Uma investigação do Intercept Brasil revela que o Havengate Development Fund LP, fundo que recebeu ao menos US$ 10,6 milhões de empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, foi originalmente criado para captar investidores para um ambicioso projeto imobiliário no Texas que jamais foi executado. Apesar de o empreendimento nunca ter saído do papel, o fundo permaneceu ativo por anos e acabou sendo utilizado, posteriormente, para receber recursos destinados à produção cinematográfica que hoje é alvo de investigação da Polícia Federal.
Segundo a reportagem, baseada em documentos, registros públicos dos Estados Unidos e verificações realizadas no próprio local onde o empreendimento deveria existir, o projeto denominado Havengate Community prometia construir um complexo residencial e comercial de US$ 21,1 milhões na cidade de Melissa, no Texas. O empreendimento era apresentado como uma oportunidade de investimento para estrangeiros — inclusive brasileiros — e vinculava os aportes financeiros ao programa EB-5, mecanismo que permite a obtenção do green card, a residência permanente nos Estados Unidos, mediante investimentos qualificados.
Projeto prometia condomínio de alto padrão e acesso ao green card
O material publicitário da Havengate Community, produzido em 2020 pela Calixsan Capital Management LLC, apresentava o empreendimento como um novo conceito de moradia, prometendo integrar saúde, bem-estar, esportes, tecnologia e áreas comerciais em uma comunidade planejada próxima a Dallas.
Segundo o prospecto, o projeto ocuparia cerca de 95 acres, equivalentes a aproximadamente 384 mil metros quadrados, onde seriam construídos 300 lotes residenciais, 58 casas geminadas (townhomes) e cerca de 29 mil metros quadrados de área comercial. A divulgação destacava infraestrutura moderna, rede 5G e localização privilegiada ao lado de uma das melhores escolas da região de Melissa.
Além da promessa imobiliária, o principal atrativo comercial era a associação direta com o programa americano EB-5, pelo qual investidores que aplicassem recursos no empreendimento poderiam pleitear residência permanente nos Estados Unidos. À época, o investimento mínimo exigido era de US$ 1,8 milhão.
Investigações mostram que empreendimento nunca existiu
A reportagem do Intercept consultou registros oficiais do estado do Texas, do condado de Collin e da prefeitura de Melissa. Nenhum deles confirma a existência do empreendimento.
De acordo com os levantamentos, não há qualquer terreno registrado em nome do Havengate Development Fund LP, tampouco em nome da Calixsan Capital Management, da Artec Integrated Solutions, da corretora Sanmo Realty ou dos responsáveis pelo projeto, Paulo Calixto e Altieris Santana.
Também não existe registro de licença de construção emitida pela prefeitura de Melissa para um empreendimento denominado Havengate Community.
Para confirmar as informações documentais, jornalistas do Intercept estiveram na região indicada como local do empreendimento. O terreno destinado à área comercial permanece coberto por vegetação, sem placas de obra, licenciamento ou qualquer sinal de atividade relacionada ao projeto anunciado.
Na área vizinha existe atualmente um condomínio residencial chamado Meadow Park, desenvolvido pela incorporadora americana Ashton Woods, empreendimento que, segundo a reportagem, não possui qualquer vínculo com a Havengate Community.
Arquiteto confirma que obras jamais começaram
O Intercept também ouviu o arquiteto Jordan Rey, que participou da fase inicial do projeto por meio da empresa Artec Integrated Solutions, pertencente ao seu pai, David Rey.
Segundo Rey, o empreendimento foi abandonado antes mesmo da obtenção das autorizações necessárias para sua construção.
“Pelo que entendo, o projeto foi encerrado antes que a cidade emitisse qualquer licença de construção e antes do início efetivo das obras.”
O arquiteto afirmou ainda que sua empresa participou apenas da fase de concepção do empreendimento, realizando estudos, pesquisas e reuniões para obtenção das licenças municipais, mas destacou que nenhuma obra foi executada.
Gestora abandonou registro regulatório durante cronograma das obras
Outro aspecto destacado pela investigação diz respeito à situação regulatória da Calixsan Capital Management, empresa responsável pela gestão do fundo.
Segundo o Intercept, a Calixsan possuía registro como gestora de investimentos nos estados do Texas e da Flórida desde 2015, condição que exigia prestação periódica de informações às autoridades reguladoras americanas.
Entretanto, em maio de 2021, a empresa encerrou seu registro no Texas e, quatro meses depois, fez o mesmo na Flórida.
A decisão ocorreu justamente no período em que, conforme o cronograma divulgado aos investidores, as obras deveriam estar em andamento e os primeiros lotes estariam próximos da entrega.
