*Núbia Dutra
Em resposta ao ex-prefeito de Paço do Lumiar, Gilberto Aroso, que no último fim de semana se lançou pré-candidato a prefeito e criticou a atual administração municipal, principalmente por causa da participação ativa na gestão da primeira-dama e secretária de Planejamento, Núbia Feitosa Dutra, ela declarou o seguinte:
“Eu sorrio ao ver um membro da dinastia do fracasso bodejar e dizer que eu atrapalho a gestão do prefeito Domingos Dutra. É preciso entender que Dutra tem uma esposa que colabora com seu governo porque estudou, tem profissão e competência para lhe auxiliar.
Não passo os dias andando nos shoppings desfrutando do dinheiro público, trabalho com orgulho ao ajudar esta gestão, com ruas asfaltadas, iluminadas e nossas crianças em escolas dignas. Agora Paço do Lumiar conhece uma gestão de verdade e vai ser difícil aceitar novamente o que há de pior.
Não me cabe a culpa se o pobre que tece críticas a mim e à gestão de Domingos Dutra não teve ajuda, e por isso se corta todo de navalha. Importante saber que nas eleições municipais de 2012, como candidata, tive uma votação menor que a dele, com pequena diferença, uma vergonha, para ele, um soberbo ex-prefeito.
Sou uma grande colaboradora da gestão de Domingos Dutra, e, nas próximas eleições, continuarei ajudado essa gestão humanizada e gloriosa, e farei questão de andar de rua em rua, garantindo que seu nome não seja nem cogitado, isto é, se o Tribunal não for mais rápido e me furtar esta caminhada.
Destarte, faz-me rir ver a Dinastia fracassada com a dupla que jamais será dinastia, usando ex-presidiários, pelegos e toda sorte da escória, a fazerem barricadas falando em comunidade.
De fato, agora sabemos por que a dor é tão grande e numa frequência tão extensa e de caráter duvidoso, pois o dinheiro público era privatizado. Cabocada engordava o bucho e agora quer a todo custo retomar o Paço, mas estão enganados. Agora Paço é ILUMINADO e deixou de ser uma colônia de (…) não tão nobres”.
*Dra. Núbia Feitosa Dutra, psicóloga, advogada, perita criminal
O Globo — O PT prepara uma ofensiva jurídica contra Jair Bolsonaro (PSL) pelas declarações que ele fez no domingo a apoiadores que estavam na Avenida Paulista, em São Paulo. Entre outras frases, ele disse que “marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria” e que candidato presidencial Fernando Haddad (PT) e o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias, farão companhia ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na cadeia. Para o partido, Bolsonaro cometeu crime contra a humanidade e incitou a violência.
— Se algo acontecer a Haddad ou Lindbergh, a responsabilidade objetiva é dele. Ele está incitando o ódio. Nós podemos ter um domingo de eleições sangrento. Um domingo de gente indo para as ruas com barras de ferro, facas, pedaços de pau, para tirar de circulação quem veste a cor vermelha – disse a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, em coletiva de imprensa, em Brasília, depois de entregar documento a representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre o caso de pagamento pela propagação de fake news.
A presidente do PT comparou Bolsonaro ao ditador alemão Adolf Hitler:
— O discurso de Bolsonaro foi pior do que o discurso de Hitler na Alemanha numa situação semelhante antes da eleição.
De acordo com Eugênio Aragão, um dos advogados da campanha de Fernando Haddad, o PT elabora uma representação contra Bolsonaro, para apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF); uma representação e uma notificação eleitoral, para protocolar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE); uma representação ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, por quebra de decoro.
— Os atos que nós atribuímos a Jair Bolsonaro vão desde a incitação ao crime, apologia ao crime, incitação à violência. Rigorosamente, o que ele fez, por jurisprudência dos tribunais internacionais, principalmente o de (Tribunal Penal Internacional para o) Ruanda, é um crime contra a humanidade, que é incitar a perseguição a grupos.
Aragão diz que, se não houver medidas no país, o partido recorrerá a tribunais internacionais.
— Infelizmente, o Brasil, em seu Código Penal, não tipificou ainda os crimes contra a humanidade. Mas está no Estatuto de Roma e, se o estado brasileiro não tomar medidas, há a possibilidade de se ir ao Tribunal Internacional de Justiça, na Haya — diz Aragão.
