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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 4/maio/2015

Gestores inadimplentes começam a ser inscritos na dívida ativa

O
Ministério Público de Contas do Estado (MPCE/MA) encaminhou à secretaria de
Estado da Fazenda as primeiras remessas de acórdãos para a inscrição de
gestores inadimplentes na dívida ativa do Estado. As primeiras listas incluem
209 nomes de ordenadores de despesas de prefeituras, câmaras municipais e de
pastas do governo estadual que tiveram contas desaprovadas, com imputação de
multas, e não pagaram seus respectivos débitos. O total geral das dívidas está
na ordem de R$ 2.610.561,40.   
O
trabalho por ora realizado é fruto de entendimento entre o MPC e órgãos do
executivo estadual, ocorrido em reunião realizada no início do ano no Tribunal
de Contas do Estado. De acordo com o procurador-chefe do Ministério Público de
Contas, Douglas Paulo da Silva, foi firmado um convênio com a secretaria de
Estado da Fazenda e a procuradoria-geral do Estado, com vistas à inclusão dos
valores devidos na dívida ativa e posterior execução fiscal dos gestores
inadimplentes que não se regularizarem. O Maranhão é o sexto estado brasileiro
a implementar tal medida.
“Compete ao Ministério Público de Contas dar eficácia e os
encaminhamentos necessários para a recuperação do patrimônio público
dilacerado, pois é dessa forma que o Estado recupera os recursos mal aplicados.
Esse trabalho consiste no levantamento de todos os acórdãos transitados em
julgado, com imputação de débito ou condenação a pagamento de multas, cujos
pagamentos voluntários não foram efetuados dentro do prazo estabelecido”, explica
Douglas Silva.
Conforme
o chefe do MPC, os gestores com nomes incluídos na dívida ativa receberão uma
intimação com prazo de 60 dias para o pagamento dos débitos. “Um dos principais
efeitos dessa inscrição é que o gestor vai automaticamente para o Serasa,
enquanto pessoa física, sendo impedido de realizar convênios e obter
financiamentos, entre outras restrições. Quem não se regularizar após esse
último prazo ficará então sujeito à execução fiscal, resultando em penhora de
bens e leilão, para a recuperação dos valores devidos”, acrescenta.

Ademais,
o chefe do MPC informa que os gestores, cujos nomes não estiverem nas primeiras
levas de inscritos na dívida ativa, ainda têm a chance de se antecipar e se
dirigir ao TCE para pagar suas multas, “uma vez que o objetivo do tribunal é
recuperar os valores a serem ressarcidos”.

  • Jorge Vieira
  • 4/maio/2015

Governador diz que pistolagem ainda está viva no Maranhão

Em solenidade realizada, nesta manhã se segunda-feira (04), no Palácio
Henrique de La Roque, para o ato de posse dos 66 novos policiais civis, o
governador Flávio Dino advertiu que o assassinato do presidente da Câmara
Municipal de Santa Luzia, Cícero Ferreira da Silva, o “Vavá”, mostra que a
pistolagem ainda está viva no Maranhão.

“Este crime mostra que ainda temos muito a fazer. A equipe está desde
ontem investigando. Uma equipe especial está em Santa Luzia com o
Superintendente da Polícia Civil do interior para a rápida elucidação desta
barbaridade, que mostra que o crime de pistolagem, infelizmente, ainda está
vivo no Maranhão. Nós temos toda a firmeza para combater este tipo de
criminalidade que ainda ocorre no interior do Maranhão”.

  • Jorge Vieira
  • 4/maio/2015

Governo lança programa ‘Mais Produção’ em Belágua

Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida em Belágua, um dos 30
municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do Maranhão, o
governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar
(SAF), lançou nesta sexta-feira (1), o programa ‘Mais Produção’, que será
desenvolvido dentro do Plano de Ações ‘Mais IDH’, uma estratégia do governo do
Estado para reduzir a pobreza e combater as desigualdades sociais no Maranhão.
 

O programa foi lançado pelo secretário de Estado de Agricultura
Familiar, Adelmo Soares, representando o governador Flávio Dino, durante a
Conferência e Feira da Agricultura Familiar do município, que também contou com
a participação do prefeito Adalberto Rodrigues, e do secretário-adjunto de
Produção e Comercialização da SAF, Francisco Sales.

