Ao criticar a intimação da líder indígena Sonia Guajajara para depor na Polícia Federal por críticas feitas ao governo de Jair Bolsonaro, senadora Eliziane Gama (Cidadania) considera inadmissível a utilização da PF como instrumento de intimidação política.
“Meu total apoio a @GuajajaraSonia intimada a depor na PF por conta da websérie Maracá q traz críticas ao governo e à Funai. Inadmissível usar o aparelho de estado como instrumento de intimidação e perseguição política”, enfatizou a senadora em sua rede social.
Provocada pela Funai, a Polícia Federal intimou a Guajajara, que é uma das coordenadoras executivas da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), a prestar depoimento sob a acusação de difamar o governo federal.
Antes de Sonia, o ex-candidato à presidência da república e à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL-SP), foi convocado para para prestar depoimento na Polícia Federal por uma suposta ameaça ao presidente Jair Bolsonaro.
O deputado estadual César Pires, em entrevista nesta quinta-feira (29) ao programa Contraponto, da Rádio Timbira AM, pôs fim a especulação de um suposto ingresso do senador Roberto Rocha no PSD, partido presidido no Maranhão pelo deputado federal Edilázio Júnior e para onde vai transferir sua filiação em abril de 2022 na abertura da janela partidária.
Pires revelou que, após encontro com o presidente nacional do PSD, ex-ministro Gilberto Kassab, na companhia de Edilázio, em Brasília, na quarta-feira (28), jantou com o senador Roberto Rocha e que em nenhum momento ele sinalizou ou mostrou intenção de ir para o PSD por uma questão bem simples: o PSD terá candidatura própria no primeiro turno na sucessão presidencial.
“Especulou-se muito sobre um suposto ingresso do senador Roberto Rocha, mas jantamos quarta-feira e em nenhum momento ele sinalizou ou mostrou intenção de ir para o PSD, porque? Porque o PSD, o Kassab foi bem claro, no primeiro turno, nós não vamos apoiar nem Lula, nem Bolsonaro, nós vamos ter candidatura própria e no segundo turno estudar o que é viável”, disse César Pires.
O deputado observou ainda que “Roberto, pela ligação que tem com Bolsonaro, deve ir para o partido que Bolsonaro escolher e qual é o partido que Bolsonaro tá escolhendo? Eu ariscaria dizer que Bolsonaro ou vai para o Partido da Mulher Brasileira ou para o Patriota, com uma possibilidade muito forte, pelo que eu sentir, de ir para o Patriota, portanto, o senador, até agora, não manifestou o menor interesse de ir para o PSD”.
Segundo Pires, estão certo para ingressar na legenda, além dele, o ex-deputado estadual Jura Filho e o ex-deputado federal Vitor Mendes. O parlamentar acrescentou ainda que o empresário Lobão Filho já tem algum entendimento com o presidente e poderá ser uma surpresa de candidatura própria. O nome já teria sido levado por Edilázio a Kassab, que aceitou discutir a proposta.
São cada vez mais evidentes os sinais do Palácio dos Leões quanto ao candidato que terá o apoio do governador Flávio Dino (PCdoB) nas eleições de 2022. Nos bastidores da classe política já é tido como certo a opção pelo vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que o sucederá no cargo a partir de abril do ano que vem quando se desincompatibilizar para disputar o Senado.
Semana retrasada, durante uma reunião que durou cerca de duas horas no Palácio dos Leões com a presença de Brandão, o senador e pré-candidato ao governo, Weverton Rocha (PDT) tentou, sem sucesso, convencer o governador a aceitar o critério da pesquisa como instrumento para indicar o candidato do grupo e deixou o encontro com uma certa frustração.
Dino, segundo fonte segura, rebateu o argumento observando que por esse critério Weverton, Eliziane e Roberto Rocha não seriam senadores, pois não apareciam como favorito nas pesquisas e acabaram vencendo seus adversários. Após a reunião o trio pousou para a fotografia e deram publicidade nas redes sociais afirmando que o encontro teria sido proveitoso.
Mas logo após a reunião, Carlos Brandão foi interpelado por um dirigente partidário sobre o que de fato teria ocorrido e ele respondeu: “quem estava mais a vontade da foto?”. De fato, o senador do PDT apareceu com um semblante fechado, ou seja, Brandão deu a entender que o pêndulo pesou para seu lado.
Esta semana, um deputado, em conversa com titular deste blog despois de uma viagem à Brasília, saiu de lá com a impressão de que se depender do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP), Weverton será o governador, porém observou que a eleição é no Maranhão e por aqui quem dar as cartas é o governador Flávio Dino. “Não tenho dúvida que o candidato do governador é Brandão”, observou o parlamentar que pediu anonimato.
Já o deputado Josimar de Maranhãozinho, último parlamentar a tratar com Dino sobre sucessão, postou em sua rede social que ao comunicar o governador que continua pré-candidato ouviu dele a seguinte resposta: “No momento todos tem o direito de se lançar, mas de fato quem vai ser governador será o Brandão”.
E o jogo só tá começando.
O governador Flávio Dino, através de sua rede social, classificou como “a maior tragédia de história brasileira” as mais de 400 mil mortes provocadas pela Covid-19 e se solidarizou com as famílias das vítimas.
