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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 19/jun/2026

Arraial da Assembleia reúne grande público e celebra cultura, inclusão e tradição na noite de abertura

A primeira noite do Arraial da Assembleia Legislativa do Maranhão, nesta quinta-feira (18), foi marcada por grande participação popular, muita animação e uma programação que exaltou a riqueza da cultura maranhense.

O evento, aberto oficialmente pela presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (MDB), reuniu parlamentares, autoridades, artistas e centenas de famílias que prestigiaram as apresentações culturais e a estrutura preparada para receber o público.

Prestigiaram a abertura, os deputados Davi Brandão (MDB), Ariston (MDB), Glalbert Cutrim (MDB), Antônio Pereira (MDB), Ana do Gás (PCdoB), Júnior Cascaria (Republicanos), Dr. Yglésio (PRTB),  Wellington do Curso (PSD) e Kekê Teixeira. Eles destacaram a importância do arraial como espaço de integração entre o Parlamento e a população.

Também compareceram ao espaço junino, o secretário de Estado de Cultura, Abimael Berredo; a secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo; a vice-prefeita de Imperatriz, Carol Duailibe, além dos artistas humoristas Dijé e Clarisse, da Companhia Pão com Ovo.

Ao dar as boas-vindas aos visitantes, a presidente Iracema Vale destacou que o arraial foi planejado para ser um espaço seguro, acessível e acolhedor para todas as famílias. A parlamentar também ressaltou o compromisso da Assembleia Legislativa e do governador Carlos Brandão com a valorização da cultura popular maranhense. Aniversariante do dia, a principal anfitriã da festa foi homenageada com um bolo, ‘parabéns a você’ cantado em ritmo de toada pelo Boi de Axixá e pelo carinho do público.

 “O governador Carlos Brandão é um grande incentivador da cultura maranhense, assim como nós. Aqui, na Assembleia, temos uma bancada forte de deputados que amam e valorizam a cultura. Com muito amor e carinho, estamos incentivando essa linda festa, como um presente a todas as famílias”, pontuou.

A programação de abertura levou ao palco grupos tradicionais do São João maranhense, proporcionando um verdadeiro espetáculo de cores, ritmos e tradições, como o Forró Pé de Serra – Raimundinho, Quadrilha Juventude do Sertão, Boi Valente da Ilha, Boi D’Itapari, Dança Portuguesa Vira Luzitanos, Companhia Vem BB, Boi de Upaon-Açu, Boi de Axixá, Boi da Pindoba, Boi de Morros e o Boi Tamarineiro.

Gastronomia típica – Além das atrações culturais, a gastronomia foi um dos grandes destaques da noite. Barracas e carrinhos instalados no espaço ofereceram pratos típicos da culinária maranhense, como arroz de cuxá, peixe frito, tortas de camarão e caranguejo, mingau de milho e outras iguarias.

A iniciativa também fortaleceu a economia local, com a participação de empreendedores dos programas Mais Renda e Minha Renda, gerando oportunidades de trabalho e renda para dezenas de famílias. O público elogiou a organização, a limpeza e a variedade de opções oferecidas no arraial.

Estrutura – Outro diferencial destacado pelos visitantes foi a estrutura de acessibilidade e inclusão, com espaços reservados para idosos e pessoas com deficiência, rampas de acesso, intérpretes de Libras e áreas adaptadas para garantir conforto e participação de todos.

As famílias também aprovaram o Espaço Kids, que disponibiliza gratuitamente brinquedos como cama elástica, piscina de bolinhas e escorregadores infláveis, garantindo diversão para as crianças em um ambiente seguro.

Segurança – A segurança foi reforçada com a atuação integrada do Gabinete Militar da Assembleia, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e equipes de saúde. Cerca de 100 agentes participam da operação, que conta ainda com ambulância de prontidão, equipe médica multidisciplinar e sistema de transporte gratuito entre o estacionamento do Multicenter Sebrae e o local do evento.

Aprovação – Com uma combinação de cultura, lazer, inclusão social, segurança e geração de renda, o primeiro dia do Arraial da Assembleia confirmou o sucesso da festa e reforçou sua posição como uma das mais aguardadas programações do calendário junino maranhense.A programação segue até domingo (21), com mais de 40 atrações e entrada gratuita para toda a população.

