Em entrevista ao jornal Valor, nesta segunda-feira (18), o ex-governador Flávio Dino (PSB) disse que a eleição presidencial será um plebiscito sobre se Jair Bolsonaro deve continuar ou não governando o país. Segundo Dino, nas eleições de 2022, ao contrário de 2018, o tema dominante não será PT ou anti-PT, mas se Jair merece mais quatro anos.
“O povo sabe que uma reeleição é um plebiscito, se o presidente deve continuar ou não. A chave predominante da eleição não será PT e anti-PT, essa foi a chave em 2018. A chave predominante agora, quem está em julgamento, é o Bolsonaro. A pergunta que vai decidir a eleição é: Bolsonaro merece mais quatro anos ou não? Pode botar todo o dinheiro do orçamento secreto, ele vai perder a eleição. Agora vai ser um baile? Vai ser massacre? Acho que não, tem muita disputa.”
Sobre a possibilidade da chamada terceira via viabilizar um nome que ameace a polarização entre Lula e Bolsonaro e ultrapasse o presidente na disputa pelo segundo turno, Flávio Dino não descartar essa possibilidade, assim como o crescimento de Ciro Gomes (PDT), mas observou que a alternativa de uma terceira via só cresce disputando no campo da direita.
“Ainda temos uma margem de imprevisibilidade que joga contra o Bolsonaro que é a possível consolidação de uma alternativa de terceira via, ou mesmo o crescimento do Ciro [Gomes, do PDT]. Qualquer coisa que se consolide fora do bolsonarismo atrapalha o crescimento dele. A terceira via só cresce disputando pelo campo da direita. O que drenou a energia vital do pensamento de centro-direita no Brasil não foi o Lula, não foi a esquerda, foi a extrema direita, foi o bolsonarismo. Ela [terceira via] tem que de fato combater o bolsonarismo na eleição de 2022, e para ter sobrevivência no futuro. Eu espero que eles tenham êxito, porque Bolsonaro perderá, mas nós precisamos que também o bolsonarismo volte para a sua casinha. [Precisamos] que o demônio volte para o inferno. Para isso, é preciso que haja mais exorcistas em ação”, disse Dino
Ao entrarem a greve nesta manhã de segunda-feira (18), os professores da rede municipal de ensino de São Luís denunciam o descaso do prefeito Eduardo Braide com a educação da capital.
Ao contrário do afirma o prefeito, a presidente do Sindeducação, Sheila Bordalo, esclarece que apenas metade das escolas da rede foram recuperadas e que as aulas foram iniciadas sem transporte rural, sem alimentação adequada, sem chips e tablets prometidos pela prefeitura.
Em vídeo que circula nas redes sociais, a presidente do Sindeducação denuncia: “O 14º salário, progressões e precatórios do Fundef são direitos previstos por lei. Braide não diz que enviou projeto de lei atualizando a tabela para somente 889 profissionais da rede. Hoje, somos mais de 8 mil”.
Braide, que tenta confrontar com os professores pagando campanha publicitária na TV e foi à justiça para tentar impedir o movimento grevista da categoria, mostra-se mais uma vez inoperante em encontrar uma solução para os graves problemas enfrentados por sua administração, principalmente numa das áreas mais sensíveis em qualquer gestão, a Educação.
O governador Carlos Brandão (PSB), pré-candidato a reeleição por uma ampla aliança entre partidos da esquerda moderada, centro esquerda e centro, é o único com chapa majoritária completa e pronta para disputar a eleição: Lula presidente, Brandão governador, Felipe Camarão vice, e Flávio Dino senador. O quarteto político possui peso e densidade eleitoral para manter no poder o grupo articulado e liderado pelo ex-governador do PSB.
Lula lidera em todos os cenários a corrida para presidente da República, possui forte densidade eleitoral no Maranhão e a confirmação do PT na aliança costurada pelo ex-governador Flávio Dino é a garantia de sua presença no palanque de Carlos Brandão, o que representa um reforço substancial ao projeto de continuidade da gestão iniciada por Dino em 2014 e que está tendo prosseguimento agora com Brandão.
