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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 30/abr/2015

Fusão PPS/PSB é facilicitada pela identidade das legendas, diz dirigente


O secretário Geral do PPS, suplente
de senador Paulo Matos (foto), em conversa com o titular do blog, nesta tarde de quinta-feira (30), disse que da fusão do PPS com
PSB surgirá um grande partido no país e no Maranhão.

“Eu acho que o processo de fusão nos
fortalece. Nós temos uma identidade com o PSB e estivemos junto em todos os
movimentos do país. A última eleição nacional selou a aliança nossa quando fizemos
opção por um projeto alternativo e apoiamos a candidatura de Eduardo Campos”,
observa Matos.

O dirigente do PPS lembra que, no
Maranhão, a exemplo do restante do país, as duas legendas sempre estiveram
juntas. Paulo Matos recorda que em 2010, a coligação que apoiou a candidatura
de Flávio Dino foi composta por PCdoB, PSB e PPS.

Quanto ao comando do partido no
Estado, Matos observou que essa questão somente deverá ser discutida após os
dois partidos realizarem seus congressos extraordinários para homologar a fusão,
previsto para junho. “Somente após este processo e que as questões estaduais
serão discutidas”, observou.

  • Jorge Vieira
  • 30/abr/2015

Improbidade: MP abre “caixa preta” do conluio entre Fátima Travassos e Ricardo Murad

O Ministério Público
do Maranhão ajuizou, em 16 de abril, Ação Civil por ato de improbidade
administrativa contra a ex-procuradora-geral de justiça, Maria de Fátima
Rodrigues Travassos Cordeiro, e contra o ex-secretário de estado da Saúde,
Ricardo Murad.

 

Na ação, os
promotores de justiça Tarcísio José Sousa Bonfim (30ª Promotoria de Justiça de
Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa) e João Leonardo
Sousa Leal (28ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da
Probidade Administrativa) questionam o fato de a ex-chefe do MPMA rejeitar a
denúncia já recebida pelo Poder Judiciário contra Ricardo Murad alegando
“inépcia da peça acusatória”.

 
A denúncia contra
Ricardo Murad foi oferecida pelo ex-procurador-geral de justiça, Raimundo
Nonato de Carvalho Filho, em 2005, quando Murad ocupava o cargo de gerente de
Articulação e Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Luís. A gerência
foi a nomenclatura adotada pelo Poder Executivo estadual equivalente a
secretaria de estado.

 
Ricardo Murad foi
acusado pelos crimes de formação de quadrilha e fraude de processos
licitatórios em contratos entre a Gerência Metropolitana e a Nanasel Manutenção
de Condomínios Ltda. Após a eleição de Murad, como deputado estadual, a ação
foi remetida ao Tribunal de Justiça, em decorrência do foro privilegiado.

 
REJEIÇÃO DA DENÚNCIA

Diante da situação,
Fátima Travassos formulou requerimento de rejeição da denúncia, alegando
inépcia da ação inicial. “A exclusão, sem qualquer razão jurídica somente em
relação ao senhor Ricardo Murad, pessoa com quem mantinha estreita amizade, foi
apurada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Aliás, tal
amizade, vinculação e falta de independência da então chefe do parquet
maranhense é fato público e notório e de conhecimento de toda a sociedade
maranhense”, destaca o Ministério Público.

 

Os promotores
destacam, ainda, que Fátima Travassos, por conta de sua amizade, atrelamento e
dependência a Ricardo Murad, foi reconduzida ao cargo mesmo figurando em segunda
colocação na lista tríplice. “Além de ser ação anômala e não correspondente com
o interesse público que deve nortear todo o agir de qualquer agente público, o
requerimento de inépcia da inicial e o pleito de sua rejeição como feito pela
primeira demandada fere de morte o princípio da indisponibilidade da ação penal
e da unidade do Ministério Público”.

 

No mesmo sentido, o
CNMP reconheceu, em sindicância, que o pedido de rejeição contra Murad “coloca
o Ministério Público maranhense numa posição à margem da legalidade e do bom
senso”, quando cabia somente a ela, no exercício da função de procuradora-geral
de justiça, promover o andamento do processo, de acordo com a Lei Orgânica do
Ministério Público do Maranhão (Lei nº 013/91).