Apesar disso, o Havengate Development Fund LP não foi encerrado. O fundo permaneceu juridicamente ativo junto às autoridades fiscais do Texas, assim como sua administradora, a Havengate Development Fund GP LLC.
Fundo permaneceu aberto sem atividade pública
A reportagem também verificou registros da Securities and Exchange Commission (SEC), órgão equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira.
Segundo o Intercept, o Havengate Development Fund LP nunca apresentou o Form D, documento normalmente exigido para fundos que comercializam participações por meio de ofertas privadas nos Estados Unidos.
Ainda conforme a investigação, durante quase quatro anos o fundo permaneceu ativo sem apresentar sinais públicos de operação: não houve atualizações em suas páginas oficiais, registros de propriedades, obras, captação pública de investidores ou comunicações relevantes aos órgãos reguladores.
Mesmo assim, permaneceu juridicamente existente.
Fundo passou a receber recursos destinados ao filme “Dark Horse”
Foi justamente essa estrutura que voltou a movimentar recursos em 14 de fevereiro de 2025, quando o Havengate Development Fund LP recebeu uma transferência internacional de US$ 2 milhões proveniente da empresa Entre Investimentos e Participações, ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo comprovante obtido pelo Intercept, o pagamento correspondeu à primeira parcela de um acordo envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro que atualmente integra investigações conduzidas pela Polícia Federal.
A reportagem informa que, ao todo, empresas vinculadas ao grupo de Vorcaro transferiram pelo menos US$ 10,6 milhões para o fundo.
Personagens envolvidos
O material publicitário do empreendimento foi produzido pela Calixsan Capital Management LLC, empresa registrada na Flórida cujos sócios são Paulo Calixto — advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos — e o corretor de imóveis Altieris Santana.
Ambos também aparecem como administradores do Havengate Development Fund LP.
Segundo o Intercept, o escritório Law Offices of Paulo Calixto PLLC permanece registrado como agente legal tanto do fundo quanto da empresa responsável por sua administração.
Sem respostas até a publicação
O Intercept informou que procurou a Calixsan Capital Management, seus sócios Paulo Calixto e Altieris Santana, além da defesa de Daniel Vorcaro, para comentar as informações levantadas pela reportagem.
Até a publicação da investigação, não houve retorno dos contatos realizados. O veículo informou que o espaço permanece aberto para manifestações dos envolvidos. (247)
Agora pé oficial. O ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Junior (Republicanos) será candidato a vice na chapa do candidato a governador Orleans Brandão (MDB). O anunciou foi feito nesta quarta-feira (1º) pelo emedebista através de vídeo publicado nas redes sociais.
Edivaldo governou São Luís por dois mandatos, sendo o segundo disputado e vencido contra o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), que se desincompatibilizou do mandato para concorrer ao governo do estado nas eleições 2026.
O agora pré-candidato a vice-governador na chapa governista pretendia ser candidato a deputado estadual e vinha fazendo visitas aos bairros da capital revendo lideranças e amigos, mas acabou aceitando o convite para ser vice de Orleans.
Ao anunciar Edivaldo como seu companheiro de chapa majoritária, o candidato apoiado pelo governador Carlos Brandão tenta neutralizar a forte liderança exercida por Braide na capital, principal colégio eleitoral do estado.
Edivaldo Holanda Júnior, de 47 anos, fez sua trajetória política na capital. Vereador de São Luís por dois mandatos, deputado federal eleito em 2010 como o mais votado da capital e prefeito de São Luís por dois mandatos consecutivos, entre 2013 e 2020, tem muito a contribuir como candidato a vice.
Ex-secretário de Estado de Assuntos Municipalistas, ressaltou a experiência administrativa de Edivaldo e disse que ele chega para somar. “Edivaldo vem somar a esse projeto que pretende avançar ainda mais com conquistas para o nosso estado. É um homem sério, com experiência administrativa.
O presidente Lula (PT) aparece com 48,8% das intenções de voto contra 42,3% do senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno, abrindo vantagem de 6,5 pontos percentuais, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º).
De acordo com o levantamento, 8,9% dos eleitores afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou ainda estão indecisos nesse cenário. A pesquisa também testou outros cinco possíveis confrontos de segundo turno envolvendo Lula e pré-candidatos da direita.
Na simulação contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula registra 48% das intenções de voto, enquanto Caiado aparece com 39%. Nesse cenário, brancos, nulos e indecisos somam 13,1%.
Contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o presidente marca 48,2%, ante 38,5% do adversário. O percentual de eleitores que não escolheram nenhum dos dois nomes ou permanecem indecisos chega a 13,3%.
