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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 28/mar/2012

Ministra desmente apoio a Lobão na eleição do Senado

Ideli Salvatti diz que “não tem fundamento suposta intenção de patrocinar candidato a presidente do Senado”

Adriano Ceolin, iG Brasília

Apoio do Planalto a Lobão é blêfe
A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, negou, por meio de nota oficial, o desejo de o Palácio do Planalto interferir na escolha do próximo presidente do Senado. A eleição está marcada para fevereiro de 2013, mas as articulações já começaram 
“Não têm qualquer fundamento as notícias divulgadas nos últimos dias atribuindo ao Executivo Federal uma suposta intenção de patrocinar candidato à presidência do Senado Federal. Tais referências desrespeitam a independência do Poder Legislativo e afrontam às prerrogativas dos senhores parlamentares, a quem caberá, em 2013, de forma soberana e autônoma, escolher os dirigentes das duas casas legislativas”, diz a nota à imprensa assina por Ideli.
Conforme antecipou o Poder Online na semana passada, a presidenta Dilma Rousseff gostaria de eleger para a Presidência do Senado o atual ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), que é senador licenciado. Nesse caso, ficaria excluído da disputa o atual líder do PMDB, Renan Calheiros (AL). Oficialmente, Calheiros diz que não é candidato, mas trabalha nos bastidores para se viabilizar.
Dilma não tem simpatia pela candidatura de Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara, que tem travado uma luta por cargos e emendas desde início do governo da presidenta, em janeiro de 2011. Alves tem um acordo com o PT, maior bancada da Câmara, para apoiá-lo como candidato a presidente em 2013. Porém, os petistas já cogitam em desfazer o compromisso.

  • Jorge Vieira
  • 28/mar/2012

Investigação de crime eleitoral pelo MPE é considerada válida

Sessão do TSE realizada na noite de ontem (27)
Por maioria de votos, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram validar um processo que envolve crime eleitoral e que teve o procedimento investigativo instaurado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). O recurso chegou ao TSE com o objetivo de discutir se o MPE teria atribuições para realizar investigação a fim de apurar crimes eleitorais.

O julgamento foi retomado na noite desta terça-feira (27) com o voto vista do ministro Marcelo Ribeiro que, ao acompanhar a relatora, ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, votou no sentido de validar a investigação.

O caso

A investigação do MPE ocorreu no Município de Cairu, Bahia, para apurar acusação de corrupção ativa e passiva do candidato a vereador Abdon Abdala Ché Neto. O MPE sustenta que o Tribunal Regional da Bahia (TRE-BA), ao conceder o trancamento da ação penal, contrariou a Constituição Federal e o Código de Processo Penal no ponto em que definem as atribuições do Ministério Público.

O chefe do Ministério Público, Roberto Gurgel, defendeu a investigação ao afirmar que apenas foram reunidas provas convencionais, não caracterizando um procedimento investigatório. No entanto, disse que o entendimento da PGR é no sentido de que o MPE tem o poder de investigar. “É plena a legitimidade constitucional do poder de investigar do MP. Os organismos policiais não têm, no sistema jurídico brasileiro, o monopólio da competência penal investigatória”, afirmou.

“Não reconhecer o poder investigatório do Ministério Público significa amputar-lhe as suas atribuições em afronta ao texto da Constituição à sua missão. Significa podar de uma forma radical as suas atribuições e impedir que elas sejam adequadamente exercidas”, salientou.

Relatora

Na ocasião do início do julgamento, em setembro do ano passado, a relatora, ministra Cármen Lúcia, lembrou que o TSE tem admitido procedimentos administrativos investigatórios pelo Ministério Público como suficientes para a apresentação de denúncia criminal, acompanhando jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Destacou, ainda, que o Supremo Tribunal Federal (STF) examina um processo com matéria relativa à competência do MP para executar procedimento investigatório e dar início à ação penal. Ressaltou também que em algumas decisões tomadas nas turmas do Supremo ficou entendido que a denúncia pode ser fundamentada em peças obtidas pelo MP, sem a necessidade do prévio inquérito policial. Ao concluir seu voto, a ministra Cármen Lúcia determinou o prosseguimento da ação penal.

