O governador Carlos Brandão e o ministro da Justiça Flávio Dino (ambos do PSB) deram ontem, durante o lançamento do Pronasci 2 em São Luís, uma clara demonstração de que a aliança firmada entre os dois desde 2014 continua firme e sem qualquer estremecimento.
Ao contrário de caras fechadas, como esperavam os plantadores da suposta crise de relacionamento, o que se viu foram afagos nesta primeira agenda de trabalho no Maranhão e discursos que afastaram qualquer especulação sobre a possibilidade de rompimento ente Dino e Brandão.
Quem apostou no afastamento deve ter ficado decepcionado com os afagos e risos entre os dois maiores líderes políticos na atualidade do estado. Ficou claro que a aliança política e institucional do Governo do Maranhão com o Governo Federal continua firme e sem ranhura.
O primeiro encontro público entre o governador do Maranhão e o ministro da Justiça e Segurança Pública e o tom dos discursos, além dos benefício anunciados para a segurança pública do estado serviu para jogar um balde de gelo nos que apostaram no racha no grupo Dino/Brandão.
Os deputados estaduais Yglésio Moysés (PSB), Wellington do Curso (PSC), Eric Costa (PSD) e Osmar Filho (PDT) criticaram, na sessão plenária desta quarta-feira (26), o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), por conta da terceira greve de ônibus que acontece em sua gestão na capital maranhense.
Segundo deputado Yglésio, o prefeito de São Luís não está cumprindo com suas promessas de campanha. “A palavra do prefeito não tem nenhum valor porque tudo o que ele disse que faria de melhorias no transporte público está acontecendo exatamente o contrário. Não tem ônibus novo, tampouco incrementos na qualidade do transporte. Isto é estelionato eleitoral”, afirmou.
Wellington do Curso cobrou o cumprimento da decisão judicial que prevê a circulação de 70% da frota e uma solução para a greve por parte da prefeitura. “Esse caos no sistema de transporte coletivo de São Luís se estende desde a gestão João Castelo. É o terceiro ano de Braide e temos a terceira greve. É preciso que se encontre uma solução porque a população não aguenta mais. E não adiante só retornar os ônibus. É preciso circular mais ônibus com atendimento adequado à população”, ressaltou.
O deputado Osmar Filho cobrou do prefeito uma atitude de liderança e de diálogo em busca de uma solução para o problema. “É preciso que o prefeito mantenha um canal de conversação com a Câmara de Vereadores e, juntos, busquem encontrar uma solução para o impasse que está criado em relação aos subsídios ao sistema de transporte público de São Luís”, disse.
Diálogo – Eric Costa defendeu o posicionamento da Casa em relação à greve no transporte público da capital. “É momento de implantarmos uma frente para buscarmos o diálogo, acionarmos os sindicatos, o Ministério Público, convocarmos a Prefeitura, o Procon para chegarmos a uma solução”, sugeriu.
Por sua vez, o deputado Osmar Filho questionou o prefeito Eduardo Braide porque, em vez de suspender o subsídio com o argumento de não cumprimento por parte dos empresários, o gestor não buscou mecanismos par obrigar os empresários a cumprirem com suas responsabilidades.
“São mais 700 mil usuários de transporte coletivo, pessoas que diariamente necessitam do serviço. É um prejuízo incalculável. Fica registrada a falta de sensibilidade do prefeito Braide e o apelo para que possa liderar o quanto antes este processo e buscar equacionar essa situação”, assinalou Osmar Filho.
247 – O deputado fedral André Janones (Avante-MG) anunciou pelo Twitter nesta quarta-feira (26) que pedirá novamente à Justiça e prisão provisória de Jair Bolsonaro (PL) por estimular os atentados terroristas do 8 de janeiro, que culminaram na invasão e depredação da sede dos Três Poderes em Brasília, em uma tentativa de golpe.