A maior vantagem de Lula nas simulações ocorre contra Renan Santos, do Missão. Nesse confronto, o presidente alcança 49,2%, enquanto Renan aparece com 28,9%. A parcela de brancos, nulos e indecisos é a mais alta entre os cenários avaliados: 21,9%.
O levantamento também mediu o desempenho da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Em uma eventual disputa contra ela, Lula teria 48,7% das intenções de voto, contra 38,9% de Michelle. Brancos, nulos e indecisos somam 12,4%.
Em outro cenário testado, Lula aparece numericamente à frente de Jair Bolsonaro (PL) – que está preso e inelegível -, com 48,6%, contra 43,1%. Nesse caso, 8,3% dos entrevistados disseram que votariam em branco, anulariam o voto ou ainda não sabem em quem votariam.
A AtlasIntel informou que não considera o mês de maio de 2026 em sua série histórica. A legitimidade do levantamento foi questionada na Justiça pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro. A análise do caso foi suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e o instituto aguarda decisão sobre o tema.
A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e registrado no TSE sob o protocolo BR-04582/2026.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por unanimidade, nesta terça-feira (30), que a perda do cargo passa a ser a punição máxima para magistrados que cometerem infrações graves, substituindo a aposentadoria compulsória como sanção mais severa nesses casos.
De acordo com informações publicadas pelo Metrópoles, o colegiado rejeitou um recurso apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e manteve o entendimento firmado anteriormente pela Corte. A decisão foi tomada durante o julgamento de embargos de declaração, recurso utilizado para solicitar esclarecimentos sobre uma decisão judicial.
O relator do caso, ministro Flávio Dino, votou pela rejeição do recurso da PGR ao concluir que a decisão anterior não apresentava omissões, contradições ou obscuridades que justificassem sua revisão. O entendimento foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
O recurso analisado pela Primeira Turma havia sido protocolado pela Procuradoria-Geral da República no último dia 25. No pedido, o órgão buscava a revisão da decisão que estabeleceu a perda do cargo como sanção máxima para magistrados envolvidos em infrações graves.
Segundo a PGR, a possibilidade de aplicação da perda do cargo poderia enfraquecer as garantias institucionais asseguradas à magistratura. O órgão sustentou que essas garantias são essenciais para preservar a independência dos juízes no exercício de suas funções.
A Procuradoria argumentou ainda que magistrados precisam de proteção institucional para atuar com autonomia, especialmente em processos que envolvam autoridades públicas, grandes empresas ou interesses políticos.
Ao analisar os embargos de declaração, o ministro Flávio Dino concluiu que o recurso não preenchia os requisitos necessários para modificar ou esclarecer a decisão anteriormente proferida pela Primeira Turma.
Em seu voto, o relator entendeu que não existiam omissões, contradições ou obscuridades no julgamento anterior, razão pela qual se manifestou pela rejeição do pedido apresentado pela Procuradoria-Geral da República.
Com a decisão unânime, a Primeira Turma manteve o entendimento de que, nos casos de infrações graves praticadas por magistrados, a perda do cargo constitui a sanção máxima aplicável, afastando a aposentadoria compulsória como punição mais severa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou novo avanço no voto espontâneo para a eleição presidencial de 2026, segundo a pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (29). Nesse tipo de levantamento, em que os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Lula aparece com 38% das citações, contra 27% do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Além da vantagem de onze pontos sobre o principal adversário, a pesquisa mostra uma trajetória consistente de crescimento do presidente ao longo dos últimos meses. Lula tinha 32% em março, passou para 33% em abril, alcançou 36% em maio, manteve esse percentual na rodada de meados de junho e agora chega a 38%, o melhor desempenho da série.
Para cientistas políticos, o voto espontâneo costuma ser um dos indicadores mais importantes das pesquisas eleitorais porque mede a lembrança imediata do eleitor, sem estímulos. Quanto maior esse índice, maior tende a ser o grau de consolidação de uma candidatura.
Os números reforçam o cenário favorável ao presidente também nos demais indicadores do levantamento. Lula lidera o primeiro turno com 42% das intenções de voto e aparece em vantagem em todos os cenários de segundo turno testados pelo instituto.
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.009 eleitores entre os dias 26 e 28 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Quatro dos principais pré-candidatos ao Senado no Maranhão estão alinhados com o projeto de reeleição do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT). Dois senadores e dois deputados federais lideram as pesquisas, são próximos ao líder petista e contam com seu apoio nas eleições de 2026.
Os senadores Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha (PDT), dois vice-líderes do governo no Congresso Nacional, em plena pré-campanha para renovar seus mandatos por mais oito anos têm em Lula, líder nas pesquisas para presidente da República no estado, seu principal cabo eleitoral.
