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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 14/ago/2013

Oposição vai encaminhar ao MPE denúncia de cooptação política mediante convênio

Deputados da oposição repercutem denúncia de compra de apoio político

Os
parlamentares que integram a bancada da oposição anunciaram ontem que vão
encaminhar ao Ministério Público Eleitoral a gravação de um áudio que vazou na Oposição
internet, onde o secretário de Infraestrutura do estado e pré-candidato ao
governo em 2014, Luís Fernando Silva (PMDB), aparece dando instruções a aliados
sobre convênios e tratando sobre política ao mesmo tempo. A publicação do
diálogo pelo portal Atual 7 caiu como uma bomba no plenário da Assembleia
Legislativa, na manhã de ontem, e motivou novo confronto entre aliados da
governadora Roseana Sarney (PMDB) e da oposição.

O líder
do bloco oposicionista, deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB), interpretou o
vazamento do áudio como “ a confirmação de todas as denúncias que já fizemos,
de que aquilo que aconteceu em 2010, que foi decisivo para viciar o processo
eleitoral, de acordo com o Ministério Público Federal, vai se repetir em 2014,
ou pelo menos essa é a intenção do governo, mas nós não vamos permitir. Nós vamos
disputar é uma eleição e não um leilão”, denunciou.
Rubens
Júnior observou que o áudio revela uma conversa entre o pré-candidato de
Roseana e aliados no município de Santa Rita. Na mesa, o diálogo do líder do
governo, deputado César Pires (DEM) com o secretário adjunto da Casa Civil, João
Muniz, e com o secretário Luís Fernando, confunde o público com o privado. “Confunde-se
o secretário com o candidato. Na mesma roda se fala sobre convênio se conversa
sobre eleição. Quem está dizendo não somos nós, é uma denúncia gravíssima que
tem que ser apurada, tem que ser passada a limpo, tem que se tornar clara e
evidente se esse é o hábito do governo, de tratar de convênio e eleição na
mesma conversa”, condenou.
O líder
da oposição acrescentou ainda: “Parece que o plano era fazer o que sempre
fizeram. Mas insisto, se este era o objetivo, dessa vez será frustrado. Nós não
aceitaremos isso de forma silente, é algo que é inadmissível nos dias de hoje e
que, portanto, merece ser apurado especialmente pelo Ministério Público
Eleitoral, pelos Procuradores da República que compõem hoje o TRE. O plano de
comprar eleição de 2014 está indo por água abaixo: O “bolsa eleição” foi
desmontado, os convênios fantasmas estão sendo fiscalizados, e agora, o link,
entre os convênios e a cooptação eleitoral desmascarado”, comemorou.  
Na
avaliação do deputado Othelino Neto (PPS), o mais grave é que deixa evidente a
prova dos métodos que estariam sendo utilizado pelo secretário Luiz Fernando
para viabilizar a sua candidatura. “Aquilo que o Ministério Público, no seu
parecer utiliza como argumento para recomendar a cassação da governadora
Roseana está sendo feito ainda pior, só que com uma diferença. A Oposição está
vigilante e vai denunciar caso a caso todas essas situações onde o
pré-candidato do governo e o governo, tentam criar as condições para tomar a
eleição ou para comprar a eleição no Estado do Maranhão”, adverte.
Na
avaliação do deputado Bira do Pindaré (PT) o áudio divulgado pelo Atual 7
revela uma confusão entre aquilo que é atividade de governo com a atividade do
pré-candidato. “E me parece que há outra preocupação que é antecipar os
convênios, uma vez que em 2010, pelo parecer da Procuradoria Geral da República
ficou muito claro o uso de convênios para cooptação de cabos eleitorais. E Isso
nas vésperas da eleição”, condenou.
Reação – Diante
dos discursos inflamados dos deputados da oposição, cobrando explicações do
governo sobre a reunião ocorrida em Santa Rita, o líder do governo, César Pires
(DEM), o líder do bloco governista, Roberto Costa (PMDB) e o vice-líder Magno
Bacelar (PV) rebateram a acusação de que o secretário de Infraestrutura estaria
celebrando convênios eleitoreiros e usando a máquina administrativa para fazer
cooptação.
César
Pires disse que tem participado de diversas visitas do secretário Luís Fernando
ao interior do estado, e que por esta razão teria autoridade para dar seu
testemunho de que o secretário não estaria utilizando de nenhuma postura
inadequada como gestor público.
O líder
do bloco governista também saiu em defesa do aliado, enfatizando que “não se
pode conceber é que agora a oposição quer questionar, quer discutir a postura de
Luís Fernando. E a oposição quer patrulhar e tentar proibir o doutor Luis
Fernando de conversar com os prefeitos, conversar com os vereadores, conversar
com as lideranças comunitárias e discutir melhorias para os municípios. Isso é
inconcebível!”, criticou Roberto Costa.