 

Belágua é o primeiro, entre os 30 municípios mais pobres do Maranhão, a
receber os Sistemas de Tecnologias Sociais Integradas (Sistecs), projeto que
faz parte do programa ‘Mais Produção’, que tem como meta garantir mais alimentos
na mesa e mais renda às famílias dos agricultores, com a implantação de
sistemas de produção de alimentos, como criatórios de peixe, galinheiros e
hortas.

 

Adelmo ressaltou a importância do programa ‘Mais Produção’ para a
melhoria da qualidade de vida dos cerca de sete mil moradores de Belágua, sendo
mais de 80% de famílias de agricultores. “Aqui começa a transformação de uma
era que passou. A nossa presença na feira representa a política do governo
Flávio Dino que demonstra o início da mudança para uma vida melhor” disse o
secretário, destacando ainda que a feira será incrementada pelo projeto ‘Mais
Feiras de Agricultura Familiar’, da SAF. “Vamos equipar com barracas e bancadas
apropriadas, e balanças, melhorando a comercialização”, disse.

 
Na oportunidade, o secretário fez a entrega de vinte kits de irrigação
aos agricultores do município, o que irá aumentar a produção agrícola com a
irrigação dos plantios. A economia do município tem como base a criação de
bode, galinha caipira, frutas, legumes, verduras e hortaliças que são
comercializados na cidade e no município de Urbano Santos, por meio do Programa
de Aquisição de Alimentos (PAA) e pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar
(PNAE), programas federais que compram os alimentos diretamente dos produtores
para distribuir em ações sociais.

 
Segundo o prefeito Adalberto Rodrigues, a presença do secretário Adelmo
Soares na feira foi importante para mostrar ao governo do Estado que o
município tem potencial para desenvolver a agricultura. “A visita do secretário
enriqueceu o evento. A agricultura familiar ainda é tímida em Belágua, alguns
produtores vendem e outros produzem apenas para o próprio consumo. Tenho
certeza que com este programa a situação vai melhorar muito” ressaltou o
prefeito.

 

Também participaram do evento o vice-prefeito, Raimundo Ferreira;
representantes do Banco do Nordeste; da Câmara Municipal de Belágua; da Agência
Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp); do
Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Belágua, secretários
municipais de Agricultura Familiar, Meio Ambiente, Educação, Mulher e
Assistência Social.

 
O secretário Adelmo Soares e sua equipe também reuniu com representantes
do Comitê Gestor do ‘Mais IDH’ e do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras
Rurais de Belágua para tratar das ações que serão implantadas em Belágua para
mudar a realidade socioeconômica do município.

  • Jorge Vieira
  • 4/maio/2015

Andrea Murad usou helicóptero da Secretaria Estadual de Saúde para fazer campanha

O líder de governo na Assembleia Rogério Cafeteira revelou por meio de documentos que a empresa PMR Táxi Aéreo, contratada para servir a Secretaria de Saúde, levou a atual deputada diversas vezes a Coroatá durante a campanha

O IMPARCIAL
Divulgação- Luisa Pinheiro

Andrea Murad afirma por meio de nota que contratou e pagou pelos serviços da aeronave

A menos de um mês do primeiro turno das eleições de 2014, no dia 18 de setembro, o helicóptero em que estavam o então secretário de saúde Ricardo Murad e a filha, Andrea Murad, eleita deputada estadual pelo PMDB no mês seguinte, fez um pouso forçado na região de São João dos Patos, a 545 km de São Luís.

