Sem representação no plenário da Assembleia Legislativa desde que o deputado Bira do Pindaré se elegeu para a Câmara Federal em 2018, o PSB volta a ter representante no Palácio Manuel Beckman com a filiação do deputado Duarte Júnior, nesta terça-feira (29).
Duarte, que disputou a eleição para prefeito de São Luís em 2020 pelo o Republicanos e solicitou sua desfiliação semana passada para tomar novo rumo partidário, chega ao PSB a convite do governador Flávio Dino, novo comandante da legenda socialista no Maranhão.
Duarte era deputado do PCdoB, de onde se afastou para ser candidato a prefeito pelo Republicanos a convite do vice-governador Carlos Brandão e estava sem partido desde que pediu desfiliação. Ele teve teve sua ida especulada para o PSDB, mas acabou decidindo acompanhar o governador e fortalecer as fileiras do PSB.
Parlamentar ativo que surpreendeu ao passar para o segundo turno da eleição na capital, maior colégio eleitoral do estado, Duarte deverá ser candidato a deputado federal.
Ao anunciar sua filiação ao partido em rede social disse que escolheu defender a democracia, a ciência, a vida e garantia dos direitos daqueles que mais precisam. “Não vamos desistir do Brasil”, afirmou em sua página no Twitter.
Especula-se no bastidores do legislativo estadual que novas adesões estão a caminho, provavelmente na abertura da janela partidária em abril de 2022.
O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), acompanhado do deputado Ricardo Rios (PDT), visitou, nesta quarta-feira (28), o “Arraial da Vacinação” em Dom Pedro e Parnarama. Em ambos os municípios, a ação, realizada pelo Governo do Estado, foi solicitada pelo parlamentar com o objetivo de acelerar o processo de imunização da população dom-pedrense e parnamarense.
Segundo Othelino, o “Arraial da Vacinação” tem impactado positivamente em todos os municípios por onde passa. “Já acompanhei o evento em diversas cidades e tenho observado o avanço na faixa etária, o que significa que muito mais pessoas estarão imunizadas em um curto espaço de tempo e, consequentemente, mais vidas serão salvas”, avaliou o parlamentar, acrescentando ainda a importância da parceria entre as prefeituras e o Governo do Estado para que isso aconteça.
Em Dom Pedro, foram três mil doses da vacina AstraZeneca (1ª dose) destinadas, inicialmente, para adultos a partir de 25 anos de idade, aplicadas pelo sistema drive-thru e, também, para quem estava a pé, em espaço instalado no bairro Alto do Pacote.
O prefeito de Dom Pedro, Galego Mota (Solidariedade), agradeceu o apoio do Legislativo Estadual para a realização do Arraial da Vacina, que, segundo ele, ajudará a alcançar mais da metade de população adulta do município. “Nós conseguiremos atingir cerca de 58% de vacinados pelo menos com a primeira dose. Agradeço ao deputado Othelino, assim como à equipe do Governo do Estado”, disse o gestor.
Também presente no evento, o deputado Ricardo Rios destacou a importância do Arraial para alcançar o maior número possível de pessoas. “Parabenizo todos os envolvidos pela organização desse evento. Com essa mobilização, logo a vacinação chegará para novas faixas etárias”.
Parnarama – Othelino Neto visitou, ainda, o “Arraial da Vacinação” em Parnarama, também realizado por solicitação do parlamentar. O município foi contemplado com duas mil doses do imunizante. A vacinação, que aconteceu no Ginásio Poliesportivo Anísio Batista, foi destinada a adultos na faixa etária a partir de 30 anos.
Em seguida, o chefe do Legislativo maranhense visitou as obras de construção do novo Cais Juarez Nunes Leal e do Complexo Educacional Clóvis Bonfim.
O prefeito Raimundo Silveira agradeceu ao deputado Othelino Neto pela atenção voltada aos parnamarenses. “Ele é uma pessoa muito sensível e atenta às necessidades do nosso município. Somos gratos pelas doses de esperança viabilizadas para a nossa população e pela parceria que nos tem proporcionado muitos benefícios”, declarou.
Convencido de que o momento é para tratar da imunização da população contra a Covid-19 e não de política, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, mantém o silêncio sobre filiação partidária, mas fontes próximas ao ex-chefe do Executivo da capital admitem que nos próximos dois meses ele deverá está se filiando ao PSD, partido do ex-ministro Gilberto Kassab, e pelo qual pretende lançar sua candidatura ao governo do estado.
