O deputado federal e vice-líder do governo Lula no Congresso, Rubens Pereira Júnior (PT), apareceu na manhã desta terça-feira ao lado do vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT). A foto foi postada pelo próprio Felipe em suas redes sociais, em que brincou: “Ótimo papo sobre 2026… alguém adivinha o assunto?”
O gesto de Rubens Pereira Júnior é o primeiro reforço do ano na pré candidatura de Felipe Camarão, que iniciou o ano reunindo os partidos progressistas em evento no último final de semana. O deputado federal fez duro discurso contra o governador Carlos Brandão (sem partido) na Câmara Federal no mês de outubro, após divulgação de grampo ilegal realizado pelo Palácio dos Leões.
Os dois petistas posaram ao lado dos deputados Márcio Jerry (PCdoB) e Carlos Lula (PSB). A imagem representa um grande reforço na base de apoio à candidatura do PT ao governo do Maranhão. Ex-secretário de Educação na gestão de Flávio Dino, Felipe Camarão reafirmou que sua candidatura ao governo está mantida e mantém intensa agenda de reuniões com lideranças populares e partidárias.
A sua candidatura ganhou força após manifestação do PT nacional de que seu nome está entre as prioridades do partido no Brasil, informação que foi circulada ainda no mês de dezembro. Felipe Camarão entre os 8 pre-candidatos a governo estadual que fazem parte dessa prioridade, que foi também avalizada após pesquisa encomendada pela nacional demonstrar a viabilidade eleitoral de seu nome.
Os partidos da esquerda maranhense continuem firmes apostando na candidatura do vice-governador Felipe Camarão, assim como são cada mais evidentes os sinais de que a direção nacional do PT vai apostar todas as fichas em seu militantes. A nova edição do “Diálogos pelo Maranhão”, mostrou que os partidos que integram este campo da política maranhense estão unificados em torno da reeleição do presidente Lula e do projeto de eleição de Camarão.
O encontro ocorrido no último final de semana no Quilombo Cariongo, em Santa Rita, a palavra de ordem foi a unidade para a construção de uma frente popular de esquerda no Maranhão para sustentação política à candidatura de Felipe, que passou a ser uma aposta real da direção nacional do PT após a pesquisa encomendada pelo partido nos estado onde foi revelado o potencial do vice-governador na corrida eleitoral deste ano.
A reunião, segundo Felipe Camarão teve um significado simbólico, pois reuniu os cinco partidos (PT, PSOL, PCdoB, REDE, PSB) que estão caminhando juntos sob a liderança do presidente Lula para fazer o melhor pelo Maranhão, ou seja, o pré-candidato do PT deu a entender que o grupo que se reuniu no Quilombo Cariongo é que formará palanque para o presidente Lula no Estado. E Lula tem grande influência política e eleitoral entre os maranhenses.
Existe ainda a possibilidade de uma repactuação de toda a base política que, sob o comando de Flávio Dino chegou ao poder em 2014 derrotando o grupo que mandava e desmandava no estado por quase cinco décadas e que rachou por questões de divergências justamente sobre o processo sucessório. Recentemente o governador Carlos Brandão (sem partido) aventou a possibilidade de discutir com uma espécie de conselho seu futuro político.
Brandão é o principal fiador da pré-candidatura do sobrinho secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), projeto que somente se sustenta com sua permanência no comando do estado até o final do mandato, mas para isso terá que abdicar de concorrer ao Senado. Suas declarações em 2025 indiciaram que estava decidido a abrir mão da cadeira de senador para tentar fazer Orleans seu sucessor, porém, já admite ouvir conselhos antes de bater o martelo.
Se Brandão resolver sair, o cenário para as eleições mudará completamente, Orleans perde força, o projeto da candidatura pode não ir adiante. Nesta conjuntura Brandão deverá ser candidato a senador na chapa de Camarão, que assumirá o comando do estado e, sentado na cadeira de governador, disputará a reeleição, tendo ao seu lado o presidente Lula.
O fato é que, independente da posição que o governador Carlos Brandão venha adotar, a candidatura de Felipe Camarão se consolida e ganha vez mais a força na direção nacional do PT.
A operação dos Estados Unidos que resultou no sequestro de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, provocou uma reação imediata no Brasil e colocou o tema no centro das declarações de lideranças políticas envolvidas na disputa presidencial de 2026. A leitura, porém, é que o episódio deve ter efeito eleitoral limitado, porque a retórica de cada campo político tende a reforçar convicções já existentes, sem produzir migração relevante de votos.
