Sigla que sofreu enorme processo de desidratação após duas sucessivas derrotas para o grupo comandado pelo ainda ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino (PSB), o MDB, agora sob o comando da família Brandão, pretende voltar a ser grande já nas próximas eleições.
A primeira demonstração de força dada na convenção realizada nesta sexta-feira (1º) quando o empresário Marcus Brandão assumiu oficialmente o comando da legenda com a responsabilidade de prepara-la para as eleições nos 217 municípios maranhense ano que vem.
A expectativa após o MDB sair das mãos da ex-governadora e deputada federal Roseana Sarney é enorme, principalmente se for confirmadas as articulações de bastidores que apontam para a futura filiação do governador Carlos Brandão (PSB), irmão de Marcus Brandão.
Além da ascensão de Marcus Brandão, um outro membros da família do governador se filiou ao MDB. Sobrinho do mandatário estadual, Orleans Brandão se filiou ao partido na presença do presidente nacional, deputado federal Baleia Rossi e de históricos do partido no Maranhão e está habilitado a concorrer nas próximas eleições.
“Estou honrado em agora fazer parte desse partido que tem tanta história no Maranhão e no Brasil. Estou pronto para dar a minha contribuição para que ele continue avançando e ajudando a construir um estado e um país melhor para todos”, disse Orleans Brandão, secretário de Estado Extraordinário de Assuntos Municipalistas e agora emedebista.
Na convenção Marcus Brandão disse ser uma honra dirigir o MDB no estado, destacou a importância nacional da legenda emedebista e disse ser homem de missão. Neste primeiro ato, o novo presidente mostrou força política reunindo prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, secretários de estado, secretários executivos do Governo Federal, ministro e lideranças de todo o Maranhão.
Como homem de missão, sua principal tarefa neste momento é estruturar o partido que sofreu esvaziamento por falta de comando; Roseana conseguiu transformar uma sigla que já foi gigante num passado não muito distante em um partido nanico e sem futuro. Portanto a principal missão da nova diretoria será tentar resgatar a força que outrora foi uma máquina de vencer eleições, estando presente em todos os municípios maranhenses.
Se Marcus Brandão vai conseguir fazer o partido voltar a ser grande vamos ver em 2024, que diga-se de passagem, está batendo na porta.
Em ato comandado pelo governador Carlos Brandão (PSB), a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (PSB), participou, na manhã desta quinta-feira (30), ao lado de uma comitiva de deputados, da solenidade de assinatura da Ordem de Serviço que autoriza a execução do primeiro trecho da construção da Avenida Metropolitana, em São Luís.
“Essa importante obra irá facilitar o transporte público, estimular o desenvolvimento econômico e gerar empregos, aumentando a renda da população. Parabenizo o governador Carlos Brandão, que tem construído boas parcerias para trazer cada vez mais desenvolvimento para o nosso Estado”, afirmou a chefe do Legislativo maranhense.
Etapas – Segundo o governador Carlos Brandão, a nova avenida será construída em quatro etapas, pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra). O primeiro trecho percorrerá a Vila Funil, localizada no KM-02 da BR-135, até a Avenida Principal do bairro São Raimundo, totalizando 1,6 quilômetro de via.
“A iniciativa é um importante marco viário que objetiva economizar tempo e reduzir a distância no trajeto entre os municípios de São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar, conectando-os de forma estratégica e prática. Essa é mais uma importante ação em parceria com o Governo Federal, que tem apoiado todos os nossos projetos”, ressaltou o governador.
A obra será executada com recursos do Governo do Maranhão e do Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades. O investimento deste primeiro trecho será de R$ 26.219.106,10, sendo R$ 18 milhões de recursos do Tesouro Estadual. Somada as quatro etapas, a obra terá um investimento total de R$ 118 milhões.
“A Avenida Metropolitana terá seis pistas para veículos, calçadas de ambos os lados, ciclovia e canteiro central com iluminação. A obra deve beneficiar mais de 1 milhão de pessoas com mais empregos diretos, facilidade nos meios de transporte coletivo e a dinamização do tráfego urbano da região”, acrescentou o secretário da Sinfra, Aparício Bandeira.