O episódio foi relembrado depois do início da auditoria realizada pelo governo do estado para investigar irregularidades na pasta da Saúde. Em fevereiro, o governador Flávio Dino (PCdoB) revelou que a nova gestão herdou R$ 180 milhões de pagamentos atrasados apenas nesta secretaria.
A relação da auditoria com o episódio do pouso forçado, que ocorreu sem maiores problemas, é que o helicóptero em questão era o de prefixo PT-HZP. Esta era uma das aeronaves da empresa PMR Táxi Aéreo e Manutenção Aeronáutica exclusivas para uso da Secretaria de Estado da Saúde (SES) em contrato firmado até o ano passado, como apontaram os deputados estaduais Rogério Cafeteira (PSC) e Professor Marco Aurélio (PCdoB), respectivamente líder e vice-líder do governo na Assembleia Legislativa.
No dia 9 de abril, os parlamentares ocuparam a tribuna do legislativo estadual para acusar Andrea Murad de usar helicópteros pagos com recursos da SES durante a campanha eleitoral do ano passado. Como argumento, mostraram as coincidências entre a planilha de voo da empresa de táxi aéreo que prestava serviços para a SES e os comícios da oposicionista nos municípios maranhenses.
Na véspera do pouso forçado, consta um voo no final da tarde entre São Luís e Coroatá, a base eleitoral da deputada. À noite, há o registro de outro voo de Coroatá a São João dos Patos, onde Andrea Murad participou de comício e carreata com Ricardo Murad, como mostram diversas fotos no Facebook oficial da parlamentar. E, no dia 18, o helicóptero decolou de São João dos Patos, na manhã do pouso forçado, realizado após a luz de advertência da aeronave ter acendido.
Às acusações feitas inicialmente por Marco Aurélio, Andrea Murad respondeu apenas que teve as contas de campanha aprovadas pela Justiça Eleitoral. Quando foi a vez do líder do governo, Rogério Cafeteira, ocupar a tribuna para tratar do mesmo assunto, a deputada o interrompeu diversas vezes para afirmar que não estava no helicóptero naquele episódio e que não usou aeronaves exclusivas da SES para viagens durante a campanha.
Após a repercussão do pouso forçado em São João dos Patos, entre os gastos da campanha de Andrea Murad, foi registrado pagamento para a empresa PMR Táxi Aéreo e Manutenção Aeronáutica de R$ 110 mil no dia 19 de setembro, sendo que o cheque era datado de 12 de agosto, como consta na prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Dias antes do cheque ser assinado, a empresa gaúcha C.C. Pavimentadora, que tem como atividade principal a construção de rodovias e ferrovias, doou R$ 120 mil para a campanha da filha de Ricardo Murad. A única outra doação feita pela empresa foi para o deputado Sousa Neto (PMN), de R$ 80 mil, registrada no mesmo dia, 7 de agosto. A C.C. Pavimentadora, do Grupo Ribas, tem como sócio-administrador Cristiano Lindner Ribas, também diretor da PMR Táxi Aéreo e Manutenção Aeronáutica. A empresa de locação de aeronaves tinha contrato de R$ 411 mil mensais com a Secretaria de Estado da Saúde, então comandada por Ricardo Murad.
Para Rogério Cafeteira, é “uma coincidência estranha” a semelhança entre a planilha de voos dos helicópteros lotados para a SES e a agenda de campanha de Andrea Murad. Dos voos da PMR Táxi Aéreo, 80% seriam do trecho São Luís/Coroatá e os outros 20%, para municípios que ajudaram a eleger a deputada estadual. O líder de governo ainda destacou que não foi entregue à Justiça Eleitoral a nota fiscal do pagamento de R$ 110 mil feito à empresa gaúcha.
Na prestação de contas, consta que o documento apresentado para provar o pagamento é um recibo. No sistema, aparece que os demais candidatos que utilizaram serviços da empresa durante a campanha apresentaram a nota fiscal. Entre eles, o deputado estadual Adriano Sarney (PV), o deputado federal Alberto Filho (PMDB) e o governador reeleito do Paraná, Beto Richa (PSDB-PR).
Cafeteira ainda questiona a doação da C.C. Pavimentadora, empresa do mesmo grupo da PMR, para a campanha de Andrea Murad. “Qual o interesse de uma empresa de Osório, no Rio Grande do Sul, para uma campanha de deputado estadual no Maranhão, onde a empresa nunca fez uma obra? Até se a empresa apostasse numa candidatura para deputado federal seria um exercício de boa vontade. Não existe dúvida de que isso foi feito para mascarar”, comentou. Sobre a auditoria das contas da Saúde no Maranhão, o parlamentar disse que alguns processos da PMR não foram localizados na secretaria e que Ricardo Murad “deixou passar” o caso do uso irregular das aeronaves por ser “algo pequeno”.
Denúncia
Após as denúncias feitas do uso de helicópteros da SES em campanha eleitoral, deputados da base aliada chegaram a cogitar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades na campanha de Andrea Murad, mas a peemedebista afirmou que “ouviu dos próprios deputados do governo a inexistência desse tipo de movimentação” e que, caso isso seja verdade, todos os 42 deputados têm que ser investigados, não apenas a oposição.
“Não há nada de ilegal na minha campanha em relação ao uso do helicóptero. Contratei, utilizei, paguei e declarei. Eles só não mencionaram nas acusações que a PMR era a única empresa de taxi aéreo à época homologada no Maranhão e habilitada para prestar serviço a qualquer órgão, empresa ou candidato deste estado. Sobre doação de campanha, essa mesma empresa que se referem doou também para outros partidos e outros candidatos. Não é ilegal receber doações de empresas. Minhas contas são legais e aprovadas pelo TRE, acessível a todos”, disse Andrea Murad por meio de nota.
A reportagem entrou em contato com as empresas C.C. Pavimentadora e PMR Táxi Aéreo e Manutenção Aeronáutica, mas não houve resposta. Para a assessoria da C.C. Pavimentadora, foi enviado e-mail na tarde de quinta-feira (30), mas a empresa não se pronunciou até o fechamento desta edição. Alegando que o responsável pela assessoria de imprensa estava de férias, funcionários da PMR Táxi Aéreo nas sedes de São Luís e Porto Alegre (RS) não quiseram responder aos questionamentos.