Dino, após sete anos de muito trabalho e dedicação, conforme os mais variados levantamentos já realizados junto ao eleitorado, caminha a passos largos para assumir o mandato de senador a partir de 2023, na cadeira ocupada hoje por Roberto Rocha (PTB), que ainda não decidiu se concorrerá à reeleição ou ao governo do estado, mas caso faça opção por tentar renovar o mandato, conforme revelam as pesquisas, teria pouca chance numa disputa contra o ex-governador.
Brandão por sua vez, segundo a último sondagem do Instituto Escutec, já estaria liderando a corrida ao Palácio dos Leões, ultrapassando o pré-candidato do PDT, Weverton Rocha, que após perder os apoio de Flávio Dino, da grande maioria dos partidos que integram a aliança governista e até de prefeitos pedetistas, entrou em processo de declínio, perdeu aliados importantes, a exemplo do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), e corre o risco de ser ultrapassado e perder o posto de segundo colocado.
O grupo que apoia Dino/Lula/Brandão está alinhado em defesa da chapa majoritária. Semana passada as principais lideranças do PSB, PT e PCdoB reuniram para definir a formação de uma espécie de frente deste partidos em defesa das candidaturas, dando assim um passo à frente dos demais pré-candidatos ao governo do Maranhão que ainda não definiram quem serão seus vice, muito menos se terão candidato ao Senado.
Enquanto Brandão possui um time afinado e os partidos que integram a aliança governistas estão com suas chapas praticamente completas até para a disputa da eleição proporcional, seu principal adversário, Weverton Rocha, tem dificuldade até de assumir a candidatura de Ciro Gomes (PDT) e nem trata sobre vice ou candidatura ao Senado.
O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior, terceiro colocada nas pesquisas, mas com tendência de crescimento, por exemplo, já decidiu que o PSD não lançará candidato a senador, também ainda não trata internamente sobre o vice em sua chapa. Já Roberto Rocha continua indeciso entre disputar o governo ou a reeleição e Josimar de Maranhãozinho mantém a pré-candidatura, mas sem tocar na questão do vice e Senado. Lahésio Bonfim (PSC), por sua vez não tem nada definido sobre eleição de senador e muito menos sobre vice.
Enquanto Lula, Dino e Brandão largam na frente, se mobilizam e criam as condições para uma campanha uniforme, sintonizada, muito forte eleitoralmente e com potencial para definir o pleito logo no primeiro turno, a concorrência ainda bate cabeça sobre o assunto.
Estadão – Um consultor do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) faturou ao menos R$ 2,4 milhões para facilitar o recebimento de verbas por prefeituras do Maranhão. Com acesso livre aos sistemas internos da instituição, que funciona como uma espécie de “banco” do Ministério da Educação (MEC), o engenheiro civil Darwin Einstein de Arruda Nogueira Lima é ao mesmo tempo dono de uma empresa de engenharia que fechou contratos de centenas de milhares de reais com as prefeituras atendidas pelo FNDE.
Desde fevereiro de 2019, a Nogueira Lima Serviços e Construções fechou contratos com pelo menos 15 prefeituras maranhenses, que somaram empenhos de R$ 10,5 milhões do FNDE.
No Instagram de Darwin Lima, eram comuns fotos com Marcelo Ponte e outros dirigentes do fundo. Uma das imagens mostra Darwin com o diretor de Ações Educacionais do FNDE, Garigham Amarante, e outros servidores em frente a um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), em 14 de agosto passado. “Time top!”, elogiou Marcelo Ponte. Recentemente, o engenheiro apagou a conta na rede social.

