Logo Blog
aplikasitogel.xyz hasiltogel.xyz paitogel.xyz
Notícias
  • Jorge Vieira
  • 8/jul/2026

Lula lidera cenários de 1º e 2º turnos, diz Meio/Ideia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança em todos os cenários de primeiro e segundo turno para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (8). Os dados indicam que o petista ampliou sua vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que permanece como principal adversário nas simulações.

No cenário principal de primeiro turno, Lula registra 40,4% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 32%. Em comparação com a rodada anterior do levantamento, divulgada em maio, o presidente avançou de 38,5% para 40,4%, ao passo que o senador passou de 31,5% para 32%, ampliando a distância entre os dois principais nomes da disputa.

Os demais pré-candidatos aparecem com percentuais inferiores a 5%. Ronaldo Caiado (PSD) soma 4%, Romeu Zema (Novo) tem 2,5%, Aécio Neves (PSDB) registra 2%, Renan Santos (Missão) aparece com 2% e Augusto Cury (Avante), 1,5%. Joaquim Barbosa (DC) e Cabo Daciolo (Mobiliza) marcam 0,5% cada, enquanto Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP) registram 0,4%. Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) aparecem com 0,1%.

A pesquisa também simulou uma disputa de primeiro turno com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como candidata do PL. Nesse cenário, Lula mantém os mesmos 40,4%, enquanto Michelle alcança 29,4%. Os demais concorrentes apresentam os seguintes resultados: Ronaldo Caiado (7%), Romeu Zema (4,4%), Renan Santos (3,5%), Aécio Neves (3,2%), Augusto Cury (2,5%), Joaquim Barbosa (0,6%), Cabo Daciolo (0,4%) e Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Edmilson Costa e Samara Martins, todos com 0,1%.

Lula lidera todos os cenários de segundo turno

O levantamento também testou seis cenários de segundo turno, e Lula aparece na dianteira em todos eles.

Na simulação contra Flávio Bolsonaro, o presidente obtém 45% das intenções de voto, contra 40% do senador. Na pesquisa anterior, Lula registrava 46,5%, enquanto Flávio tinha 41,4%.

Nos demais confrontos, os resultados são os seguintes:

  • Lula 45% x Joaquim Barbosa 23%
  • Lula 45% x Renan Santos 33%
  • Lula 45% x Romeu Zema 37%
  • Lula 45% x Ronaldo Caiado 37,6%
  • Lula 45% x Michelle Bolsonaro 36%

Em todas as simulações, Lula mantém vantagem sobre os adversários testados, consolidando a liderança tanto no primeiro quanto no segundo turno, de acordo com o levantamento.

A pesquisa foi encomendada pelo canal Meio e entrevistou 1.500 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 3 e 6 de julho. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05628/2026.

  • Jorge Vieira
  • 8/jul/2026

Governo e oposição trocam pancadaria; ainda estamos na pré-campanha

Os dois principais pré-candidatos ao governo do Maranhão, Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB) iniciaram a pancadaria antes mesmo do período oficial determinado pela Justiça Eleitoral para as campanhas. O candidato apoiado pelo Palácio dos Leões, em desvantagem na capital, seu vice, o ex-prefeito da capital, Edivaldo Holanda Junior (Republicanos) e o governador Carlos Brandão (MDB) partiram para o confronto direto com Braide questionando sua gestão, assim como da sua sucessora Esmênia Miranda (PSD).

O embate já era esperado desde que Edivaldo foi confirmado como vice na chapa de Orleans como forma de “municipalizar” a eleição, tentar ofuscar a imagem de bom gestor de Braide e amenizar um possível massacre nas urnas no maior colégio eleitoral do estado, como aconteceu com Jackson Lago em 2006 contra Roseana Sarney(MDB), impossível de reverter no interior do estado, mas não já na pré-campanha.

Antes mesmo do esperado, Orleans Brandão, Edivaldo e Carlos Brandão partiram um confronto com o ex-prefeito Eduardo Braide, atingindo por tabela a prefeita Esmênia. Os governistas iniciaram o tiroteio verbal, questionando o sistema de transporte. O candidato a governador Orleans Brandão chegou a firmar que que ele, se eleito, vai resolver a questão do transporte público, mas a provocação não ficou barata.

Eduardo Braide reagiu, gravou vídeo e publicou nas redes sociais no Terminal da Ponta da Madeira e disparou que o governo não consegue sequer resolver a travessia de ferry boat para o Cujupe, que diga-se de passagem, é da competência do estado.