 
CONDUTA ILEGAL E IMORAL

 As Promotorias de
Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa de São
Luís classificam a conduta de Travassos como “ilegal, imoral e pessoalizada”,
pois foi realizada sem qualquer base jurídica, razão ou fundamento plausível, a
não ser “favorecer o senhor Ricardo Jorge Murad para fins de satisfação de
interesse pessoal”.

 
O fato também chamou
atenção dos magistrados. Durante o julgamento do pedido de rejeição da
denúncia, o desembargador Marcelo Carvalho Filho argumentou que o MP, “ao
arguir a inépcia da denúncia formulada por ele próprio, após o recebimento
feito pelo juiz, acabou violando o princípio da obrigatoriedade da ação penal,
esculpido no artigo 42, do Código de Processo Civil, segundo o qual o
Ministério Público não poderá desistir da ação penal”.

 

Segundo os autores da
Ação Civil, na fase em que o processo-crime contra Murad tramitava, com a
denúncia já recebida pelo juízo competente, não era mais possível, rejeitar a
denúncia somente em relação a um dos acusados. A medida executada por Travassos
contraria os princípios da obrigatoriedade da ação penal e do interesse
público.

 

“Naquela ocasião,
deveria ter a primeira demandada feito uso de padrões mínimos de ética, de
moralidade e de interesse público a possibilitar que as provas reunidas no bojo
de uma investigação criteriosamente realizada por um grupo de promotores de
justiça de indubitável responsabilidade fossem analisadas sob o crivo do
contraditório e da ampla defesa, para, ao final, se sustentar a procedência ou
não da pretensão punitiva estatal”, destacam Tarcísio Bonfim e João Leonardo
Leal.

 

O Ministério Público
pediu ao Poder Judiciário que os acusados sejam condenados à perda da função
pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa civil e proibição
de contratar com o poder público, além do pagamento das custas judiciais. 

 
CONTRATOS IRREGULARES

Uma outra Ação Civil
Pública, protocolada em 16 de abril, trata de irregularidades apontadas pelo
Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) em contratos da Procuradoria
Geral de Justiça no ano de 2009. A fiscalização foi realizada nos meses de
julho e agosto de 2010. No total, os contratos representaram gastos superiores
a R$ 3 milhões.

 

As primeiras
irregularidades foram apontadas no contrato de locação de máquinas
fotocopiadoras firmado com a empresa Tricom Alliance Ltda., em 1° de julho de
2005. Entre os problemas estão a prorrogação extemporânea (fora do prazo legal)
dos contratos e em valores superiores ao permitido, falta de continuidade na
prestação dos serviços, o que motivou a realização indevida de dispensa de
licitação por emergência, resultando na assinatura de um novo contrato
(90/2009).

 

Além disso, quando da
realização da dispensa de licitação, não foi realizada a devida pesquisa de
preços, conforme exigência legal. Por fim, o segundo contrato foi prorrogado
sob a “justificativa incomprovada de situação emergencial ou de calamidade
pública”.

 

“Para que houvesse a
dispensa de licitação, seria necessário a abertura de procedimento
administrativo para avaliar tal possibilidade, o que não existiu no caso dos
autos ante a constatação de que a situação emergencial invocada não era
imprevisível, não gerava qualquer risco à segurança de pessoas, obras,
serviços, bem como a situação não tenha sido gerado por ato da demandada
enquanto administradora”, observam, na ação, os promotores de justiça.

 

O primeiro contrato
firmado com a Tricom Alliance Ltda., em 2005, tinha como valor R$ 100.140,00.
Até o final de 2009, no entanto, a empresa recebeu do Ministério Público do
Maranhão o total de R$ 814.311,60.

 

Já o contrato n°
69/2008 foi firmado com a empresa Mascol – Maranhão Serviços, Conservação e
Limpeza Ltda., para a prestação de serviço de motorista, com prazo de vigência
de seis meses. O valor do contrato foi de R$ 134.800,00.

