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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 15/jan/2021

Governador reassume na segunda-feira com atenções voltadas para as mudanças na equipe

O governador Flávio Dino (PCdoB) reassume o comando do Estado na próxima segunda-feira e deve iniciar os estudos sobre as mudanças que pretende fazer em sua equipe de governo, iniciada com as nomeações dos deputados federais Rubens Júnior e Márcio Jerry para as secretarias de Articulação Política e Cidades, respectivamente, e Rodrigo Lago para a secretaria de Agricultura Familiar.

Apesar das especulações, o governador, ao se licenciar do cargo dia 5 de janeiro e entregar o governo para Carlos Brandão, que deu posse aos novos secretários, Dino apenas informou que farias novas mudanças até o dia 30 de janeiro, sem revelar onde seriam feitas. Há muita especulação sobre o MOB e a secretaria de Culturas, mas tudo fica apenas no campo das especulações, pois até os auxiliares mais próximos do governador desconhecem onde acontecerão as modificações.

Flávio Dino retornou hoje ao Estado após dez dias tratando de assuntos pessoais, mas só deve reassumir as rédeas do governo na segunda-feira, quando todas as atenções estarão voltadas para as mexidas que pretende realizar, principalmente por conta das especulações de que as mudanças alcançariam aliados considerados infiéis.

Como o governador não deu o menor sinal de que teria ficado incomodado com a postura de aliados que estiveram em palanque adversário nas eleições municipais de 2020 é provável que as mudanças sejam apenas por razões técnicas que visem dar melhor funcionalidade à máquina administrativa do estado.

  • Jorge Vieira
  • 15/jan/2021

Prefeito Eduardo Braide apresenta plano municipal de vacinação

Em coletiva de imprensa nesta manhã de sexta-feira (15), o prefeito Eduardo Braide (Podemos) apresentou o plano municipal de vacinação contra covid-19. A campanha de vacinação, conforme prevê o chefe do Executivo municipal com base em informações do Ministério da Saúde, deve começar no próximo dia 20.

Braide disse que a vacinação está dividida em três etapas. Na primeira etapa serão vacinados 143 idosos residentes em instituições de longa permanência e 36.917 profissionais da saúde da capital em um prazo de 7 semanas.

Segundo o prefeito, a segunda fase abrangerá idosos acima de 60 anos. Ele contabilizou 79.883 pessoas neste grupo. Já na terceira fase, serão contempladas 31.358 pessoas que possuem comorbidades.

Após a vacinação dos três primeiro grupos é que serão contemplados  professores, profissionais da segurança pública, transporte, aviação entre outros.

  • Jorge Vieira
  • 15/jan/2021

Uma vitória como era previsto: disputada e magrinha

Prevaleceu o favoritismo, porem para aqueles que imaginavam que a eleição seria um massacre o resultado foi meio frustrante. O placar apertado (112 a 96) a favor do prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), mostrou o equilíbrio das forças que brigaram pelo comando da Federação dos Municípios do Maranhão.

Embora não tenha óbito êxito, o fato de ter disputado a presidência da Famem pela primeira vez em pé de igualdade com o presidente que tentava a reeleição revelou a musculatura do grupo que o apoiou e que teve na pessoa do vice-governador Carlos Brandão seu principal sustentáculo.

Foi uma vitória indiscutível, carregada de emoção, com direito a torcida organizada dos dois lados e figurões da política atuando nos bastidores para colocar um braço nos municípios visando nas eleições de 2022, quando estará em jogo a sucessão do governador Flávio Dino,

Foi um disputa democrática, como a muito tempo não se via, vencida por quem conseguiu se articular melhor. Os vencidos, no entanto, saíram fortalecidos pois conseguiram em pouco tempo reunir 46% dos prefeitos que compareceram e participaram do pleito.

O vice-governador Carlos Brandão, principal incentivador de Fábio Gentil, candidato de última hora, saiu do processo mostrando que tem musculatura, pois é creditado a ele os 96 votos conferidos ao prefeito de Caxias. Feitos conseguido sem usar a máquina d governo, até porque o governador licenciado se manteve neutro na disputa.