A estratégia do candidato do governo é nítida, bem clara: desgastar Braide em São Luís, reduto eleitoral em que o ex-prefeito da capital é muito forte, uma verdadeira ameaça de avalanche de votos na Grande Ilha, que pode ser determinante para o resultado da eleição. Edivaldo, que pretendia ser candidato a deputado estadual, foi chamado numa tentativa de amenizar a desvantagem, resta saber se o remédio vai surtir efeito.

Não resta dúvidas que Orleans, aparentemente, é forte no interior do estado por conta do apoio de prefeitos, principalmente dos pequenos municípios onde a grande maioria da população vive quase que exclusivamente dependente do poder público, daí a necessidade de conquistar espaços em São Luís e Edivaldo é a esperança de pelo menos reduzir a vantagem de Braide.

O ex-prefeito Edivaldo tem cumprido seu papel de batedor, algo que foge ao seu perfil. Vem usando as redes sociais para o confronto verbal, iniciando com questionamentos sobre o Sistema de Transporte e tentado fazer um comparativo entre as duas gestões. Já o governador atacou a saúde pública do município, mas levou o troco imediato ao ser alertado que a saúde estadual é que não funciona e lota os socorrões de São Luís.

Sim o clima já está quente agora, imagine quando as campanhas forem liberadas.

  • Jorge Vieira
  • 6/jul/2026

MARTELO BATIDO: novo podcast de análise política é lançado em São Luís

O Maranhão acaba de ganhar um novo espaço para o debate público, análise política e discussão dos principais temas que impactam o estado. Trata-se do podcast Martelo Batido, que reúne semanalmente, todos os sábados, dois nomes conhecidos do cenário maranhense: o jornalista Jorge Vieira e o administrador de empresas e historiador Paulo Matos.

Martelo Batido nasce com o propósito de analisar com profundidade os fatos políticos com responsabilidade e, acima de tudo, imparcialidade, levando ao público entrevistas, debates e comentários sobre os acontecimentos que influenciam a vida dos maranhenses.

A iniciativa busca oferecer ao público um ambiente de diálogo qualificado com lideranças políticas, gestores públicos, empresários, representantes da sociedade civil, pesquisadores e especialistas sobre os desafios e as perspectivas sócio econômico do Maranhão.

Segundo Paulo Matos, o objetivo é contribuir para a formação de uma opinião pública bem estruturada.

“Queremos criar um espaço onde a política seja debatida com seriedade, respeito e pluralidade de ideias. O Maranhão precisa de ambientes que estimulem o diálogo e a reflexão sobre os grandes temas do presente e do futuro”, destacou.

Já o jornalista Jorge Vieira ressalta que o programa pretende ir além da cobertura diária dos acontecimentos políticos. Conforme Vieira, Martelo Batido será também um canal de análises de cenários de forma isenta e comprometido com a realidade dos fatos.

“O Martelo Batido será um espaço para análise, contexto e compreensão dos fatos, aproximando a sociedade dos bastidores e das decisões que impactam diretamente a vida da população”, afirmou.

Com linguagem acessível, entrevistas exclusivas e análises de conjuntura, o podcast pretende se consolidar como uma das principais plataformas de debate político do Maranhão.

  • Jorge Vieira
  • 6/jul/2026

O melhor cabo eleitoral de Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem do que se queixar. Seu principal adversário na disputa eleitoral, o senador Flávio Bolsonaro, não para de dar tiros no próprio pé. O mais recente foi um documento de 86 páginas que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) para implorar ao governo americano que suspenda um novo tarifaço contra o Brasil até a definição das eleições, em outubro.

O senador argumentou que a imposição de tarifas fortaleceria as chances eleitorais de Lula, como aconteceu há um ano, quando os Estados Unidos impuseram um tarifaço. O raciocínio é simples: como a família Bolsonaro trabalhou incessantemente para persuadir o governo americano a punir o Brasil em razão da prisão do ex-presidente, qualquer medida tomada por Washington contra o País é automaticamente vista como resultado dessa influência.

Está claro, portanto, que o único objetivo de Flávio com sua carta não é tentar dissuadir o governo americano a desistir das tarifas, e sim evitar que Lula fature politicamente com esse novo ataque ao Brasil.

Trata-se de algo assombroso mesmo para alguém como Flávio, tão subserviente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Poucos dias antes, o senador já havia oferecido a Trump a possibilidade de palpitar abertamente no processo de transição de governo no Brasil caso seja eleito, um evidente absurdo.