  • Jorge Vieira
  • 4/maio/2015

Polícia trabalhar para elucidar assassinato do presidente dsa Câmara de Santa Luzia

Vavá foi vítima de crime de pistolagem
O secretário de Articulação Política
do Governo, Márcio Jerry, seguiu nesta manhã segunda-feira (04) para o município
de Buriticupu para representar o governador Flávio Dino nas últimas homenagens
ao presidente da Câmara Municipal de Santa Luzia, Cícero Ferreira da Silva, o “Vavá” (PCdoB),
vítima de crime de pistolagem no domingo (03), próximo ao local onde residia.    

Segundo adiantou o Jerry, o
secretário de Segurança do Estado destacou uma equipe especialmente para investigar
o crime que comoveu a população maranhense e alertou as autoridades policiais
sobre o retorno da pistolagem no Estado do Maranhão   

As investigações estão sendo realizadas pela Delegacia
de Homicídios e pela Superintendência de Interior (SPCI). O crime teve todas as
características de pistolagem. As autoridades policiais, no entanto, trabalham
com duas possibilidades e acreditam que o crime será elucidado o mais breve
possível.

“Precisamos dar uma resposta imediata a este tipo
de crime, pois não podemos admitir que práticas como esta continue existindo no
Maranhão”, observou Márcio Jerry momento antes de embarcar para acompanhar o
funeral do presidente da Câmara de Santa Luzia.

 

  • Jorge Vieira
  • 4/maio/2015

São Luís será a segunda capital do Nordeste com projeto Carta Acústica

Prefeito Edivaldo garante implantação do projeto “Carta Acústica” em São Luís 

Prefeitura de São Luís, por meio da
Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), apresentou semana passada, durante
o “I Fórum sobre Ruídos em Áreas Urbanas de São Luís”, o projeto
“Carta Acústica de São Luís”, estudo que pretende iniciar o
mapeamento de áreas com situações críticas de sons e ruídos que provocam danos
ao meio ambiente e à saúde da população. O trabalho representa mais um avanço e
pioneirismo da gestão do prefeito Edivaldo no desenvolvimento sustentável e nos
cuidados com o meio ambiente e com a saúde. A capital maranhense será a segunda
da Região Nordeste a contar com o projeto, atrás apenas de Fortaleza (CE).

Por orientação do prefeito Edivaldo,
a Prefeitura deflagrará uma campanha educativa sobre ruídos urbanos, elencando
a legislação ambiental sobre o tema, e trazendo orientações à população em
geral sobre como proceder em casos de denúncia. O material deverá ser divulgado
em maio, já que as fiscalizações terão início em junho, durante os festejos
juninos.

Atualmente, além de Fortaleza, a
cidade de São Paulo possui um projeto semelhante ao Carta Acústica de São Luís.
“O Carta Acústica teve como ponto de partida o projeto iniciado em
Manhattan, nos Estados Unidos. Para executar o projeto, faremos uso da
tecnologia, como gráficos elaborados por computador e aparelhos específicos de
medição de sons e ruídos”, explica o secretário municipal de Meio
Ambiente, Marco Aurélio Diniz.

