Durante sessão extraordinária remota, convocada pelo presidente da Câmara Municipal, Osmar Filho (PDT), os vereadores de São Luís fecharam um acordo, nesta segunda-feira (15), para destinar parte de suas emendas individuais para a aquisição de vacinas contra a Covid-19.
A videoconferência, realizada com a participação do secretário municipal de Saúde, Joel Nunes Júnior, contou com a presença dos 31 vereadores.
Eles assumiram o compromisso de remanejar parte de suas emendas ao Orçamento de 2021, para que a Câmara Municipal possa, ainda nesta semana, apresentar ao prefeito Eduardo Braide (Podemos) o valor global da emenda coletiva, aprovada no plenário da Casa para garantir a compra direta, pela Prefeitura, de vacinas contra o coronavírus.
“Esta sessão extraordinária é um marco na história desta Casa, diante do momento adverso que estamos vivendo, em face da pandemia do coronavírus. Nós decidimos em conjunto que cada vereador vai destinar emenda individual para a aquisição de vacinas pela Prefeitura de São Luís. Essa é uma grande contribuição que estamos dando, com a compreensão de que, a saúde, passa a ser a política pública mais importante para todos nós desta Casa”, afirmou o vereador Osmar Filho.
Ao longo da reunião, iniciada pouco depois das 10h e que se estendeu até as 14h25, os vereadores também discutiram com o secretário Joel Nunes Júnior sobre outras ações para o enfrentamento da pandemia da Covid-19.
Logo na abertura da sessão extraordinária, Osmar Filho destacou que, na semana passada, a Câmara, por voto unânime do plenário, aprovou o projeto de lei que autoriza a Prefeitura de São Luís a comprar vacinas diretamente dos fabricantes.
O presidente do Legislativo Municipal foi o idealizador da emenda coletiva que deverá garantir os recursos para a compra de vacinas, o que representa um avanço formidável na luta contra a proliferação da doença na capital maranhense.
Em suas falas, os vereadores que participaram da sessão extraordinária, fizeram questão de parabenizar o presidente Osmar Filho, pela iniciativa de sugerir a destinação de emendas para a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), objetivando a compra de vacinas contra a Covid-19.
Na legislatura passada e logo no início da pandemia, os vereadores destinaram duas emendas coletivas, cada uma no valor de R$ 3,1 milhões para os setores da Saúde e Assistência Social.
Durante a videoconferência, o secretário Joel Nunes, fez uma explanação sobre o Plano Municipal de Vacinação. Questionado pelos vereadores, o secretário forneceu também informações pormenorizadas sobre o funcionamento do Centro Municipal de Vacinação.
O titular da Semus frisou que, no sábado, 13, o Centro de Saúde da Liberdade tornou-se a primeira unidade básica a ofertar a vacina contra o novo coronavírus. A vacinação, na unidade, foi para idosos com idade acima de 75 anos, assistidos e contatados previamente pela equipe multiprofissional que atende a área e que compõe a Estratégia Saúde da Família (ESF), utilizada pela Semus para alcançar todos os idosos para os quais a vacina está disponível, nesta fase da campanha de imunização.
Em sua fala, Joel Nunes Júnior ressaltou a importância das equipes que trabalham com a ESF. “Este programa é um mecanismo eficiente e que faz toda a diferença na vida dos idosos e suas famílias. Dessa forma, alcançamos muitos mais idosos e conseguimos oferecer a imunização de forma facilitada, levando a vacina para mais perto de quem precisa e pode recebê-la neste momento, incluindo aqueles que não têm acesso à internet para se cadastrar na plataforma disponibilizada pela Prefeitura de São Luís”, frisou o secretário de Saúde.
Segundo ele, o trabalho das equipes da Estratégia Saúde da Família seguirá em busca de idosos que não conseguiram se cadastrar na Plataforma #VacinaSãoLuís. O serviço foi aberto no sábado para o cadastro de idosos a partir de 70 anos.
O anúncio da saída do ministro Eduardo Pazuello, do Ministério de Saúde, antes de ter um nome certo para substituí-lo, mereceu críticas do governador Flávio Dino. Em comentário em sua rede social, o chefe do Executivo maranhense disse que faltou um mínimo de competência do presidente Bolsonaro.
“Houvesse um mínimo de competência e de responsabilidade, antes de anunciar a saída do ministro da Saúde haveria a definição sobre quem entra no lugar. Estamos no maio da maior crise sanitária da história”, disse o governador.
