser o nome que eles vão dar… mas já tem alguns governadores sendo investigados pela Polícia Federal”.
Alvo na PF – Atualmente, a PF foi colocada no centro do debate nacional, depois do ex-ministro Sérgio Moro acusar o presidente de tentar interferir na instituição para proteger aliados e os filhos, atualmente investigados pelos crimes de ‘rachadinha’ e de gerenciar uma rede de distribuição de fake news.
Moro renunciou ao cargo de chefe da Justiça após Bolsonaro tentar nomear o atual presidente da diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, amigo da família, para o posto de diretor-geral da PF. Após ser impedido de assumir o cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Rolando Alexandre de Souza assumiu a função e já no início de maio decidiu trocar a chefia da superintendência do Rio.