Confira a programação do Arraial da Assembleia para esta sexta-feira (19):

17h30 — Cofo de Sotaques

18h — Companhia Mirim Princesinha do Jordoa

18h30 — Boi Mirantes da Ilha

19h10 — Companhia Encantar

20h — Quadrilha Alegria Caipira

20h30 — Boi Estrela da Cohab

21h15 — Boi de Nina Rodrigues

22h — Cacuriá do Jhon

23h — Boi da Lua

0h — Boizinho Barrica

1h — Boi Pirilampo

1h45 — Boi de Maracanã

  • Jorge Vieira
  • 19/jun/2026

Permanência de Jaques Wagner como líder do governo se tornou insustentável, avalia núcleo duro de Lula

A permanência de Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado passou a ser considerada insustentável por integrantes do núcleo duro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação ganhou força após a autorização, pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, de nova fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas relacionadas ao Banco Master.

Aliado histórico de Lula e uma das principais lideranças do PT, Wagner já enfrentava desgaste no Palácio do Planalto em razão de dificuldades na articulação política no Senado. A nova crise, porém, ampliou a pressão interna e levou auxiliares presidenciais a defenderem uma mudança no comando da liderança do governo na Casa.

Até então, as críticas a Wagner estavam concentradas na condução da base governista no Senado e em derrotas recentes sofridas pelo governo. Interlocutores do Planalto avaliavam que a articulação precisava ser reforçada, especialmente em votações consideradas estratégicas para o Executivo.

Com a nova fase da investigação autorizada pelo STF, a situação passou a ser vista por setores do governo como mais delicada. A liderança do governo no Senado exige interlocução permanente com parlamentares, ministros, partidos da base e setores institucionais. Por isso, integrantes do núcleo político de Lula avaliam que a manutenção de Wagner no posto pode criar uma vulnerabilidade adicional para o Planalto.

Jaques Wagner é um dos nomes mais próximos de Lula desde os primeiros governos petistas. Ex-ministro, ex-governador da Bahia e figura influente no Senado, ele sempre foi considerado um quadro de confiança do presidente.

Essa relação histórica, no entanto, não tem sido suficiente para neutralizar o incômodo dentro do governo. A avaliação reservada é que Lula terá de ponderar entre a lealdade pessoal e política a Wagner e a necessidade de preservar a capacidade de articulação do governo em um momento sensível no Congresso.

Nos bastidores, a discussão já não gira apenas em torno da permanência ou saída de Wagner, mas também sobre o perfil de quem poderia assumir a função. O governo precisa de um líder com capacidade de diálogo com diferentes partidos, trânsito no Senado e força para reduzir derrotas em votações decisivas.

A eventual troca, porém, exige cuidado político. Uma substituição abrupta poderia ser interpretada como abandono de um aliado histórico em meio à crise. Por outro lado, a manutenção de Wagner no cargo tende a alimentar novas pressões internas e externas sobre o Planalto.

A avaliação predominante entre auxiliares de Lula é que o governo precisa agir para evitar que a crise contamine ainda mais a relação com o Senado. O Planalto sabe que terá pela frente votações relevantes e não pode correr o risco de ver sua base desorganizada em um ambiente de tensão política.

Para integrantes do núcleo duro do presidente, a situação de Wagner chegou a um ponto em que a permanência na liderança deixou de ser apenas uma questão de confiança pessoal. Tornou-se um problema político para o governo.

  • Jorge Vieira
  • 17/jun/2026

Eduardo Braide anuncia candidatura de Fufuca ao Senado em sua chapa

Pré-candidato ao governo do estado, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD), líder nas pesquisas de intenção de votos, anunciou através de sua rede social que o ex-ministro do Esporte e deputado federal André Fufuca (PP) será candidato ao Senado em sua chapa nas eleições de 2026.

Ao tornar público o que se se comentava nos bastidores da eleição, Braide põe fim as especulações sobre o primeiro nome para compor a chapa de senador. Fufuca, que vem realizando pesquisas de intenção de voto e apresenta excelente desempenho quando associado seu nome ao ex-prefeito de São Luís, desistiu de disputar o mandato na aliança articulada pelo Palácio dos Leões.