Nesta quarta-feira Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Federal (PF) sobre o caso. Investigadores acreditam que uma postagem feita por ele em 11 de janeiro o vincula aos atos golpistas ocorridos três dias antes, uma vez que o post, que duvidava do sistema eleitoral sem apresentar provas, foi considerado um sinal de que ele poderia ter encorajado a invasão dos prédios dos Três Poderes da República.
À PF, Bolsonaro afirmou que fez a postagem “sem querer”. Ex-ministro e advogado de Bolsonaro, Fabio Wajngarten alegou que o ex-ocupante do Palácio do Planalto estava sob efeitos de medicamentos quando fez a publicação.0/00:00Truvid
Para Janones, o crime cometido por Bolsonaro não pode ser considerado “culposo” e, portanto, ele pode ser alvo de pedido de prisão. “A única previsão legal em nosso ordenamento jurídico que prevê a ausência de vontade do agente (no caso Bolsonaro) em produzir o evento danoso, como excludente de ilicitude, são nos chamados ‘crimes culposos’. Ocorre que o crime cometido por Bolsonaro, no caso o ataque às urnas eletrônicas e, consequentemente, ao Estado Democrático de Direito, não se encaixa no tipo. Sendo assim, não há mais qualquer óbice legal ao pedido de prisão do ex-presidente”.
“Ingressarei com o pedido para que Bolsonaro seja detido provisoriamente o mais rapidamente possível”, anunciou o parlamentar. “Com Bolsonaro preso, facilitará também o trabalho da CPMI que será instalada hoje pra investigar um outro crime: os atentados terroristas de 08/01. A expectativa é que na CPMI, aí sim, consigamos elementos suficientes para converter a prisão provisória em preventiva, e salvaguardar a nossa democracia”.
O prefeito Eduardo Braide convocou coletiva de imprensa no segundo dia de greve dos empresários e rodoviários sem apresentar qualquer indicativo que possa por fim ao movimento que vem causando enormes transtornos à população no seu direito de ir e vir.
Se esperava que o prefeito dissesse algo sobre a possibilidade de normalizar os transportes aos mais de setecentos mil usuários diários, mas o que se ouviu foi a mesma falação de greves passadas em que o chefe do Executivo municipal simplesmente lava as mãos para o problema.
Enquanto a população clama pelo retorno do transporte, o prefeito tenta passar toda a responsabilidade para os empresários do Sindicato das Empresas de Transporte e apenas diz que não terá novo aumento de passagem e que o repasse do subsídio aos viciados empresários somente será feito mediante a melhoria do transporte. A greve, no entanto, continua.
O prefeito, em nenhum momento disse o que pretende fazer para permitir o imediato direito de ir e vir da população que precisa dos transporte público para poder trabalhar, observou apenas que vai enviar projeto para a Câmara Municipal visando a revisão do contrato de concessão do transporte público e aumento da validade dos créditos eletrônicos de 1 para 5 anos. Muito pouco para quem precisa os usuários que precisam de solução urgente para por fim à greve.
Como disse o deputado Duarte Júnior “o prefeito de São Luís convoca coletiva de imprensa sobre o transporte, fala muito, não resolve nada e ainda compartilha grave fake news”. O parlamentar disse ainda em sua página no Twitter que está preparando um vídeo com todos os documentos que comprovam que “Braide mente e brinca com o sentimento e esperança das pessoas”.
Enquanto Braide fala em melhorar o sistema de transporte e parece pouco incomodado com a greve, os rodoviários e donos de empresas de transportes continuam de braços cruzados e sem dar o menor sinal de que pretendam normalizar as atividade. Na coletiva, o prefeito disse apenas esperar que a categoria cumpra a decisão judicial de manter pelo menos 70% da frota em circulação.
O deputado estadual Carlos Lula (PSB) cobrou mais transparência da Prefeitura de São Luís sobre a administração do transporte público da capital. Os rodoviários iniciaram uma greve na Grande São Luís, nesta terça-feira (25). A decisão aconteceu após audiência de mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT), que terminou sem acordo.
