O deputado estadual Duarte Júnior, diante da declaração do ex-presidente Lula sobre a dificuldade do PT apoiar o candidato do PSDB no Maranhão, usou a rede social para sugerir a transferência da filiação do tucano Carlos Brandão para o PSB como forma de facilitar a aliança com os petistas.
Para o parlamentar socialista, a melhor forma de resolver o impasse seria Brandão se filiar ao PSB e o PT indicar o candidato a vice na chapa que terá ainda o governador Flávio Dino como candidato ao Senado. Duarte usou inclusive slogan de sua campanha para prefeito de São Luís em 2020 defender sua tese: “borá resolver?”.
E aí, bora resolver?!@LulaOficial não apóia candidato do PSDB.@carlosbrandaomavem para o@PSBNacional40e@ptbrasilindica o próximo vice-governador do Maranhão. Tá resolvido!”, postou o deputado logo após começar a circular um vídeo em que Lula fala das dificuldade de apoiar Brandão, embora tenha deixado claro seu apoio a Flávio Dino.
“Nós defendemos a candidatura do Flávio Dino. Agora o companheiro Flávio Dino tem o candidato dele, que é o vice, que é do PSDB. Ele sabe que é difícil para gente apoiar o PSDB. E temo lá a candidatura do Weverton. Então eles vão ter que se acertar lá para facilitar a nossa vida”, disse o ex-presidente.
A declaração de Lula foi vista nos bastidores da sucessão como mais uma ingratidão do PT nacional com o governador do Maranhão, algo que ocorre desde 2010 quando interviram no Diretório Estadual para retirar o partido do palanque de Flávio Dino e colocá-lo na aliança com a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). O mesmo ocorreu em 2014 quando apoiaram a candidatura do então suplente de senador Edinho Lobão (MDB) contra o próprio Dino. Ainda assim o governador maranhense esteve ao lado Lula nos piores momentos de sua tragetória e o defendeu com argumetos jurídicos contra a arbitrariedade de sua prisão pela Lava Jato.
A afirmação do petista, no entanto, em nada muda a posição do governador em apoiar a candidatura do seu vice. Ainda nesta quarta-feira (19), ao ser questionado sobre a disputa interna em seu grupo, Dino foi taxativo: “Como eu manifestei na última oportunidade, eu tenho uma posição muito clara, muito nítida de apoio de apoio a pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão”.
Brandão ainda não se manifestou sobre a possbilidade de mudança partido para facilitar a participação do PT na aliança, mas curiosamente, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, em entrevista ao jornal Correio Brasiliense, deixou muita gente com a pulga atrás da orelha ao afirmar que quer apoiar Lula para presidente, mas quer o apoio do PT para seus candidatos a governdor em alguns estados e citou o Maranhão. Como não existe um nome do Partido Socialista na disputa, logo começaram as especulações em torno da possibilidade de transferência de Brandão do PSDB para o PSB.
Dirigentes do Partido dos Trabalhadores têm se movimentado nos bastidores da sucessão visando definições sobre as eleições que se aproximam, principalmente a majoritária. Nesta quarta-feira o presidente estadual do PT Francimar Melo esteve reunido com o ex-presidente Lula e com a presidente nacional da legenda, deputada Gleise Hoffmann tratando de assuntos relacionados à política local e nacional.
Segundo mensagem que Francimar postou em redes sociais, o trio dialogou “sobre o cenário político atual, tanto no âmbito estadual, como nacional”, mas sem citar especificamente o que conversaram sobre sucessão estadual uma vez que o partido faz parte da aliança liderada por Flávio Dino (PSB) que está próximo de fechar questão em torno do nome do vice-governador Carlos Brandão (PSDB).
“O presidente do PT Maranhão, Francimar Melo, se reuniu hoje com o ex-presidente Lula, em São Paulo. Na ocasião, eles dialogaram a respeito do cenário político atual, tanto no âmbito estadual quanto no nacional”, se limitou a informar a nota publicada na página do partido no Twitter.
O PT maranhense está literalmente rachado nesta questão, a maioria da executiva estadual defende aliança com Brandão e essa vinha sendo a posição do PT sob a presidência de Augusto Lobato, porém com a posse de Francimar que pertence a outro grupamento político, zerou o jogo e agora depende da direção nacional decidir se aceita apoiar o tucano, leva a legenda para outra candidatura. Candkdato próprio próprio está praticamente descartado.