No vídeo, ao confirma a escolha de Fufuca para uma das duas vagas na chapa de senador, Braide disse que para transformar o Maranhão é preciso de um time e apresentou o parlamentar, que ao ser recebido pelo ex-chefe do executivo da capital, disse: “Você que foi o melhor prefeito do Brasil, será o melhor governador do Maranhão e juntos vamos fazer a transformação”.

A entrada de Fufuca na campanha de Braide representa um grande reforço político. Parlamentar habilidoso que recebe o apoio de vários prefeitos do interior do Maranhão, com certeza, terá muito a contribuir na campanha do represente do PSD.

  • Jorge Vieira
  • 17/jun/2026

Saída de Fufuca da base governista facilita a vida de Brandão

A retirada do deputado federal André Fufuca da base governista se por um lado enfraquece a pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao governo do estado, por outro evita um princípio de crise entre o governador Carlos Brandão (MDB) e a deputada federal e ex-governadora Roseana Sarney (MDB), pré-candidata ao Senado.

Brandão, principal articulador da candidatura de Orleans, firmou compromisso e garantiu destinar uma das vagas para Weverton Rocha (PDT) e a outra para um representante da federação União Progressista, deixando a ex-governadora de fora, mesmo ela liderando as pesquisas e se movimentando para compor a chapa de senador.

Ciente de que não teria espeço garantido na chapa, Roseana, com a ajuda do pai e ex-presidente José Sarney, se articulou com a direção nacional do MDB e garantiu que uma das vagas seria dela, causando um problema enorme para o governador já que além de Weverton dois nomes da federação União Progressista, Fufuca ou Pedro Lucas, tinham a preferência.

Com a garantia de direção nacional de que uma das vagas seria da filha de Sarney, com a possibilidade até uma intervenção no diretório estadual, Brandão deve ter se sentido aliviado com a decisão de Fufuca, uma vez que o deputado Pedro Lucas já não mostrar tanto interesse em concorrer ao Senado, deixando a vaga livre para a candidatura de Roseana

A saída de Fufuca da base do governo, embora represente um baque na pré-campanha ao governo de Orleans e fortaleça seu principal adversário, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, vai permitir a Brandão evitar um novo desgaste político, já que a ruptura com Flávio Dino foi traumática.

Com disse o pré-candidato a governador Orleans Brandão ao tomar conhecimento da decisão de Fufuca abandonar a barca, a partir de agora “cada um segue seu caminho”. O ex-ministro do Esporte será candidato a senador independente, mas deve declarar apoio a Eduardo Braide, resta saber se o CNPJ da federação União Progressista constará na aliança do candidato do governo do Palácio dos Leões já que não existe consenso entre PP e União Brasil sobre a disputa estadual.

Com a saída de Fufuca da base, Brandão agora está livre para fechar a chapa de senador com Weverton Rocha e Roseana.

  • Jorge Vieira
  • 16/jun/2026

Brandão enfrenta dificuldade para compor chapa majoritária

O governador Carlos Brandão (MDB) prometeu anunciar semana passada a chapa majoritária que concorrerá nas eleições 2026 com o apoio do Palácio dos Leões, mas acabou tendo que adiar sua decisão por conta de alguns problemas internos, a começar pelo excesso de pré-candidatos a senador para poucas vagas e da recursa de alguns políticos em aceitar o convite para compor como vice de Orleans Brandão (MDB), candidato a governador.

Pelo que comentam, nos bastidores da sucessão, a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (MDB), teria sido sondada para ser vice de Orleans, porém teria agradecido a lembrança do seu nome, mas recusado a oferta, preferindo colocar seu nome à disposição pra concorrer a um mandato de senadora ou deputada federal, menos de vice.

A parlamentar, considerada hoje uma política de peso e aliada de primeira hora do governador Carlos Brandão, diga-se de passagem, ainda não se manifestou sobre qual cargo pretende disputar. A deputada, no entanto, se mantém atenta as movimentações políticas antes de definir qual cargo pretende se candidatar, não estando descartada nem mesmo a reeleição para o parlamento estadual.

