Foi preciso pressão de vereadores, da imprensa e da população para que o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, tomasse uma medida quanto a oferta de novos leitos para tratamento de pessoas com Covid-19. O anúncio feito pelo gestor municipal nesta quarta-feira (10) promete a abertura de 30 leitos de UTI e 90 leitos clínicos exclusivos para pacientes com Covid-19.
Desde o retorno das sessões que o prefeito vem sendo cobrado pelos parlamentares para que tome medidas enérgicas para o enfrentamento ao Covid, chegando a ser requerida a presença do secretário municipal de Saúde para esclarecer a aparente inércia da gestão municipal frente ao aumento de casos do novo coronavírus.
Na última terça-feira (9), nove dos 11 vereadores do bloco Unidos por São Luís visitaram unidades de saúde municipais e, ao verificar as dificuldades enfrentadas pelos pacientes, as pressões intensificaram.
Chegaram a fazer um contraponto com a gestão do governador Flávio Dino, que com o arcabouço de ações e políticas na área da saúde, levou o Maranhão a ser o estado destaque nacional no enfrentamento da pandemia.
Na manhã de quarta-feira, pouco antes do anúncio de Braide, mais um parlamentar usou a tribuna da Câmara para cobrar ações enérgicas da Prefeitura. O vereador Jhonatan, do coletivo Nós alertou na necessidade emergencial de um plano de contingência e medidas firmes por parte da Prefeitura.
“Venho mais uma vez cobrar da nossa gestão municipal, o prefeito Eduardo Braide, nós precisamos de leitos de UTI da cidade de São Luís voltado para a população ludovicense. Em São Luís, na capital do estado, às vésperas de poder se decretar um lockdown, com mais de 80% dos leitos (estaduais) de UTI ocupados, cadê os leitos de UTI para a nossa população? A nossa população está morrendo todos os dias vítima dessa pandemia e nós precisamos de respostas célere, emergenciais para a nossa população que precisa do SUS”, o parlamentar que representa o coletivo ainda questionou: “Nós destinamos 50% das nossas emendas para a saúde e a prefeitura tem que implementar. O que nós estamos fazendo com esse orçamento de mais de R$1 mi de todo ano para a saúde?”
O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Rafael Leitoa (PDT), usou a tribuna quarta-feira (10) para condenar a “plantação” das chamadas “fake news” contra o sistema carcerário do Estado. O parlamentar lamentou a circulação de notícias falsas que visam desacreditar o trabalho do Governo do Maranhão na área da segurança pública.
Leitoa ressaltou o trabalho do governo estadual em prol das políticas de ressocialização de presos e deu como exemplo o município de Timon, onde foi instalada a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), sendo apenas uma das diversas atividades de proteção ao encarcerado no Maranhão.
“Nos últimos dias, como forma de desconstruir essas políticas e com o auxílio das ‘fake news’, políticos locais e nacionais, alinhados ao Palácio do Planalto, inverteram o significado da ampliação de espaços no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. No Brasil, não há pena de morte e tampouco prisão perpétua. Após julgados e condenados, os homens que ali estão merecem, por lei e por humanidade, um tratamento que busque o retorno à vida social”, disse o deputado.
E prosseguiu: “Os recursos para esta ampliação são de 2017, que foram aprovados, lançados em 2018 e licitados ainda em 2020. Agora, assinaram o contrato de execução. Além dos galpões multiuso, que servem para aprendizado, para formação profissional, no valor de dois milhões trezentos e oitenta, e os galpões médio no valor de 1 milhão e 300 mil reais. É um conjunto de obras que vai melhorar a infraestrutura dos presídios maranhenses”, ressaltou o deputado Rafael.
Para finalizar, o deputado lembrou que os índices de assassinatos dentro dos presídios maranhenses, antes do governo Flávio Dino, eram destaques em rede nacional. “As cabeças rolavam por cima do muro e hoje, com projetos como o Rua Digna, cujos blocos de cimento são produzidos pelos internos do Sistema Prisional do Maranhão, a construção de móveis escolares e a produção de fardamento escolar pelos apenados, a situação é completamente diferente. A Lei Penal credencia tudo isso que a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária tem feito, ou seja, um brilhante trabalho, buscando sempre a ressocialização”.
O Secretário de Articulação Política do Maranhão, Rubens Jr. denunciou em suas redes sociais que o Governo Federal já fechou em torno 17 mil leitos de UTI para tratamento de Covid-19 em todo o país, desde o auge da pandemia, no ano passado.
Na batalha travada para ampliar a rede de tratamento no Maranhão, o governador Flávio Dino entrou em ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir que o presidente Jair Bolsonaro destine recursos para habilitação imediata de novos leitos de Alta Complexidade.
