O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) criticou Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, por pedir para empresários financiarem Olavo de Carvalho, após o guru do bolsonarismo ameaçar derrubar o governo federal por não se sentir protegido dos processos que sofre na Justiça.
“A bolsa sossega-Olavo é mais um capítulo vergonhoso desse acidente histórico chamado Bolsonaro. E uma confissão explícita de medo do malucão”, comentou o deputado.
Olavo de Carvalho fez uma série de postagens na madrugada de domingo (7), desaprovando o Jair Bolsonaro (sem partido), de quem é aliado. Em vídeo, afirmou que o presidente não é seu amigo, não o defende em processos judiciais nem de críticas na internet. “E o pessoal não consegue derrubar o seu governo? Eu derrubo. Continue inativo, continue covarde, eu derrubo esta merda deste teu governo aconselhado por generais covardes ou vendidos”, ameaçou.
Em resposta, Luciano Hang divulgou o vídeo para tentar contornar a situação. “Temos que ajudá-lo financeiramente. [Olavo] Está chateado, precisa de mais ajuda para continuar lutando pelo Brasil”, disse o empresário, que é um dos investigados pela Polícia Federal no âmbito do inquérito das Fake News.
O governador Flávio Dino (PCdoB) disse na coletiva desta manhã de segunda-feira (8) que o Maranhão ainda não dispõe de condições sanitárias que permitam o retorno presencial das aulas na rede ensino.
Após fazer um amplo balanço das atividades do estado no combate a pandemia do coronavírus, incluindo a ampliação da capacidade de entendimento da rede hospitalar, o governador informou que a nova previsão para a volta as aulas é primeiro de julho.
Na entrevista anterior, a previsão anunciada por Flávio Dino era 15 de junho, mas que as condições sanitárias ainda não permitem o retorno com segurança. Ele adiantou, no entanto, que as avaliações continuarão durante este mês.
O governador voltou a pedir a colaboração da população no cumprimento das normas que estão sendo postas em práticas para evitar o contágio pelo coronavírus.
Dino adiantou que a tomadas de novas medidas vai depender de futuras avaliações e que não descartada sequer a edição de novo lockdown, caso os indicadores voltem a indicar a necessidade de medidas mais duras.
Obrigados a fazerem convenções virtuais por conta da pandemia do novo coronavírus, os partidos políticos terão que abrir mão, este ano, das festas para formalização dos seus representantes às eleições proporcionais e majoritária. A determinação da Justiça Eleitoral, no entanto, na avaliação do presidente do PSL, vereador Francisco Carvalho, dificulta, mas as organizações partidárias terão condições de cumprir.
“Reconheço que não será fácil cumprir essa determinação que os partidos serão obrigados por conta da pandemia do novo coronavírus, mas temos condições de fazer sim. Nós do PSL, por exemplo, já estamos com os 47 candidatos a vereador definidos, o único inconveniente é que não teremos a oportunidade de fazer a festa, como tradicionalmente acontece nessas ocasiões”, disse Chico Carvalho.
O dirigente do PSL adiantou que o partido está tomando todas as providências para cumprir determinação da Justiça Eleitoral que determina a realização das convenções partidárias para oficialização das candidaturas no período compreendido entre 20 de julho e 5 de agosto. “Nós não temos outra saída, o convid-19 nos impõe esta limitação”, enfatiza Carvalho.
O parlamentar municipal adverte, no entanto, que a preocupação dos dirigentes do PSL diz respeito a insegurança sobre quando será realizado o pleito, marcado originalmente para o primeiro turno acontecer dia 4 de outubro, mas com possibilidade de ser adiado por um ou dois meses, conforme estudo que está sendo realizado pelo TSE em conjunto com o Congresso Nacional.
“Se as condições sanitárias não permitiram as eleições serem realizadas em quatro de outubro, o ideal será adiar para 6 de dezembro o primeiro turno e 20 dezembro o segundo turno, sou radicalmente contra prorrogação de mandatos, até porque seriamos abrigados a conviver mais dois anos com prefeitos mal avaliados”, observou Chico Carvalho.
A Federação dos Municípios do Maranhão, em nota divulgada nesta manhã de segunda-feira-feria (8) repudia a atitude do enfermeiro que comemorou soltando rojões a morte do prefeito de Santa Quitéria, Alberto Rocha, primeiro chefe de Executivo municipal vítima fatal da covid-19.
Além dos fogos, o profissional da enfermagem ainda aparece em um vídeo publicados por vários blogs e portais de notícia no final de semana chamando o prefeito de “vagabundo”, “ladrão”, entre outros insultos. O ato insano merecei também nota de repúdio do Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren-MA).
Nota da Famem:
A Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) repudia com veemência a conduta do enfermeiro Higor Cunha em relação à memória do prefeito Alberto Rocha, gestor do município de Santa Quitéria, que faleceu no sábado (06) em decorrência de complicações causadas pela Covid-19.
Antes de tudo, é importante lembrar que médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e os demais profissionais da área de saúde são verdadeiros heróis na missão de salvar vidas diante da maior crise de sanitária do século, com quase 37 mil vítimas em nosso país.
No Maranhão, mais de 20 prefeitos foram infectados pela doença. Todos atuavam e atuam na linha de frente para combater a proliferação do novo coronavírus. O prefeito de Santa Quitéria infelizmente foi vencido pela doença, assim como outros 1207 maranhenses.
É reprovável a conduta do senhor Higor Cunha, ainda mais por se tratar de um profissional que deveria dedicar-se à saúde e ao bem estar do próximo, respeitando o ser humano com dignidade, “até depois da morte”, conforme o juramento da Enfermagem.
Em consideração ao luto da família do prefeito Alberto Rocha, do povo de Santa Quitéria e de todas as famílias maranhenses, serão tomadas as devidas providências para que episódios como este não ocorram mais em nosso estado.
São Luís, 08 de junho de 2020
Federação dos Municípios do Estado do Maranhão.
Valor – O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), criticou neste sábado o presidente Jair Bolsonaro por, segundo ele, desrespeitar a Constituição semanalmente. Ele disse preferir que o chefe do Poder Executivo permaneça à frente da presidência até 2022, mas destacou que Bolsonaro precisa dar condições para ficar.
“Ele [Bolsonaro] está com espírito de serial killer e mata um artigo da Constituição por semana. É impossível, não adianta. Resolveu percorrer o artigo 85 da Constituição, que tipifica o crime de responsabilidade, e todo dia namora o Código Penal para proteger os meninos”, desabafou Dino, em live organizada pelo movimento Direitos Já, Fórum pela Democracia.
Também participaram da videoconferência o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-presidente do Supremo Tribuna Federal (STF) Nelson Jobim, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o governador do Ceará, Camilo Santana.
O governador maranhense afirmou ainda que Bolsonaro governa “com milicianização” e disse que o Brasil vive um momento de “presidencialismo sem presidente”. Ainda assim, Dino afirmou que, “como democrata, acho que é melhor para o Brasil que ele fique”. “Mas é preciso que ele dê condições para ficar. Como a gente fica sem presidente até 2022? Um presidente que governa dando entrevista coletiva. Vamos chamar generosamente aquilo que ele faz no Palácio da Alvorada de entrevista coletiva. E fazendo desfile equestre ou de jetsky no Paranoá. Não dá”.