A manifestação de Dino ocorreu após fracassar as conversações para que a médica cardiologista Ludhmila Hajjar aceitasse substituir Pazuello. A médica, que foi apontada como sucessora do general rejeitou ter recusado o convite do presidente para dirigir o Ministério.
Ludhmila despachou o presidente em reunião nesta manhã de segunda-feira-feira certamente por não concordar com as posição de Bolsonaro em relação ao enfrentamento da pandemia.
A Assembleia Legislativa do Maranhão instalou, nesta segunda-feira (15), os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar, no prazo de 120 dias, supostas irregularidades envolvendo os sucessivos reajustes de preços dos combustíveis no Estado. Nesta primeira reunião, os deputados Duarte Júnior (Republicanos) e Ana do Gás (PCdoB) foram eleitos presidente e vice-presidente da CPI, respectivamente. A relatoria ficou a cargo do deputado Roberto Costa (MDB).
Os trabalhos foram dirigidos por Duarte Júnior, autor do pedido de instalação da CPI. Também participaram os deputados Ciro Neto (PP) e Rafael Leitoa (PDT), membros titulares da comissão, além do deputado Wellington do Curso (PSDB).
Na ocasião, foram aprovados requerimentos com pedidos de informações para nortear os trabalhos da comissão. Também ficou definido que as reuniões ordinárias do colegiado acontecerão às segundas-feiras, às 9h30, na Sala das Comissões.
Duarte Júnior afirmou que a instalação da CPI atende a um clamor da população e busca coletar informações sobre os sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha.
“As pessoas precisam de respostas e a CPI tem essa finalidade, que é buscar informações e ter acesso a documentações até então não repassadas ao Procon ou à Secretaria de Fazenda. Com base nesses fundamentos, apresentaremos um relatório, que trará respostas sobre se há ou não prática de cartel, se os valores cobrados do combustível e do gás de cozinha têm um preço abusivo ou não e, assim, garantir o direito do consumidor”, explicou o presidente da CPI.
Legalidade – O deputado Roberto Costa, relator da comissão, afirmou que, atualmente, existe uma angústia em função dos vários reajustes, que interferem em toda uma cadeia produtiva e afetam diretamente a população. O parlamentar pontuou, ainda, que a Assembleia Legislativa tem um papel fundamental nesses momentos, inclusive, para trazer a legalidade desses atos para a sociedade.
“O trabalho que o Poder Legislativo fará, por meio da CPI, será o de investigar e buscar as informações. E onde houver qualquer tipo de abuso, que possamos corrigir. Vamos, também, ter o equilíbrio necessário de ouvir os consumidores, os órgãos de defesa, os empresários e saber exatamente o que tem acontecido em função desses aumentos que têm corrido praticamente a cada 15 dias, afetando bruscamente a economia”, assinalou.
Já o deputado Ciro Neto esclareceu que a CPI não tem o propósito de prejudicar os empresários maranhenses, mas, sim, procurar falhas, vícios ou atos ilícitos dentro da cadeia produtiva, que possam interferir no preço final do combustível no Estado.
“Ficarei feliz se, ao término dessa CPI, os trabalhos puderem contribuir para que haja essa redução do preço dos combustíveis ou, por detectar alguma falha dentro da formulação final do preço, contribuir com iniciativas que possam vir a reduzir esse valor”, completou.
Membros – A CPI dos Combustíveis tem ainda como membros titulares os deputados Ricardo Rios (PDT) e Zito Rolim (PDT). Já na condição de suplentes foram nomeados os deputados Adelmo Soares (PCdoB), Carlinhos Florêncio (PCdoB), Professor Marco Aurélio (PCdoB), Zé Inácio (PT), Fábio Braga (Solidariedade), Wendell Lages (PMN) e Fábio Macedo (Republicanos).
O senador Roberto Rocha continua em silêncio sobre futuro partidário. Após a perda da presidência do PSDB, legenda da qual foi excluído por conta da subserviência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Rocha ainda aguarda uma definição do mandatário da Nação para segui-lo.
Eleito pelo PSB, embora nunca tenha militando no campo da esquerda brasileira, Roberto Rocha foi praticamente expulso do partido por confrontar decisões da direção nacional; conseguiu com a direção nacional do PSDB comandar a legenda no Maranhão, o que foi extremamente maléfico para a sigla.
Sob o comando de Roberto Rocha, os tucanos elegeram apenas quatro prefeitos na eleição de 2020, enquanto em 2016, quando o ninho dos tucanos estava sob a liderança do vice-governador Carlos Brandão, o partido saiu das urnas com 29 prefeitos e um grande número de vice eleitos em alianças.
