Após o rompimento do ex-governador José Reinaldo com o governo Flávio Dino, agora é a vez do secretário estadual de Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry se pronunciar a respeito. Para ele, Zé Reinaldo “não teve a necessária paciência política”.
Jerry abriu o jogo com os jornalistas e fez algumas considerações sobre o momento vivido nos bastidores políticos e garantiu que todo o grupo do Governador Flávio Dino (PCdoB) ainda tem por ele respeito e consideração.
“Jamais foi dito que ele não poderia ser candidato. Ele não teve a necessária paciência política para costurar a candidatura ao Senado no colégio de partidos que apoiam FD, como o deputado Weverton (Rocha) fez; Ele sequer consumou o destino partidário para a partir disso construir a candidatura”, conta.
Jerry ainda avaliou a situação de forma coerente e responsável ao avaliar a política como “processo coletivo”, ou seja, ninguém toma decisões sozinho, mas sim em conjunto, coisa que o ex-governador do estado pareceu não entender, muito menos aceitar.
“Não é uma avaliação de quem ajudou quem, não é disso que se trata, mas de leitura da conjuntura e dos projetos em disputa; Em 2010, Zé Reinaldo foi nosso candidato ao Senado, lembremos. Em 2006, Flávio Dino desembarcou de volta na política com muitos atributos biográficos, sólida referência e muitas relações políticas no MA. Teve apoio de Zé Reinaldo, como outros tiveram. Não foi o apoio de Zé Reinaldo que definiu a eleição, muito embora tenha ajudado”, ressaltou.
Pesquisas
Jerry ainda comentou as pesquisas relativas ao pleito de 2018 e avaliação da gestão Flávio Dino e atribuiu resiliência ao governador diante dos ataques desferidos pela oposição. “Não houve um dia de trégua”, desabafa.
“Desde janeiro de 2015, Dino demonstra muita resiliência aos ataques a ele desferidos pelo aparato midiático da oligarquia desde janeiro de 2015. Faltando sete meses para o pleito, os números são muito bons para FD, a começar pela intenção espontânea e o percentual de fidelização. A aprovação elevada do governo e de intenções de votos fazem de Flávio o favorito para as eleições”, concluiu.
A verdade é que o ex-governador Zé Reinaldo agiu de forma impulsiva e apressada, tal qual menino mimado e birrento que chora e esperneia quando não é escolhido pelo “grupo” para ser titular do time do bairro. Assim saiu Zé Reinaldo do grupo, precipitadamente, sem antes articular um pouco mais, com mais empenho e dedicação, o apoio ao seu nome para o Senado, junto às diversas agremiações políticas que compõem a aliança em torno da reeleição do Flávio Dino.
Vale dizer, Reinaldo deixa o grupo dinista sem antes refletir com a calma e a prudência necessárias que teria um político tarimbado, do peso e da importância de um ex-governador como ele, em momentos assim.
Reza o ditado que “na vida, há males que vêm para o bem”.
Enquanto uns abandonam a luta antes do fim, outros arrostam os desafios, “articulam”, perseveram, empenham-se na luta, batalham e por fim desfrutam da merecida vitória.
Nesse sentido, avulta nos bastidores da aliança dinista o nome da deputada Eliziane Gama, que a cada dia surpreende mais pelo seu incansável espírito de luta e capacidade de articulação que tem.
Na atual conjuntura política, não há opção melhor !!
Obrigado Ricardo!