Em entrevista à imprensa, o ex-presidente Lula, ao falar sobre candidaturas nos estados, falou sobre os candidatos que terão apoio do PT e citou o Maranhão, onde o governador Flávio Dino apóia o candidato tucano, como um caso ainda a ser resolvido e recomendou que os grupos que atuam no mesmo campo se entendam.
“Nós defendemos a candidatura do (Marcelo) Freixo, no Rio de Janeiro, nós defendemos a candidatura do Flávio Dino (Senado), agora o companheiro Flávio Dino tem o candidato dele que é o vice, que é do PSDB. Ele sabe que é difícil nós apoiar o PSDB. Nós temos a candidatura do Weverton, então eles têm que se acertar lá para facilitar a nossa vida”, disse o Lula.
Pré-candidato ao Governo do Estado pelo PDT, o senador Weverton Rocha, pelo teor das declarações que fez durante entrevista nesta terça-feira (18) ao programa Ponto Final, da Rádio Mirante AM, anda querendo evitar a reunião dos dirigentes de partidos que integram a base de sustentação da administração Flávio Dino (PSB), com a desculpa de que suas atenções estão voltadas para a assistência ás vítimas das cheias que assolam várias regiões do Maranhão, algo que o governo já vem fazendo sem ajuda do parlamentar.
O senador pedetista, que de bobo não tem nada, quer usar o argumento das cheias provocadas pelas fortes chuvas porque sabe que a reunião do 31 próximo será para bater o martelo e oficializar a pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), saber quais partidos seguirão o governador e forçar uma tomada de posição do presidente do PDT, legenda que faz parte da base governista, mas que insiste em afirmar que será candidato com ou sem o apoio do chefe do Executivo estadual.
“Minha expectativa é que nós possamos concentrar nossas forças em ajudar os maranhenses atingidos pelas enchentes, estou concentrado nessa agenda. Nessa reunião do dia 31 de janeiro, se ela acontecer, estaremos lá, mas eu tenho dito claramente que não quero ser candidato de um ou outro, mas sim o apoio, quero ser candidato do povo do Maranhão”, afirmou.
Pura balela. O senador do PDT sabe que sem Flávio Dino do lado puxando ele pelo braço não vai lugar nenhum. Se fosse o líder que diz que é não estaria chorando desde que Dino reuniu os partidos para anunciar que Brandão será seu candidato. A partir daí “Meu Preto” não parou mais de chorar por ter sido preterido. E vai continuar chorando e tentando se fazer de vítima, quando na verdade está desempenhando papel de vilão.
Bom, se o que o senador quer é apenas apoio e este apoio já lhe foi negado quando Dino, na presença de todos os dirigentes da aliança, declarou sua preferência pelo vice-governador e deve confirmar na reunião do dia 31, o que o senador do PDT está esperando para tomar seu caminho, se afastar do governo e entregar os cargos que o partido ocupa?
Dos pré-candidatos que se apresentaram, Brandão foi o que reuniu todos os critérios para ser alçado à condição de candidato do grupo, sendo os principais, lealdade aos programas e projetos em execução pela atual gestão e maior apóio da classe política. Brandão conhece como ninguém todo mecanismo de funcionamento da maquina administrativa e seus programas, ajudou a construir, tem a seu lado o maior número de partidos da aliança, deputados e prefeitos, ou seja, venceu a disputa interna de forma limpa e transparente.
O senador quer se impor como candidato de um grupo que fez opção por outro nome com passado limpo e sem problemas com a justiça por conta de escândalos de corrupção. Mas nada impede ele ser candidato, a final tem partido e legitimidade para concorrer ao cargo, porém terá que formar seu próprio grupo.
Pelo que tem visto e ouvido nos bastidores da sucessão, a reunião do final deste mês será para marcar o rompimento, pois o representante do PDT sabe que não será escolhido, que o grupo já tem candidato e caberá a ele apenas decidir se aceita ou não. Como ele diz que não aceitará outro nome que não seja o dele, tudo indica que o rompimento é questão de dias.
De acordo com o Datafolha, 81% dos entrevistados são a favor da exigência do “passaporte de vacina” para que seja liberada a entrada em locais fechados, como bares, restaurantes e órgãos públicos, entre outros. Ainda segundo a pesquisa, 18% são contra a exigência do comprovante e 1% não soube responder.