“A Prefeitura não pode ser refém das empresas de transporte, mas para isso ela tem que tomar as medidas necessárias, inclusive enérgicas, para tomar soluções e evitar uma greve como essa. Não temos nenhuma transparência da Prefeitura de São Luís a respeito dos subsídios que ela paga. Se deixou de repassar o subsídio, precisamos saber o que aconteceu, pois não estamos aqui apenas para defender empresários, mas para defender a população”, destacou Carlos Lula.
Os problemas de mobilidade urbana da capital são alvo de críticas do deputado, que expõe as denúncias enviadas constantemente pelos usuários do transporte público, que, mesmo depois do novo aumento tarifário, não observam melhorias no serviço. Por sua vez, os empresários alegam não terem recebido o subsídio prometido pela prefeitura.
“Se o repasse deixou de ser feito porque os ônibus são velhos, pegam fogo ou quebram diariamente, eu concordo. Entretanto, a prefeitura tem que dizer efetivamente onde e como esse dinheiro tem sido gasto e o que se vai fazer com essa situação. Temos um problema real, hoje nós não temos transporte público na cidade”, criticou.
Críticas – No Twitter, vários seguidores do deputado fizeram críticas à gestão municipal diante da recorrente crise do transporte na capital maranhense. Eles lamentaram a situação dos usuários dependentes do serviço. “Tá mais do que na hora de pensar em um transporte coletivo de massa na capital. Ônibus entra em greve, o que resta pra população? Se lamentar, apenas”, escreveu Ana Mesquita.
Carlos Lula também pontuou o prejuízo causado pela má gestão do Poder Executivo Municipal. “Sabemos que não há política de mobilidade urbana em São Luís, pois só são privilegiados asfaltamento e carro, não temos a integração de modais de transporte na cidade e nem ônibus agora. Lamento mais uma vez que a população seja prejudicada, sem poder ir ao trabalho, e lamento ainda mais que a prefeitura não tome as providências para efetivamente resolver esse problema do transporte público”, concluiu o deputado.
O ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino tem agenda de trabalho hoje em São Luís com o governador Carlos Brandão no lançamento do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). O eventos convocado para as 17h na Casa da Mulher Brasileira será o primeiro encontro após uma série de boatos nos bastidores da política local sobre um suposto afastamento dos dois líderes políticos.
Na solenidade, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o Governo do Maranhão, entregará equipamentos e serviços para o fortalecimento da Segurança. O evento é de natureza institucional, porém servirá também para mostrar o bom relacionamento do Governo Federal com o Governo do Maranhão e dos dois líderes políticos que caminham juntos desde as eleições de 2014 e são responsáveis pelos novos rumos que tomaram o Estado.
Desde o carnaval uma suposta crise envolvendo Dino e Brandão ronda os bastidores da política local, porém os dois nunca deram demonstração de afastamento ou que estariam se distanciando. O encontro de trabalho desta quarta-feira (26) seguido de coletiva deverá por fim as especulações.
O deputado federal Duarte Júnior responsabiliza diretamente o prefeito de São Luís Eduardo Braide pela greve de ônibus que está causando transtornos à população e enorme prejuízo à economia da cidade. Na avalição do parlamentar que enfrentou Braide no segundo turno da eleição de 2020, “não há nada pior do que um prefeito omisso”.
Segundo Duarte, o perfil isolado e avesso ao diálogo do prefeito de São Luís gera caos na cidade, sofrimento para os consumidores do transporte público e estagnação da economia. “Lamentável! Já vamos para a 3ª greve em menos de três anos de gestão”
O parlamentar observou que na campanha, Braide prometeu três novos terminais, renovar a frota, acabar com demissão dos cobradores, aumento no valor da passagem e com as greves, mas que no mandato não consegue fazer nada, pois todos os problemas são por culpa dos empresários.