Três pré-candidatos ao governo apostam em apoio de eprefeitos para viabilizarem seus projetos políticos para 2022. Weverton Rocha (PDT), Carlos Brandão (PSDB) e Josimar de Maranhãozinho (PL) disputam entre si a preferência dos chefes de Executivos municipais, promovendo eventos para dar demonstração de força política e impressionar.
No lançamento da pré-candidatura de Weverton, em Imperatriz, dezenas de aviões povoaram o céu do Maranhão transportando prefeitos para ouvir o apoteótico discurso do candidato foguete que não dá “marche ré”. Seus aliados costumam contar nos dedos quantos chefes de executivos apoiam o projeto pedetista, que segundo afirmam, não tem recuo”
Carlos Brandão não fica atrás. Embora seja mais comedido e não transforme seus eventos em espetáculos, ja promoveu dois encontros com prefeitos, sendo o primeiro em São Mateus e o segundo em Presidente Dutra, onde, segundo postagens em redes sociais, estiveram presentes 103 prefeitos.
Josimar de Maranhãozinho diz que mantém 56 prefeitos sob seu contrôle e cobra lealdade. A cobrança faz sentido, pois muitos dos que estiveram no encongtro patrocinado por ele participaram dos atos públicos de Brandão e Weverton e são. ou eram, considerados, da base aliada do tucanos e do pedetista.
“Nosso “encontro com Prefeitos” foi um sucesso. Tivemos 56 municípios representados, na figura de seus Prefeitos”, comemorou Maranhãozinho em rede social. E pelo tom do discurso é com essa base que conta para se posicionar na corrida ao Palácio dos Leões.
É lógico que ter apoio de prefeito ajuda numa campanha, mas nem sempre o resultado é aquele esperado. Exemplo de eleições anteriores mostram que na hora de votar para governador o eleitor vota no candidato de sua preferência, naquele com quem mais simpatiza, diferente da eleição para deputado que o aliado acompanha o prefeito, muitas da vezes sem que o candidato federal ou estadual saiba sequer onde fica o município.
Em 1994, dos municípios existentes no estado, apenas um não era governado por prefeito aliado do grupo Sarney, que tinha na deputada federal Roseana sua representante. Epitácio Cafeira contando com o apoio do prefeito Onofre, de Fortuna, um pequeno município, venceu o pleito no voto, embora não tenha sido diplomado.
O resultado da eleição, segundo denúncia da época, teria sido modificado no mapa do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (a contagem dos votos era manual), que teria transferido cem mil votos em branco para Roseana e declarado a filha do então poderoso José Sarney vencedora com uma diferença de apenas 18 mil votos.
Este triste episódio da história política do Maranhão deve servir de exemplo aos pré-candidatos que, ao invés de procurar cativar o eleitorado, como são os casos de Edivaldo Holanda Junior (PSD) e Lahércio Bonfim (PSL) apostam somente em apoio de quem comanda município.
Contar com apoio de prefeito ajuda, sem dúvida, mas não é tudo. Que 1994 sirva de lição.
Na reunião da Comissão Especial da Reforma Administrativa desta terça-feira (14), os deputados federais travaram forte debate contra e a favor da PEC 32. Contrário à proposta, o deputado Bira do Pindaré (PSB) afirmou que Bolsonaro não honrou os compromissos nem com os próprios apoiadores e não tem moral para fazer reforma administrativa nenhuma.
“Não tem moral para atacar os direitos dos servidores públicos. Não tem moral para atacar o direito da sociedade ao serviço público. Como ficou patenteado nas redes sociais, é um ‘arregão’, é um sujeito que não tem palavra, nem compromisso”, frisou.
O parlamentar afirmou que Bolsonaro dedica o tempo a criar crises, bravatas, fazer arremedos e ensaiar golpes. “Não conseguiu porque não tem amparo popular. O capitão abandonou o seu exército no meio da batalha, um capitão desse não vale de nada. Portanto, não tem moral para coisa nenhuma. Esse governo está acabado”, disse.
Ele acrescentou que não faz sentido debater a Reforma Administrativa e que o Brasil tem problemas urgentes para tratar. “Nós temos que discutir os problemas do país. Já chega desse ‘lenga-lenga’ neoliberal que só serve para precarizar o serviço público”. E lembrou que nenhuma promessa feita em reformas anteriores foi cumprida, exemplo disso é a Reforma da Previdência.
“Com a Reforma Administrativa será a mesma coisa. Essa PEC 32 é mais uma mentira, uma enganação do Bolsonaro. O ‘arregão’ (Bolsonaro) não sabe fazer outra coisa, a não ser enganar a população”, finalizou.
O Plenário do Supremo Tribunal Federal confirmou, à unanimidade, a medida cautelar que impede a realização de constrição patrimonial por bloqueio judicial de verbas da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), julgando procedente pedido lançado pelo Estado do Maranhão na ADPF nº 789, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE/MA). A prestadora de serviços de assistência médico-hospitalar, ambulatorial e farmacêutica vinha sofrendo a execução judicial de débitos, determinada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região.
