Carlos Brandão está volta ao comando do PSDB no Maranhão, partido pelo qual se elegeu vice-governador do estado em 2014 e deixou a presidência após o senador Roberto Rocha tramar sua queda junto a direção nacional da legenda.
“Estou de volta à presidência do PSDB no MA, mas sem me esquecer de quem me deu apoio nessa jornada: a todos os republicanos e republicanas que tão bem me acolheram, nas pessoas dos presidentes Marcos Pereira e Cleber Verde”, disse Brandão em sua página no Twitter.
Segundo Carlos Brandão, o PSDB é um partido com muita história e que aceitou o convite “para novos alicerces e contribuir para o seu fortalecimento, assim como já fiz. E completou: “O partido volta a fazer parte do grupo de importantes aliados do governo. Vamos em frente!”.
Brandão, que vai assumir o governo do estado em abril de 2022 quando o governador Flávio Dino se desincompatibilizar para disputar provavelmente o Senado, se filiou nesta quinta-feira na presença do presidente da Sigla, Bruno Araújo, e do líder do partido na Câmara Federal, Rodrigo de Castro.
Com o retorno de Brandão ao ninho dos tucanos, o senador Roberto Rocha, que já disse que sente incomodado no partido, prepara sua saída.
Brandão vinha sendo aconselhado a mudar de sigla partidária por conta do PRB contar em seus quadros com os filhos do presidente Jair Bolsonaro e deverá levar com ele a bancada do Republicanos na Assembleia Legislativa.
O secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano, deputado federal licenciado Márcio Jerry (PCdoB), responsabiliza diretamente o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pelo caos sanitário em se encontra o pais por conta da pandemia do novo coronavírus.
“Até as pedras sabem que se o governo federal tivesse adotado desde o início as medidas necessárias e possíveis no combate à covid-19 teríamos hoje uma situação muito diferente desse caos trágico em que todos estamos. A estupidez de @jairbolsonaro conduziu a essa tragédia”, postou Jerry em sua redes sociais.
Para o secretário, é necessário que “usemos máscaras, mantenhamos distanciamento e higiene rigorosa das mãos. E lutemos por vacina para todos e todas. Já!
Márcio Jerry também criticou a falta de compostura do deputado federal Eduardo Bolsonaro, Zero Um, que em live mandou a população “enviar no rabo máscara contra Covid-19”. Para o secretário, os Bolsonaros são “uns bocais em desespero”.
Em entrevista à TV Mirante, nesta manhã de quinta-feira (11), o governador Flávio Dino (PCdoB) negou que já tenha se decidido por um dos nomes do grupo que tentam viabilizar candidatura ao governo do estado em 2022. Segundo Dino as conversações para a escolha do candidato deverão iniciar a partir de julho, com a definição da chapa majoritária prevista para acontecer entre novembro e dezembro deste ano.
“Eu espero que haja unidade no grupo. Eu tenho o compromisso do vice-governador Carlos Brandão, quanto do senador Weverton, que se comprometeram comigo de acolher o que for o pensamento majoritário do nosso grupo. Em isto acontecendo, teremos um bom desfecho provavelmente no mês de novembro, para que aí em 2022 a gente cuide das pré-campanhas e campanhas eleitorais”, afirmou Dino.
Ao negar preferência por nomes, o governador põe fim a especulações de que já teria se definido. Ele explicou de que forma pretende dar encaminhamento a questão de buscar a unidade e evitar fissuras no grupo, porém adiantou que se dedicará a esse assunto somente quando a pandemia estiver sob controle, provavelmente em julho.
“O meu desejo, disse a vários dirigentes partidários que integram o nosso governo, é que passada a pandemia, provavelmente meados deste ano, lá pro mês de julho, a gente comece esse diálogo com os partidos e a minha disposição é, até dezembro deste ano, termos a chapa a anunciada, seja no que se refere a governador, a vice e também ao senado. As definições serão este ano comigo ainda no exercício do cargo para que haja o principal, a unidade pra apresentar o programa que continue as mudanças”, observou.