Pelo projeto, é possível identificar,
nas áreas urbanas mais críticas, as fontes sonoras individualizadas (ruídos produzidos
no trânsito, indústria, bares, restaurantes, e em locais de grande circulação
de pessoas), favorecendo situar os valores de atenuação acústica necessários
para redução do ruído.

FISCALIZAÇÃO
O estudo será utilizado pela da Semmam durante fiscalizações ambientais que
acontecerão em São Luís durante o mês de junho, tendo como ponto de partida a
área que circula a Lagoa da Jansen. De acordo com o secretário, a área já vem
sendo monitorada pelo órgão. Durante as fiscalizações, técnicos ambientais farão
o mapeamento. A área deverá ser dividida em quadrantes, aplicando ainda a
legislação ambiental específica sobre poluição sonora.

“Uma exemplo dessa legislação é
uma Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que considera um
problema os níveis excessivos de ruídos bem como a deterioração da qualidade de
vida causada pela poluição”, destaca o secretário. A norma segue os
padrões estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e
pela Norma Brasileira Regulamentar (NBR).

O projeto Carta Acústica foi apresentado pelo pesquisador acadêmico, Sérgio
Silva, coordenador de Engenharias da Universidade Ceuma, parceira da Semmam na
realização do Fórum. Também foi realizada a palestra “Impacto Proveniente
do Ruído Urbano”, com a professora Raquel Façanha, coordenadora do Curso
de Fonoaudiologia do Uniceuma, na qual a pesquisadora abordou os danos causados
pelos ruídos à saúde humana, como insônia, cansaço, estresse e perdas
auditivas.

 