O deputado federal Duarte Junior, que disputou a eleição por duas vezes para prefeito de São Luís e foi derrotado por Eduardo Braide, chegou a ser cotado para compor como vice da chapa de Orleans como forma de equilibra a disputa na capital, onde Braide mantém uma larga margem de vantagem, também não se mostrou disposto e até se afastou do Palácio dos Leões, após ter sido avisado que uma vaga chapa de senador já estaria garantida para o senador Weverton Rocha (PDT) e a outra para um nome da Federação União Progressista (PP\União).

Ao fazer a afirmação de que as duas vagas na chapa para o Senado já estariam definidas, o governador se depara com um problemas ainda maior: a direção nacional do MDB quer Roseana candidata a senadora pelo partido e tem força para manter o seu nome. Roseana só não será candidata se não quiser e já teria dito isso ao governador, segundo informou o ex-deputado Rogério Cafeteira em seu Pod Cast Café Quente.

O fato concreto é que até agora o governador não encontrou alguém com peso eleitoral disposto a aceitar o desafio de concorrer a vice na chapa de Orleans e ainda depende da decisão de Roseana ser ou não candidata ao Senado. Se a filha de José Sarney decidir concorrer a um mandato à Câmara Alta do Congresso Nacional, Brandão não terá outra alternativa a não ser desfazer acordo com a Federação União Progressista ou com o senador Weverton Rocha.

Quanto a questão do vice, aliados estão fazendo pesquisas para consumo e os resultados obtidos recomendam cautela, pois não seriam nada satisfatório para o candidato ao governo, daí a falta de interesse em oferecer o nome para compor a chapa.

É provável que essa composição da majoritária governista se prolongue até próximo a convenção, até para vê qual será a reação da direção nacional do MDB, caso seja concretizado o acordo em que Brandão prometeu entregar a Weverton Rocha e à Federação União Progressista as duas vaga para o Senado.

Tem gente apostando nos bastidores da sucessão que se Roseana, de fato, quiser ser candidata ao Senado, Brandão terá que rever o acordo que fez com Weverton Rocha ou arriscar perde o CPJ da federação PP\União, ou seja, o governador entrou numa sinuca de bico. Passou a depender da vontade de “branca”.

  • Jorge Vieira
  • 15/jun/2026

Lula abre distância sobre Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo turno

A nova rodada da pesquisa BTG/Nexus sobre a eleição presidencial de 2026 reforça um cenário favorável ao presidente Lula (PT) e amplia a pressão política sobre Flávio Bolsonaro (PL). No levantamento divulgado nesta segunda-feira (15), com entrevistas realizadas entre 12 e 14 de junho, Lula aparece à frente do senador bolsonarista tanto nas simulações de primeiro turno quanto no confronto direto de segundo turno.

A pesquisa ouviu 2.017 eleitores em todo o país, tem margem de erro de 2 pontos percentuais e está registrada no TSE sob o número BR-06645/2026. Os números indicam que Lula mantém vantagem consistente sobre Flávio Bolsonaro, enquanto o herdeiro político do bolsonarismo enfrenta dificuldades para ultrapassar o núcleo mais fiel da extrema direita.

No voto espontâneo, Lula aparece com 36%, contra 27% de Flávio Bolsonaro. A vantagem de nove pontos é significativa porque, nesse tipo de pergunta, os nomes dos candidatos não são apresentados ao eleitor. Trata-se, portanto, de um indicador relevante de lembrança natural, enraizamento político e força eleitoral consolidada.

A série histórica também favorece o presidente. Lula saiu de 32% em março para 36% em junho no voto espontâneo. Flávio Bolsonaro, no mesmo período, oscilou de 26% para 27%, permanecendo praticamente estagnado. O dado sugere que Lula ampliou sua presença no imaginário eleitoral, enquanto Flávio não conseguiu transformar a exposição do sobrenome Bolsonaro em crescimento expressivo.

No primeiro turno estimulado, Lula também lidera com folga. No cenário 1, o presidente registra 42%, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 4% cada; Romeu Zema (Novo), Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) têm 2%; Aécio Neves (PSDB) e Cabo Daciolo (Mobiliza) marcam 1%. Brancos, nulos e nenhum somam 5%, e 3% não sabem ou não responderam.