“O Governador Flávio Dino solicitou ao STF a liberação de recursos do Governo Federal para abertura imediata de mais leitos de UTI, uma vez que o Ministério da Saúde fechou 17 mil unidades intensivas de tratamento em todo o país desde o auge da pandemia. Hoje o Governo do Maranhão financia sozinho 390 leitos no Estado”, explicou.
Para Rubens Jr. o Maranhão só não entrou em colapso porque a Secretaria de Estado da Saúde está ampliando permanentemente a rede.
“No esforço do Governo do Maranhão, temos hoje mais de 800 leitos para tratamento de Covid-19. Nessa ampliação, os quase 300 leitos do Hospital Carlos Macieira foram destinados exclusivamente para tratamento da doença, além dos 100 já anunciados pelo governador Flávio Dino e mais Hospital de Campanha em Bacabal”, concluiu.
O Secretário de Saúde do Maranhão e Presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Carlos Lula, quer que o Governo Federal destine pelo menos o mesmo orçamento de 2020, para enfrentamento da doença.
“O Governo Federal alega que os recursos para Covid-19 estavam atrelados ao ano fiscal. Não podemos interromper o tratamento porque o Ano Fiscal acabou”, observou Lula.
O governador Flávio Dino (PCdoB), ao comentar a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira (9), de permitir à defesa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva acesso a mensagens trocadas entre o ex-juiz Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato, disse que Lula foi julgado num processo em que não havia juiz.
“O Supremo Tribunal Federal, ao dar acesso ao ex-presidente Lula a provas essenciais, prestigia o artigo 5º, inciso LV, da Constituição que garante o contraditório e a AMPLA DEFESA. Lula foi condenado em um processo em que não havia juiz, essa é a terrível realidade”, disse Dino em sua página no Twitter.
As mensagens são parte da Operação Spoofing, desencadeada pela Polícia Federal em 2019, que prendeu suspeitos de invadir celulares do ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro e de integrantes da força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba.
– É extremamente grave e impactante o que veio à tona e que deve causar perplexidade em todos aqueles com mínimo conhecimento do que seja o devido processo legal. Não estou entrando no mérito, apenas concedi à defesa que tivesse acesso a elementos de convicção que estavam em poder do Estado e que se encontravam no bojo de uma ação penal na qual os tais hackers foram condenados, com base inclusive numa primeira perícia no material arrecadado — disse Ricardo Lewandowski, relator do processo, em seu voto.
O julgamento desta terça-feira pode servir como prévia para um outro julgamento, ainda sem data marcada: o recurso em que os advogados de Lula alegam que Moro foi parcial na condução da investigação contra o ex-presidente.

O presidente Jair Bolsonaro (sema partido) retorna ao Maranhão nesta quinta-feira (11) para participar da cerimônia de entrega de títulos de propriedade no município de Alcântara, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).
Da última vez que esteve aqui, em outubro do passado, causou muita polêmica e desrespeitou os maranhenses ao fazer piada sem graça com uma das marcas mais tradicionais da indústria maranhenses: o guaraná Jesus.
Antes já havia gerado polêmica ao atribuir o cancelamento de uma viagem ao município de Balsas, terra do senador Roberto Rocha (PSDB), um dos maiores bajuladores do seu governo, a uma suposta recusa do governador Flávio Dino (PCdoB) em lhe conceder segurança.
Por conta deste episódio, Dino o chamou de mentiroso e ingressou contra ele com um processo no Supremo Tribunal Federal. Os órgãos de segurança do estado também desmentiram as declarações do presidente sobre a suposta recursa do governador em lhe garantir segurança.
O governador de São Paulo, João Dória, que tenta assumir a direção nacional do PSDB e viabilizar sua candidatura a presidência da República em 2022, foi duro com aqueles integrantes do partido que se comportam como vassalos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). E solicitou que tenham coragem e dignidade de pedir para sair.
O alvo seria o deputado federal Aécio Neves, mas a carapuça serve cai como uma luva no senador Roberto Rocha, atual presidente do PSDB no Maranhão, bajulador contumaz do presidente, que pode ser convidado a sair ou ser expulso do partido, caso o governador de São Paulo assuma o controle da legenda.
“Os que quiserem fazer vassalagem ao Bolsonaro que tenham coragem e dignidade de pedir pra sair do PSDB”, enfatizou Dória durante um jantar com a cúpula dos tucanos na última segunda-feira quando colocou à mesa sua intenção de comandar o partido ainda que seu nome não seja unanimidade no ninho.
Com perfil de traidor, Roberto Rocha é visto no partido com desconfiança e sua saída do PSDB é vista nos bastidores da política local e nacional como apenas uma questão de tempo. Sob seu comando, a siglas, que já foi uma das mais fortes do estado, praticamente desapareceu.