Agora, no momento em que o governo brasileiro envia sua defesa contra a ameaça de outro tarifaço dos Estados Unidos, Flávio dobra a aposta e trabalha com afinco para atrapalhar o Brasil em nome de seus projetos políticos.

Flávio Bolsonaro parece muito mal assessorado. Compreende-se a apreensão do senador com os danos eleitorais causados pela imposição de tarifas americanas contra o Brasil, porque não é possível dissociá-las de seu sobrenome. Mas a iniciativa de pedir ao governo americano que espere as eleições para castigar o Brasil mostra que o senador não tem a menor consideração pelo país que pretende governar e que a única razão de sua candidatura é derrotar Lula.

Por tabela, Flávio convidou Trump explicitamente a interferir na eleição brasileira ao vincular a imposição de tarifas ao calendário eleitoral, o que é um verdadeiro atentado à democracia do País. Em troca, o senador ofereceu aos americanos uma “busca agressiva” de acordos comerciais, o que passaria pelo abandono do Mercosul. Prometeu também rever a carga tributária sobre cartões de crédito, dominados por empresas americanas, e zerar as tarifas sobre o etanol americano. É o pacote completo da subserviência.

De bate-pronto, Lula fez bom uso do presentão recebido. “É inaceitável que a família Bolsonaro, com o seu entreguismo, queira submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos”, publicou o perfil do presidente no X. Para Lula, trata-se de “mais uma atitude de traidores da Pátria”.

Já ficou claro, a esta altura, que Flávio Bolsonaro e a coordenação de sua campanha não sabem o que fazer para reduzir o desgaste causado pela decisão dos Estados Unidos de punir o Brasil com tarifas. Ainda que a atitude americana provavelmente nada tenha a ver com os pleitos dos lobistas bolsonaristas nos Estados Unidos – e é mesmo difícil acreditar que Trump tenha resolvido fazer algo dessa magnitude só porque um Bolsonaro lhe pediu –, será praticamente impossível dissociar o tarifaço dos Bolsonaros. Afinal, é inesquecível o efusivo agradecimento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro a Trump depois que os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 50% aos produtos brasileiros, há um ano.

O efeito disso tudo não é apenas o desgaste de Flávio, de resto um candidato fraquíssimo, que não tem a apresentar nada além de seu sobrenome. É a injeção de oxigênio na campanha de Lula a poucos meses da eleição. Se a ideia dos Bolsonaros é ajudar a reeleger Lula para manter vivo o inimigo que justifica sua existência política, está funcionando. (Editorial do Estadão)

  • Jorge Vieira
  • 3/jul/2026

Tática eleitoral do PT para o Maranhão é criticada por Zé Inácio

O ex-deputado estadual Zé Inácio criticou, em postagem na plataforma X (ex-Twitter) a tática eleitoral do PT para o Maranhão. Para o ex-parlamentar, que deve ser novamente candidato nas eleições 2026, a posição da direção nacional do partido para o estado pode causar prejuízo eleitoral ao projeto de reeleição do presidente Lula, assim como facilitar a eleição de um senador do campo da direita.

“Erro na estratégia do PT nacional no MA pode levar à redução da votação de Lula no estado e facilitar a eleição de um senador bolsonarista. Estão fazendo aqui o que o PT não fez em nenhum estado da Federação nos últimos 20 anos. É urgente rever essa equivocada tática eleitoral!”, observou Zé Inácio, um dos militantes históricos do partido que defende a aliança com o candidato governista Orleans Brandão (MDB),

A direção nacional do PT decidiu bancar a candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT) ao governo e rechaçar a formação de palanque duplo no Maranhão para o presidente Lula, posição que não agrada a maioria de direção estadual do partido, mas que não tem poderes para contestar a decisão do comando nacional.

Além da candidatura de Camarão ao governo, o PT terá como candidata ao Senado a senadora Eliziane Gama, que vai tentar a reeleição com o apoio declarado do presidente Lula.

O governador Carlos Brandão, aliado do presidente, no entanto, ainda não desistiu e continua tentando ter o PT no palanque de Orleans; admite até entregar uma das vagas de senador na chapa para Eliziane, segundo comentários nos bastidores da sucessão.

