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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 17/nov/2020

PSDB de Roberto Rocha sai do pleito com pinta de nanico

O PSDB, que já foi considerado um dos maiores partidos do Maranhão até 2017 quando o comando estadual foi tomado do vice-governador Carlos Brandão e entregue ao senador Roberto Rocha, logo após o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin assumir o comando nacional da legenda, saiu do pleito municipal desde ano com pinta de legenda nanica e tendência de ser varrida do mapa político estadual.

Com Brandão no comando na eleição municipal de 2016, o PSDB conseguiu eleger 28 prefeitos, enquanto em 2020, sob a direção de Roberto Rocha, o partido foi vitorioso em apenas quatro prefeituras. Seu principal escudeiro ao assumir o comando da sigla, ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira, ao tentar este ano voltar ao comando do município, segundo maior colégio do Estado, acabou em terceiro lugar.

A derrocada dos tucanos começou em 2018, a partir do rompimento da aliança vitoriosa com o PCdoB feita em 2014 quando cedeu o então deputado federal Carlos Brandão para compor como vice a chapa de Flávio Dino que derrotou o candidato do MDB, Edinho Lobão, pondo fim ao reinado do grupo Sarney no Maranhão

Como consequência do rompimento, se desligaram do partido o vice-governador Carlos Brandão, 28 prefeitos, dois deputados estaduais (Sérgio Frota e Neto Evangelista) e dezenas de vereadores, dentre eles dois da capital (Gutemberg Araújo e Josué Pinheiro).

Sob a liderança de Roberto Rocha, hoje um fiel aliado do presidente Jair Bolsonaro,  o PSDB trocou lideranças de peso e com mandato por nomes inexpressivos que ajudaram a afundar o partido. Um ato de filiação promovido pela legenda em 2018 acabou virando piada por constar nas relação de filiados figuras como João Câncio e João Bentivi, dois personagens folclóricos.

Para completar a agonia no ninho dos tucanos, em 2018 Rocha lançou sua candidatura ao governo e foi rejeitado nas urnas obtendo votação humilhante; apenas 2% dos votos válidos. De lá pra cá, a legenda dos tucanos só definhou. Nesta eleição de 15 de novembro, aliado a Bolsonaro, acabou de naufragar.

  • Jorge Vieira
  • 17/nov/2020

Bem avaliado, prefeito Edivaldo continua em silêncio sobre 2º turno

O prefeito Edivaldo Holanda Junior, dono de uma popularidade incomum para chefes de Executivo em final de segundo mandato, continua em silêncio e até o momento não deu o menor sinal de que pretenda se envolver na disputa em que está em jogo sua própria sucessão.

O governador Flávio Dino, que esteve neutro no primeiro turno, já declarou apoio ao candidato Duarte Júnior (Republicanos), o que motivou vários secretários a seguirem o chefe postando mensagens nas redes sociais, mas Edivaldo continua focado apenas em concluir as obras de sua administração para não deixar pendências para quem o suceder no cargo.

Depois que o governador se posicionou, todas as atenções se voltam para o prefeito Edivaldo. No primeiro turno, embora filiado ao PDT, que disputou o pleito com vice chapa encabeçada por Neto Evangelista (DEM), o prefeito se manteve distante e não participou da campanha.

Até o momento, Edivaldo se mantem indiferente, se recusa falar sobre eleição, mantém o foco apenas na administração, aumentando assim a expectativa sobre sua postura em relação ao pleito faltando pouco mais de dez dias para o embate final entre Duarte Júnior e Eduardo Braide.

Duarte pertence ao partido do vice-governador e sua eleição representa o fortalecimento do projeto de Carlos Brandão para 2022, enquanto Braide, que faz oposição ao governador, caso eleito, significará o triunfo dos adversários de Dino, entre os quais o presidente Jair Bolsonaro e o senador Roberto Rocha.

Nos bastidores da sucessão, as apostas dão conta de que ele se manterá distante da disputa, mas vale esperar, pois seu posicionamento pode ser fundamental  para as pretensões de um dos candidatos.

 

  • Jorge Vieira
  • 16/nov/2020

Secretários do Governo Flávio Dino manifestam apoio a Duarte

Um dia após os resultados das urnas, na votação de 15 de novembro, terem confirmado Duarte (Republicanos) no segundo turno para concorrer ao cargo de prefeito de São Luís, várias manifestações de apoio têm acontecido.