O deputado federal André Fufuca (PP), ex-ministro do Esporte, que já reconheceu publicamente o erro de ter votado em Bolsonaro em 2022 e declarou que nas eleições de 2026 votará no presidente Lula, cola sua campanha ao líder petista e, caso seja eleito, tende se manter ao presidente que tentará o quarto mandato.
Fufuca, que se afastou do governo do estado e abraçou a candidatura do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que não declara apoio a Lula e tende se manter neutro na questão presidencial, mas isso não impede de pedir votos para o presidente.
Outro palanque que certamente estará a serviço do presidente do Maranhão é o deputada Roseana Sarney (MDB). Líder nas pesquisas para o Senado, a ex-governadora ainda não decidiu se concorrerá a uma das duas cadeiras que estarão em disputa, mas caso resolva concorrer, será uma aliada a mais do presidente, até pelo laços de amizade que o ex-presidente José Sarney com o petista.
Com pode-se observar, seja quem for o eleito entre esses quatro pré-candidatos, os únicos realmente com chances de conquistar as vagas, já que o ex-senador Roberto Rocha, Novo), que pretendia disputa e tinha chance deve anunciar nos próximos dias sua candidatura ao governo com a desistência de Lahesio Bonfim (Novo), está bem servido de aliados no Maranhão.
A eleição para a Câmara Alta do Congresso Nacional, que sempre foi periférica e ia a reboque dos candidatos a governador, nesta eleição ganhou enorme importância por conta da questão ideológica e das suas consequências. Um governo sem maioria no Congresso, principalmente no Senado, como se pode observar na atual legislatura, está sujeito a virar refém.
Só para se ter ideia, a escala 6X1, um projeto defendido pelo governo que reduz a jornada de trabalho, já aprovada pela Câmara, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre engavetou e vem criando todo tipo de dificuldade para a sua aprovação. Sem contar na rejeição do indicado pelo presidente Lula para ministro do Supremo Tribunal Federal, Jorge Messias.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, voltou a tentar diminuir o desgaste provocado pelas críticas públicas feitas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (25), o parlamentar reiterou o convite para que ela participe de um encontro da pré-campanha do Partido Liberal (PL) voltado ao público feminino. As informações são do jornal O Globo.
A iniciativa ocorre após Michelle divulgar vídeos nas redes sociais criticando Flávio e afirmando ter sido “maltratada e desrespeitada” pelo senador. A divergência expôs um conflito interno no PL envolvendo a definição de alianças para as eleições no Ceará.
Na gravação, Flávio afirmou que a reunião prevista para a próxima quarta-feira será mantida e terá como objetivo discutir propostas destinadas às mulheres brasileiras. “A reunião na próxima quarta-feira está mantida para tratar justamente das soluções que a gente vai propor para as mulheres de todo o Brasil, que acordam cedo, trabalham, estudam e cuidam das famílias”, declarou.
Em seguida, o senador voltou a fazer um apelo público para que Michelle participe do encontro. “De coração aberto, quero reforçar o convite que eu já tinha feito para a Michelle. Justamente porque eu acredito que o diálogo, o respeito e a união vão ser sempre o melhor caminho. O convite segue de pé e o coração segue aberto, Michelle, porque a gente tem que focar no nosso Brasil, resgatar nosso país e sozinho é muito mais difícil”, afirmou.
Na quarta-feira (24), Flávio havia adotado um discurso mais crítico ao comentar a ausência de resposta ao convite, afirmando que fez um “gesto de reciprocidade que Michelle não atendeu”. Segundo ele, a proposta para o encontro foi articulada junto à senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que ficaria responsável por reunir lideranças femininas conservadoras e convidar a ex-primeira-dama.
No novo vídeo, porém, o senador reduziu o tom das cobranças e afirmou compreender a posição de Michelle diante do momento vivido pela família Bolsonaro. “Toda a nossa família está passando por um momento muito difícil. Eu entendo a angústia da Michelle vendo meu pai todos os dias sofrendo com uma injustiça gigantesca. Eu também sofro muito, mas eu sigo firme”, afirmou.
Durante a manifestação, Flávio também declarou que suas decisões políticas seguem orientação de Jair Bolsonaro. “Eu estou cumprindo uma missão designada por Jair Messias Bolsonaro. Todas as minhas decisões são tomadas sempre com o respaldo dele. O Brasil se livrar do Lula e do PT, a gente tem que ter o foco nisso”, declarou.
A crise entre Flávio e Michelle teve origem na disputa sobre o posicionamento do PL no Ceará. Enquanto o senador e parte da direção nacional do partido defendem o apoio ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo estadual, Michelle se posiciona contra essa articulação.