A avaliação foi destacada em análise da consultoria Warren Rena, em mensagem a investidores citada pelo jornal Estado de S. Paulo, segundo a qual, “com as informações disponíveis até aqui”, o cenário mais consistente é o de um “jogo de soma zero, sem efeitos relevantes de conversão eleitoral”. Ou seja: a crise pode elevar o tom do debate e ampliar a polarização discursiva, mas não necessariamente altera a composição do eleitorado.
Do outro, integrantes da esquerda reagiram com críticas ao que classificam como violação de soberania e uma intervenção externa na América Latina, tentando converter o debate em defesa do princípio de autodeterminação dos povos — uma abordagem que, internamente, dialoga com parte do eleitorado progressista.
A percepção de “neutralidade” eleitoral já começou a ser captada pelo mercado financeiro, segundo o relatório mencionado. A ideia central é que não há, até o momento, sinal claro de que o episódio seja capaz de alterar significativamente o humor do eleitor mediano.
O raciocínio é reforçado pela constatação de que, em disputas eleitorais recentes, crises internacionais só produziram impacto doméstico mais profundo quando tiveram efeito direto sobre a vida econômica do país — como pressões inflacionárias, queda de exportações, retração de investimentos ou desorganização de cadeias produtivas.
No caso venezuelano, o debate tende a se concentrar no plano ideológico e geopolítico, o que reduz a capacidade de mobilização fora dos segmentos já politicamente engajados.
A situação atual, contudo, é percebida como diferente. No episódio do sequestro de Maduro, a discussão se desloca para o plano simbólico e ideológico, com menor capacidade de gerar efeitos concretos imediatos no cotidiano do eleitor brasileiro.
Outro ponto que sustenta a avaliação de impacto neutro é a fotografia das pesquisas eleitorais para 2026, que já indicariam teto consolidado para os eleitorados de direita e de esquerda. Nesse cenário, o desafio principal das candidaturas competitivas não é apenas mobilizar a base, mas conquistar o eleitorado de centro, mais sensível a temas econômicos, qualidade de vida, inflação, emprego e serviços públicos.
Esse público tende a rejeitar confrontos ideológicos permanentes e costuma reagir mais a problemas práticos do que a disputas simbólicas internacionais — o que, na prática, limita o potencial do episódio venezuelano como fator decisivo na corrida presidencial brasileira.
A tendência, segundo a análise repercutida no mercado, é que o episódio funcione mais como combustível para narrativas já prontas do que como um fato novo capaz de alterar, de maneira profunda, o comportamento do eleitorado em 2026. (247)
O Partido dos Trabalhadores (PT) convoca a militância a ir à Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF), nesta quinta-feira (8/1), em um ato pela democracia. A manifestação relembrará os atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes do Executivo, do Judiciário e do Legislativo.
Além da militância, o partido espera que figuras ligadas ao PT compareçam ao ato, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e parlamentares de esquerda. Nas redes sociais, deputados da sigla reforçam o convite.
O Supremo Tribunal Federal (STF) também organiza, para quinta, ato com objetivo de relembrar a data em que simpatizantes de Bolsonaro invadiram a Suprema Corte e depredaram o local, há três anos.
No dia 8 de janeiro de 2023, uma turba de bolsonaristas protagonizaram o espetáculos mais bizarro e deprimente da história política do país ao invadirem a Praça dos Três Poderes e vandalizarem as dedes do Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.
O ato convocado pelo PT, além de lembrar triste episódio comandando por quem queria implantar ditadura no país, serve para reforçar a eterna vigilância pela manutenção da democracia brasileira.
O cenário político da sucessão estadual continua o mesmo, nada mudou. Dos quatro pré-candidatos ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB) e Lahésio Bonfim (Novo) contam como apoio integral dos seus respectivos partidos, Felipe Camarão encontra dificuldade para unificar as várias alas do PT em torno do seu nome e o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) mantém silencia sobre sua participação ou não na corrida ao Palácio dos Leões.
Os quatro pretendente a substituir Carlos Brandão passaram todo o ano de 2025 sem alterar suas posições em relação a tendência de votos do eleitorado e tudo indica que o quadro dificilmente mudará neste 2026, ano em que os pré-candidatos terão que se apresentar à população, mostrar conteúdo e o que pretendem fazer para ganhar a confiança daqueles a quem a Constituição garante o direito de eleger seus governantes.
Secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, embora conte com o apoio integral do seu partido para enfrentar as urnas pela primeira vez, ainda depende do que vai decidir o tio governador Carlos Brandão (sem partido). O chefe do Executivo estadual, afirmou à coluna Repórter Tempo, do bem informado jornalista Ribamar Correa, que ainda vai conversar com o grupo que lidera, “para tomar decisões no colegiado”, ou seja o projeto de disputar o Senado ainda não foi arquivado.