A trajetória recente do cenário 1 mostra Lula em recuperação e Flávio em queda. Em abril, Lula tinha 41%; caiu para 40% em maio; e agora chega a 42%. Já Flávio Bolsonaro saiu de 36% em abril para 35% em maio e 33% em junho. Em dois meses, portanto, o senador perdeu três pontos, enquanto Lula recuperou terreno e abriu nove pontos de vantagem.

No cenário 2, a distância se repete. Lula aparece com 43%, contra 34% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos marca 5%, Ronaldo Caiado tem 4%, Romeu Zema e Joaquim Barbosa aparecem com 3% cada. Brancos, nulos e nenhum somam 6%, enquanto 2% não sabem ou não responderam.

A série histórica desse segundo cenário também é negativa para Flávio. Lula passou de 41% em março para 43% em junho, enquanto o senador caiu de 38% para 34%. O movimento indica que, quanto mais a disputa se aproxima, o presidente preserva e amplia sua base, ao passo que o bolsonarismo enfrenta sinais de desgaste.

O desempenho de Lula é especialmente forte entre beneficiários do Bolsa Família. Nesse segmento, o presidente chega a 62% no cenário 1 de primeiro turno, contra apenas 20% de Flávio Bolsonaro. A distância de 42 pontos revela a força das políticas sociais na sustentação eleitoral do presidente e mostra a dificuldade do bolsonarismo em penetrar nos setores populares mais diretamente beneficiados por programas de transferência de renda.

Entre os não beneficiários do Bolsa Família, Lula também se mantém competitivo. Nesse grupo, ele aparece com 40%, contra 35% de Flávio Bolsonaro no cenário 1. O dado enfraquece a tentativa de reduzir o eleitorado lulista apenas à dependência de políticas sociais e indica que o presidente preserva presença relevante também em segmentos mais amplos da sociedade.

No segundo turno, Lula também vence Flávio Bolsonaro. O presidente aparece com 49%, contra 43% do senador. Brancos, nulos e nenhum somam 8%, e 1% não sabe ou não respondeu. A vantagem de seis pontos confirma que Lula chega ao confronto direto em melhor posição, superando o adversário em uma disputa nacional polarizada.

A evolução histórica do segundo turno reforça a tendência favorável ao presidente. Em março, Lula e Flávio estavam empatados em 46%. Em abril, Lula manteve 46% e Flávio caiu para 45%. Em maio, Lula subiu para 47% e Flávio recuou para 43%. Agora, Lula chega a 49%, enquanto o senador permanece em 43%. O movimento mostra uma curva ascendente para o presidente e uma estagnação preocupante para Flávio Bolsonaro.

O recorte por renda também ajuda a explicar a vantagem de Lula. No segundo turno contra Flávio, o presidente marca 59% entre eleitores com renda familiar de até um salário mínimo e 57% entre os que recebem de um a dois salários mínimos. Flávio, nesses segmentos, registra 34% e 37%, respectivamente. A diferença mostra que Lula segue amplamente majoritário entre os brasileiros de menor renda, faixa decisiva em qualquer eleição presidencial.

No Nordeste, Lula impõe sua maior vantagem regional. No confronto direto contra Flávio Bolsonaro, o presidente alcança 66%, contra 28% do senador. A região, historicamente estratégica para o lulismo, aparece novamente como um dos pilares centrais da vantagem nacional do presidente.

Entre as mulheres, Lula também lidera com margem expressiva. No segundo turno contra Flávio, o presidente tem 55%, contra 37% do senador. Entre os homens, Flávio aparece numericamente à frente, com 49% a 42%. O dado confirma uma divisão de gênero desfavorável ao bolsonarismo, que enfrenta maior resistência no eleitorado feminino.

Outro dado relevante é a rejeição. Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum. No caso de Lula, a rejeição é de 47%. Além disso, 38% afirmam que Lula é o único candidato em quem votariam, contra 25% que dizem o mesmo sobre Flávio. Isso significa que o presidente tem uma base de voto exclusivo maior e uma rejeição menor do que a do adversário.