 

A irregularidade
apontada foi a prorrogação do contrato após já estar encerrado. O prazo expirou
em 31 de maio de 2009 e a prorrogação foi feita apenas em 1° de junho do mesmo
ano. No entendimento dos promotores, o contrato “não mais existia, sendo
impossível e de nenhuma validade jurídica a sua prorrogação”.

 

PASSAGENS AÉREAS

 

Irregularidades
também foram apontadas no contrato n° 38/2007, que trata da prestação de
serviço de agenciamento e fornecimento de passagens aéreas, que teve como
contratada a empresa F.C. Morais Agência de Viagens e Turismo Ltda. O valor do
contrato foi de R$ 207 mil e sua vigência de oito meses (01 de abril a 31 de
dezembro de 2007).

 

O contrato foi
prorrogado extemporaneamente por duas vezes, além de ultrapassar o limite de
valor permitido. A Lei de Licitações (8666/93) permite aditivos com aumentos
de, no máximo, 25% do valor inicial atualizado do contrato. Nesse caso, no
entanto, o valor foi majorado em mais de 50%. Entre 2007 e 2009, a F.C. Morais
Agência de Viagens e Turismo Ltda. recebeu do Ministério Público do Maranhão R$
583.967,10.

 

REFORMA ESTRUTURAL

O contrato firmado
entre a Procuradoria Geral de Justiça e a Castelo Branco Serviços de Engenharia
e Construtora Ltda. também apresentou uma série de irregularidades. Com valor
de R$ 1.367.456,98, o contrato previa a reforma geral e reforço da estrutura de
concreto armado do prédio sede das Promotorias de Justiça da Capital.

 

Ainda na fase de
licitação, não foram observados diversos requisitos que levariam à inabilitação
da empresa no certame. Entre eles estão a falta de Anotação de Responsabilidade
Técnica (ART) do profissional responsável pelo projeto básico e da Declaração
de Habilitação Patrimonial (DHP) no balanço patrimonial da empresa.

 

Além disso, o
contrato n° 100/2007 foi assinado, em 21 de dezembro de 2007, sem que a empresa
tivesse apresentado a “garantia para execução do objeto contratual,
representada por caução equivalente a 5% do valor do contrato”. A garantia só
foi apresentada em 23 de janeiro do ano seguinte.

 

Após a assinatura do
contrato foram pagas faturas de execução da obra sem a apresentação de ART da
obra junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), além de terem
sido executados serviços de recuperação de guarita, cerca de proteção e no
acesso principal do prédio “sem motivação idônea, sem previsão contratual, sem
autorização formal, sem emissão de nota de empenho e sem aditivo”. O valor desses
serviços foi de R$ 215.210,70.

 

Outra irregularidade
foi uma antecipação de pagamento de R$ 17.063,92 à Castelo Branco Serviços de
Engenharia e Construtora Ltda. De acordo com os promotores, a execução
orçamentária de órgãos públicos está prevista na Lei n° 4.320/64, que veda a
realização de despesa sem prévio empenho. Além disso, a legislação prevê que
somente após a liquidação do serviço poderá ser feito o pagamento de
determinada despesa.

 

Ao final do processo,
o Ministério Público requer que a Justiça condene Fátima Travassos por
improbidade administrativa, estando sujeita à perda da função pública,
suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e proibição de contratar
ou obter qualquer benefício fiscal do Poder Público, mesmo que por meio de
empresa da qual seja sócia majoritária.

 

USO ILEGAL DE VEÍCULO OFICIAL 

 

O ilegal uso de uma Toyota Hilux SW4,
pertencente à frota do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e do trabalho de
um servidor público do órgão para fins particulares pela ex-procuradora
geral-de justiça Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro, levou a
ex-gestora a ser citada como acusada em Ação Civil Pública por Ato de
Improbidade Administrativa, ajuizada, em 16 de abril, pelas 28ª e 30ª
Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio e da Probidade Administrativa de
São Luís.

 

A prática afrontou a Lei 8.429, de 2 de
junho de 1992 (Lei de Improbidade) e a Lei 1.081, de 13 de abril de 1950,
segundo a qual “os automóveis oficiais destinam-se, exclusivamente, ao serviço
público”.