  • Jorge Vieira
  • 14/jan/2021

Por um placar apertado (112 X 96) Erlânio Xavier é reeleito presidente da Famem

Conforme já era previsto, a disputa pela presidência da Federação dos Municípios do Maranhão foi bastante acirrada entre os prefeitos de Igarapé do Grande, Erlânio Xavier (PDT), e de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos).

Prevaleceu o favoritismo de  Erlânio, atual presidente da entidade que venceu 112 votos contra 96 conferidos ao adversário, Ele comandará a FAMEM no biênio 2021/2022.

Por conta da sucessão estadual de 2022, a briga pelo comando da Federação dos Municípios mobilizou grupos políticos e foi carregada de tensão até o apuração dos votos, quando finalmente foi conhecido o vencedor e a força da oposição.

  • Jorge Vieira
  • 14/jan/2021

Coronavírus: “Impossível não se indignar e não se emocionar”, diz Flávio Dino sobre situação em Manaus

O governador Flávio Dino (PCdoB) disse à coluna Radar, da revista Veja, que o Maranhão está pronto para ajudar na situação da falta de oxigênio nos hospitais de Manaus, cujo sistema de saúde está à beira do colapso.

“Impossível não se indignar e não se emocionar. O Maranhão está pronto para ajudar no que for necessário, como já informei ao governador Wilson”, afirmou.

Dino também fez um desabafo: “espero que os irresponsáveis que chamam o coronavírus de “gripezinha” e absurdos similares paguem pelo caos. Perante os tribunais, perante a história e perante Deus”.

Já no Ministério da Saúde, circula a versão de que a responsabilidade sobre o fornecimento de oxigênio é da Secretaria Estadual. A pasta seria uma mera auxiliar.

  • Jorge Vieira
  • 14/jan/2021

Braide promete vacina, mas não apresenta plano municipal de imunização

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), garantiu que a vacinação contra a Covid-19 na capital começará na próxima quarta-feira, 20. O anúncio foi feito após reunião online do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, com mais de 130 prefeitos. Apesar da fala esperançosa, são muitas as inconsistências em torno da promessa de Braide.

Isso porque, além de a data ter sido definida por Pazuello (e não por Braide) e a liberação do uso emergencial das vacinas Coronavac e Astrazeneca depende da chancela da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o prefeito esqueceu de apresentar um detalhe essencial: o plano municipal de vacinação em São Luís.

Um Plano de Imunização Municipal é essencial para definição de qual será a ordem de vacinação e quais públicos realmente devem ser prioritários em uma cidade com uma estrutura social desigual, como é o caso de São Luís?

Mas até agora Braide não apresentou nenhum plano para aplicação do imunizante na população da capital. Como o prefeito pretende vacinar os ludovicenses se a cidade sequer tem um plano para uma empreitada?  Ou será que Eduardo Braide conta apenas com o Plano Estadual de Vacinação?

O Plano de Vacinação do governo Flávio Dino (PCdoB), lançado na última segunda-feira, 11, trata de ações como a capacitação de profissionais da saúde, a logística de distribuição e armazenamento, estratégias para a imunização, grupos prioritários para a primeira fase da campanha e a estimativa de vacinas necessárias.

Infelizmente o prefeito Braide até agora não sinalizou qualquer perspectiva nesse sentido para a vacinação na capital maranhense. Por ora só nos resta ficar de olho..

  • Jorge Vieira
  • 14/jan/2021

Com Bolsonaro no poder, Brasil tem o pior salário mínimo em 16 anos

Os sucessivos ataques dos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro aos trabalhadores acabam de culminar num novo – e triste – recorde negativo. Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o salário mínimo hoje, de apenas R$ 1.100, é o menor poder de compra em relação aos produtos da cesta básica desde 2005. Faz 16 anos, portanto, que o salário não vale tão pouco.

Com o mínimo atual, é possível comprar cerca de 1,58 cestas básicas – que custam, em média, R$ 696,70. De 2010 a 2019, esse indicador ficou sempre acima de duas cestas, com exceção de 2016 – o ano do golpe –, quando diminuiu para R$ 1,93. A cesta básica é composta por 13 itens alimentícios e é base para o cálculo do valor do salário mínimo necessário para a sobrevivência de um trabalhador e de sua família.