O governador exaltou as qualidade do vice-governador Carlos Brandão (PRB) e do senador Weverton Rocha (PDT), mas enfatizou que existem também outros nomes que podem representar o grupo. Dino, no entanto, não revelou quem seriam esses nomes.
Sobre os dois principais postulantes a sucedê-lo no Palácio dos Leões, Flávio Dino fez o seguinte comentário: “Os dois são bom aliados do nosso campo político, têm méritos, serviços prestados ao nosso estado, e creio que está é uma prova de vitalidade do nosso campo político de ter esses dois e outros nomes, outras possibilidades, há outras pessoas que postulam, as vezes com menos ênfase, mas que também se colocam”.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou hoje (10) pela primeira vez após ter condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal. Em sua fala, Lula enalteceu a luta e empenho dos governadores do Nordeste na luta contra a Covid-19, citando nomes como Flávio Dino (MA), Rui Costa (BA), Wellington Dias (PI), Camilo Santana (CE) e Fátima Bezerra (RN).
“É uma luta titânica contra um governo incompetente, contra um ministro da saúde incompetente e contra pessoas que não respeitam a vida. Aos governadores a minha solidariedade”, disse o ex-presidente.
Por meio de suas redes sociais, o governador Flávio Dino destacou que a fala de Lula retrata os sonhos do futuro, legitimados pelas vitórias do passado. “O ex-presidente Lula delineou os principais eixos de um novo projeto nacional: combate à desigualdade; política externa independente; investimentos. Agradeço pelas referências à nossa luta no Maranhão”, pontuou Dino.
Ao ser questionado sobre frente ampla, o ex-presidente Lula destacou que a verdadeira frente ampla é a capacidade de conversar com outras forças políticas que não estão necessariamente na esquerda. “É possível? É! Flávio Dino foi eleito governador do Maranhão em uma aliança ampla, não foi uma coisa de esquerda, assim como Rui Costa na Bahia, o Camilo Santana, no Ceará. Agora temos que tentar uma frente ampla para resolver o problema da vacina, do emprego, do auxílio emergencial, da saúde, esse é o grande dilema”, disse Lula.
Sobre uma possível candidatura à presidência da República, o ex-presidente disse que ainda há muita coisa para fazer antes de pensar nesse tema. “A única coisa que eu penso é que o companheiro Flávio Dino, companheiro do PCdoB, companheiro Boulos, a Une andem por esse país. Discutir candidatura acho que pode ser bem pra frente”, afirmou o ex-presidente.
O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro apresentou duas ações penais: uma contra o ex-senador Romero Jucá e mais três pessoas; e uma segunda denúncia contra o ex-senador Edison Lobão, que foi ministro de Minas e Energia nos governos Lula e Dilma, e mais quatro pessoas.
De acordo com o MPF, esses grupos receberam valores indevidos no contexto de retomada das obras civis da Usina Nuclear de Angra 3, na Costa Verde do Estado do Rio.
As intervenções estavam paralisadas há mais de vinte anos. Em propinas, os procuradores afirmam que o “grupo de Jucá” teria recebido ao menos R$ 1.332.750,00, e o de Edison Lobão chegou a receber R$ 9.296.390,00. O G1 tenta entrar em contato com as defesas dos ex-senadores.
As denúncias são resultados do desdobramento das Operações Radioatividade, Pripyat, Irmandade, Descontaminação, e das investigações dos crimes praticados no âmbito das obras de construção da usina nuclear.
Depois que foi revelado um esquema de corrupção envolvendo os diretores da Eletronuclear, o MPF afirma que a força tarefa da Lava Jato identificou outra parte da organização criminosa responsável por atos de corrupção, fraude a licitações e lavagem de dinheiro, na construção da usina.
Contrato de engenharia “criminoso” – Ainda segundo o MPF, as investigações comprovaram existir um “esquema criminoso” envolvendo a execução do contrato de engenharia eletromecânico 01, em Angra 3. Isso teria permitido deflagrar a fase ostensiva da Operação Descontaminação, em março de 2019. A operação expôs como o esquema criminoso funcionava.
A investigação contou com depoimentos de executivos da Andrade Gutierrez, que delataram o pagamento de valores indevidos aos políticos do PMDB para que houvesse a retomada das obras em Angra 3.
