Os dois principais pré-candidatos ao governo do Maranhão, Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB) iniciaram a pancadaria antes mesmo do período oficial determinado pela Justiça Eleitoral para as campanhas. O candidato apoiado pelo Palácio dos Leões, em desvantagem na capital, seu vice, o ex-prefeito da capital, Edivaldo Holanda Junior (Republicanos) e o governador Carlos Brandão (MDB) partiram para o confronto direto com Braide questionando sua gestão, assim como da sua sucessora Esmênia Miranda (PSD).
O embate já era esperado desde que Edivaldo foi confirmado como vice na chapa de Orleans como forma de “municipalizar” a eleição, tentar ofuscar a imagem de bom gestor de Braide e amenizar um possível massacre nas urnas no maior colégio eleitoral do estado, como aconteceu com Jackson Lago em 2006 contra Roseana Sarney(MDB), impossível de reverter no interior do estado, mas não já na pré-campanha.
Antes mesmo do esperado, Orleans Brandão, Edivaldo e Carlos Brandão partiram um confronto com o ex-prefeito Eduardo Braide, atingindo por tabela a prefeita Esmênia. Os governistas iniciaram o tiroteio verbal, questionando o sistema de transporte. O candidato a governador Orleans Brandão chegou a firmar que que ele, se eleito, vai resolver a questão do transporte público, mas a provocação não ficou barata.
Eduardo Braide reagiu, gravou vídeo e publicou nas redes sociais no Terminal da Ponta da Madeira e disparou que o governo não consegue sequer resolver a travessia de ferry boat para o Cujupe, que diga-se de passagem, é da competência do estado.
A estratégia do candidato do governo é nítida, bem clara: desgastar Braide em São Luís, reduto eleitoral em que o ex-prefeito da capital é muito forte, uma verdadeira ameaça de avalanche de votos na Grande Ilha, que pode ser determinante para o resultado da eleição. Edivaldo, que pretendia ser candidato a deputado estadual, foi chamado numa tentativa de amenizar a desvantagem, resta saber se o remédio vai surtir efeito.
Não resta dúvidas que Orleans, aparentemente, é forte no interior do estado por conta do apoio de prefeitos, principalmente dos pequenos municípios onde a grande maioria da população vive quase que exclusivamente dependente do poder público, daí a necessidade de conquistar espaços em São Luís e Edivaldo é a esperança de pelo menos reduzir a vantagem de Braide.
O ex-prefeito Edivaldo tem cumprido seu papel de batedor, algo que foge ao seu perfil. Vem usando as redes sociais para o confronto verbal, iniciando com questionamentos sobre o Sistema de Transporte e tentado fazer um comparativo entre as duas gestões. Já o governador atacou a saúde pública do município, mas levou o troco imediato ao ser alertado que a saúde estadual é que não funciona e lota os socorrões de São Luís.
Sim o clima já está quente agora, imagine quando as campanhas forem liberadas.
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