A queda no poder de consumo pode ser explicada pela combinação de dois fatores: o aumento elevado de preços dos alimentos durante a pandemia do coronavírus – bem acima da inflação oficial – e o fim da política de valorização do salário mínimo, que vigorou entre 2011 e 2019, de reajuste pelo índice de preços e também pela variação do Produto Interno Bruto (PIB). Era uma forma de repassar aos trabalhadores o percentual equivalente ao aumento da riqueza nacional. Hoje, o governo Bolsonaro promete apenas repor a inflação, sem promessa de aumento real na remuneração dos trabalhadores. Mas nem isso tem sido feito.

Dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira mostram que a inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2020 com alta de 4,52%, enquanto os preços dos alimentos acumularam aumento de 14,09% no ano. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) utilizado para reajustar o mínimo fechou com alta de 5,45%. Porém, o reajuste aplicado ao mínimo pelo governo foi menor: 5,26%.

Em outras palavras: o reajuste do salário mínimo anunciado para 2021 não cobre a alta da inflação. Isso já havia ocorrido no ano passado, quando inicialmente o reajuste para 2020 também não acompanhou a alta dos preços. Porém, após a divulgação dos dados pelo IBGE na ocasião – e com pressão do movimento sindical –, o governo determinou uma nova correção.

A alta dos preços atingiu todos os setores da alimentação. A desvalorização do real frente ao dólar desde o início da crise sanitária foi um dos motivos que mais pressionou o indicador. “O Brasil é um grande exportador de alimentos. O fato de ter uma moeda norte-americana muito valorizada – que acumulou um avanço de 35% – faz com que o produtor queira exportar”, afirma George Sales, professor da Fipecafi.

Isso diminui a “oferta local”- o que, segundo Sales, “causa uma forte variação no preço. Já o que importamos, com dólar alto, também fica mais caro”. Além disso, fatores climáticos, em decorrência de longos períodos de estiagem ou de chuvas intensas, também impactaram nos preços dos alimentos ao longo dos meses.

Levantamento do Dieese mostrou que houve aumento do valor da cesta básica em 17 capitais pesquisadas no País. Um dos grandes vilões da inflação desse ano foi o arroz, que foi pressionado pela alta do dólar, o que aumentou o custo de produção e elevou o volume de grão exportado.

A elevada exportação de soja, o carro-chefe da agricultura no País, também impactou no preço do grão e no preço interno de derivados como o óleo de soja. Carne, leite, batata, açúcar e farinha foram outros produtos que pesaram no bolso do consumidor em 2020. Entre os alimentos que mais aumentaram os preços, o óleo de soja (103,79%) e o arroz (76,01%) foram dois que dispararam, assim como o leite longa vida (26,93%), as frutas (25,40%), as carnes (17,97%), a batata-inglesa (67,27%) e o tomate (52,76%).

Os efeitos da inflação não são iguais para toda a população. Os gastos com alimentação acabam pesando mais para as classes de renda mais baixa. “A inflação foi muito mais forte para os mais pobres, já que grande parte do salário deles é gasto com comida e bebida. O salário mínimo teria que aumentar mais de 22% para acompanhar a cesta básica”, diz Sales.

Na avaliação de José Silvestre, diretor-adjunto do Dieese, é preciso discutir uma política de valorização do salário mínimo a longo prazo, já que a remuneração está defasada. “Hoje 50 milhões de pessoas têm rendimento referenciado no salário mínimo. Muitos críticos dizem que um aumento do salário impacta nas contas públicas já muito debilitadas, mas é preciso também ver o impacto positivo”, afirma.

Segundo Silvestre, o aumento do mínimo injeta dinheiro na economia, seja em poder de compra das pessoas, seja em arrecadação de tributos. Considerando o valor da cesta básica de São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.304,90 – cerca de cinco vezes o vigente. O cálculo é feito levando-se em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 no Brasil e no mundo, a moeda norte-americana deve ficar menos pressionada, diminuindo o preço dos alimentos. Por outro lado, alguns ajustes de preços previstos não ocorreram no setor educacional, de planos de saúde e algumas tarifas públicas – como de transporte e água. Esses itens devem subir. (Portal Vermelho com com informações do El País)

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