Nesta segunda-feira, o deputado Jorge Solla (PT-BA) já pediu para a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigar Bolsonaro pelas declarações, com base na Lei de Segurança Nacional.
Aos apoiadores, Bolsonaro disse que fará uma “faxina” e que, se “essa turma” quiser ficar no país, “vai ter que se colocar sob a lei de todos nós, ou vão para fora ou vão para a cadeia”.
— E, seu Lula da Silva, se você estava esperando o Haddad ser presidente para assinar o decreto de indulto, eu vou te dizer uma coisa: você vai apodrecer na cadeia. Brevemente, você terá Lindbergh Farias para jogar dominó no xadrez. Aguarde. O Haddad vai chegar aí também. Mas não será pra visitá-lo, não. Será para ficar alguns anos ao teu lado — afirmou Bolsonaro.
O PT pretende protocolar as representações na terça-feira. Ao subchefe da Missão de Observação Eleitoral, Ignacio Álvarez, o partido entregou, na tarde desta segunda-feira, uma cópia da ação que pediu ao TSE contra a divulgação em massa de fake news sobre Haddad.
Segundo reportagem da “Folha de S. Paulo”, empresas que apoiam a candidatura do capitão da reserva fecharam contratos de até R$ 12 milhões, com serviços como “disparar” mensagens de WhatsApp. Haddad terá mais uma reunião com representantes da OEA, na quinta-feira, em São Paulo. A expectativa do PT é que a organização se posicione publicamente sobre o assunto antes das eleições.
Gleisi e Aragão reclamam que as instituições, especialmente do Judiciário, estão “passivas” no processo eleitoral.
— Estamos em um momento que não sabemos ao certo se nossas instituições estão preparadas para tamanho desafio. Já conversamos com todos os atores do Judiciário e as respostas que recebemos são muito evasivas — diz Aragão.

A ex-ministra do Meio Ambiente e ex-candidata da Rede a Presidência da República, Marina Silva, declarou nesta segunda-feira (22) que votará no candidato Fernando Haddad no segundo turno da eleição, que acontecerá domingo (28).
“Diante do pior risco iminente, de ações que, como diz Hannah Arendt, “destroem sempre que surgem”, “banalizando o mal”, propugnadas pela campanha do candidato Bolsonaro, darei um voto crítico e farei oposição democrática a uma pessoa que, “pelo menos” e ainda bem, não prega a extinção dos direitos dos índios, a discriminação das minorias, a repressão aos movimentos, o aviltamento ainda maior das mulheres, negros e pobres, o fim da base legal e das estruturas da proteção ambiental, que é o professor Fernando Haddad”, disse Marina em nota.
A candidata da Rede, que chegou a aparecer em segundo lugar nas pesquisas na pré-campanha do primeiro turno, teve um desempenho muito longe do esperado e acabou obtendo apenas1% dos votos.
O governador Flávio Dino afirmou nesta segunda (22) que “a marcha da insensatez ainda pode ser contida”. A declaração foi feita nas redes sociais, após a divulgação do vídeo em que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) ameaça fechar o Supremo Tribunal Federal (STF) em caso de impugnação da candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República.
Dino relembrou comentário feito na semana passada, quando criticou a postura leniente de parte do Judiciário em relação ao discurso fascista no país. “Parte da comunidade jurídica deu decisiva sustentação à escalada fascista. Caso o pior aconteça, tenho impressão de que, muito rapidamente, eles irão se arrepender duramente. E talvez não haja remédio eficaz”, escreveu.
Flávio Dino disse que independentemente do posicionamento dos ministros da Suprema Corte haverá reação em defesa da democracia.
“Um filhote de fascista disse que um cabo e um soldado bastam para fechar o Supremo. Não sei o que os ministros acham disso. Só digo que tentem a ousadia. Estaremos lá na porta do Supremo protegendo a democracia. E seremos muitos a esperar os micróbios”, afirmou.
Sobre o apoio à candidatura de Haddad à Presidência, o governador do Maranhão disse não ter medo de nada. “Independentemente de resultado, quem luta pelo bom, pelo belo, pelo justo, jamais perde. Venceremos”, tuitou.