A primeira e já esperada foi a do governador Flávio Dino, logo após a votação de domingo ter sido sacramentada. “Com convicção, votarei nele, disse Dino, em postagem em rede social.

Duarte fez parte do governo Dino, de 2015 a 2018, presidindo o PROCON e o VIVA Cidadão, além de fazer parte da base aliada do governo estadual ao se filiar ao partido do vice-governador Carlos Brandão, o Republicanos.

Outras alianças já se propuseram a fortalecer a candidatura de Duarte e fizeram publicações de apoio em redes sociais, a exemplo do secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão. “Se tem uma coisa que sou é fiel e grato ao meu governador. Sou de grupo. Sigo com ele. Estou com Duarte Jr no segundo turno”, declarou em sua conta no Twitter.

Ao declarar apoio, o secretário de Saúde do Estado, Carlos Lula (PSDB), destacou como ponto negativo aliados do governo Bolsonaro em torno da candidatura do adversário no segundo turno. “Se você, assim como eu, discorda do projeto político de Bolsonaro, Edilázio, Roberto Rocha e Ricardo Murad, você não pode votar em Braide. Por isso, meu voto no segundo turno é Duarte Jr”, disse.

O secretário de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos, Rodrigo Lago, também confirmou adesão a Duarte. “O 2º turno de São Luís tem dois candidatos. Duarte, aliado de Flávio Dino, x Braide, aliado de Bolsonaro. Ninguém pode ter dúvida de escolher o lado certo. É Duarte 10. Bora resolver!”, manifestou.

Na mesma linha, seguiu o secretário de Estado de Cultura, Anderson Lindoso. “Assim como o governador, no segundo turno em São Luís, estou com Duarte Jr. Tenho convicção que é a melhor opção e que terá o melhor grupo para governar nossa capital”, publicou.

Secretária de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplan), Cyntia Mota também destacou o alinhamento com Dino em torno da candidatura do atual deputado estadual. “Sempre estive ao lado do governador Flávio Dino, e sempre estarei, por isso no 2º turno estou com Duarte Jr”, disse.

Outro a manifestar apoio foi o secretário de Estado de Esporte e Lazer (Sedel), Rogério Cafeteira. “Se antes tínhamos várias opções boas para São Luís, agora temos uma única, que é Duarte Jr”, garantiu.

O secretário de Estado de Governo, Diego Galdino, também aderiu à campanha. “Somos um grupo unido que vem mudando a história do Maranhão. Por isso, nesse segundo turno, sigo com o governador Flávio Dino e declaro apoio com convicção em Duarte Jr, na certeza que, com nosso grupo, fará a melhor gestão na nossa capital”, pontuou.

Nas próximas horas, novas adesões devem ser manifestadas.

  • Jorge Vieira
  • 16/nov/2020

Eleições 2020: Veja quais foram os cinco partidos mais votados no Maranhão

As eleições 2020 consolidaram o grupo liberado pelo governador Flávio Dino como grande vencedor do pleito no Maranhão. Entre os partidos que mais receberam votos, estão, na ordem: Republicanos, PL, PDT, PC do B e DEM.
As disputas municipais consolidaram o vice-governador Carlos Brandão como grande articulador político. O Republicanos, partido que ele integra desde 2018, foi quem mais somou votos para prefeito em todos os municípios maranhenses, com 481.970 votos. Brandão ambiciona o cargo de Governador em 2022.
O Partido Liberal (PL), do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, aparece em segundo lugar, com 458.467 votos. O PDT, presidido pelo senador Weverton Rocha, vem na terceira posição, com 445.865 votos.
O PC do B, cujo presidente é o deputado federal Marcio Jerry, aparece na quarta posição, com 428.786 votos computados. O DEM, do deputado federal Juscelino Filho, fecha o quinto lugar com 287.778.

  • Jorge Vieira
  • 16/nov/2020

Partidos de Roseana e Roberto Rocha continuam sem represente na Câmara Municipal

Os partidos da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e do senador Roberto Rocha (PSDB) saíram da eleição municipal sem conseguir eleger um único representante na Câmara Municipal de São Luís.

O MDB, que já foi o maior partido do Maranhão e esteve no comando do Maranhão ao longo de décadas, pela segunda eleição consecutiva não consegue colocar representante no parlamento municipal.

Sob a liderança de Roseana, a quem sempre cabe a última palavra, ainda que a legenda seja comanda oficialmente em São Luís pelo deputado Roberto Costa, tende cada vez mais ao esvaziamento.