Sem a sombra do governador Flávio Dino (PCdoB), que o elegeu em 2014, Rocha vem amargando resultados eleitorais decepcionantes. Em 2018, querendo mostrar que exercia liderança no estado, lançou sua candidatura ao governo e conseguiu apenas 2% dos votos, revelando sua insignificância política.
Para 2022, o senador espera contar com Bolsonaro para tentar se reeleger, mas com o presidente aliado do coronavírus em baixa, perdendo em segundo turno, como mostrou a pesquisa da Atlas, até para Ciro Gomes, e ainda tendo Flávio Dino como adversário, o futuro de Rocha deve ser disputar um mandato de deputado federal ou vestir o pijama.
Começa nesta segunda-feira (15) os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar supostas irregularidades nos reajustes dos combustíveis no Maranhão. Também também nesta segunda-feira entra em vigor o decreto do governador Flávio Dino que proíbe a abertura de bares e restaurantes até o próximo domingo (21). E para completar, a semana inicia com uma tromba d’água provocando alagamento em vários pontos de cidade.
Instalada a partir de uma proposição do deputado Duarte Júnior (Republicanos), a CPI terá prazo de 120 dias para investigar, entre outras coisas, se existe prática de cartel entre os donos de postos de combustíveis, conforme especula-se ao longo de décadas, uma vez que os preços são praticamente iguais. Outros ponto a ser esclarecido é incidência dos impostos sobre o valor da gasolina, diesel e álcool cobrado na bomba.
Além do início dos trabalhos da CPI, a cidade começa a viver hoje uma nova rodada de medidas restritivas para o combate a pandemia do novo coronavírus. Na última sexta-feira o governador assinou determinando o fechamento de bares e restaurantes e estabelecendo limitações a igrejas e templos religiosos na Região Metropolitana. Pelo decreto, este segmento religioso deverá funcionar com, no máximo, 30% da sua capacidade.
Por conta das novas medidas para tentar conter o avanço da pandemia e visando compensar aqueles que mais serão prejudicados, o governo concederá auxílio de R$ 600 para artistas que foram contemplados pela Lei Aldir Blanc, e de R$ 1.000 para as empresas do setor de bares e restaurantes.
Para completar o início de segunda-feira, uma chuva torrencial desaba sobre a cidade provocando alagamento em vários pontos de cidade.
Repercutiu nacionalmente o retorno do PSDB à base de sustentação do governo Flávio Dino. Em postagem na rede social, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, disse que foi uma decisão correta do novo comandante do partido no Maranhão, vice governador Carlos Brandão.
Para Eduardo Leite, que consta na lista dos presidenciáveis, ao comentar a decisão de Brandão disse trata-se de decisão correta “apoiar um governador que dialoga, respeita as diferenças e trabalha pela vacina e contra injustiças”. E completou: “O Brasil precisa de caminhos que levem a união.

Uma forte articulação nos comentários nos bastidores da política local deverá resultar na real possibilidade da bancada do do Republicanos na Assembleia Legislativa mudar a filiação para o PSDB. Uma conversa com o vice-governador Carlos Brandão prevista para este final de semana (hoje ou amanhã) poderá definir a transferência de Duarte Júnior, Fábio Macedo e Ariston para o ninho dos tucanos.
Contatos neste sentido teriam iniciados desde a última quinta-feira (11) quando a direção nacional do PSDB destituiu o senador Roberto Rocha da presidência do partido e devolveu o comando da legenda para o vice-governador. Segundo apurou o blog do Jorge Vieira, neste final de semana, Brandão deverá reunir com Duarte Júnior para tratar da possibilidade da mudança partidária.
Conforme fontes do blog, ainda não existe nada decidido sobre a transferência de filiação dos três parlamentares estaduais do Republicanos para o PSDB, mas são grandes as possibilidades, tudo vai depender das conversas individuais que terão com o vice-governador. Brandão pertence ao grupo de risco e estaria evitando aglomeração.
Quem deverá fazer movimento em contrário é o deputado Wellington do Curso. Com o retorno do PSDB à base de apoio ao governo Flávio Dino, o parlamentar, único representante da legenda na Assembleia, deverá procurar abrigo em outra sigla.
Além dos três parlamentares do PRB, o deputado federal Gastão Vieira também estaria na mira do PSDB, inclusive já teria recebido convite para mudar de partido. O experiente parlamentar, que comanda o PROS no Maranhão, no entanto, ficou de estudar a possibilidade.