Ele afirmou ainda que é cristão e sua fé não o permite votar em amigo de torturador. “Sou professor de Direito Constitucional. Minha profissão me leva a votar no único candidato que defende a Constituição e as leis.”
O município de Paço do Lumiar, que foi considerado um dos maiores currais eleitorais do grupo Sarney, agora sob o comando do prefeito Domingos Dutra (PCdoB), concedeu proporcionalmente ao governador Flávio Dino (PCdoB) uma das maiores votações nas eleições do dia 7 de outubro, quando foi eleito logo no primeiro turno. No Estado, o governador teve 59,29% dos votos válidos, com 1,867 milhão de votos. Em Paço, esse índice foi de 61,69%, com 29.593 votos. “Esta votação foi superior à ocorrida no Maranhão e foi o resultado mais expressivo entre os municípios da Grande Ilha”, comemora o prefeito Dutra (PCdoB), um dos grandes articuladores da militância a favor do governador no município.
O resultado das eleições em Paço do Lumiar de fato foi amplamente favorável ao candidato Flávio Dino, pois o percentual de votos válidos ficou acima da média do estado, sendo o município da Ilha com o maior percentual de votação para o governador. Em São Luís, o candidato Flávio Dino teve 291.227 votos, o que corresponde a 55,81%. Em São José de Ribamar, Flávio Dino teve 57,62% dos votos válidos, com 42.207 votos. Na Raposa, ele teve 55,36%, com 7.540 votos.
O resultado, na avaliação do prefeito Domingos Dutra, se deve principalmente ao nível de consciência dos eleitores, ao trabalho da militância e também ao reconhecimento da população à parceria entre a Prefeitura de Paço do Lumiar e o Governo do Estado.
“Foram muitas ações por meio desta parceria, sendo uma das principais o asfaltamento de centenas de ruas. Pelo menos um terço de todas as ruas asfaltadas no município foi em parceria com o Governo do Estado. Também graças a essa ação conjunta o município passou a ter um Batalhão da Polícia Militar, uma unidade do Corpo de Bombeiros, moradores receberam seus títulos de posse da terra, a Avenida 10 do Maiobão foi urbanizada e passou a ser um local de lazer para a população”, enumerou o prefeito Dutra, lembrando que a campanha de Flávio Dino terminou no Viva Maiobão com fogos de artifício que coloriram o céu de Paço do Lumiar.
Para o secretário municipal de Infraestrutura e entusiasta da parceria entre Governo e Prefeitura em Paço, Pádua Nazareno, o resultado nas urnas é uma demonstração clara de que a população de Paço do Lumiar aprovou o trabalho em conjunto feito entre a Prefeitura e o Governo do Estado para garantir melhorias ao município. “Quando Governo e Município seguem juntos realizando obras e serviços em prol da população, o reconhecimento é natural. A população de Paço do Lumiar demonstrou isso nas urnas. E a partir de agora muito mais será feito. É esta a determinação e também o foco do prefeito Dutra. E só quem ganha é a população”, ressaltou Pádua Nazareno.
O Globo – O jornal americano ” New York Times ” destacou em editorial que a ascensão do candidato Jair Bolsonaro (PSL) na disputa pela Presidência do Brasil configura “um dia triste para a democracia”. No texto, publicado neste domingo, o diário lamenta que “a desordem e o desapontamento” distraiam os eleitores e os “façam abrir as portas para populistas ofensivos, cruéis e teimosos”. Na visão da publicação, o “tempestuoso” militar brasileiro tem “visões repulsivas” e, ainda assim, deve sair vencedor contra Fernando Haddad . O petista, diz o “NYT”, “falhou em superar a associação de seu partido com a corrupção e a má gestão” na campanha, apesar da popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, barrado pela Ficha Limpa.
O texto, intitulado “A Escolha Triste do Brasil”, começa com a descrição de episódios polêmicos da carreira do deputado Bolsonaro. O diário americano lembrou, por exemplo, de quando o parlamentar disse preferir ver um filho morto a um filho gay e de quando ele criticou o peso e a preguiça de quilombolas. A publicação ainda cita a “nostalgia” do militar por “generais e torturadores” que comandaram o país no passado. Mesmo com esse pano de fundo, ressalta o “NYT”, as opiniões “grosseiras” do candidato são interpretadas como franqueza, a “carreira obscura” como congressista vira “promessa de outsider” e a proposta de “mão de ferro” é vista como esperança para a crise da segurança pública.