 

Além das leis, o uso ilegal do veículo,
de placas PGJ 001, também desrespeitou o Ato Regulamentar Nº 06/2005, de 29 de
dezembro de 2005, do próprio MPMA. O ato “dispõe sobre as formas de aquisição e
utilização de veículos no âmbito do órgão”.

 

Na ação, motivada por representação
encaminhada pela procuradora de justiça Themis Pacheco, os promotores de
justiça Tarcísio Sousa Bonfim (30ª Promotoria de Justiça) e João Leonardo Sousa
Pires Leal (28ª Promotoria de Justiça) também questionam as ordens dadas por
Fátima Travassos a um servidor público que trabalhava como motorista do veículo
para que ele ficasse à disposição dela quando realizava tarefas de natureza
particular.

 

No curso das apurações do Inquérito
Civil nº 40/2014, que fundamenta a ação, os promotores de justiça verificaram
que Fátima Travassos fazia uso do veículo e do trabalho do servidor público
para deslocar-se a casamentos, agências de viagens, bancos e farmácias.

 

Eles também constataram que Travassos
usava o veículo e os trabalhos do servidor público para ir, semanalmente, a um
salão de beleza localizado no bairro Renascença II. Ao chegar ao
estabelecimento, ela determinava ao motorista do veículo oficial que ele retornasse
ao prédio da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) ou que fosse à residência dela
e, posteriormente, voltasse para buscá-la.

 

Ainda de acordo com as investigações, a
mesma coisa acontecia quando Travassos indevidamente usava o veículo para ir ao
São Luís Shopping, determinando ao motorista que ele ficasse à sua disposição,
aguardando-a no estacionamento do centro comercial.

 

Outro exemplo de utilização ilegal é o
que houve em 26 de dezembro de 2011, quando a ex-procuradora-geral Fátima
Travassos fez uso do veículo e dos trabalhos do servidor público para seu
transporte e de sua filha, Fabéri Travassos, ao São Luís Shopping Center, para
fazer compras e providenciar o conserto de um tablet.

 

A Toyota SW4 também era usada
ilegalmente por Fátima Travassos para ir a casamentos, ocasiões em que ela
determinava ao motorista que a deixasse no local da festa e levasse o veículo
para a residência dele para, na manhã seguinte, apresentar-se ao local de
trabalho.

 

SUPERMERCADO

 

“Pelo menos uma vez por mês e no
horário de expediente, durante os quatro anos de sua gestão, a
ex-procuradora-geral determinava ao servidor que exercia o cargo de motorista
do veículo oficial que fizesse as compras de sua residência”, exemplificam
Bonfim e Leal, na ação.

 

Na manifestação, os representantes do
MPMA destacam, ainda, que as condutas da ex-procuradora-geral, relatadas na
ação, implicaram em enriquecimento ilícito. “A ex-procuradora-geral de justiça
Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro (…) utilizou em proveito próprio
e para finalidade privada veículo oficial acrescido do trabalho do servidor
público que conduzia o bem”, enfatizam os promotores.

 

EX-OUVIDORA

 

Outra Ação Civil por Ato de Improbidade
Administrativa, ajuizada, em 7 de novembro de 2014, pelo promotor de justiça
Tarcísio Bonfim em conjunto com os promotores André Charles Oliveira e Gustavo
Bueno, integrantes do Grupo de Promotores Itinerantes do MPMA, tem como ré a
procuradora de justiça Iracy Martins Figueiredo.

 

Na ação, também motivada por representação
da procuradora de justiça Themis Pacheco, a procuradora de justiça Iracy
Martins Figueiredo e mais seis pessoas são acusadas de envolvimento na prática
de nepotismo cruzado.

 

Os outros acusados são a ex-deputada
Vianey Bringel, Hamilton Henrique Oliveira Aguiar, Keyla Suenya Rios Pinto
Pinheiro, Bartira Mousinho Lima, Ariosto Carvalho de Oliveira e Antonia
Gilvaneide Rocha Rodrigues.

 

A representação relata práticas de
nepotismo cruzado que envolvem os servidores Bartira Mousinho Lima, Ariosto Carvalho
de Oliveira e Antonia Gilvaneide Rocha Rodrigues.