  • Jorge Vieira
  • 2/jul/2026

Fundo ligado ao filme “Dark Horse” nunca executou projeto imobiliário no Texas e permaneceu ativo até receber milhões de Vorcaro, revela Intercept

Uma investigação do Intercept Brasil revela que o Havengate Development Fund LP, fundo que recebeu ao menos US$ 10,6 milhões de empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, foi originalmente criado para captar investidores para um ambicioso projeto imobiliário no Texas que jamais foi executado. Apesar de o empreendimento nunca ter saído do papel, o fundo permaneceu ativo por anos e acabou sendo utilizado, posteriormente, para receber recursos destinados à produção cinematográfica que hoje é alvo de investigação da Polícia Federal.

Segundo a reportagem, baseada em documentos, registros públicos dos Estados Unidos e verificações realizadas no próprio local onde o empreendimento deveria existir, o projeto denominado Havengate Community prometia construir um complexo residencial e comercial de US$ 21,1 milhões na cidade de Melissa, no Texas. O empreendimento era apresentado como uma oportunidade de investimento para estrangeiros — inclusive brasileiros — e vinculava os aportes financeiros ao programa EB-5, mecanismo que permite a obtenção do green card, a residência permanente nos Estados Unidos, mediante investimentos qualificados.

Projeto prometia condomínio de alto padrão e acesso ao green card

O material publicitário da Havengate Community, produzido em 2020 pela Calixsan Capital Management LLC, apresentava o empreendimento como um novo conceito de moradia, prometendo integrar saúde, bem-estar, esportes, tecnologia e áreas comerciais em uma comunidade planejada próxima a Dallas.

Segundo o prospecto, o projeto ocuparia cerca de 95 acres, equivalentes a aproximadamente 384 mil metros quadrados, onde seriam construídos 300 lotes residenciais, 58 casas geminadas (townhomes) e cerca de 29 mil metros quadrados de área comercial. A divulgação destacava infraestrutura moderna, rede 5G e localização privilegiada ao lado de uma das melhores escolas da região de Melissa.

Além da promessa imobiliária, o principal atrativo comercial era a associação direta com o programa americano EB-5, pelo qual investidores que aplicassem recursos no empreendimento poderiam pleitear residência permanente nos Estados Unidos. À época, o investimento mínimo exigido era de US$ 1,8 milhão.

Investigações mostram que empreendimento nunca existiu

A reportagem do Intercept consultou registros oficiais do estado do Texas, do condado de Collin e da prefeitura de Melissa. Nenhum deles confirma a existência do empreendimento.

De acordo com os levantamentos, não há qualquer terreno registrado em nome do Havengate Development Fund LP, tampouco em nome da Calixsan Capital Management, da Artec Integrated Solutions, da corretora Sanmo Realty ou dos responsáveis pelo projeto, Paulo Calixto e Altieris Santana.

Também não existe registro de licença de construção emitida pela prefeitura de Melissa para um empreendimento denominado Havengate Community.

Para confirmar as informações documentais, jornalistas do Intercept estiveram na região indicada como local do empreendimento. O terreno destinado à área comercial permanece coberto por vegetação, sem placas de obra, licenciamento ou qualquer sinal de atividade relacionada ao projeto anunciado.

Na área vizinha existe atualmente um condomínio residencial chamado Meadow Park, desenvolvido pela incorporadora americana Ashton Woods, empreendimento que, segundo a reportagem, não possui qualquer vínculo com a Havengate Community.

Arquiteto confirma que obras jamais começaram

O Intercept também ouviu o arquiteto Jordan Rey, que participou da fase inicial do projeto por meio da empresa Artec Integrated Solutions, pertencente ao seu pai, David Rey.

Segundo Rey, o empreendimento foi abandonado antes mesmo da obtenção das autorizações necessárias para sua construção.

“Pelo que entendo, o projeto foi encerrado antes que a cidade emitisse qualquer licença de construção e antes do início efetivo das obras.”

O arquiteto afirmou ainda que sua empresa participou apenas da fase de concepção do empreendimento, realizando estudos, pesquisas e reuniões para obtenção das licenças municipais, mas destacou que nenhuma obra foi executada.

Gestora abandonou registro regulatório durante cronograma das obras

Outro aspecto destacado pela investigação diz respeito à situação regulatória da Calixsan Capital Management, empresa responsável pela gestão do fundo.

Segundo o Intercept, a Calixsan possuía registro como gestora de investimentos nos estados do Texas e da Flórida desde 2015, condição que exigia prestação periódica de informações às autoridades reguladoras americanas.