O chamado “passaporte” é o certificado que comprova que o cidadão já concluiu o esquema de vacinação contra a Covid-19. No Brasil, o documento é emitido pelo ConecteSUS ou por sites e aplicativos estaduais.
A pesquisa Datafolha foi feita por telefone nos dias 12 e 13 com 2.023 pessoas de 16 anos ou mais de todos os estados do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Passaporte Vacinal – O Projeto de Lei 001/2022, do deputado Othelino Neto, que trata sobre a obrigatoriedade do Passaporte Vacinal, tem como objetivo proteger não só a população, mas, também, a atividade econômica.
O parlamentar destaca que é cientificamente comprovado que pessoas vacinadas, quando contaminadas pela Covid-19, apresentam quadro sintomático mais leve e carga viral muito menor, o que faz com que o risco de transmissibilidade e de internação hospitalar também seja reduzido.
O chefe do Parlamento Estadual maranhense afirma ainda que a medida visa conter o aumento de novos casos de infecção pelo coronavírus e evitar que ações mais restritivas sejam tomadas, a exemplo do que vem acontecendo em outros países, principalmente na Europa, onde restrições a pessoas não vacinados já estão em vigor. No Brasil, pelo menos 19 cidades já adotaram a obrigatoriedade do passaporte vacinal.
De acordo com a proposição do parlamentar, o documento físico ou eletrônico comprovando a vacinação deverá ser exigido por bares, restaurantes, hotéis, pousadas, academias e eventos em geral a todos os cidadãos que, de acordo com a sua idade, já estejam autorizados a tomarem o imunizante contra a Covid-19.
O PL 001/2022 foi publicado no Diário Oficial da Casa, no dia 12 de janeiro, e passará ainda pelas comissões temáticas de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e Saúde para receber parecer antes de ir à votação no Plenário, em fevereiro, no retorno dos trabalhos.
Em reposta ao prefeito Eduardo Braide (Podemos), que reuniu nesta segunda-feira (17) treze vereadores em apoio à candidatura de Gutemberg Araújo (PSC) à presidência da Câmara Municipal de São Luís, o ex-presidente da Casa, Astro de Ogum (PCdoB), reuniu nesta manhã de terça-feira (18) num café da manhã em sua residência os dezessete parlamentares que fecharam com Paulo Victor (PCdoB).
Nesta acirrada disputa pelo comando do Palácio Pedro Neiva de Santana, Paulo Victor vai levando vantagem por desenvolver sua campanha exclusivamente junto aos seus companheiros de plenário, certamente pautado no histórico de eleições anteriores onde quem procurou se escorar no prefeito ou governador do Estado não conseguiu obter êxito em seu projeto de dirigir a Câmara Municipal.
O ex-governador Epitácio Cafeteira, em pleno exercício da governança entre 1987 e 1990, moveu mundos e fundos para tentar eleger o sogro Hilton Rodrigues, mas perdeu para o saudoso vereador Raimundo Assub que se movimentou no calado, conquistou a simpatia da maioria de Casa e foi a grande surpresa quando abriram as urnas. Portanto, numa eleição reduzida a 31 votos, ajuda externa nunca foi um bom negócio.
Reduzida a apenas dois candidatos, a eleição na Câmara parece bem encaminhada para PV, mas todo cuidado é pouco, até porque trairagem em processo eleitoral em qualquer parlamento é considerado algo tentador, ainda mais quando o voto é secreto.
Aliados de PV, no entanto, afirmam que ele está atento a todos os movimentos internos e externos, mas que sua garantia mesmo é a confiança que deposita em seus companheiros de parlamento, que nesta manhã reafirmaram o compromisso de eleger o candidato do PCdoB.
A senadora Eliziane Gama vive situação delicada no Cidadania por conta de sua posição em defesa da pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT). Primeito partido no Estado a declarar apoio à pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), a legenda comandada nacionalmente por Roberto Freire deu aval à direção estadual e reafirmou o compromisso assumido pelo presidente Eliel Gama, irmão da senadora.
Eleita com o engamento pessoal do governador Flávio Dino em 2018, a parlamentar foi uma das vozes a se levantar na reunião realizada no Palácio dos Leões em 29 de novembro de 2021 contra a decisão de Dino manifestar seu apoio à pré-candidatura do seu vice, revelamendo assim um engajamento na pré-campanha do pedetista até então desconhecido, o que chegou a surpreender alguns dos dirigentes de partidos.