Numa atitude considerada estranha para quem acompanha o desenrolar da pré-campanha, Edivaldo não teve seu nome incluído na pesquisa realizada pelo DataIlha, divulgada no domingo (27), mas nas pesquisas anteriores do Instituto Escutec ficou bem situado e em condição de empate técnico com Werverton Rocha (PDT) e Carlos Brandão (PSDB, os dois principais pré-candidatos do grupo do governador Flávio Dino, mesmo sem externar qualquer pretensão para 2022.
Fonte segura do blog, no entanto, garante que Edivaldo será candidato ao governo e que tão logo alivie a situação da pandemia, quando a grande maioria da população estiver imunizada contra a doença, voltará a falar de política e que seu primeiro passo será definir filiação a um partido político, sendo o mais cotado o PSD, legenda que possui estrutura, fundo eleitoral e tempo de televisão para que possa concorrer em condições de igualdade.
Conforme a fonte do blog, o ex-prefeito, que deixou a prefeitura após dois mandatos com a popularidade em alta e bem avaliado com gestor, de fato, recebeu convites de vários partidos, avaliou várias possibilidade, mas que está inclinado a concorrer à eleição majoritária pelo partido de Kassab, porém somente irá se pronunciar sobre o assunto nos próximos sessenta dias.
Estadão – Um terço dos eleitores de Jair Bolsonaro em 2018 está arrependido e afirma que não votará nele de jeito nenhum no ano que vem. Esses ex-bolsonaristas agora tendem a optar majoritariamente por Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Os dados são de pesquisa do Instituto Ipec.
Dos entrevistados pelo instituto que disseram ter apoiado Bolsonaro na última eleição presidencial, menos da metade (44%) afirma que “com certeza” voltará a votar nele. Outros 18% dizem que poderão vir a fazê-lo. Para 34%, isso está fora de cogitação.
É significativo o contingente de arrependidos que saltou para a outra ponta da polarizada política brasileira: nada menos que um em cada quatro (25%) dos eleitores do atual presidente agora afirma que “com certeza” votará em Lula. E mais 13% admitem a possibilidade de fazê-lo. Ou seja, 38% dos que votaram em Bolsonaro veem agora o seu principal rival com alguma simpatia.
Entre os que optaram pelo PT em 2018, o número de arrependidos dispostos a aderir ao bolsonarismo é quase insignificante. Apenas 4% dos eleitores do petista Fernando Haddad agora dizem que votariam com certeza ou poderiam votar em Bolsonaro. Para 93% deles, não há nenhuma chance de apoiar a reeleição do atual presidente.
Em resumo, os números mostram que, do lado do PT, o antibolsonarismo continua acirrado. Mas, entre os bolsonaristas de 2018, o antipetismo já não é tema unificador.
Dos responsáveis pela eleição de Bolsonaro, 59% dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum. Mas outros políticos têm níveis de rejeição similares. É o caso do tucano João Doria, também com 59%, e de Ciro Gomes, do PDT, com 57%.
Já no lado que optou por Haddad, a rejeição está bem mais concentrada em Bolsonaro. Apenas 41% desses eleitores afirmam que não votariam em Ciro Gomes de jeito nenhum, por exemplo. A taxa de recusa a Ciro é 52 pontos porcentuais menor que a de Bolsonaro.
Não apenas entre os eleitores de Bolsonaro há arrependidos. No contigente que votou nulo ou em branco no segundo turno de 2018, metade agora afirma que “com certeza” votará em Lula, e apenas 6% dizem que seguramente optarão por Bolsonaro.
Nos números gerais, divulgados na sexta-feira, 25, a pesquisa Ipec mostrou Lula com 49% das intenções de voto, e Bolsonaro com 23%. Ciro teve 7%, Doria, 5%, e Henrique Mandetta, do DEM, 3%.
Seguindo protocolos de segurança contra o coronavírus, o Ipec entrevistou, presencialmente, 2.002 eleitores em 141 municípios brasileiros. A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 21 de junho de 2021. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O Ipec foi criado por ex-executivos do Ibope e segue a mesma metodologia do antigo instituto.