  • Jorge Vieira
  • 14/ago/2013

Congressista alvo de processo acusam liados de Sarney e Renan de perseguição

GABRIELA
GUERREIRO
DE BRASÍLIA
Ouvir o texto
Senadores
trocaram acusações nesta terça-feira (13) sobre processo que tramita no
Conselho de Ética do Senado contra os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e
João Capiberibe (PSB-AP). Os dois congressistas acusam aliados do senador José
Sarney (PMDB-AP) e o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), de não
arquivarem o processo em perseguição política à atuação
“independente” dos parlamentares no Congresso.
Randolfe
disse que recebeu ameaças de colegas, incluindo o senador Gim Argello (PTB-DF),
de que o processo poderá prosseguir no Conselho de Ética se ele não recuar de
sua postura combativa.
“Não
posso admitir a submissão por conta de um procedimento que não é encerrado, que
não é fechado, por conta de um procedimento que fica pairando como se fosse
espada de Dâmocles sobre nós. E não posso e não aceitarei curvar a coluna para
isso”, disse Randolfe.
O
processo é relacionado a acusações, arquivadas pela Procuradoria Geral da
República, de que Capiberibe teria pago um “mensalão” de R$ 20 mil
para deputados estaduais em troca de apoio político na época em que foi
governador do Amapá, em 1999 e 2000. Randolfe seria um dos beneficiados com o
“mensalão” do Amapá.
Renan
encaminhou o processo à PGR em março deste ano, mas Gurgel arquivou o caso. Os
senadores dizem que a acusação foi fraudada por documentos na época, uma vez
que Randolfe era o único aliado de Capiberibe na Assembleia Legislativa do
Estado. Também afirmam que o autor das denúncias foi indiciado por narcotráfico
e está envolvido numa série de irregularidades.
No
plenário, o senador Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE) acusou Sarney de envolvimento
no caso, já que é adversário político de Randolfe e Capiberibe no Amapá. Sarney
também é aliado de João Alberto (PMDB-MA), presidente do Conselho de Ética do
Senado, de quem é amigo pessoal.
“Acho
que é o ex-presidente desta Casa José Sarney que está por trás disso. Primeiro,
porque o Presidente do Conselho de Ética não faz nada sem ouvi-lo. É do Estado
do Maranhão. Repare que coincidência. Por que um pupilo dele, uma pessoa que é
do Estado dele, que não contraria a orientação dele, ainda não resolveu isso no
Conselho de Ética?”, questionou Jarbas.
Presidente
do Conselho de Ética, João Alberto disse que não arquivou o caso porque há um
laudo pericial, elaborado a pedido do responsável pela denúncia contra os
senadores, que comprova o suposto pagamento. Randolfe e Capiberibe dizem que os
documentos que comprovam o suposto pagamento são falsos e que o perito é aliado
do responsável pela acusação, o ex-presidente da Assembleia Legislativa de
Rondônia Fran Júnior.
“O
Conselho de Ética não é subordinado à Procuradoria Geral da República. Eu não
poderia encaminhar esse documento para o arquivo. Como encaminhar com as provas
que eu tenho? Agora, dizer que no Senado alguém tenha falado comigo para tomar
qualquer posição, é uma inverdade.”
João
Alberto encaminhou o processo à Advocacia do Senado para que o órgão emita
parecer sobre o caso. Ele disse que não vai arquivar o processo sem
“respaldo” do órgão. Também disse ter elementos que
“comprovam” o envolvimento dos senadores.
Randolfe
ameaçou ingressar com representação contra Alberto por quebra de decoro
parlamentar, enquanto Capiberibe disse que vai pedir o impedimento do presidente
do conselho para julgar o caso.
ACUSAÇÕES
João
Alberto e Randolfe bateram boca no plenário por quase uma hora, numa troca de
acusações sobre o processo. O presidente do Conselho de Ética subiu à tribuna
depois que Randolfe passou a tarde recebendo a solidariedade de colegas.
O senador
Armando Monteiro (PTB-PE) cobrou o arquivamento do processo no conselho.
“Como imaginar que esse processo ainda possa estar pendente de
arquivamento na Comissão, se o próprio Procurador-Geral da República entendeu
que não havia nenhuma razão e arquivou essa denúncia?”, questionou.
O senador
Pedro Taques (PDT-MT) disse que as acusações contra Randolfe e Capiberibe não
são “dignas” de serem feitas no Senado. “Esta é uma Casa de
homens experientes, mas que, dentro de alguns deles, existe aquele pior
sentimento, o sentimento da covardia, o sentimento daquele que se esconde no
anonimato, o sentimento daquele que se esconde na escuridão, que bate e esconde
a mão.”
Presidente
do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) negou que tenha agido para levar adiante o
processo contra os dois senadores. “É inacreditável que homens públicos
façam uma discussão como essa. Esse streap tease não faz bem para o Senado.
Longe de mim qualquer movimento no sentido de investigar alguém, de esclarecer
fatos e muito menos de julgar. Em nenhum momento fomos informados do andamento
dessa investigação. Havia notícia crime na Mesa e, como algo incomum, a mandei
à Procuradoria Geral da República”, disse.
Gim
também nega ter chantageado ou ameaçado Randolfe. 