Além de Garigham Amarante, apadrinhado do PL de Valdemar Costa Neto, Darwin Einstein é ligado também a outro diretor do FNDE, Gabriel Vilar, indicado pelo Republicanos. No começo deste mês, o Estadão mostrou como Amarante e Marcelo Ponte atuaram para inflar o preço máximo de um pregão para a compra de ônibus escolares rurais em R$ 732 milhões. O engenheiro ainda tem vínculo estreito com o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), investigado pela Polícia Federal por crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
As cidades maranhenses de Raposa, Cachoeira Grande, Santa Luzia, Cândido Mendes, Brejo de Areia, Pedro do Rosário, Alto Parnaíba, Dom Pedro, Nova Iorque, Pastos Bons, Paraibano e Penalva somaram empenhos de R$ 10,5 milhões do FNDE desde 2019.
Todas contrataram a empresa de Darwin. Já o município de Gonçalves Dias (MA) não teve novos empenhos, mas conseguiu receber R$ 161,7 mil que estavam nos chamados “restos a pagar”. O empenho é a primeira etapa da execução orçamentária e é o que permite à prefeitura contratar uma empreiteira e dar início a uma obra, por exemplo.
Na última terça-feira, a Comissão de Educação do Senado aprovou um convite a Darwin Lima, Garigham Amarante, Gabriel Vilar e mais cinco pessoas relacionadas aos indícios de corrupção no Ministério da Educação (MEC) e no FNDE. As audiências devem acontecer no fim de abril e no começo de maio, mas os convidados não são obrigados a comparecer.

Darwin Lima trabalhou para o FNDE pela primeira vez de junho de 2009 a dezembro de 2012. A última temporada de trabalho como consultor do fundo começou em 2020, e durou pelo menos até março deste ano.
Na avaliação do advogado Mauro Menezes, a situação configura um “conflito de interesses”. “Uma vez comprovado (o vínculo com o FNDE e a empresa), nós temos aí sim um conflito de interesses rematado, com a vinculação indevida do interesse público a um interesse privado”, disse ele, que presidiu a Comissão de Ética Pública da Presidência da República. “Temos uma espécie de advocacia administrativa, em benefício de interesses privados próprios. Uma exploração de prestígio ou tráfico de influência.”
O Estadão obteve imagens mostrando acessos de Darwin Lima aos sistemas internos do MEC e do FNDE usados para gerir a liberação de verbas para as prefeituras. Ele tinha até mesmo uma vaga na garagem da sede – uma Land Rover e uma Mercedes C250 estavam autorizadas a usá-las.
Com o fundo nas mãos de políticos do Centrão, Darwin Lima passou a rodar o País ao lado de Garigham Amarante e Gabriel Vilar apresentando os projetos da autarquia a prefeitos. Nos últimos 12 meses, o FNDE gastou ao menos R$ 81,6 mil em 25 viagens dele, segundo dados do Portal da Transparência. Foi em uma dessas viagens que Darwin Lima postou uma foto na frente de um avião da FAB.

Os municípios que fecharam contratos com a empresa de Darwin Lima possuem uma característica em comum: todos estão na esfera de influência do deputado Josimar Maranhãozinho. Em publicações nas redes sociais, o engenheiro se refere ao deputado como “chefe”.
“Reunião com meu deputado mais bem votado da história do Maranhão, o ‘moral da BR’, Josimar Maranhãozinho!!! O chefee!!!”, escreveu Lima num post no Instagram no dia 19 de fevereiro de 2020.
O engenheiro também usou o mesmo termo para se referir à deputada estadual maranhense Maria Deusdete Lima Cunha Rodrigues, a Detinha (PL), mulher de Maranhãozinho. “Nossa futura prefeita de São Luís! Minha chefa!!!”, diz uma postagem dele no Facebook em 4 de março de 2020.
Dos R$ 10,5 milhões empenhados pelo FNDE para as prefeituras que contrataram a empresa de Darwin Lima, R$ 7,04 milhões, ou seja 66,5%, foram de verbas do orçamento secreto, esquema criado pelo governo de Jair Bolsonaro para garantir apoio político ao Executivo no Congresso. Em março deste ano, Josimar Maranhãozinho foi alvo de uma operação da Polícia Federal por suspeitas de desviar verbas de emendas parlamentares – ele nega irregularidades.