A solicitação foi efetuada a partir da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADFP nº 789/MA e teve como objetivo reverter diversas decisões de Varas do Trabalho no Maranhão que determinaram bloqueio de verbas de titularidade da Empresa Pública que poderiam chegar a um montante atual de aproximadamente R$ 32 milhões, o que poderia comprometer gravemente a continuidade do serviço público em momento sensível para a execução de políticas públicas de saúde. O ministro Luís Roberto Barroso, em fevereiro deste ano, já havia deferido, monocraticamente, a medida cautelar que determinava a suspensão de qualquer ato de constrição, além de devolução de verbas já subtraídas dos cofres públicos.
Na última semana, o pleno da Corte confirmou então, por decisão unânime, a cautelar anteriormente deferida e julgou procedente o pedido para determinar a suspensão das decisões judiciais que promoveram constrições patrimoniais à empresa; bem como determinou a sujeição da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH) ao regime constitucional de precatórios e determinou a imediata devolução das verbas subtraídas aos cofres públicos do Estado.
Foi fixada, ainda, a seguinte tese de julgamento: “Os recursos públicos vinculados ao orçamento de estatais prestadoras de serviço público essencial, em regime não concorrencial e sem intuito lucrativo primário, não podem ser bloqueados ou sequestrados por decisão judicial para pagamento de suas dívidas, em virtude do disposto no art. 100 da CF/1988, e dos princípios da legalidade orçamentária (art. 167, VI, da CF/1988), da separação dos poderes (arts. 2°, 60, § 4°, III, da CF/1988) e da eficiência da administração pública (art. 37, caput, da CF/1988).”De acordo com o procurador-geral Adjunto Judicial da Procuradoria Geral do Estado, Lucas Souza, embora a EMSERH seja uma pessoa jurídica de direito privado, é uma empresa pública, com 100% do seu capital investido pelo Governo do Maranhão, e presta um serviço essencial à sociedade, não concorrencial e não possui distribuição de lucros. Portanto, seus recursos não podem ser bloqueados ou sequestrados por decisão judicial. “Trata-se de uma empresa pública prestadora de serviço público essencial em regime não concorrencial e sem distribuição de lucros. A decisão tomada à unanimidade pelo plenário do Supremo Tribunal Federal ratifica os postulados de supremacia do interesse público, da legalidade orçamentária, da separação dos poderes e do regime constitucional de pagamentos de dívidas judiciais da Fazenda Pública, seguindo os precedentes já fixados pela Corte Constitucional para casos similares”, destacou o procurador.
O vice-governador Calos Brandão (PSDB), pré-candidato ao governo do estado no grupo do governador Flávio Dino (PSB), mantém intensa administrativa e política com aliados apoiadores do seu projeto político para 2022.
Companheiro, fiel e leal ao chefe do Executivo, de quem tem recebido missões de representá-lo em atividades do governo no interior do Maranhão e na capital, Brandão trabalha a viabilização de sua candidatura sem fazer alarde, mas com muita determinação.
O vice se movimenta nos bastidores da sucessão, tem conversas constantes com prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, lideranças que mesmo sem mandatos exerem influência em seus município, enquanto aguarda com paciência a definição do governador.
Seus aliados dão como certa a indicação do tucanos como candidato no grupo do governador Flávio Dino, embora recoheçam que essa definição somente deverá acontecer, provavelmente, no início de 2022.
Na condição de líder maior do grupo que chegou ao poder em 2014 ao derrotar o grupo Sarney e iniciar uma nova era no estado, onde a prioridade é sempre queles que mas precisam, caberá a Dino escolher data e a hora de indicar seu sucessor.
Tudo indica, segundo comentários de aliados de Brandão, que o governador já escolheu aquele que possui o perfil ideal para dar continuidade aos programas e projeto que estão sendo desenvolvidos pela sua administração.
E Brandão, que discretamente tem ajudado na gestão, sem pretender ofuscar o brilho do chefe, é visto como o candidato natural do grupo por compartilhar as mesmas concepções do governador sobre tudo que está sendo realizado no Maranhão.
O Plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na sessão desta terça-feira (14), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 014/2019, de autoria da deputada Daniella Tema (DEM), que cria o Fundo Estadual de Juventude. A PEC, que vai à redação final, tem como objetivo incentivar ações voltadas à garantia dos direitos e deveres dos jovens com apoio custeado pelo dispositivo.
O Fundo visa financiar o Sistema Estadual de Juventude e os projetos voltados para esse público nos municípios maranhenses, que aderirem e cumprirem as disposições estabelecidas no Plano Estadual da Juventude.
Também deverá ser utilizado para a manutenção do Conselho Estadual de Juventude e promoção de eventos de fomento às políticas públicas desenvolvidas pela Secretaria de Estado Extraordinária da Juventude (Seejuv).
“Essa proposição foi construída em diálogo permanente com a juventude do nosso Estado e tem participação efetiva da Seejuv. Precisamos criar mecanismos que possam garantir direitos para os nossos jovens e gerar oportunidades”, afirmou a deputada Daniella Tema.