 

O nepotismo cruzado citado na ação
envolve o ex-deputado João Evangelista (falecido em maio de 2010) que, com a
ex-deputada Maria Vianey Pinheiro Bringel, permutou nomeações com a procuradora
por nomeações de seu marido, Hamilton Henrique Oliveira Aguiar, para cargos na
Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

 

Enquanto a nomeação de Bartira Mousinho
Lima foi objeto de permuta com o ex-deputado João Evangelista (já falecido), as
nomeações de Keyla Suenya Rios Pinto Pinheiro,  Ariosto Carvalho de
Oliveira e Antonia Gilvaneide Rocha Rodrigues foram objeto de permuta com a
ex-deputada Vianey Bringel.

 

A procuradora de justiça nomeou Bartira
Mousinho Lima, cunhada de João Evangelista, como assessora em seu gabinete. Em
troca, seu marido Hamilton Henrique Oliveira Aguiar, foi nomeado como técnico
parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

 

Segundo os autores da segunda ação, a
prática “caracteriza a permuta de cargos com vistas a afastar o controle dos
atos públicos  e incidência  do principio da moralidade
administrativa”.

 

PEDIDOS

 

Na ação que tem como ré a
ex-procuradora-geral de justiça Fátima Travassos, os promotores de justiça
Tarcísio Bonfim e João Leonardo Leal requerem a condenação da ex-gestora à
perda da função pública, à suspensão dos direitos políticos e à proibição de
contratar com o poder público ou obter benefícios fiscais, além do pagamento
das custas judiciais.

 

Na segunda ação, a mesma solicitação é
feita pelos autores, dessa vez, no que se refere à procuradora de justiça Iracy
Figueiredo.

  • Jorge Vieira
  • 30/abr/2015

Ação do MP contra ex-procuradora protetora de Ricardo Murad repercute nacionalmente

Ex-procuradora-geral
de Justiça do MA vira ré em ação

Fátima Travassos é acusada de livrar cunhado de Roseana Sarney (PMDB) de
processo por formação de quadrilha

REYNALDO TUROLLO JR.

( FOLHA) – A ex-procuradora-geral de Justiça
do Maranhão, Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro, é ré em ação de
improbidade administrativa acusada de ter livrado de um processo o cunhado da
ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), Ricardo Murad.

Segundo denúncia do Ministério Público do Maranhão contra a ex-chefe da
instituição, o favorecimento ao político aconteceu em 2011, quando ele, junto
com outros réus, respondia a um processo acusado de formação de quadrilha e
fraude em licitações.

O processo referia-se ao período em que Murad chefiou a Gerência de
Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Luís, em 2005. Mais tarde, ele
virou secretário de Saúde de Roseana.

Em 2010, um ano antes do suposto favorecimento, Travassos havia sido
reconduzida ao cargo de procuradora-geral, apesar de ter ficado em segundo
lugar na lista tríplice submetida pelo Ministério Público à governadora.

De acordo com a Promotoria, Travassos pediu ao Tribunal de Justiça que
rejeitasse denúncia contra Murad, que já havia sido aceita antes em juízo, “sem
qualquer razão jurídica consentânea com o papel do Ministério Público” e
“somente em relação a um dos acusados, sendo este seu amigo pessoal e
notoriamente o responsável por sua recondução ao cargo que ocupava”.

“Aliás, tal amizade, vinculação e falta de independência [da então
procuradora] é fato público e notório e de conhecimento de toda a sociedade”,
diz a denúncia.

Murad também é réu no atual processo. Os promotores Tarcísio Bonfim e
João Leonardo Leal pedem à Justiça que condene os réus à perda de função
pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e proibição de
contratar com o governo.

Os promotores não quiseram comentar a denúncia.

Travassos também responde a outras duas ações civis –numa delas, é
acusada de usar carro e motorista oficiais para atividades pessoais.