No mesmo sentido votaram os ministros Gilson Dipp, Nancy Andrighi e Arnaldo Versiani.

Ao apresentar seu voto na sessão desta terça, o ministro Marcelo Ribeiro também acompanhou a relatora e destacou que cabe à polícia o papel central na investigação penal, mas não é vedada tal função ao Ministério Público, que pode participar em caráter subsidiário e quando necessário.

Divergência

A divergência foi aberta pelo ministro Marco Aurélio, que destacou o artigo 129 da Constituição Federal ao citar que cabe ao Ministério Público “promover privativamente a ação penal pública, na forma da lei”. Para o ministro Marco Aurélio, “não pode, o que tem a titularidade da ação penal, investigar e acusar”, ressaltou.

De acordo com o ministro, “cabe a ele requisitar, não implementar, diligências investigatórias e requisitar instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais”.

O ministro disse ainda que o artigo 144 da Constituição Federal prevê que as investigações devem ser promovidas pelas polícias civis, dirigidas por delegados de carreira. E no caso da Justiça Eleitoral, pela Polícia Federal. “Não creio que possa o MP colocar a estrela no peito e a arma na cintura e partir para investigações”.

O presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski, acompanhou a divergência aberta pelo ministro Marco Aurélio lembrando que a palavra final sobre o poder de investigação do Ministério Público ainda será analisado em definitivo pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

  • Jorge Vieira
  • 28/mar/2012

Agripino assume lugar de Demóstenes e fala em expulsão

Agripino Maia, o novo líder do DEM no Senado
Sérgio Lima – Folha Press/02.fev.2009

SIMONE IGLESIAS
 
O senador José Agripino (RN) assumiu nesta terça-feira (27) a liderança do DEM, depois de o colega de bancada e de partido Demóstenes Torres (GO) pedir o afastamento do cargo em meio às denúncias de ligação com o empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Agripino disse que a Procuradoria Geral da República tem que divulgar o inquérito para que Demóstenes possa se defender de fatos e não de insinuações.
                                                                           
O novo líder afirmou que a situação de Demóstenes é “incômoda” porque sobre ele pairam dúvidas que não foram esclarecidas. “O que não pode é perdurar a dúvida. É acusado de que?Qual a legitimidade da denúncia? A Procuradoria tem todos os elementos para fazer isso, para que os acusados possam ter direito de defesa. É isso que o DEM quer”, disse.
Agripino afirmou que o partido não convive com a falta de ética e que, caso as denúncias sejam comprovadas, Demóstenes será expulso. “Na hora em que seus líderes são acusados, com base em evidências em perda de decoro, o partido nunca hesitou em expulsar. O Democratas tem uma tradição a zelar e a zelará. Não convivemos com a perda da ética.”
Investigação policial gravou cerca de 300 diálogos entre o senador Demóstenes e o empresário de jogos por pelo menos oito meses. O democrata também ganhou de Cachoeira um fogão e uma geladeira, presentes que segundo Demóstenes foram oferecidos por um “amigo” quando se casou no ano passado.
 
AFASTAMENTO
Demóstenes pediu nesta terça-feira para deixar a liderança do DEM no Senado. Em meio às denúncias de ligação com o empresário, ele enviou carta para o presidente do partido, senador José Agripino (DEM-RN), formalizando o pedido para se afastar da liderança.
“A fim de que eu possa acompanhar a evolução dos fatos noticiados nos últimos dias, comunico a Vossa Excelência o meu afastamento da liderança do Democratas no Senado Federal”, afirmou em carta de três linhas endereçada a Agripino.
Abatido, Demóstenes passou a manhã em seu gabinete no Senado, mas não circulou pelos corredores da Casa. O democrata procurou líderes partidários para pedir apoio político. Disse que espera o julgamento criminal pela Procuradoria Geral da República, mas espera ser poupado de um processo no Conselho de Ética do Senado –que poderia lhe acarretar a perda de mandato.