“400 mil mortes por coronavírus. A maior tragédia da história brasileira. Minha solidariedade profunda e afetuosa com as famílias das vítimas”, postou o governador em sua página no Twitter.
O Brasil ultrapassou nesta quinta-feira (29) a marca dos 400 mil mortos sem ter sequer direito a velório e sem que o governo do presidente Jair Bolsonaro esboce qualquer comoção com as perdas.
Esta marca negativa, fruto do descaso, do negacionismo e de orientações equivocadas do governo federal em relação a pandemia, provavelmente será motivo de investigação da CPI da Covid instalada no Senado para apurar responsabilidades.
Na sessão de julgamentos desta quinta-feira (29), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou o julgamento que pode determinar a realização de novas eleições no município de Lago do Junco (MA).
O julgamento discute irregularidades no registro de candidatura da prefeita eleita Maria Edina Fontes (PDT), e foi interrompido por um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes.
Divórcio durante o mandato – O Ministério Público Eleitoral (MPE) contesta o registro de candidatura da prefeita sob o argumento de que ela esteve oficialmente casada com o prefeito anterior, Osmar Fonseca, até o início de 2020, quando ele ocupava o segundo mandato no cargo. Por pertencer ao mesmo núcleo familiar, ela não poderia ter sido eleita nas eleições daquele ano. Porém, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), desconsiderou o fato e manteve a candidatura de Maria Edina, que concorreu e venceu as eleições municipais.
O relator do recurso, ministro Edson Fachin, apontou que a situação caracteriza “terceiro mandato” do clã familiar, o que não é permitido pela legislação (artigo 14, parágrafo 7, da Lei de Inelegibilidade).
Segundo o ministro, o divórcio consensual do casal ocorreu em 24 de janeiro de 2020, durante o curso do segundo mandato do marido e prefeito, apesar de o casal estar separado de fato desde maio de 2016, que se situa dentro do primeiro mandato, e que segundo a legislação vigente caracteriza causa de inelegibilidade reflexa.
“Em regime de repercussão geral, já assentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), destaca que a separação de fato ocorrida no primeiro mandato não afasta a inelegibilidade, ainda que se converta em divórcio antes do segundo mandato. Dessa forma, sugiro o indeferimento do recurso e proponho provimento para reformar o acórdão do TRE, que entendeu ser válida a candidatura, e comunicar ao mesmo Tribunal para realização de eleições suplementares no município de Lago do Junco (MA)”, destacou Fachin.
Pedido de vista – O ministro Alexandre de Moraes, atento às discussões sobre o tema citado pelo relator, relacionando ao regime de repercussão geral do STF, pediu mais tempo para analisar a questão que prejudicou a eleição da prefeita eleita. Ele cita um caso parecido no STF, apontando que a separação de fato não contaminaria a eleição e não causaria, portanto, a inelegibilidade.
“A reflexão sobre o recurso é para analisar se, comprovada realmente a separação no primeiro mandato, traria inelegibilidade para um segundo mandato. Por exemplo, se o ex-marido fosse reeleito, ela não poderia ser candidata à vereadora. Mas passado um lapso de quatro anos, será que contaminaria também para aquele mandato? Sendo que nesse período já foi comprovada a separação de fato?”, questionou.
O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, informou ao Colegiado que o recurso voltará ser analisado na próxima quinta-feira (6). (Fonte: TSE)
O deputado estadual, Neto Evangelista (DEM) compareceu à Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), nesta manhã de quinta-feira (29), para solicitar ao secretário Jefferson Portela investigação sobre a autoria de um áudio que o atribui à nomeação de uma servidora que teria cometido ato ilícito na Secretaria Municipal de Saúde de São Luís (SEMUS).
O áudio circulou em programa de rádio, blogs e redes sociais, insinuando que Evangelista teria indicado a enfermeira Magila Izabel Sousa dos Santos, para ser nomeada na Semus e supostamente continuar com crimes executados desde a gestão anterior.
Em suas redes sociais, o deputado afirmou que “nenhuma inverdade sobre a minha imagem e trajetória política passará em branco”.
O secretário Jefferson Portela disse que encaminhará a solicitação à Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) para iniciar, de imediato, a investigação.
Em meio a correria nesta quarta-feira (28), Dia Mundial da Educação, para a entrega de 24 novos equipamentos, o secretário de Educação do Estado, Felipe Camarão (DEM), concedeu entrevista ao programa Contraponto, da Rádio Timbira AM, e confirmou o que já vinha sendo especulado nos bastidores das eleições de 2022: será candidato a deputado federal.
Auxiliar dedicado que conseguiu colocar ordem na pasta, até então considerada problemática, Felipe surge como uma jovem promessa na política maranhense pelo carisma, competência e desenvoltura no relacionamento pessoal.
O secretário disse que no momento está dedicado integralmente nos assuntos educacionais do estado e criticou o projeto que torna atividade essencial aulas presenciais. Para ele, trata-se de “uma proposta absurda”.
Embora esteve evolvido completamente em criar melhores condições de ensino na rede estadual, Camarão afirmou que vai se desincompatibilizar em abril de 2022 para concorrer a um mandato na Câmara Federal.