A Folha não conseguiu localizar os acusados nem seus advogados.

http://ia.nspmotion.com/tracking/?p=222647&sc=35512&r=06398498170407474

http://static.boo-box.com/images/bbbeacon-icon-transparent.png

  • Jorge Vieira
  • 30/abr/2015

Deputado acusa prefeito de desviar salário dos professores para pagar agiota


O crime de agiotagem praticado
contra prefeito do interior do Maranhão voltou a ser denunciado no plenário da
Assembleia Legislativa. O deputado Hemetério Weba (foto), em inflamado pronunciamento,
na tribuna, acusou o prefeito de Nova Olinda, Delma Sobrinho, de desviar
recursos destinados ao pagamento dos professores para pagar agiotas que,
segundo ele, teriam financiado sua campanha eleitoral em 2012.

Hemetério comunicou ao
plenário que tem recebido vários telefonemas dos professores do município
solicitando providência por não terem mais condições de lecionar. Segundo o
relato dos professores, a prefeitura ainda não pagou os salários relativos aos
meses de fevereiro, março e abril e o prefeito diz que não paga porque não tem
dinheiro. O parlamentar alertou que enquanto os salários não forem pagos, os
professores vão ficar de braços cruzados.

O deputado disse ter em mãos provas
dos recursos repassados pelo Governo Federal para a Educação de Nova Olinda e apresentou
o extrato da conta que está no sistema do Banco do Brasil. De janeiro até hoje,
quase R$ 8 milhões do FUNDEB foram repassado e, segundo o deputado, ninguém
sabe para onde foi o dinheiro dos professores daquele município.

“Mas nós sabemos, nós sabemos
sim que esses recursos são dos professores. Os recursos oriundos do fundo de
participação, do ICMS, da saúde têm um fundo garantindo. Eles têm um local
garantindo nas mãos dos agiotas que emprestaram dinheiro para o prefeito de
Nova Olinda do Maranhão. Enquanto isso, o povo, os funcionários, a população,
os pais de família estão lá sem saber o que fazer com seus filhos nas escolas”,
denunciou Hemetério.

Além do caos na Educação, Weba
fez ainda outra denúncia: os fornecedores há 11 meses não recebem o dinheiro
dos produtos que foram fornecidos ao município de nova Olinda do Maranhão e
favorecimento de pessoas da família. “Eu tenho em mãos uma das denúncias que já
fiz a Superintendência da Policia Federal de uma empresa que foi criada em
13/11/2013, cadastrada perante a Receita Federal do Maranhão Noelia Cutrim
Pereira, cujo nome de fantasia é Real Engenharia. Agora vocês sabem quem é essa
pessoa? É a pessoa que vive com o Prefeito de Nova Olinda do Maranhão”.

Conforme Hemetério, ela ganhou
a tomada de preço 10/2013 para a construção de uma escola no bairro do Trator,
no valor de R$ 903.890,50, mas “essa escola nunca foi construída. Por outro
lado, eu tenho outra tomada de preço dessa mesma empresa no valor de R$
1.700.000, convênio feito com a SEDES e a SINFRA em 2014, para fazer estradas
naquele município, mas nada fizeram a não ser rasparem”.

  • Jorge Vieira
  • 29/abr/2015

Deputado Levi Pontes destaca atuação do prefeito Edivaldo na área da Saúde

O deputado estadual Levi Pontes (SD), num contundente pronunciamento, na tribuna, na manhã desta quarta-feira (29), parabenizou o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC),  pelas ações realizadas na área de Saúde. O parlamentar destacou a importância da
audiência da Comissão de Saúde da Casa com a secretária
municipal de Saúde, Helena Duailibe, realizada na terça-feira (28), quando foram apresentadas as atividades desenvolvidas pela pasta, mesmo com o subfinanciamento do SUS.  

O deputado lembrou que o governo
federal repassa para o Município de São Luís R$ 20 milhões, dos quais só o
Hospital Universitário consome R$ 6,1 milhões e os prestadores de serviços do
SUS, R$ 10 milhões. Portanto, o que sobra para o Município de recursos federais
é algo em torno de R$ 4
milhões.           

 

Ainda assim, a Prefeitura mantém o
funcionamento dos hospitais de Urgência e Emergência e 74 unidades de saúde.
“Então, antes de qualquer deputado, antes de qualquer um de nós subirmos a esta
tribuna com denúncias, com críticas ao atendimento à saúde, seria muito
proveitoso que nós deputados estaduais fizéssemos uma ação junto aos deputados
federais, para que essa distorção absurda que existe no financiamento público
da saúde fosse corrigida”, solicitou.