  • Jorge Vieira
  • 13/ago/2013

Prefeitura promove palestras sobre práticas sanitárias em matadouros

A Secretaria de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa), em parceria com a Secretaria de Segurança Alimentar (Semsa), deu início nesta terça-feira (13), no matadouro J.C. (BR-135, Maracanã), ao programa permanente de palestras informativas aos operários que trabalham na linha de abate de animais bovinos.
O projeto, que tem a duração inicial de quatro anos, contará, a cada dois meses, com ações educativas nas áreas de boas práticas sanitárias, doenças ocupacionais, zoonoses, entre outros temas considerados importantes para manter a sanidade da carne bovina própria para o consumo humano. O objetivo da Semapa é colocar à disposição do consumidor final, nas feiras e mercados da rede pública da capital, um produto sadio e livre de contaminações.
O secretário da Semapa, Marcelo Coelho, acredita que a educação é a melhor forma de conscientizar os operários dos matadouros industriais. “É importante manter a atuação dentro de padrões higiênico-sanitários considerados pelos técnicos, de excelência. Assim, lucra o operário, que racionaliza seu trabalho de acordo com as técnicas aprendidas, e ganha o consumidor, que evita doenças e a contaminação por ingestão de alimentos de  origem animal”, disse.
Para a secretária da Semsa Fatima Ribeiro, a parceria é importante para qualificar, informar e garantir que estes profissionais atuem em acordo com as normas de higiene sanitária. “Esse trabalho conjunto também atende a uma reivindicação antiga dos produtores para o abate de seus produtos de forma segura e mantendo a higiene”, destacou.
Antes desta ação, a equipe de nutricionistas da Semsa participou de vistoria a estes locais. Nesta etapa será realizado o treinamento em Boas Práticas de Manipulação de Alimento (BPMA). O programa de boas práticas sanitárias nos matadouros da capital terá continuidade nesta quarta-feira (14), no matadouro DA Vital, e quinta-feira (15), no matadouro Frigosouza.
Os especialistas da Semsa e da Semapa já estão concluindo as próximas palestras aos 120 operários dos abatedouros sobre zoonoses e doenças ocupacionais. Em seguida serão escolhidos outros temas referentes à área da saúde, utilizando recursos audiovisuais e teatrais para chamar a atenção e facilitar a compreensão dos operários.
A Prefeitura de São Luís mantém diariamente nos matadouros localizados na zona rural do município uma equipe de médicos-veterinários e auxiliares administrativo, que inspecionam a saúde dos animais que vão ser abatidos, a qualidade das instalações do abatedouro, o controle de zoonoses, a frigorificação da carne e o transporte do produto até os locais de comercialização.
Atualmente, são abatidos diariamente nos matadouros licenciados pela Prefeitura de São Luís (DA Vital, JC e Frigosouza) 600 animais/dia, somente para a rede municipal de feiras e mercados.