No ato solene, também estiveram presentes os deputados estaduais Neto Evangelista (União Brasil), Fernando Braide (PSD), Arnaldo Melo (PP), Roberto Costa (MDB), Solange Almeida (PL), Rafael (PSB), Júlio Mendonça (PCdoB), Daniella (PSB), Yglésio Moyses (PSB), Carlos Lula (PSB), Ana do Gás (PCdoB), Hemetério Weba (PP), Cláudia Coutinho (PDT) e Ricardo Rios (PCdoB), além do vice-governador Felipe Camarão (PT), do presidente da Câmara de Vereadores de São Luís, Paulo Victor (PCdoB) e outras autoridades.
O Brasil ultrapassou a marca de 100 milhões de trabalhadores ocupados desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (30), mostra o número recorde de 100,2 milhões de pessoas, um acréscimo de 862 mil nos últimos três meses.

A taxa de desocupação no trimestre de agosto a outubro ficou em 7,6%, a menor desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2015, quando era 7,5%. O índice representa recuo de 0,3 ponto percentual em relação à média de maio a julho de 2023. No mesmo período do ano passado, a taxa era 8,3%.
O número de desocupados caiu 261 mil, atingindo 8,3 milhões de pessoas, com recuo de 3,6% ante o trimestre anterior.
O número de empregados com carteira de trabalho no setor privado (excluindo trabalhadores domésticos) chegou a 37,4 milhões, o maior desde janeiro de 2015. Esse dado representa saldo positivo de 587 mil pessoas (+1,6%) com carteira assinada nos últimos três meses.
O número de trabalhadores por conta própria alcançou 25,6 milhões de pessoas, um aumento de 317 mil (+1,3%) na mesma comparação.
“Isso mostra que tanto empregados quanto trabalhadores por conta própria contribuíram para a expansão da ocupação no trimestre”, explica Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE.
A taxa de informalidade foi de 39,1% da população ocupada (ou 39,2 milhões de trabalhadores informais), estável em relação ao ano passado.
O rendimento médio real do trabalhador foi estimado em R$ 2.999, com alta de 1,7% em relação ao trimestre encerrado em junho e de 3,9% ante o mesmo período do ano passado. É a maior cifra desde o trimestre encerrado em julho de 2020 (R$ 3.152).
O IBGE atribui essa evolução à expansão continuada entre ocupados com carteira assinada, ocupação normalmente com rendimentos maiores. “A leitura que podemos fazer é que há um ganho quantitativo, com aumento da população ocupada, e qualitativo, com o aumento do rendimento médio”, diz Beringuy. (Agência Brasil)
Fórum – Indicado pelo presidente Lula para ocupar a vaga deixada no Supremo Tribunal Federal (STF) com a aposentadoria de Rosa Weber, o ministro da Justiça, Flávio Dino, vai receber um documento na próxima semana que servirá como uma carta na manga contra a atuação do Partido Novo e de parlamentares bolsonaristas.
Em conluio com aliados de Jair Bolsonaro (PL), o Partido Novo lançou uma campanha nas redes sociais para angariar assinaturas contra a indicação de Dino ao STF.
“Dino é, acima de tudo, um político de esquerda. Sua atuação no campo do direito é modesta, e certamente não possui “notável saber jurídico”, um dos pré-requisitos para o cargo”, diz o abaixo-assinado do Novo, ignorando o fato do atual ministro da Justiça ter sido juiz federal da 1ª Região de 1994 até 2006, além de diretor da Escola de Direito de Brasília do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), sem contar a carreira política como deputado, governador do Maranhão e senador.
Mateus Muller é líder do Grupo Valquíria, formado por vítimas da empresa Atlas Quantum, um esquema de pirâmide com uso de criptomoedas fundado em maio de 2018 por Rodrigo Marques dos Santos e Fabrício Spiazzi Sanfelice Cutis, em São Paulo. O golpe foi desmantelado em 2019, deixando um prejuízo de cerca de US$ 7 bilhões.