 

Ainda assim, o prefeito Edivaldo
determinou investimento de 26% do orçamento na saúde, indo muito além dos 15%
exigidos pela Constituição, investindo em melhorias nas unidades. “Apesar do
subfinanciamento, o Município ainda ousa, através do seu prefeito, através da
gestora de saúde, fazer investimentos que hoje, com o momento econômico, é
difícil que algum Município faça como São Luís está fazendo”, enfatizou o
parlamentar.

 

Para o Socorrão I, a reforma custa R$
823 mil. Já o Socorrão II, que tem, além da reforma, uma ampliação, tem a obra
orçada em R$ 4,7 milhões. “Há um projeto de construção do Hospital da Criança
que está em franco andamento de R$ 15 milhões, e a construção de uma nova
maternidade tão esperada e tão necessária para a nossa comunidade de R$ 25
milhões, e se isso não bastasse também o investimento em 10 novas ambulâncias
para o Samu, que dá um total de R$ 1,140 milhão”, salientou o parlamentar.

PARCERIA COM O GOVERNO

Por meio de um aparte ao
pronunciamento do deputado Levi Pontes, o deputado Edivaldo Holanda (PTC)
lembrou da ajuda que já está sendo dada pelo governo do Estado para a
recuperação do Hospital da Criança. O governador Flávio Dino está
aportando R$ 10 milhões na ampliação do Hospital.

“É uma grande ajuda na construção
daquele novo espaço físico que está se levantando ali no bairro da Alemanha e
que sofreu recentemente um grande problema com a invasão de águas dentro dos
corredores daquele hospital. Lembro também que o governador Flávio Dino já se
colocou à disposição do prefeito Edivaldo Holanda Júnior para financiar a
metade novo Hospital de Urgência e Emergência de São Luís”, afirmou o
petecista.

  • Jorge Vieira
  • 29/abr/2015

De olho nas eleições de 2016, PSB e PPS anunciam começo de fusão

Bruna Borges
Do Uol

O PSB e o PPS anunciaram nesta
quarta-feira (29) que iniciaram um processo de fusão. As duas siglas querem
acelerar o processo de unificação para participar das eleições de 2016, que
exigem que os seus candidatos estejam formalmente filiados a um determinado
partido até outubro deste ano.

Uma das apostas do novo partido é a
candidatura de Marta Suplicy para disputar a Prefeitura de São Paulo. Ela deixou o PT
ontem oficialmente
.

“Ela é nossa convidada. Nós
damos a vinda dela [ao novo partido] como certa. Ela virá e poderá ser
candidata”, declarou Carlos Siqueira, presidente do PSB.

O PSB vai realizar uma convenção
nacional em junho para oficializar a fusão. O PPS também deve realizar uma
convenção para referendar a união. A expectativa é concluir este processo de
fusão até junho.

Na última eleição, o PSB elegeu 34
deputados federais e o PPS, 10. Se as duas legendas se fundirem, o novo partido
terá quarta maior bancada na Câmara, com 44 parlamentares, atrás apenas de
PMDB, PT e PSDB.

A nova sigla ainda não tem nome
definido. Segundo Siqueira, um nome possível é PSB 40. A nome ainda precisa ser
aprovado em congressos das duas siglas. O PPS reconhece que o PSB é um partido
maior, mas Siqueira minimizou essa diferença. “O fato de ser menor não
significa subordinação”, disse o presidente do PSB.

Siqueira e Roberto Freire, do PPS,
presidente do PPS, admitem que as duas siglas têm divergências, mas terá
estatuto, manifesto e programa novos.

Se a fusão se confirmar, veja como
ficará o partido:

Senadores
PSB – 6
PPS – 1

Deputado federais
PSB – 34
PPS – 10
Total: 44

Deputados estaduais
PSB – 69
PPS – 23
Total: 92

Prefeitos
PSB – 444
PPS – 124
Total: 568

Vereadores
PSB – 3.969
PPS – 1.862
Total: 5.831

Filiados ativos
PSB – 689 mil
PPS – 153 mil
Total: 842 mil

 

  • Jorge Vieira
  • 29/abr/2015

Maternidade Carmosina Coutinho reduz mortalidade fetal e neonatal em Caxias

A Prefeitura Municipal de Caxias, em face de
reportagem veiculada neste domingo na TV Record, esclarece que a Maternidade
Carmosina Coutinho é responsável pelo atendimento de média e alta complexidade
de 41 municípios, além dos sete que compõem a regional do leste maranhense, o
que corresponde ao atendimento de um contingente populacional de
aproximadamente 1,3 milhão de pessoas.