Ao mesmo tempo em que atuava dentro do FNDE, Darwin Lima se reunia com os prefeitos que contratavam sua empresa de engenharia. No dia 9 de abril de 2021, a Nogueira Lima Serviços foi contratada pela prefeitura de Cachoeira Grande (MA), cidade de 9,4 mil habitantes a 98 quilômetros de São Luís, por R$ 271,8 mil.
Pouco depois, em 23 de junho passado, o prefeito da cidade, Cesar Castro (PL), se reuniu com Darwin em Brasília. O FNDE empenhou R$ 160,5 mil para a cidade no ano passado. Em 2020, já tinha empenhado outros R$ 290,9 mil.
O FNDE afirmou que “não possui mais vínculo” com Darwin Lima. A última viagem dele pela autarquia foi entre 16 e 18 de março, para Florianópolis (SC). “Quanto à sua participação em empresas privadas de quaisquer naturezas ou quaisquer outros aspectos da vida privada, não é de conhecimento desta autarquia, já que não existe vedação para que consultores possuam outras atividades privadas”, diz.
Darwin também declarou que não faz mais parte do quadro de consultores do FNDE, mas não especificou a data do desligamento. Sobre a relação dele com Josimar Maranhãozinho, disse que “é a mesma prestada a todos os parlamentares e autoridades”. “Sempre ocupei funções de consultoria/assessoria técnica, nunca atuando em cargo de função diretiva ou de gestão. Ressalto ainda que o edital a qual me submeti para consultoria não exigia dedicação exclusiva, bem como a legislação vigente.”
Em nota, Maranhãozinho disse que não tem vinculação administrativa com Darwin. “Quanto à utilização de recursos de municípios para contratação da empresa do sr. Darwin, não é percebido conflito de interesses, pois se trata de autonomia administrativa e política do próprio município.”
O advogado de Gabriel Vilar disse que ele “não cometeu qualquer irregularidade”. Garigham Amarante não retornou os contatos da reportagem. As prefeituras citadas não responderam.
Em solenidade ocorrida na manhã de quarta-feira (13), na sede da Secretaria de Estado Extraordinária da Região Tocantina – SEERT, com as presenças de líderes políticos, religiosos e gestores de órgãos estaduais, Pastor Luís Carlos Porto apresentou o Pastor Paulo Sérgio Macedo, como novo titular da SEERT.
Na ocasião, o Pastor Raul Cavalcante, presidente da Assembleia de Deus em Imperatriz abriu o encontro com uma oração pedindo as bênçãos de Deus sobre o novo secretário e sua equipe de trabalho. Cavalcante destacou o trabalho realizado pelo antecessor, Pastor Porto, “com a certeza que Paulo Sérgio desempenhará a função com o mesmo zelo”.
Pastor Porto ao apresentar o novo secretário mencionou a concepção da secretaria pelo ex-governador Flávio Dino, “por entender a importância de Imperatriz para o Maranhão e, sobretudo, a região tocantina”, disse Porto, explicando que a SEERT é um elo de ligação da comunidade e autoridades da região com o Governo do Estado.
Observou que a Secretaria fez relevante serviço apresentando os programas sociais do governo, a exemplo do Maranhão Solidário, “além de acompanhar e fiscalizar obras do governo estadual e a vacinação da Covid 19, quando percorremos com nossa equipe, praticamente todos os municípios do Maranhão”, afirmou Porto.
Ele fez menção elogiosa ao novo secretário, afirmando que Paulo Sérgio é um profundo conhecedor das obrigações do órgão que agora dirige. “Um homem sério, comprometido, zeloso e competente para a função”. Porto elogiou e fez agradecimento à equipe e disse ter saído para enfrentar um novo desafio: uma cadeira na Assembleia Legislativa.
O vereador Wanderson Manchinha Carvalho em poucas palavras elogiou o trabalho de Porto, afirmando que Paulo Sérgio, certamente dará continuidade a seu trabalho. O superintendente regional da SECAP, Deir Vieira fez menção do trabalho da Articulação Política e disse que trabalhará em consonância com os demais organismos do estado.