  • Jorge Vieira
  • 13/ago/2013

ABUSO DE PODER ECONÔMICO E DE AUTORIDADE

Por José Reinaldo Tavares
O parecer do Procurador Geral Eleitoral Roberto Monteiro Gurgel Santos, opinando pela cassação dos diplomas expedidos a Roseana Sarney Murad, governadora do Maranhão, e a Washington Oliveira, vice-governador, por si só já é um avanço extraordinário na justiça brasileira e uma verdadeira vitória do povo maranhense.
Quando a ação deu entrada no tribunal, comenta-se que o senador José Sarney reuniu os seus amigos do Direito, ex-ministros, e pediu que examinassem o processo, dissessem se ele devia se preocupar com a questão e qual a orientação. Eles teriam dito que, graças ao precedente criado com o julgamento de Jackson Lago e com a densidade e robustez das provas, o único caminho capaz de evitar a cassação seria não deixar que os autos chegassem ao plenário. Se chegassem, seria muito grande a possibilidade de cassação. 
Daí em diante, o que se viu foi uma tentativa infindável de atrasar o julgamento. Tentaram de tudo. Foram seis tentativas de atrasar ou paralisar o processo. Usavam preliminares alegando incompetências diversas, todas derrubadas. Mesmo assim, conseguiram atrasar o processo em oito meses com essas chicanas jurídicas. 
O pedido de cassação do diploma foi muito bem feito, comprovando cada afirmação com farta documentação. E o abuso de poder econômico pôde então ser facilmente constatado pelo Procurador-Geral, que diz em seu parecer: “O objetivo era realizar, com a maior rapidez possível, antes do período vedado, o financiamento de obras diversas.” E prossegue:  “chama atenção ainda mais, tanto pela pressa com que eram realizados [os numerosos convênios], como pelo volume dos repasses”.  
Até o Detran assinou 15 convênios com prefeituras, todos no dia 24 de junho, data da convenção, no valor de 5,4 milhões de reais. Os recursos foram liberados imediatamente. “Convém destacar que os convênios eram realizados em tempo recorde: no prazo de dois dias, eles eram assinados, publicados no órgão oficial e o dinheiro creditado na conta do município, cujos saques eram feitos em espécie, diretamente na boca do caixa”, diz o parecer. 
Com isso, Gurgel, após citar dezenas de prefeitos que receberam convênios e o resultado da eleição nesses municípios onde houve derrama de dinheiro público para votarem na governadora, conclui ser “induvidosa, portanto, a intenção de cooptar, com os recursos dos convênios, o apoio dos prefeitos, das lideranças partidárias e comunitárias, não somente dos aliados políticos, mas também daqueles ligados à oposição”. 
E completa: “em suma, a cooptação das lideranças políticas, com os recursos dos convênios, constitui fator determinante ao apoio à candidatura da governadora. A testemunha Hildo Rocha, secretário de assuntos políticos, quando indagado sobre o número de prefeitos que aderiu à candidatura da recorrida, respondeu que ‘(…) acredita que foi um número aproximado a 105 prefeitos dos 217 prefeitos dos municípios do Maranhão. Na realidade, o repasse dos recursos dos convênios foi determinante não somente na obtenção de apoio político, mas também na vitória dos recorridos nas urnas”.
E deixa isso claro em outros momentos, como a seguir: “Finalmente, o compromisso de conseguir o maior apoio político possível fez com que várias transferências de recursos aos municípios, em elevadas somas, fossem efetuadas no período vedado.” E demonstra isso na peça acusatória.
Sobre a distribuição gratuita de bens mediante programa social no ano eleitoral o Procurador-geral demonstra que o programa recebeu 130 milhões de reais no ano eleitoral e diz que a majoração excessiva de um programa de habitação às vésperas das eleições, o qual, pelas suas características, possui forte apelo popular, configura indubitavelmente abuso de poder político a atrair a sanção do artigo 22 da LC n° 64/90.
Em seguida, examina o abuso de poder econômico e de autoridade, afirmando que: “não obstante, no ano da eleição, a governadora transferiu recursos elevadíssimos aos municípios, especialmente no mês de junho e nos três dias anteriores a convenção. Para se ter uma ideia mais exata, no mês de junho houve a celebração de 979 convênios envolvendo recursos da ordem de R$ 391.290.207,48 dos quais 670 levados a publicação nos três dias anteriores à convenção, no valor total de R$ 165.094.567,06. 