  • Jorge Vieira
  • 27/mar/2012

Após acusações, Demóstenes Torres deixa a liderança do DEM no Senado

Do UOL, em Brasília e São Paulo
 
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) pediu afastamento da liderança do DEM no Senado, na tarde desta terça-feira (27), em carta enviada ao presidente nacional da legenda, José Agripino Maia (RN). No texto, Demóstenes afirma que precisa de mais tempo para se dedicar à defesa das acusações que o envolvem com o empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.
“A fim de que possa acompanhar a evolução dos fatos noticiados no últimos dias, comunico à Vossa Excelência meu afastamento da Liderança do Democratas no Senado Federal”, disse o senador.
A imprensa tem divulgado uma série de reportagens com indícios da ligação de Demóstenes com Carlinhos Cachoeira. Reportagem da revista “CartaCapital“, assinada por Leandro Fortes, afirma que o senador arrecadou R$ 50 milhões após se associar com o bicheiro, que, segundo a Polícia Federal, controlava uma rede de 8.000 máquinas ilegais de caça-níqueis e 1.500 bingos clandestinos.
A reportagem diz ter obtido, junto ao núcleo de inteligência policial da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, um relatório sigiloso da Operação Monte Carlo, que dá detalhes da relação entre o senador e o bicheiro.
Segundo a publicação, o esquema de Cachoeira rendeu R$ 170 milhões nos últimos seis anos, dos quais Demóstenes teria ficado com cerca de 30%.
Em relatório enviado à Procuradoria Geral da República, a Polícia Federal informou que o senador Demóstenes Torres, líder do DEM, pediu dinheiro ao bicheiro e explorador de caça níquéis Carlinhos Cachoeira. A notícia ganhou as páginas do Globo. De acordo com o jornal, o documento da PF foi enviado à Procuradoria em 15 de setembro de 2009. E o procurador-geral da República Roberto Gurgel nada fez.
Ainda segundo a reportagem, a Polícia Federal saberia, desde 2006, que o senador, que é ex-procurador, ex-delegado e ex-secretário de Segurança Pública de Goiás, teria relação direta com o grupo de Cachoeira.
Além de Demóstenes, os deputados federais por Goiás Rubens Otoni (PT), Carlos Alberto Leréia (PSDB) e Jovair Arantes (PTB) teriam envolvimento com o bicheiro, diz a revista.
Ainda de acordo com a “CartaCapital”, o senador teria conseguido manter em sigilo sua suposta ligação com Cachoeira após subornar um delegado da PF em Goiás que estava entre os 35 presos na operação Monte Carlo, em 29 de fevereiro.
Em meio às acusações de irregularidades, Demóstenes confirmou apenas que havia recebido presentes de casamento –uma geladeira e um fogão importados– de Cachoeira. Porém, vieram à tona informações que o senador mantinha uma linha telefônica para conversar com o empresário.
 
O corregedor do Senado, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), enviou pedido de informações ao Ministério Público para saber se há envolvimento de Demóstenes no esquema de corrupção investigado pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Depois dessas informações, Vital do Rêgo definirá se o caso será remetido ao Conselho de Ética da Casa.
Em seu microblog Twitter, Demóstenes disse que não integrava nenhuma “organização ilegal”.
Hoje, PT, PDT e PSB protocolaram no Ministério Público Federal um pedido de esclarecimentos ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sobre a demora nas investigações da suposta relação de deputados e senadores com o empresário.
Mais cedo, o presidente do DEM, José Agripino Maia (RN), disse que o partido está incomodado com as reportagens publicadas na imprensa. Ele diz aguardar um possível pedido da Procuradoria-Geral da República de abertura de ação contra o parlamentar no Supremo Tribunal Federal (STF). Só a partir daí, a legenda vai debater uma eventual abertura de processo de expulsão de Demóstenes Torres.
(Com Agência Brasil)