247 – O ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, escreveu uma carta de próprio punho para voltar atrás em acusações que fez contra o ex-presidente Lula na sua delação premiada firmada com a Lava-Jato. A carta do empreiteiro foi um dos elementos que fez a investigação que acusava o petista de corrupção e tráfico de influência, junto ao governo da Costa Rica, ser arquivado, somando a 19ª vitória de Lula na Justiça.
De acordo com a jornalista Bela Megale, em sua coluna no jornal O Globo, na carta escrita em maio e anexada ao processo em junho, Pinheiro disse que nunca autorizou ou teve conhecimento de pagamentos de propina às autoridades citadas no caso. Também disse que não houve menção sobre vantagens indevidas durante o encontro ocorrido na Costa Rica. Esse documento foi uma das bases da defesa de Lula, liderada pelo advogado Cristiano Zanin, para solicitar à Justiça de São Paulo o arquivamento da investigação.
Na carta escrita de próprio punho, Pinheiro afirmou também que não sabe informar “se houve intercessão do Ex. Presidente Lula junto à Presidente (ex) Dilma e/ou Ex. Ministro Paulo Bernardo”. “A empresa OAS não obteve nenhuma vantagem, pois inclusive não foi beneficiada por empréstimos do BCIE – Banco Centro Americano de Integração Econômica. Não sabendo informar se houve efetividade da solicitação do Presidente do BCIE, senhor Nick Rischbieth Alöe junto ao senhor Ex. Presidente Lula e demais autoridades citadas”, concluiu Pinheiro.
Veja a carta:


Pressionado pela Lava-Jato, Pinheiro contou em outro momeno uma história diferente. O ex-presidente da OAS disse que, durante uma viagem a Costa Rica, pediu a Lula que realizasse uma audiência com Nick Rischbieth Gloe, presidente do Banco Centro-Americano de Integração Econômica (BCIE). O objetivo da reunião, segundo Pinheiro, era aumentar a participação do Brasil na estrutura societária da instituição financeira, “bem como credenciar a OAS a realizar parceria com tal Banco”. O empreiteiro disse que o encontro ocorreu na suíte onde Lula estava hospedado e que contou com a presença e dele de outro executivo da OAS, o diretor Augusto Uzeda. Em depoimento às autoridades, Uzeda negou a realização dessa reunião.
Se alguém ainda tinha dúvida sobre as pretensões do governador Flávio Dino para 2022 (vice de Lula, candidatura a presidente ou permanência no cargo até o final do mandato), o próprio chefe do Executivo estadual, em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band, deixou claro que seu “plano A, B e C” para o ano que vem é sua candidatura ao Senado, embora, provavelmente para descontrair o ambiente e deixar os entrevistadores curiosos, tenha deixado espaço para plano “D, E e F”.
Este blog, com base em informações de fontes ligadas ao governo postou sábado (11) a informações de que o governador poderia antecipar sua saída para janeiro de 2022 e entregar o comando do estado para o vice Carlos Brandão (PSDB) ter mais tempo para viabilizar sua candidatura sentado na cadeira principal do Palácio dos Leões. No domingo (12), na entrevista à Band, no entanto, o governador afirmou que ficará até abril, mês que terá que se desincompatibilizar por força da legislação eleitoral.
O governador deixou claro que sua preferência é por concorrer à única cadeira que estará em disputa para o Senado, mas como em política as conversações e movimentos de bastidores podem mudar os rumos das coisas, deixou espaço para uma remota possibilidade de outros plano, embora o que esteja posto é sua eleição para a Câmara Alta do Congresso Nacional. E ele não deixou dúvida sobre o tema ao ser questionado sobre seu projeto político de 22, quando estará em jogo a sua sucessão, após cumprir dois mandatos.
As declarações do governador põe fim as especulações de que ele poderia ficar até o final do mandato para trabalhar pela eleição do seu sucessor e apostar que Lula eleito presidente o convidaria para assumir um Ministério. Outra possibilidade praticamente descartada é ser vice do candidato do PT, ou seja, Flávio segue o curso natural e manterá a tradição de ex-governadores, após cumprirem suas missões a frente do Executivo, seguirem direto para o Senado.
Na hipótese Lula ser eleito presidente, as pesquisa o indicam como favorito, e Flávio Dino senador, pela proximidade e relação de confiança, poderá ser convidado a compor o primeiro escalão tendo ainda a força do mandato. E o PT maranhense, que aposta nesse possibilidade, já reivindica a vaga de primeiro suplente, embora se contente, caso não seja contemplado, com vice na chapa que receberá o apoio do governador.
Pelas declarações do governador, o vice Carlos Brandão estará no comando do estado a partir de abril de 2022, pondo fim as especulaçoes de antecipação de entrega do mandato para janeiro ou permanência até o final do mandato. Flávio Dino, caso sejam confirmadas as pesquisas, será senador da República a partir de 2023.