A comparação é politicamente dura para o senador bolsonarista. Flávio Bolsonaro depende de uma transferência quase integral do voto de Jair Bolsonaro, mas encontra resistência fora do núcleo mais fiel da extrema direita. A pesquisa mostra que ele tem força entre os bolsonaristas convictos, mas enfrenta dificuldade para crescer entre eleitores menos ideológicos, não polarizados ou críticos simultaneamente a Lula e ao bolsonarismo.

Nos cruzamentos de polarização, o levantamento mostra que Lula chega a 35% entre os eleitores não polarizados no cenário 1 de primeiro turno, contra 26% de Flávio Bolsonaro. Esse dado é relevante porque indica que, mesmo fora dos campos mais mobilizados da disputa, o presidente consegue desempenho superior ao do adversário.

A pesquisa também revela que 77% dos eleitores de Flávio Bolsonaro no cenário 1 dizem que a decisão de voto já está tomada e não deve mudar. Entre os eleitores de Lula, esse índice é ainda maior: 81%. A vantagem mostra que o presidente não apenas lidera, mas também conta com um eleitorado ligeiramente mais consolidado.

O conjunto dos números aponta para um quadro de vantagem estrutural de Lula. O presidente lidera no espontâneo, vence nos dois cenários estimulados de primeiro turno, aparece à frente no segundo turno, tem menor rejeição que Flávio e possui uma base exclusiva de voto mais ampla. Para Flávio Bolsonaro, o levantamento traz um sinal negativo: mesmo herdando o sobrenome político mais conhecido da extrema direita, ele ainda não consegue superar o teto bolsonarista nem reduzir a distância em relação ao presidente.

  • Jorge Vieira
  • 15/jun/2026

Justiça determina suspensão de pagamentos de contratos de terceirização em Buriticupu

A pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Buriticupu, o Poder Judiciário determinou, em 12 de junho, em tutela de urgência, a tomada de várias medidas para garantir a transparência de contratos de terceirização mantidos pelo Município.

Proferidas pela juíza Laís Suelem Silva Araújo Lima, as determinações acolhem as solicitações feitas pelo promotor de justiça Felipe Augusto Rotondo, em Ação Civil Pública, ajuizada em 23 de dezembro de 2025, a partir de denúncia registrada na plataforma Fala.BR, da Controladoria-Geral da União (CGU), sobre os contratos.

Além da existência de contratos de terceirização de mão de obra sem divulgar informações no Portal da Transparência do Município, foram identificados pagamentos superiores a R$ 22 milhões ao Instituto Mais Integração Social (IMIS) e mais de R$ 3,6 milhões ao Instituto Alvorecer, sem disponibilizar documentos e informações exigidos pela legislação de transparência pública.

Foram constatadas, ainda, divergências entre informações divulgadas pelo Município e os contratos e pagamentos para terceirização de serviços. Além disto, foi observada a omissão de informações sobre contratos, processos licitatórios, empenhos, liquidações, notas fiscais e outros documentos sobre as contratações.

DETERMINAÇÕES

Entre as medidas, está a suspensão imediata de novos pagamentos do Município ao Instituto Mais Integração Social, Instituto Alvorecer e outros contratos de terceirização que estejam em situação de descumprimento de transparência, até a regularização do Portal da Transparência.

O Município também está obrigado a publicar, no prazo de 10 dias, a relação dos trabalhadores terceirizados em atividade, identificação de funções, locais de lotação, carga horária e remuneração, além da disponibilização dos processos licitatórios e da execução financeira dos contratos. Foi, ainda, determinada a apresentação, em até 48 horas, da documentação relativa às contratações.

Outra providência é a implementação, em até 15 dias, de identificação visual dos trabalhadores terceirizados por meio de uniformes e crachás, para ampliar a fiscalização e o controle.

DESCUMPRIMENTO

A multa por descumprimento das determinações foi fixada em R$ 5 mil diários (até o limite de R$ 100 mil), a ser paga individualmente pelo prefeito Jose Antônio Lisboa Mendes e o controlador-geral do Município, Paulo Ricardo Paiva.

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