O total das transferências no mês de junho impressiona quando comparado com o total das transferências durante todo o ano de 2010, no valor de R$ 407.996.940,49 (nos outros 11 meses de 2010 foram conveniados somente cerca de R$ 16.000.000,00).  E impressiona ainda mais, ao se constatar que no ano de 2011, quando não houve eleição, as transferências aos municípios desceram ao valor de R$ 160.149.888,03”. 
Resta mais que comprovado que o interesse era um só: mudar o resultado da eleição ao seu favor.
Continuemos com outros excertos do parecer ministerial: “nas alegações finais, Roseana Sarney Murad afirma que a celebração de convênios no mês de junho é uma prática permitida, e o fato de ocorrer a convenção nesse período não muda o quadro, uma vez que a lei somente a proíbe nos três meses anteriores ao pleito. A considerar o mês de junho impróprio para celebrar convênios , ‘ seria o caso de cassação de todos os governantes do Brasil, pois todos realizam convênios neste mês. E continuarão a realizar, pois a administração pública não pode parar.”
Essa é a desculpa que Roseana está colocando em seus comunicados à imprensa, mas vejam a reposta dura que Gurgel dá a essa alegação: “… há de se coibir o desvio de finalidade, o abuso de poder no processo eleitoral. O ato abusivo, mesmo praticado por todos os governantes, submete-se a reprimenda da Justiça Eleitoral. Também não é possível estabelecer uma data ou período em que a prática de abuso seja permitida, não importando sua natureza, se do poder econômico, político ou do uso dos meios de comunicação […] Essa ação [assinatura de convênios] tinha um objetivo claro e imediato: interferir no processo eleitoral em curso e beneficiar as candidaturas dos recorridos, dando a eles condições diversas dos demais candidatos.”
“E nem mesmo se pode argumentar, no caso, com a ausência de potencialidade de conduta. Pelo elevado número de convênios assinados pelo agente público e o montante de recursos financeiros transferidos a dezenas de municípios, em período tão curto do processo eleitoral, pode-se afirmar com segurança que houve abuso de poder econômico e político apto a comprometer a legitimidade da eleição e o equilíbrio da disputa.”
Sobre a maior quantidade de votos obtida por Roseana na eleição questionada, diz o Tribunal: “Para configuração do abuso de poder, não se exige nexo de causalidade, entendido esse como a comprovação de que o candidato foi eleito efetivamente devido ao ilícito ocorrido, mas que fique demonstrado que as práticas irregulares teriam capacidade ou potencialidade para influenciar o eleitorado, o que torna ilegítimo o resultado do pleito”.
Por fim, Roberto Gurgel, Procurador-geral da República, conclui assim o seu parecer: “à vista de todo o exposto, o Ministério Publico Eleitoral opina pela rejeição das preliminares e pelo provimento do recurso, a fim de que sejam cassados os diplomas expedidos aos recorridos”.
Ressalte-se que Gurgel reteve o processo por mais de um ano em seu poder, mas o seu parecer é um primor no aspecto jurídico e legal e praticamente fecha todas as portas para a argumentação da defesa de Roseana Sarney. A Ministra Eleitoral Luciana Lóssio, relatora do processo, mas que havia atuado no Tribunal como advogada de Roseana no processo de cassação de Jackson Lago, não perdeu tempo e se declarou impedida de relatar o pleito e o devolveu imediatamente à presidente do Tribunal para o sorteio de novo relator. Isso frustrou enormemente a família Sarney, que esperava que ela pudesse levar meses para se declarar impedida. Foi uma atitude digna.
A situação após o parecer é a mesma a que chegaram os advogados do senador José Sarney: só evitam a cassação, se conseguirem evitar que o processo vá a julgamento. Mas na situação atual é praticamente uma missão impossível.
De qualquer maneira, o estrago já foi muito grande no prestígio da família e só vai piorar. 
A mudança está em curso!