Muller, que vai se encontar com Dino e Vaz, apresentou uma denúncia na Procuradoria-Geral da República (PGR) que comprovaria que a Quantum teria feito doações ilegais ao Partido Novo e a vários partidos, entre eles Jair Bolsonaro (PL).
“O que me chamou a atenção foi a doação de R$ 600 mil para Jair Messias Bolsonaro através de advogados e pessoas ligadas à diretoria da Atlas Quantum. Sugiro a essa Casa que convoque Carolina de Almeida Costa, que confirmou essa informação. Ela era diretora financeira da Atlas. Bem como a ex-mulher do Rodrigo [Marques], que também atuava no alto escalão da empresa [Ester Braga]”. disse Muller em depoimento na CPI das Pirâmides Financeiras em setembro deste ano.
As informações de Muller, no entanto, não constaram no relatório final da CPI, que omitiu trechos de seu depoimento.
Por esse motivo, Muller apresentou uma denúncia na PGR que incluiriam provas das doações ilegais a candidatos do Novo.
Nesta terça-feira (28), o procurador-regional Darlan Airton Dias encaminhou a denúncia para a Assessoria Criminal Extrajudicial da PGR para “conhecimento e providências cabíveis”.

O envolvimento do Novo com práticas ilegais de financiamento de campanha, recebendo recursos da pirâmide financeira, pode resultar em graves penalidades à sigla. E será uma carta na manga de Dino na conversa com o único representante da sigla no Senado, o bolsonarista Eduardo Girão (Novo-CE).
O encontro do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores, marcado para esta quinta-feira (30) no auditório do Sindsep vai colocar em discussão a proposta de estratégias para as eleições de 2024, principalmente na capital, maior colégio eleitoral do estado, onde o PT pretende indicar o deputado estadual Zé Inácio como vice do candidato Duarte Junior (PSB).
Segundo o presidente do diretório municipal do PT, ex-vereador Honorato Fernandes, dos 45 membros que integram o diretório 75% defendem a indicação de Zé Inácio para compor a chapa com Duarte. Esta decisão, no entanto, será precedida da discussão sobre estratégia, isto é, se o PT vai lançar candidatura própria ou compor aliança, havendo a possibilidade deste debate ser adiado até o encontro municipal.
Inácio, que pertence à corrente majoritária CNB conta com o apoio das correntes CNB (Construindo um Novo Brasil), que tem Honorato Fernandes como um dos seus líderes locais, e Socialismo em Construção, comandada no estado pelo membro do diretório nacional Augusto Lobato. Para que seu nome seja consolidado como indicação para vice de Duarte serão necessários que dois terços do diretório se manifeste favorável.
O encontro tem a intenção de deliberar sobre aliança com o PSB e indicar o vice, mas não está descartada a possibilidade dessa discussão ser adiada e ficar para o encontro municipal do partido, uma vez que reunião de amanhã será restrita aos integrantes do diretório.
O presidente da Câmara Municipal de São Luís, Paulo Victor (PSDB) deu prosseguimento a Comissão Parlamentar de Orçamento (CPI), que vai investigar contratos em caráter emergencial da gestão do prefeito Eduardo Braide (PSD).
O requerimento foi acolhido pela mesa diretora da Casa, foi subscrito por 21 parlamentares e é de autoria do vereador Beto Castro (PMB).
O anúncio dos trabalhos da instalação da CPI que segue agora os trâmites da Câmara via Procuradoria da Casa, foi feito pelo presidente Paulo Victor, que mencionou que a CPI será insaturada “visando apurar possíveis irregularidades nos contratos e especialmente nos emergenciais firmados pela prefeitura de São Luís desde o início da atual admissão em 2021”, pontou o presidente.
Paulo Victor segue firme com a proposição. Em sessões anteriores, Victor já havia afirmado que a postura do legislativo seria responsável e sempre a serviço da população, fiscalizando conforme função do legislativo municipal.
A comissão vai apurar possíveis irregularidades nos contratos, especialmente os classificados como emergenciais, que foram firmados pela Prefeitura de São Luís, desde o início da atual administração, em 2021. Entre estes, estão contratos firmados pelas secretarias municipais de Saúde (Semus) e Obras e Serviços Públicos (Semosp).