Entretanto, em maio de 2021, a empresa encerrou seu registro no Texas e, quatro meses depois, fez o mesmo na Flórida.

A decisão ocorreu justamente no período em que, conforme o cronograma divulgado aos investidores, as obras deveriam estar em andamento e os primeiros lotes estariam próximos da entrega.

Apesar disso, o Havengate Development Fund LP não foi encerrado. O fundo permaneceu juridicamente ativo junto às autoridades fiscais do Texas, assim como sua administradora, a Havengate Development Fund GP LLC.

Fundo permaneceu aberto sem atividade pública

A reportagem também verificou registros da Securities and Exchange Commission (SEC), órgão equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira.

Segundo o Intercept, o Havengate Development Fund LP nunca apresentou o Form D, documento normalmente exigido para fundos que comercializam participações por meio de ofertas privadas nos Estados Unidos.

Ainda conforme a investigação, durante quase quatro anos o fundo permaneceu ativo sem apresentar sinais públicos de operação: não houve atualizações em suas páginas oficiais, registros de propriedades, obras, captação pública de investidores ou comunicações relevantes aos órgãos reguladores.

Mesmo assim, permaneceu juridicamente existente.

Fundo passou a receber recursos destinados ao filme “Dark Horse”

Foi justamente essa estrutura que voltou a movimentar recursos em 14 de fevereiro de 2025, quando o Havengate Development Fund LP recebeu uma transferência internacional de US$ 2 milhões proveniente da empresa Entre Investimentos e Participações, ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo comprovante obtido pelo Intercept, o pagamento correspondeu à primeira parcela de um acordo envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro que atualmente integra investigações conduzidas pela Polícia Federal.

A reportagem informa que, ao todo, empresas vinculadas ao grupo de Vorcaro transferiram pelo menos US$ 10,6 milhões para o fundo.

Personagens envolvidos

O material publicitário do empreendimento foi produzido pela Calixsan Capital Management LLC, empresa registrada na Flórida cujos sócios são Paulo Calixto — advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos — e o corretor de imóveis Altieris Santana.

Ambos também aparecem como administradores do Havengate Development Fund LP.

Segundo o Intercept, o escritório Law Offices of Paulo Calixto PLLC permanece registrado como agente legal tanto do fundo quanto da empresa responsável por sua administração.

Sem respostas até a publicação

O Intercept informou que procurou a Calixsan Capital Management, seus sócios Paulo Calixto e Altieris Santana, além da defesa de Daniel Vorcaro, para comentar as informações levantadas pela reportagem.

Até a publicação da investigação, não houve retorno dos contatos realizados. O veículo informou que o espaço permanece aberto para manifestações dos envolvidos. (247)

  • Jorge Vieira
  • 1/jul/2026

Orleans confirma Edivaldo como vice na chapa

Agora pé oficial. O ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Junior (Republicanos) será candidato a vice na chapa do candidato a governador Orleans Brandão (MDB).  O anunciou foi feito nesta quarta-feira (1º) pelo emedebista através de vídeo publicado nas redes sociais.

Edivaldo governou São Luís por dois mandatos, sendo o segundo disputado e vencido contra o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), que se desincompatibilizou do mandato para concorrer ao governo do estado nas eleições 2026.

O agora pré-candidato a vice-governador na chapa governista pretendia ser candidato a deputado estadual e vinha fazendo visitas aos bairros da capital revendo lideranças e amigos, mas acabou aceitando o convite para ser vice de Orleans.

Ao anunciar Edivaldo como seu companheiro de chapa majoritária, o candidato apoiado pelo governador Carlos Brandão tenta neutralizar a forte liderança exercida por Braide na capital, principal colégio eleitoral do estado.

Edivaldo Holanda Júnior, de 47 anos, fez sua trajetória política na capital. Vereador de São Luís por dois mandatos, deputado federal eleito em 2010 como o mais votado da capital e prefeito de São Luís por dois mandatos consecutivos, entre 2013 e 2020, tem muito a contribuir como candidato a vice.

Ex-secretário de Estado de Assuntos Municipalistas, ressaltou a experiência administrativa de Edivaldo e disse que ele chega para somar. “Edivaldo vem somar a esse projeto que pretende avançar ainda mais com conquistas para o nosso estado. É um homem sério, com experiência administrativa.

1 2 3 2.809

Buscar

aplikasitogel.xyz hasiltogel.xyz paitogel.xyz