O MPF abriu um inquérito, que foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas como os ex-senadores perderam a prerrogativa de foro especial, o caso foi remetido à primeira instância, no Rio de Janeiro. (O Globo)
Nesta quarta-feira (10), 21 governadores apresentaram um documento propondo um Pacto Nacional pela vida e saúde. Temas como: expansão da vacinação, Plano Nacional de Imunização, apoio a medidas preventivas, apoio aos estados para manutenção e ampliação de leitos são alguns dos principais compromissos destacados no documento.
“Consideramos que o pacto deve ser dirigido por um comitê gestor, com a participação dos três Poderes e de todos os níveis da Federação, além da assessoria de uma comissão de especialistas”, diz o pacto.
A ideia de propor o documento surgiu após reunião realizada no dia 12 de fevereiro, quando os governadores debateram com os presidentes do Senado e da Câmara a proposta de uma ampla pactuação dos três Poderes e das três esferas da Federação, visando reforçar a luta contra a pandemia do coronavírus.
Assinaram o documento os governadores do Maranhão (Flávio Dino), Acre (Gladson Cameli), Alagoas (Renan Filho), Amapá (Waldez Goés), Bahia (Rui Costa), Ceará(Camilo Santana), Distrito Federal (Ibaneis Rocha), Espírito Santo (Renato Casagrande), Goiás( Ronaldo Caiado), Mato Grosso (Mauro Mendes), Mato Grosso do Sul (Renato Azambuja), Minas Gerais (Romeu Zema), Pará (Helder Barbalho), Paraíba( João Azevedo), Pernambuco (Paulo Câmara), Piauí (Wellington Dias), Rio Grande do Norte ( Fátima Bezerra), Rio Grande do Sul (Eduardo Leite), São Paulo (João Dória), Sergipe (Belivaldo Chagas) e Tocantins (Mauro Carlesse).
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O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Augusto Lobato, considera que ainda é muito cedo para tratar sobre as eleições de 2022 e que a questão mais importante no momento é tratar da inocência do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que acaba de ter seus direitos políticos restabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal após a anulação de todas as sentenças proferidas pelo juiz Sérgio Moro que o tornaram inelegível e impediram ele de disputar as eleições de 2018.
“Nós temos que ter cautela, esperar as decisões da justiça, pois tem muita coisa ainda para acontecer Eu acho que a gente não tem que tratar logo da questão da eleição de 2022, temos que tratar da inocência do Lula, que o Fachin fez o reconhecimento, organizar as massas, o movimento social, organizar a sociedade e deixar claro que o PT não é um partido de bandido. Acho que temos que ver tudo isso com cautela e construir um projeto para 2022 com muita tranquilidade discutindo com os partidos do campo popular democrático”, observa Lobato.
Para dirigente petista, é preciso unificar o campo popular democrático. Em seu entendimento, o ex-presidente é um dos nomes que esse agrupamento político tem para apresentar não o único. “Lula é um dos nomes, ele não é o nome, mas é um dos nomes que poderá ser colocado pelo PT. Estamos na expectativa de que as provas do Lula, que seus advogados apresentaram sejam reconhecida e que imediatamente todas as decisões seja anuladas e que Lula tenha o direito de disputar a próxima eleição”.
Augusto Lobato observa, no entanto, que não basta anular as sentenças e tornar Lula elegível, segundo o petista deve haver reparação dos danos causados ao partido, criminalizado numa campanha sórdida em uma articulação para retirá-lo do poder. “O PT sempre acreditou na justiça porque sabia da inocência do presidente Lula e fizemos a campanha Lula Livre, tínhamos a consciência muita tranquila, acho que o PT amadureceu e a sociedade faz uma reflexão neste momento de pandemia que muitos brasileiros estão morrendo por conta de um presidente insano. Hoje a sociedade enxerga que Lula foi um grande presidente que o Brasil já teve”.
Sobre eleições para o governo do estado, caso Lula venha ser candidato a presidente, Augusto Lobato, enfatizou que é muito prematuro tratar desse assunto internamente no partido.