  • Jorge Vieira
  • 27/mar/2012

Para oposição, Código de Licitação do governo é imoral e irresponsável

O líder da oposição, deputado Marcelo Tavares (PSB), em vibrante pronunciamento nesta manhã de terça-feira (27), denunciou que a Medida Provisória que instituiu o Código de Licitações do Estado, aprovada hoje pelo Poder Legislativo, é ilegal, imoral e irresponsável.
Segundo o parlamentar, a proposta do governo muda os valores do aditivo, tira os limites, acaba com a emergência e transforma em urgência, introduz a compra integrada, a construção integrada onde a mesma empresa vai poder fazer o projeto e a obra, prerrogativa essa que somente é dada no Governo Federal às empresa que estão fazendo estádios para a Copa do Mundo e Olimpíadas de 2016.
Conforme o líder oposicionista, a bancada do governo deveria ter interesse em defender o povo que os elegeu. “Eles deveriam estar aqui representando o povo e não a figura da política. E o povo maranhense está sendo enganado, porque aprovaram um projeto de lei que vai favorecer as empresas, isso aqui é uma vergonha nacional, nós não temos a prerrogativa de mudar uma lei federal”, defendeu.
Marcelo foi duro com os companheiros de plenário que insistem em jogar toda a sujeira do governo para debaixo do tapete e avisou: “Não adianta o líder do governo (César Pires) chegar aqui e dizer que foi Jacoby que fez, foi não sei quem que fez, e não sei quem mais fez. Nós temos que discutir o que foi feito. Mas, às vezes, os deputados para prestar serviços aos donos do poder, até rasgam as prerrogativas da Assembleia Legislativa.
“Senhores deputados, votamos aqui o código da vergonha, eu e mais alguns votamos contra, os deputados que defendem a governadora votaram a favor, os que querem dividir os bancos dos jatinhos para inaugurar as UPAs, para não perder o banco no jatinho, votaram a favor. Então é preciso que se diga a verdade. Eu devo o meu mandato aqui a muita gente, a muita gente, principalmente aos 40 mil e tantos eleitores que me colocaram aqui. Mas devo também aos outros milhões de maranhenses que não votaram em mim, mas fazem esse Estado um dos mais belos da federação e tão castigados pelos que aqui governam”, denunciou.
Marcelo Tavares concluiu seu pronunciamento afirmando que respeita os votos do parlamentares que são maioria na Casa, mesmo que seja uma maioria envergonhada. Em nome dos que me colocaram aqui, e são muitos, devo a honra de representá-los. Votei contra este código, por entender que ele não corresponde à moralidade pública, aos que votaram a favor, que é a grande maioria, eu só respeito, mas ao mesmo tempo me entristeço”, criticou.

  • Jorge Vieira
  • 27/mar/2012

“Luta contra oligarquia está só começando”, diz Bira

O deputado estadual Bira do Pindaré (PT) disse nesta manhã de terça-feira (27), na Tribuna da Assembleia Legislativa, que a luta contra a oligarquia que domina o Maranhão e quer controlar o PT está só começando.
  