  • Jorge Vieira
  • 4/maio/2015

Deu no Estadão: As suspeitas que explicam a saúde do Maranhão

Estadão –Um copo de leite com biscoito a R$ 11, mais de 20 hospitais novos sem uso, superfaturamento de até 85% em serviços de saúde, equipamentos para exames de última geração parados por falta de espaço adequado, suspeita de uso de um helicóptero-ambulância na campanha da filha do secretário. Enquanto isso a população amarga o pior índice de mortalidade infantil do País e doenças do século passado como a hanseníase.
Após quase 50 anos de domínio do clã Sarney no Maranhão, a “caixa-preta” do Estado começa a ser aberta por auditorias encomendadas pela atual gestão, que derrotou o grupo político da família do ex-presidente da República.
Levantamento da Secretaria de Transparência e Controle – criada pelo governador Flávio Dino (PC do B) – nas contas da Saúde aponta sobrepreço de 45% a 85% nos contratos durante a gestão de Roseana Sarney (PMDB), que deixou o governo em dezembro. Quem comandava a pasta da área era seu cunhado Ricardo Murad.
Documentos obtidos pelo Estado mostram o pagamento de R$ 10,95 por um copo de leite com biscoitos à empresa Litucera Engenharia e Limpeza, que doou R$ 200 mil para a deputada estadual Andrea Murad (PMDB), filha do ex-secretário.
Segundo o relatório parcial da auditoria, a Litucera era uma das 19 empresas contratadas sem licitação que aparecem em todas prestações de contas do sistema, o que, de acordo com os auditores, é indício de direcionamento das contratações.
Em Coroatá – cidade governada pela esposa do ex-secretário, Tereza Murad –, os auditores encontraram equipamentos de oftalmologia na casa de amigos dos contratados. Lá, a CM Clínica recebeu R$ 288 mil para atender a demanda de cardiologia de modo ininterrupto, sete dias por semana, mas a empresa esteve presente no hospital somente dois sábados de janeiro, por apenas três horas cada dia.
No Hospital Carlos Macieira da capital, o simples fato de o governo passar a contar as refeições servidas também pela Litucera – antes o repasse era por preço fechado, independentemente do volume – levou a uma economia de 10 mil pratos ao mês. Ali também se pagava R$ 10 por refeição independente do conteúdo do prato que, às vezes, era apenas uma fruta, um chá com biscoitos ou um copo de suco.
As auditorias recomendam o ressarcimento de pagamentos indevidos, responsabilização dos gestores responsáveis e encaminhamento dos relatórios ao Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público de Controladoria-Geral da União para tomada das medidas cabíveis.
Primeiro Cunhado. Considerado o homem forte da segunda passagem de Roseana pelo governo do Maranhão, entre 2009 e 2014, Murad é alvo da Justiça desde 2005, quando era gerente de Desenvolvimento de São Luís e foi acusado de formação de quadrilha e fraude em licitação na contratação de uma empresa de segurança e limpeza.
Na semana passada, a ex-procuradora-geral de Justiça Maria de Fátima Cordeiro se tornou ré em ação de improbidade por ter recomendado a exclusão de Murad, seu “aliado e amigo pessoal”, segundo o Ministério Público, do processo.
Embora tivesse um amplo gabinete na sede da secretaria, Murad costumava despachar no sofisticado hotel Luzeiros, o mesmo onde o doleiro Alberto Youssef foi preso pela Lava Jato, em março do ano passado.
Um episódio rumoroso envolveu Murad e sua filha, a deputada Andrea Murad, na campanha de 2014. No dia 17 de setembro, ela fez um comício na cidade de São João dos Patos. No mesmo dia, segundo registros da Secretaria de Saúde, o pai usou um helicóptero locado pelo governo para transporte de pacientes em um pacote de R$ 15 milhões por ano para ir até a cidade. No dia seguinte, o helicóptero sofreu uma pane e fez um pouso de emergência numa fazenda em Presidente Dutra. Os órgãos de imprensa da família Sarney noticiaram que Andrea estava com o pai na aeronave. Ela nega enfaticamente a acusação, que virou motivo de debates na Assembleia Legislativa. Segundo registros, das 40 viagens feitas em setembro de 2014, 17 foram no trajeto São Luís-Coroatá, base política dos Murad.
Ao assumir em 2009, Roseana anunciou um ambicioso projeto de construção com verbas do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de 72 hospitais de pequeno, médio e grande portes.
Do total, 42 foram entregues a toque de caixa. Pelo menos cinco deles foram devolvidos pelas prefeituras e estão abandonados por falta de verbas para manutenção, já que o Sistema Único de Saúde (SUS) não financia o custeio. Outros 17, alguns com obra em fase adiantada, também estão parados.
Em janeiro o BNDES suspendeu os repasses para 27 obras de saúde no Maranhão. Nenhuma delas tinha aprovação da vigilância sanitária, entre outras irregularidades. Destas, 15 foram iniciadas entre abril e setembro de 2014, quando a disputa eleitoral já estava em curso. Algumas estão em fase final de execução, com mais de 80% dos serviços realizados. Ao todo, foram pagos até agora R$ 110 milhões nessas 27 obras. “Vamos readequar o perfil de atendimento desses hospitais de acordo com as orientações do SUS. Não sei explicar o motivo dessa opção. Pode ser incompetência técnica ou motivação política”, diz o atual secretário de Saúde, Marcos Pacheco.
Símbolo. A Secretaria de Transparência e Controle realizou uma auditoria específica no Hospital Carlos Macieira, o maior e mais importante do Maranhão, que leva o nome do pai de dona Marly – mulher de Sarney – e passou por uma série de reformas desde 2009 orçadas inicialmente em R$ 38 milhões, mas que até hoje, quatro contratos e muitas irregularidades depois, já consumiram R$ 158 milhões.
Com 174 leitos comuns e 48 de UTI, o hospital representou um avanço extraordinário no atendimento médico do Maranhão, mas apresenta falhas graves de projeto e construção.
Equipamentos caros, como um aparelho de hemodinâmica da marca Siemens, avaliado em R$ 2 milhões, estão parados em um almoxarifado.
O governo pagou R$ 180 mil pela instalação de cada um dos cinco elevadores, mas há mais de três anos apenas um funciona no prédio de cinco andares. A rede elétrica precária, com frequentes oscilações, coloca em risco aparelhos caríssimos.
Outro problema grave diz respeito ao encanamento. Malfeito, provoca inundações a cada chuva. A estação de tratamento de lixo hospitalar de última geração nunca funcionou. O lixo e esgoto são despejados em um manguezal. Há três anos, funcionários sem qualificação tentam consertar o sistema de esterilização ultravioleta e acabaram na ala oftalmológica com danos na vista.

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