A gestora regional da Educação, Orleane Santana parabenizou o novo secretário e desejou sucesso na nova função. Deputado Marco Aurélio, ao lado do vereador Carlos Hermes elogiou o trabalho de Porto, por ter acompanhado as dezenas de obras do governador Flávio Dino pelos municípios de jurisdição da SEERT.
O secretário Paulo Sérgio Macedo em seu pronunciamento informou que há muito tempo vem acompanhando as ações de Porto, como idealizador do programa social Maranhão Solidário. “Hoje, com o trabalho do governador Flávio Dino, temos 180 entidades filantrópicas beneficiadas recebendo até 15 mil reais por mês”.
Paulo Sérgio observou que teve seu nome apontado pelo secretário Porto e bem aceito por Flávio Dino e pelo governador Carlos Brandão que o nomeou no último dia 2 de abril. “Garanto que com nossa equipe vamos realizar ações em benefício de nossa gente, que correspondam com as pretensões do governador Carlos Brandão”, concluiu.
Em entrevista ao programa Contraponto, da Rádio Timbira AM, nesta quarta-feira (13), o deputado Bira do Pindaré, líder da bancada federal do PSB, disse está muito otimista com a possibilidade do governador Carlos Brandão vencer a eleição no primeiro turno, assim como Lula derrotar Jair Bolsonaro e voltar a comandar o país a partir de 2023.
Sobre a eleição no estado, Bira disse a aliança que está sendo formada para disputar o pleito já tem pré-candidato a governador (Brandão), pré-candidato a senador (Flávio Dino), candidato a vice governador (Felipe Camarão), que é do PT, ou seja, “o time está montado, de forma que estamos muito otimista que seremos capaz de fazer o enfrentamento, tanto no plano nacional para construir uma grande vitória de Lula, como também no Maranhão para a gente mantenha o Maranhão nessa direção que está dando certo”.
Para Bira, existe uma forte tendência de se repetir no estado a mesma polarização no plano nacional. Se Bolsonaro definir quem será seu candidato no Maranhão, ele acredita que será com esse candidato que o governador vai disputar a eleição. “Carlos Brandão, pela força política e representatividade das duas gestões do governador Flávio Dino, que prossegue agora e pela grande aliança e respaldo popular, nós acreditamos que Brandão tem vaga garantida no segundo turno, mas nós vamos lutar para que ele vença logo o primeiro turno”.
Segundo Bira, o Maranhão ganhou muito com a gestão exitosa do governador Flávio Dino e que agora está tendo continuidade com Carlos Brandão, que está reunindo uma ampla aliança, que mostra muita força e cresce a cada dia ainda mais para ganhar a eleição talvez no primeiro turno. “Nós estamos muito otimista de que esse objetivo é possível e que nós vamos alcançar”, observou o líder da bancada socialista e vice-presidente estadual do PSB.
Quanto a sucessão nacional, o parlamentar observa que a aliança construída está indo muito bem e que todas as providências estão sendo tomadas no sentido de ampliar o campo democrático para levar de volta Lula à presidência da República. Conforme Bira, o PSB tem tido papel relevante nesta construção.
“O partido acolheu a filiação de Geraldo Alckmin, um político que não tinha tradição em nosso campo, mas é quem representa com muita qualidade toda essa união, pois embora tenha sido adversário do Lula tantas vezes, mas sempre foi um disputa nos marcos da democracia e não nos marcos das fake News, da mentira, da enganação, do fascismo, do ódio, do preconceito que é o que marca a atual gestão”, enfatiza o deputado.
Conforme Bira “o PSB está dando sua colaboração, já apresentou o pleito de ocupar a vice designando Alckmin para esta missão e agora o PT aprovou na sua direção nacional aliança com o PSB e a designação do Alckmin como vice de Lula, portanto a chapa nacional está montada e no Maranhão também”.