Soube-se posteriormente o motivo de tanto empenho para evitar que o governador declarasse seu apoio ao vice-governado. A senadora teria fechado um acordo com Weverton Rocha em trocar de apoio de prefeitos do PDT à candidatura do seu marido Inácio à deputado estadual. Conhecido em Brasília como senador 82, Inácio pretende ocupar uma das 42 cadeiras que em estarão em disputa na Assembleia Legislativa do Maranhão.
Eliziane teria ficado contra a posição do governador que lhe deu mandato em troca da promessa de eleição do seu marido pelos prefeitos aliados do senador, mas diante da decisão de Roberto Freire em conceder aval para a manutenção do partido na aliança comandada por Flávio Dino, não vai poder entregar o que prometeu, ou seja, o Cidadania no palqnque do candidato do PDT.
A briga interna no Cidadania faz parte do jogo que está perto do apito, o que deve acontecer no dia 31 próximo quando os dirigentes de partidos vltarão a se reunir para bater o martelo da chapa que já tem candidato a governador e a senador (Brandão e Dino, respectivamente), faltando apenas as indicações dos dois suplentes de senador e o vice-governador.
Caso resolva destistir do projeto pessoal sem futuro, o PDT tem a preferência pela indicação do vice na chapa majoritária, caso contrário, o PT deve reivindicar o cargo, que já tem como postulantes os deputados Ze´Carlos e Zé Inácio e o secretário de Educação Felipe Camarão.
Pelo desenvolvimento das artticulações visando composições para as eleições de outubro, a senadora perdeu a queda de braço que travava com o irmão Eliel e que manteve firme em sua decisão de colocar o partido no palanque de Brandão. O presidente estadual do Cidadania ficou ainda mais fortelecido com a decisão de Roberto Freire avalizar sua decisão.
Em momento histórico, a enfermeira Ana Paula Lobato (PDT) foi empossada primeira prefeita da cidade de Pinheiro, em solenidade na tarde desta segunda-feira (17), na Câmara Municipal. Ela estava acompanhada do marido e presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB).
“No período em que estiver à frente da prefeitura me dedicarei integralmente a cuidar de nossa cidade, junto com o secretariado e demais servidores”, afirmou Ana Paula, que até então exercia o cargo de vice-prefeita da cidade e agora faz história sendo a primeira prefeita de Pinheiro em 165 anos de fundação.
A cerimônia foi conduzida pelo presidente da Câmara Municipal, Elizeu de Tantan (PP), e contou a presença de 14 dos 17 vereadores municipais – dois não compareceram por estarem doentes.
Propondo dar seguimento ao trabalho que vem sendo realizado, Ana Paula anunciou ações imediatas nas áreas de Saúde, com ênfase no combate à pandemia; e na Infraestrutura, dando continuidade ao programa Pró Asfalto e à recuperação das estradas vicinais; e Educação, com definição de rigoroso protocolo sanitário para garantir a volta às aulas com segurança.
“Hoje mesmo, baixarei um Decreto Municipal com normas de segurança sanitária. E vamos nos dedicar para que o Antenor Abreu e o Materno Infantil estejam prontos para atender a todos os cidadãos e cidadãs que precisarem de assistência médica”, elencou a prefeita em seu discurso de posse.
E continou: “Amanhã (terça-feira) de manhã iniciaremos a vacinação de crianças de 5 a 11 anos. Inicialmente atenderemos as crianças com deficiência ou comorbidades”.
Boas-vindas – A maioria dos vereadores se pronunciou para dar as boas-vindas à Ana Paula. Selma da Colônia (PP) ressaltou seu apoio ao trabalho da prefeita empossada. “Tenho grande satisfação em tê-la como prefeita, por ser mulher e vereadora. Vamos trabalhar. Estou aqui para o que precisar”, afirmou.
Também deram as boas-vindas os vereadores Sandro Lima (PDT), Riba do Bom Viver (PL), Stelio Cordeiro (PP), Augusto Vinícius (MDB), Erasmo Leite (PDT), Ednildo (PDT), Albininho (PDT), Felipe de Chicão (MDB), Leo Lobato (PDT). Presentes, ainda, os parlamentares Zé Filho (PP), Rubemar Ribeiro (PDT) e o secretariado do Município.
Ao deixar a Câmara Municipal, Ana Paula foi saudada por moradores de Pinheiro, que foram dar seu apoio à prefeita empossada. Ana Paula agradeceu a todos. “Podem contar com o nosso trabalho”, disse ao acenar aos populares.