  • Jorge Vieira
  • 13/ago/2013

Deu no Valor Econômicol: O golpe mortal de Gurgel na oligarquia maranhense

O jornalista Raimundo  Costa, um dos principais repórteres de política em Brasília, bem informado e formador de opinião, publicou hoje no Jornal Valor Econômico o golpe mortal aplicado pelo procurador geral da República, Roberto Gurgel na oligarquia Sarney, existente no país. Leia abaixo a íntegra do comentário.
  
“No
momento em que esvazia as gavetas antes de passar o cargo, o
procurador-geral da República, Roberto Gurgel pode ter aplicado um golpe
mortal numa das mais longevas oligarquias políticas do país, a dos
Sarney, no Maranhão. Na última quarta-feira 7, Gurgel pediu ao TSE a
cassação do mandato da governadora Roseana Sarney, por abuso do poder
econômico nas eleições de 2010. Decisão um tanto tardia, é verdade, mas
que deve ter reflexos nas eleições para o governo estadual em 2014.
 
O
clã Sarney rachou. O nome mais bem situado nas pesquisas é o do
ministro Edison Lobão (Minas e Energia), mas o nome abençoado por parte
da família é o de um secretário de Estado. Enquanto Roseana é acusada de
gastar mais que o governador Sérgio Cabral (RJ) com o uso de
helicópteros (R$ 17,8 milhões em 2012), o candidato antiSarney, Flávio
Dino (PCdoB), navega por índices superiores aos 51% nas pesquisas de
opinião”.
 

  • Jorge Vieira
  • 13/ago/2013

Ministério Público investiga mais de 400 casos de trabalho infantil no Maranhão

TRABALAHO ESCRAVO
O Ministério Público do Trabalho no
Maranhão (MPT-MA) divulgou ontem  um levantamento sobre o trabalho
infantil. A instituição apura 423 procedimentos relacionados à
exploração da mão de obra infanto-juvenil em todo o estado. O MPT-MA
ainda acompanha o andamento de 360 Termos de Ajuste de Conduta (TAC),
que são uma forma extrajudicial de efetivar e regulamentar normas de
conduta para o essencial cumprimento das leis trabalhistas.
Além disso, a instituição também adota
outras estratégias para combater essa forma irregular de trabalho.
“Estamos cobrando dos municípios a implementação de políticas públicas
permanentes para enfrentar o trabalho infantil”, ressalta a procuradora
do Trabalho Luana Lima Duarte Leal, titular da Coordenadoria de Combate à
Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Coordinfância).
Dados levantados pelo IBGE indicam que
 cerca de 144 mil crianças e adolescentes, entre 10 e 17 anos, trabalham
no Maranhão. Esses jovens cumprem uma carga horária de 30 horas
semanais e recebem, em média, R$ 220. No estado, as regiões com maior
incidência de trabalho infantil são Pindaré, Baixada Maranhense e zona
urbana de São Luís, respectivamente.O trabalho infantil doméstico
envolve crianças e adolescentes que assumem a função de trabalhadores
domésticos fora de suas residências e, muitas vezes, em condições
perigosas ou análogas à escravidão. Como forma de pagamento, eles
recebem um salário ínfimo ou roupa, escola e alimentação.

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