Diário 98 – Ex-secretário de Educação do governo Flávio Dino (PSB), Felipe Camarão (PT) critica, em entrevista ao Diário 98, a retirada por parte do senador Weverton Rocha (PDT) do apoio à CPI do MEC, que tem sido articulada no Senado Federal para investigar suspeitas de corrupção e pedidos de propina no Ministério da Educação, outrora comandado pelo pastor Milton Ribeiro.
Indicado como vice para concorrer em outubro na chapa de Carlos Brandão (PSB), o ex-secretário de Educação dinista é enfático ao afirmar não ser possível um candidato acender uma vela para Lula no Maranhão e outra para Bolsonaro em Brasília: “É incompatível”, diz ele.
Camarão afirma ainda acreditar numa vitória do ex-presidente Lula (PT) no primeiro turno. E caso não ocorra, diz confiar que as forças democráticas estarão ao lado do petista para derrotar o extremismo de Jair Bolsonaro no segundo turno.
Diário 98 – O MEC está vivendo sucessivos escândalos de corrupção. O senador Weverton retirou apoio, a pedido de Bolsonaro, para enterrar a CPI do MEC. Como você vê essa posição do senador?
Felipe Camarão – Primeiro entendo que é urgente investigar esses escândalos com fortes indícios e provas robustas de corrupção no MEC. Isso tem que ser investigado pelo Ministério Público, pela Polícia Federal e, claro, pelo Congresso Nacional, que tem essa competência constitucional de investigar e fiscalizar o Poder Executivo.
Eu disse nas minhas redes a urgência da CPI do MEC. Sou amplamente favorável à implantação da CPI e sou absolutamente contra a retirada de qualquer assinatura nesse sentido.
Eu acho que quando a gente tem uma posição bem definida, e isso não estou falando só de política ideológica partidária, mas a favor das coisas funcionarem bem, principalmente na educação, investigar o MEC é urgente. Retirar assinatura de CPI está errado.
Quem apoia Bolsonaro em Brasília pode também estar com Lula?
É incompatível e não tem como. Ou se está com Lula no Maranhão, em Brasília ou se está com o Bolsonaro. Não tem como servir a dois propósitos, a essas duas lideranças antagônicas. E nós, do campo político que pertencemos aqui no Maranhão, o meu partido, o PT, do PCdoB, do PSB, dessa frente que apoia hoje o governador Carlos Brandão, não tem como a gente ficar em dois lugares. Aqui nós formamos uma frente anti-Bolsonaro e não tem como apoiar esses dois líderes ao mesmo tempo.
Bolsonaro tem diminuído a vantagem frente ao presidente Lula. É possível ainda Lula conseguir essa vitória no primeiro turno?
Isso já era esperado. Todo mundo que é da política e que faz uma leitura mais aprofundada, mais tranquila da política, já sabia que haveria um crescimento do Bolsonaro nessa fase pré-eleitoral que estamos passando. Acredito que ele ainda cresce um pouquinho mais. Por quê? É simples. É por conta da polarização.
Mesmo com uma possível terceira via, eu não acredito que essa terceira via cresça a ponto de chegar nem a dois dígitos. No máximo, vai ficar em torno de nove ou oito, talvez 10%, no máximo.
Mas, de fato, o que vai haver é uma grande polarização entre Lula e Bolsonaro, fazendo com que os dois disputem essa faixa de votos. O nosso sentimento ainda é de esperança de vitória no primeiro turno, mas sabendo que é difícil.
Na verdade eu tenho certeza que num eventual segundo turno todas essas forças anti-Bolsonaro, que rechaçam o ponto de vista antidemocrático, rechaçam o obscurantismo, o terraplanismo, a corrupção desenfreada desse governo Bolsonaro, se unirão. Acredito muito que venceremos a eleição, em primeiro ou em segundo turno.
O seu trabalho na Secretaria de Educação virou uma referência nacional e o transformou em uma figura pública no Maranhão. Agora que você deixou o governo, quais são os seus planos?