“Soa familiar? Ele é o mais recente da longa lista de populistas que surfaram na onda do descontentamento, da frustração e do desespero até o posto mais alto do governo em cada um de seus países. Não surpreende que ele seja descrito como o Donald Trump brasileiro”, lê-se no editorial do jornal, que se opôs à candidatura do agora presidente americano em 2016.
Em setembro, a tradicional revista britânica “The Economist” publicou uma edição em cuja capa classificava Bolsonaro como ” a última ameaça da América Latina “. Para a publicação, a eleição do militar seria “adição particularmente desagradável ao clube” de populistas, formado ainda pelo americano Trump, pelo filipino Rodrigo Duterte e pelo mexicano López Obrador.
‘Desespero pela mudança’
O “News York Times” avalia que a ligação de petistas com esquemas corruptos alimentou um espírito de “tudo menos o PT” no eleitor. Com a pior recessão da História, as revelações da Operação Lava-Jato, a prisão de Lula, o impeachment de Dilma Rousseff, a investigação do presidente Michel Temer, a escalada de crimes violentos, os brasileiros entraram em “desespero pela mudança”, segundo o jornal.
No dia seguinte ao primeiro turno, o “NYT” já havia destacado que a divisão política no país favoreceu a ascensão de Bolsonaro. Os partidos tradicionais estariam associados à corrupção, e o militar teria encarnado a raiva e o desejo de desmantelar o status quo. Um texto de opinião publicado no mesmo jornal em julho destacou que o candidato coloca risco à democracia brasileira.
Alçado como resposta a este cenário, Bolsonaro é descrito como uma mistura de conservadorismo social e liberalismo econômico – embora “confesse ter entendimento superficial de economia”, reforçou o diário, que vê no meio ambiente um dos principais perdedores com um eventual governo do militar. Preocupa o “NYT” que um governo do PSL arrisque a floresta Amazônica, retire proteções para abrir espaço ao agronegócio, interrompa a demarcação de terras indígenas e abandone o Acordo de Paris sobre a mudança climática. Tais medidas seriam defendidas “em um país que, até recentemente, era elogiado pela liderança na proteção do meio ambiente”, segundo a publicação.
“A decisão é dos brasileiros. Mas é um dia triste para a democracia quando a desordem e o desapontamento levam eleitores à distração e abrem as portas para populistas ofensivos, cruéis e teimosos”, escreve o “NYT” no editoral.
O ex-ministro da Educação e candidato do PT a Presidência da República, Fernando Haddad, ao participar, neste domingo (21), de ato de campanha em São Luís ao lado do governador Flávio Dino (PCdoB), voltou a cobrar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma rigorosa investigação sobre disseminação de informações falsas contra sua candidatura financiadas por empresas que supostamente apoiariam o candidato da direita Jair Bolsonaro (PSL).
Haddad, que já pediu a realização de busca e apreensão nas empresas mencionadas por reportagem do jornal Folha de São Paulo, diante da morosidade da investigação, se disse decepcionado com o que classificou de “leniência” da Justiça Eleitoral e a demora em tomar providências.
Para o representante petista na corrida presidencial, caso fique comprovada a participação de empresários no patrocínio da distribuição de informações falsas contra o PT em benefício da candidatura de seu adversário Jair Bolsonaro (PSL), três crimes estariam configurados: caixa dois, calúnia e difamação, e uso de transcorressem normalmente, [a postura] me parece contraditória até aqui”, completou.cadastro sem autorização. da Agência Brasil. “Depois de todo o esforço que o Brasil fez para garantir que as eleições
Haddad criticou a manifestação de integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, segundo coluna de notas da Folha de S.Paulo, disseram que, a menos de dez dias do segundo turno, não era hora de “criar marola”.
“Isso é muito grave. Não consigo compreender como gente da Justiça tenha pronunciado uma frase dessas”, afirmou o candidato. Haddad disse ainda que “depois de todo o esforço que o Brasil fez para garantir que as eleições transcorressem normalmente, me parece contraditória até aqui”, completou.