Bira comemorou o desempenho das chapas que apoiaram sua pré-candidatura a prefeito de São Luís. As chapas Mensagem ao Partido – Bira Prefeito, Bira Prefeito Resistência Petista e Sou + Lula e Dilma obtiveram 808 votos contra cerca de 1000 votos das chapas que apoiavam o candidato da oligarquia.
O parlamentar terá 96 delegados que o apoiarão no encontro do dia 15 de abril. “A nossa pré-candidatura está mantida. Participaremos do encontro, nossa luta não terminou, somos vitoriosos por conquistar 808 votos plenos de direito e dignidade. Vencemos as barreiras do medo e do dinheiro fácil e obtivemos a maior votação da história do nosso campo em São Luís. Somos a resistência petista que não se vende e não se rende, queremos a emancipação do povo do Maranhão e somos contra os males da oligarquia”, afirmou Bira.
O petista agradeceu as chapas e companheiros do PT que o apoiarão na disputa, agradeceu também os partidos do Campo Democrático Popular liderados pelo Presidente da Embratur Flávio Dino. Ele encerrou seu pronunciamento lembrando que foram apresentados recursos pedindo a impugnação das chapas que apoiavam o candidato da oligarquia.
“Lutamos com as armas certas, fizemos tudo certo, temos a consciência tranquila quanto a isso. Eles inscreveram chapas ilegais, irregulares, para esta disputa. Apresentamos recursos e cobraremos respostas”, concluiu.     

  • Jorge Vieira
  • 27/mar/2012

Parlamentares licenciados incham folha do Congresso

Trinta e três congressistas que não exerceram sequer um dia de mandato custaram mais de R$ 10 milhões à Câmara e ao Senado. E seus suplentes custaram outros R$ 12 milhões
                             
No primeiro ano da atual legislatura, 33 parlamentares (5% dos 594 congressistas) não exerceram sequer um dia do mandato para o qual foram eleitos. Eles se licenciaram logo depois da posse e passaram todo o restante de 2011 fora do Congresso, no comando de secretarias e ministérios. Mas, mesmo exercendo funções no Executivo, esses 31 deputados e dois senadores continuaram recebendo do Legislativo. E apenas esse grupo de secretários e ministros recebeu R$ 10,5 milhões em salários da Câmara e do Senado no ano passado.
Além de um eventual conflito de interesse e da distorção da vontade do eleitor – que vê seu candidato não exercer o cargo para o qual foi eleito –, o afastamento desses parlamentares gerou, ainda, um ônus extra ao Congresso: além de pagar os R$ 10,5 milhões aos licenciados, a Câmara e o Senado gastou mais de R$ 12 milhões com os vencimentos dos 33 suplentes convocados para substituí-los.
No total, a conta repassada ao contribuinte, porém, é ainda maior. E difícil de ser calculada. É que, além dos 33 que passaram todo o ano fora, outros 28 congressistas se revezaram entre o Legislativo e o Executivo em 2011. Ou seja, durante todo o ano, 61 deputados e senadores (11% dos integrantes do Parlamento) se licenciaram para responder por secretarias e ministérios. Atualmente, 41 deputados e cinco senadores exercem funções fora do Congresso: dez são ministros e 36, secretários estaduais. Quatro deles assumiram as novas funções neste começo de ano.
A Constituição Federal garante ao parlamentar licenciado o direito de trocar livremente de Poder. E, o melhor para deputados e senadores: permite que eles escolham a fonte pagadora – o próprio Congresso ou o órgão ao qual está vinculado. Como os rendimentos dos congressistas superam, de longe, os recebidos pelos secretários estaduais e municipais, a quase totalidade deles opta por continuar recebendo os R$ 26,7 mil da Câmara e do Senado. A discrepância só não existe no caso dos ministros, que, desde o início de 2011, recebem remuneração igual à dos parlamentares. O único prejuízo para o licenciado é receber 13 em vez dos 15 salários anuais pagos a quem está no exercício do mandato.
De todos os 65 congressistas que se licenciaram nesta legislatura, apenas o deputado Sérgio Zveiter (PSD-RJ), atual secretário estadual do Trabalho, abriu mão dos vencimentos no Congresso. “Por estar prestando serviço no estado, achei correto receber o valor correspondente ao local onde estou exercendo a função”, afirma. Como secretário, Zveiter conta que recebe R$ 12,9 mil brutos – menos da metade do que ganharia se tivesse optado pelos rendimentos da Câmara.

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