O governador afirmou em várias ocasiões em 2025 que pretende ficar até o último dia do seu mandato para tentar fazer Orleans seu sucessor, mas o fato de ter afirmado que ainda pretende ouvir conselhos antes de tomar uma decisão definitiva sobre seus futuro politico, coloca uma nuvem sobre a pré-candidatura do sobrinho. Sem Brandão no comando do Estado, a candidatura Orleans perde consistência. A afirmação do governador de que pretende ouvir o colegiado logo neste início de ano cria a expectativa de que ele possa atender o pedido do presidente Lula e se candidatar ao Senado.
Diante da possibilidade, ainda que remota, do governador sair para disputar uma cadeira de senador (ele lidera todas as pesquisas), um fato novo no processo sucessório, reacende a esperança do vice-governador Felipe Camarão assumir o comando do governo, fazer a repactuação da base aliada e disputar a reeleição com o apoio do presidente Lula e de uma grande aliança. Tudo vai depende da decisão que Carlos Brandão tomar, após ouvir o “colegiado”.
Se no lado governista, o clima é expectativa quanto a posição que tomará o governador após ouvir os mais próximos, o pré-candidato Lahésio Bonfim tem a confiança do partido, mas, pelo menos neste da pré-campanha parece não empolgar o eleitorado, mesmo adotando um discurso agressivo. Os vários levantamentos feitos pelos mais diversos institutos de pesquisas mostraram que não consegue sequer se aproximar de Eduardo Braide e Orleans, ficando sempre em terceiro plano.
Líder na corrida pelo governo do estado, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide permanecer fazendo mistério sobre sua entrada no jogo sucessório, mas fontes bem próximas ao chefe do Executivo da capital não têm dúvidas de ele será candidato. Se confirmado o que dizem seus aliados, Braide precisará melhorar sua performance junto ao eleitorado do estado, pois os 35% de preferência que vem ostentando o torna favorito para vencer o primeiro turno, mas pelo que tem revelado as pesquisas, a eleição para governador do estado será definida em dois turnos.
Por enquanto é melhor esperar a decisão do governador para se ter uma noção extada do que vem pela frente. Brandão no governo significa Orleans forte, fora o jogo vira a favor de Felipe Camarão sentado na cadeira de governador. E neste cenário com Camarão governador, candidato a reeleição, Braide entrará na disputa para enfrentar o “rolo compressor” das máquinas federal e estadual¿
Em tempo: O blog deu uma parada no período das festas de fim de ano, mas volta ser atualizado
O prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) vai encerrar o ano que antecede a disputa pelo governo do estado em alta, liderando as pesquisas e sendo considerado o chefe de executivo municipal mais bem avaliado de capitais país, segundo revelou a pesquisa AtlasIntel. Com o cacife de bom gestor que conta com a aprovação de 82% da população de São Luís e apenas 2% de rejeição, Braide, sem dúvida, é o político, hoje, que tem melhores condições de enfrentar o candidato apoiado pelo governador Carlos Brandão (sem partido), que resolveu abrir de mão de concorrer ao Senado para tentar fazer o sobrinho Orleans Brandão (MDB) seu sucessor.
O prefeito, embora tenha sido provocado diversas vezes, ainda não se manifestou sobre sucessão, mas pelo que declarou o irmão, deputado estadual Fernando, em entrevista ao Podcast Café Quente, Eduardo Braide não teria qualquer dificuldade em transferir o comando da capital para a vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD). Fernando disse ainda que este é o momento e esteve mais recentemente em vários municípios do Maranhão e sentiu que existe um certo clamor da população para que ele (Braide) faça no estado o mesmo que está fazendo por São Luís. Fernando, no entanto, observou que caberá unicamente ao irmão decidir se será candidato ao não.
Ainda que que o prefeito tenha se mantido distante dos debates sobre sucessão, no meio político é tido como certa que ele se desincompatibilizará no prazo legal para concorrer ao governo do estado. “Esse é o memento dele (Braide)”, garantiu um familiar em conversa com titular do blog. Pelo movimento entre os mais próximos não resta dúvida que o prefeito de São Luís se prepara para entrar na briga pelo comando do estado em outubro, quando deverá enfrentar forte concorrência. Além de Orleans, seu principal adversário até o momento, devem concorrer Felipe Camarão (PT) e Lahésio Bonfim (Novo)
A pesquisa AtlasIntel serviu para aguçar ainda mais a especulação sobre o futuro político do prefeito. Braide tem todos os requisitos que precisa para se lançar candidato ao Palácio dos Leões. Porém é bom lembrar que uma disputa majoritária num estado grande como o Maranhão ter respaldo de um grupo político é essencial. A última pesquisa do Instituto Data Ilha que Braide, se confirmar a candidatura, levará cerca 82% dos votos da capital e a grande maioria dos dos votos dos outros três municípios que integram a Grande Ilha, mas o estado é compostos por 217 municípios, o que recomenda alianças e formação de grupo.