Eu voltei para o meu órgão de origem, a Advocacia Geral da União. Sou Procurador Federal de carreira, já estou de novo atuando nos meus processos judiciais junto à Procuradoria Federal. Continuo lecionando, continuo dando aula. Sou professor da Universidade Federal do Maranhão, no curso de Direito com a disciplina de Processo Penal e Responsabilidade Civil. E claro, conciliando isso com a política.
Eu, como pré-candidato a vice-governador, honrosamente indicado pelo PT e por essas forças políticas, recebi o apoio do PCdoB e do PSB também para minha indicação. Estou muito feliz por isso. Quero continuar fazendo a minha militância política. Junto com o governador Brandão, junto com o futuro senador Flávio Dino, sob a liderança dessas duas grandes figuras da política maranhense. E vou continuar meu trabalho de dialogar com a população.
Essa vai ser minha principal função até o pleito eleitoral do dia 2 de outubro: conversar com professores, com movimentos sociais, como o MST, com os povos indígenas, os quilombolas, as mulheres, com as pessoas com deficiência, com a sociedade. Esse vai ser meu principal papel como representante do PT, conversar com a sociedade, ajudar na formulação do plano de governo do Brandão para este governo, que eu tenho convicção de que serei seu vice governador eleito.
Vou continuar, claro, colaborando, como sempre colaborei com o Estado do Maranhão, dando meus palpites, as minhas opiniões, mas sobretudo fazer uma construção política com a população e com as forças progressistas, democráticas, anti-bolonaristas em nosso Estado.
Você é visto atualmente como um representante do dinismo, de uma nova geração de quadros que ganhou essa notoriedade pelas mãos do ex-governador Flávio Dino. Como você vê esse processo de renovação da política maranhense?
Vejo com muita alegria, muito entusiasmo. O ex-governador Flávio Dino, de fato, revelou grandes quadros, novos quadros para a gestão e para a política. Isso foi uma marca do seu governo.
Pessoas que antes nunca teriam chance de ocupar cargos importantes, como foi o meu caso, de que fui secretário de sete órgãos no governo, de quatro secretarias diferentes, da secretaria mais importante, coração do governo, que é a Educação. Se não fosse o Flávio eu nunca teria tido essa oportunidade. E posso citar outros quadros, como Carlos Lula na Saúde. Rodrigo Lago na Secretaria de Agricultura Familiar. O Diego Galdino, Anderson Lindoso. Daniel Carvalho, entre tantos outros quadros. A Tatiana da Juventude é maravilhosa e isso foi uma mescla com experiência, com pessoas que já vinham da política, mas que também nunca tinham tido oportunidade, a exemplo do nosso companheiro Márcio Jerry, do Gerson Pinheiro, da Secretaria de Igualdade Racial, do Chico Gonçalves, meu companheiro de partido, entre tantos outros.
Nós fizemos uma mescla de experiência e juventude que deu muito certo. Eu vejo com muito bons olhos a experiência que o Brandão está seguindo do Flávio, já que ele colocou no seu secretariado o Pedro Chagas, o Raúl Mochel, a Amanda na Sedihpop, o Tiago Fernandes na Saúde, ou seja, mais uma leva de nova geração de pessoas dando oportunidade. Então acho que o Flávio inaugurou um momento muito importante para a gestão pública e para a política maranhense.
E esses quadros agora, que têm essa experiência de gestão, resultados efetivos para a população, estão se colocando à disposição da população maranhense para contribuir em outras áreas. Portanto, eu acho que a gente está fazendo uma mudança também geracional na política maranhense e com campo de esquerda apresentando ótimos quadros, com resultados efetivos, com eficiência.
Então, acho que o Flávio também teve essa característica, além de melhorar a vida da população maranhense, de ter uma alta aprovação de seu governo, de implementar políticas públicas que antes nunca nenhum governante teve coragem de fazer.
Ele possibilitou que jovens pudessem comandar programas com o Escola Digna, como os Restaurantes Populares, o incremento da rede de saúde pública, incremento da agricultura familiar. E isso credenciou muita gente nova para a política maranhense, que em breve será um dos quadros nacionais também.