No período de 2009 a 2014, o Município de Caxias
ficou sem receber os repasses pactuados com o Governo do Estado no valor aproximado
de R$ 40 milhões. Tal montante é referente apenas à cobertura do atendimento
dos sete municípios da regional que é composta pelos municípios Afonso Cunha,
Aldeias Altas, Buriti, Caxias, Coelho Neto, Duque Bacelar e São João do Soter.

Caracterizada como maternidade de alto risco devido
à complexidade dos casos que recebe diariamente, a Carmosina Coutinho realiza,
em média, 300 partos por mês.

Apesar do contingente populacional que a
maternidade atende, o último relatório técnico da Secretaria Municipal de Saúde
de Caxias aponta que no período de um ano houve aumento no número de bebês
nascidos vivos, saltando de 2.219 vivos em 2013 para 3.335 em 2014.

Os dados também atestam a diminuição da quantidade
de óbitos na Maternidade Carmosina Coutinho nos últimos seis anos. Em 2009,
ocorreram 234 óbitos (145 nenonatal, 87 fetal e dois materno) e em 2014, este
número caiu para 195 óbitos (125 nenonatal, 66 fetal e quatro maternos).

O aumento do número de bebês nascidos vivos entre
2013 e 2014 na Maternidade Carmosina Coutinho e a consequente redução do número
de óbitos neonatal e fetal nos últimos seis anos, são frutos positivos dos
investimentos que a Prefeitura de Caxias tem feito nas ações de saúde
oferecidas à população da regional. 

CONTRATAÇÕES

Nesta linha de atuação, a Prefeitura de Caxias tem
investido na contratação de profissionais qualificados e novos equipamentos
para a Maternidade Carmosina Coutinho. O hospital dispõe, atualmente, de dois
plantonistas obstetras 24 horas/dia, dois neonatologistas 24/dia, sendo um na
sala de parto e um na UTI neonatal de 11 leitos.

Ao todo, são quatro plantonistas médicos atuando
durante 24 horas na assistência do binômio mãe-filho, com a presença também de
médico prescritor na clínica obstétrica para a assistência à mulher.

 A maternidade possui, ainda, uma equipe de 11
enfermeiros lotados no banco de leite humano, na UTI neonatal, no centro
obstétrico e na clínica médica. Técnicos de enfermagem, auxiliares
operacionais, enfermeiro com especialidade em terapia intensiva e
fisioterapeuta com especialidade em UTI neonatal também integram o corpo
funcional do hospital.

INFRAESTRUTURA

No quesito infraestrutura, a Prefeitura Municipal
de Caxias adquiriu insumos necessários para cateterismo umbilical exsangíneos
realizado na maternidade e aguarda novos equipamentos para o Centro Obstétrico
e UTI neonatal, os quais serão disponibilizados pela Secretaria Estadual de
Saúde.

A Prefeitura Municipal de Caxias também tem
investido na formação técnica da equipe multiprofissional da Maternidade
Carmosina Coutinho. Este ano já foram oferecidos cursos de reanimação neonatal
no Hospital Universitário da UFMA; oficina sobre Melhoria da Atenção Materna
Neonatal e Controle de Infecção em Serviços de Saúde; capacitação dos
profissionais no Sistema Horus – implementação com incorporação do Palivisumabe
e capacitação de profissionais em cateterismo umbilical.

APOIO ESTADUAL

Outras providências estão em curso para aumentar a
efetividade do atendimento na maternidade. Com apoio da Secretaria de Estado da
Saúde e do Governador Flávio Dino, a Prefeitura de Caxias está implantando um
plano de ação e atenção à mulher gestante para melhorar os índices de
atendimento à parturiente.

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