Mesmo com 31 vagas em disputa, o que permitiu que partido sem expressão, a exemplo de Avante, Patriota, DC, PSC, entre outros, conseguissem ter representante, o MDB se mostrou incapaz de ocupar uma cadeira no plenário da Casa.

Outra decepção foi o PSDB do senador Roberto Rocha. O partido obteve resultado ridículo para quem já foi considerado uma das maiores legendas no Estado, com forte representação na Câmara Federal até 2014 quando era comandado pelo atual vice-governador Carlos Brandão.

Desde que Roberto Rocha tomou a legenda da Brandão bajulando a direção nacional do PSDB após ser eleito senador pelas mão do governador Flávio Dino, o partido murchou e vem definhando a cada eleição.

Ao transformar os tucanos numa legenda familiar, a primeira consequência foi o afastamento de várias lideranças, parlamentares e vereadores e o resultado vem sendo o esvaziamento a cada eleição.

No ritmo que vai, acaba se transformando em mais um partido nanico no Estado.

  • Jorge Vieira
  • 16/nov/2020

Weverton reconhece derrota, mas silencia sobre segundo turno

Principal partido da aliança que sustentou a candidatura de Neto Evangelista (DEM) no primeiro, o PDT, através do seu presidente a principal articulador da coligação, senador Weverton Rocha, em nota, reconheceu a derrota, porém não indicou o caminho que pretende seguir no segundo turno a ser disputado entre os deputados Eduardo Braide (Podemos) e Duarte Júnior (Republicanos).

Na nota oficial publicada nesta segunda-feira (16), em sua página no Instagram, Weverton, que teve seu projeto para 2022 aranhado com a derrota na capital e em outros importantes municípios do interior do Estado, disse que o PDT é um partido cuja a história está profundamente ligada aos princípios democráticos. “Sabemos, portanto, conviver com vitórias e derrotas, entendendo que o mais importante é a defesa dos nossos ideais”.

O senador, após a confirmação nas urnas de que o PDT está fora do jogo sucessório, agradeceu aos candidatos que brigaram por uma vaga na Câmara Municipal e a militância, mas nada falou sobre projeto futuro, muito menos se pretende seguir o governador Flávio Dino, que declarou apoio a Duarte tão logo foi oficializada sua passagem para disputar o segundo turno com Braide.

A nota diz apenas que “o PDT continuará participando da vida cívica de São Luís, por meio dos nosso vereadores, das nossas atividades partidárias, das nossas lideranças comunitárias, sempre buscando cooperar para que a cidade se desenvolva cada vez mais”, conclui a nota, sem nada dizer sobre segundo turno.

 

  • Jorge Vieira
  • 16/nov/2020

Luciana Leocádio é eleita prefeita de Buriti Bravo

Com uma vitória esmagadora, Luciana Leocádio (PC do B) foi eleita a prefeita de Buriti Bravo com 54,74%  (6.694) dos votos  confirmando o que apontavam  as pesquisa eleitorais.
Luciana Leocádio venceu o candidato do atual prefeito Cid Costa (PTB) e de mais dois grupos políticos da cidade,  o do ex-prefeito Nonato Pereira que disputava as eleições com o registro indeferido e do ex-prefeito Welligton Coelho, quebrando uma hegemonia do poder que já duravam 16 anos.
A campanha foi marcada por embates políticos, principalmente, por Fake News criados pelo grupo do prefeito Cid Costa, que enganavam a população com uma candidatura indeferida pela justiça eleitoral. A gestão do prefeito Cid Costa foi marcada por corrupções,  ocasionando até mesmo uma operação da Polícia Federal na semana das eleições em sua residência e na Prefeitura Municipal.
Com gritos de liberdade a população saiu às ruas comemorando a vitória de Luciana Leocádio e Welson Amorim com uma gigantesca caminhada  pela cidade.
Em 89 anos de emancipação política de Buriti Bravo, essa será a segunda vez que uma mulher governará o município.
Trajetória – Luciana Leocádio é professora, ex-gestora de Educação da URE de São João dos Patos. Filha do ex-vice-prefeito Sebastião Leocádio e irmã do ex-prefeito João Leocádio, que foi assassinado em 2004 enquanto exercia o cargo de prefeito. Luciana concorreu nas últimas eleições de 2012 e 2016 e não obteve êxito. Com o fortalecimento do seu nome ela se tornou a líder da oposição denunciando as corrupções do atual governo no município, se tornando a liderança  mais forte para ganhar as eleições.

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