Se resolver confirmar a candidatura, o prefeito de São Luís terá pela frente Orleans Brandão, um duro adversário, apoiado por força poderosa e que deve contar em seu palanque com todos os partidos que integram a base do governo, sendo a única dúvida o PT, que depende de decisão da direção nacional que não descarta lançar a candidatura do vice-governador Felipe Camarão. Ainda que a cúpula dirigente petista mantenha a candidatura de Camarão, é fato que alas do partido no Maranhão devem manter a aliança com Brandão para preservar os cargos que ocupa no governo.
A pré-candidatura Orleans está consolidada, ganhou muita visibilidade ao longo ao ano ao participar de todos os eventos do governo e ter recebido manifestação de apoio de políticos de peso a exemplo da presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (PSB) e do senador Weverton Rocha (PDT), parlamentares federais, estaduais, vereadores e lideranças políticas municipais, o que o tornam competitivo. O governador se mostrar disposto a apostar todas as fichas nele ao abrir mão de disputar o Senado e se negar a passar o comando do estado para o vice-governador Felipe Camarão disputar a reeleição sentado na principal cadeira do Palácio dos Leões.
Por tudo que se viu em 2025, ano que está indo embora e que foi marcado por convulsões no mundo político estadual, sendo a principal delas a fim da aliança dos grupos que chegaram ao poder em 2014, colocando em lado opostos aliados do governador Carlos Brandão e do ex-governador Flávio Dino, dos quatro principais pré-candidatos que tiveram seus nomes avaliados pelos institutos de pesquisas, a polarização Braide e Orleans deve continuar em 2026, ano que está chegando e que veremos quem tem água na fonte.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão (MPMA), deflagrou, na manhã desta segunda-feira (22), a Operação Tântalo II, com o cumprimento de 51 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão.
As ordens foram expedidas pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, por decisão da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim. A ação é um desdobramento da Operação Tântalo, deflagrada em fevereiro deste ano.
De acordo com procedimento investigatório instaurado no Gaeco, há indícios da prática dos crimes de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, ocorridos durante a gestão do então prefeito José Paulo Dantas Filho (Paulo Curió) no município de Turilândia.
As investigações envolvem as empresas Posto Turi, SP Freitas Júnior LTDA, Luminer e Serviços LTDA, MR Costa LTDA, AB Ferreira LTDA, Climatech Refrigeração e Serviços Ltda, JEC Empreendimentos, Potencial Empreendimentos e Cia Ltda, WJ Barros Consultoria Contábil e Agromais Pecuária e Piscicultura LTDA, além de outras pessoas físicas e jurídicas, servidores públicos, particulares e agentes políticos.
Também foi autorizado o bloqueio do valor de R$ 22.349.169,57 nas contas bancárias de todos os investigados. O montante corresponde à diferença entre o valor inicialmente identificado, de R$ 33.979.768,02, e o total posteriormente apurado do dano causado ao erário, que soma R$ 56.328.937,59.
A operação contou com o apoio de promotores de justiça integrantes do Gaeco dos núcleos de São Luís, Timon e Imperatriz, das Polícias Civil e Militar do Estado do Maranhão, além de promotores de justiça do Gabinete e da Assessoria Especial de Investigação do Procurador-Geral de Justiça, do Gaesf (Grupo de Atuação Especial no Combate à Sonegação Fiscal) e das comarcas de Santa Helena, Açailândia, Lago da Pedra, Raposa, Anajatuba, Viana, São Bernardo, Maracaçumé, Pinheiro, Morros, Buriticupu, Bacabal, Vargem Grande, Arari, Imperatriz, São Francisco do Maranhão e São Luís. A Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI-MPMA) também auxiliou nos trabalhos.
Os documentos e equipamentos eletrônicos apreendidos serão analisados pelo Gaeco e pelo Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), com o objetivo de compor o conjunto probatório necessário possivelmente para subsidiar o oferecimento da petição acusatória em desfavor dos investigados.
ORIGEM DO NOME
A Operação Tântalo faz referência à figura da mitologia grega Tântalo, condenado a uma punição eterna no submundo. Segundo o mito, ele permanecia em um lago de águas cristalinas, com frutos ao alcance da vista, mas sem conseguir saciar a sede ou a fome. A metáfora é utilizada para representar o esquema investigado, no qual recursos públicos destinados a contratos para fornecimento de bens e serviços não resultariam em benefícios efetivos à população.