A pesquisa do DataIlha publicada neste domingo (27) pelo Jornal Pequeno, que apresenta a ex-governadora Roseana Sarney na liderança com 22,8% da preferência do eleitorado para o governo do estado, segundo o deputado estadual Roberto Costa, foi recebida com naturalidade pela direção do MDB, mas não ao ponto de mudar a estratégia do partido de tê-la como candidata a deputada federal para ajudar na formação da bancada.
“O resultado da pesquisa nos anima e é lógico que não descartamos a possibilidade de Roseana ser candidata, mas não empolgam porque estes números são naturais pois estamos apenas no início da campanha e eleição tem começo, mas não sabe o final. Nosso compromisso é vê-la como puxadora de votos na eleição proporcional de deputado”, disse Costa, reafirmando que Roseana assume na próxima sexta-feira (2 de julho) a presidência estadual do MDB com a missão de reestruturar a legenda.
Em recente entrevista à TV Mirante, Roseana fez mistério sobre suas pretensões para 2022, deixando no ar a possibilidade de concorrer a um mandato majoritário, mas pelas declarações de Roberto nesta manhã de segunda-feira (28) ao blog do Jorge Vieira a ex-governadora deverá disputar mesmo é uma vaga na Câmara dos Deputados.
Observadores do cenário político local, entre os quais o deputado estadual César Pires (PSD) não veem vontade em Roseana em colocar seu nome numa disputa majoritária de governador, embora acreditem que ela tenha potencial para disputar a eleição em pé de igualdade. Nas pesquisas anteriores, ela também apareceu em primeiro, mas não demonstrou entusiasmo e estaria mais propensa tomar o caminho do legislativo.
Com Roseana, ao que tudo indica, fora do páreo e com os dois principais pré-candidato do grupo governista (Weverton Rocha 13%) e Carlos Brandão 11%) tecnicamente empatados, mas favorito para fazer o sucessor, caberá ao governador Flávio Dino a delicada missão de construir o consenso em seu grupo, algo considerado difícil a essa altura, mas não impossível.
Com acredita o deputado federal Bira do Pindaré (PSB), o governador tem habilidade suficiente para construir a unidade. E a primeira reunião que dará início ao processo de discussão sobre sucessão está marcada para acontecer semana que vem e deve reunir presidente dos cerca de quinze partidos da base de sustentação do governo.
Agora sob o comando do governador Flávio Dino, principal liderança política do estado e articulador da aliança que apoiará o candidato à sua própria sucessão em 2022, o PSB deve rever posições da direção anterior que já havia declarado apoio a um dos pré-candidatos e iniciar um amplo debate em buscar do consenso do grupo governista.
Segundo fonte do PSB, muito próxima ao governador, o partido ainda não tem definição sobre candidatura e Flávio Dino deve fazer tudo que estiver aos seu alcance para manter os partidos da aliança unidos em torno da sucessão e no enfrentamento ao bolsonarismo. “O trabalho é pela unidade, conversar com todo mundo, esse é caminho a percorrer”, disse a fonte.
Ao contrário da gestão passada, que de forma apressada e sem qualquer discussão interna declarou adesão ao projeto do senador Weverton Rocha (PDT), um dirigente do PSB atual observou que este ano será de conversações e que o mais provável é que no início de 2022 aconteça uma tomada de posição. Por enquanto considera natural que pretendentes busquem ocupar espaço.
Na avaliação da fonte não faz sentido estimular qualquer tipo de divisão e que o correto é unificar as forças para fazer o próximo governador e derrotar o bolsonarismo. “Somos do mesmo campo, devemos conversar e buscar a convergência, pois quem lidera o processo é o governador e é natural que ele tenha o comando”, observou.
O governador Flávio Dino é o novo presidente do PSB no estado. A direção nacional destituiu o ex-prefeito de Timon Luciano Leitoa e nomeou uma comissão provisória comandada pelo chefe do Palácio dos Leões.
A nova direção do partido é composta por Flávio Dino na presidência, o deputado federal Bira do Pindaré que agora é o vice-presidente; o secretário de Comunicação Ricardo Capelli assume função de tesoureiro; o chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, agora é secretário de Relações Institucionais, assim como Antônio Carlos Serrão Mendes, Marileide Santos Costa e Hamilton Nogueira Aragão.
Luciano Leitoa estava na liderança do PSB desde o ano de 2014, quando venceu uma queda de braço com o hoje senador Roberto Rocha e garantiu na Justiça o direito de permanecer no comando do partido.