No Maranhão, pacientes com sintomas leves da doença podem receber informações clínicas gratuitas, sem sair de casa, por meio do Disque Covid, serviço de call center que oferece assistência quanto à medicação adequada ou qual unidade procurar caso o quadro sintomático se agrave.
Ativo desde o dia 4 de maio, o serviço do Disque Covid já fez cerca de 2 mil atendimentos por telefone. Com dez pontos de contato, o atendimento no call center é feito por alunos de Medicina e Enfermagem, sob a supervisão de uma equipe composta por dois médicos e duas enfermeiras.
“O Disque Covid atende pacientes que estão em isolamento domiciliar, confirmados com o novo coronavírus. Essas pessoas se sentem mais tranquilizadas em receber orientações quanto à clínica e sobre qual unidade de saúde procurar caso haja evolução dos sintomas”, avalia a coordenadora da Central Integrada de Regulação Ambulatorial do Maranhão, Mércia Gonçalves.
Para ter acesso ao Disque Covid, basta ligar para o telefone (98) 3190-9091. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h.
Monitora Covid-19 – Outra plataforma que vem ajudando maranhenses a tirar dúvidas sobre o novo coronavírus é o aplicativo Monitora Covid-19, ferramenta digital desenvolvida pela Consórcio Nordeste, que já forneceu orientações online para mais de 2 mil pessoas.
Formandos em Medicina e Enfermagem, acompanhados de supervisores, são responsáveis, aqui no Maranhão, pelo monitoramento do aplicativo, que está disponível download em smartphones com sistema operacional Android e IOS.
Para dar maior celeridade, o tempo de resposta aos usuários do app não pode ultrapassar quatro horas para pacientes vermelhos, oito horas para pacientes laranjas, 12 horas para amarelos e 24 horas para verde. Essa classificação por cores é feita de acordo com as informações repassadas pelos usuários.
Ao participar uma liive realizada pela revista Isto É, nesta terça feira (26), o governador Flávio Dino (PCdoB) deu sua opinião sobre a deflagração da ação da Policia Federal contra o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel e considerou muita coincidência ter ocorrido justamente após a delação do ex-ministro Sérgio Moro de que havia interesse em interferir na PF daquele estado governador por um adversário do presidente Jair Bolsonaro.
“Eu não sei exatamente o que tem as provas existentes. Mas o fato ficou estranho, eu diria uma estanha coincidência que tenha ocorrido a deleção do Sérgio Moro dizendo que havia interesse na Polícia Federal no Rio de Janeiro. O próprio Bolsonaro confirma isso, ocorre as substituições, uma deputada palaciana com transito nos bastidores do poder anuncia que haverá operações e elas iniciam exatamente no Rio de Janeiro”, observa Flávio Dino.
“Repito, não sei de há provas, se não há, isso cabe ao governador Witzel e sua equipe esclarecerem, e acho que tudo deve ser investigado, havendo ilícito, havendo seriedade do ilícito, tudo deve ser investigado, claro que deve, porém nos termos da lei, sem que haja essa instrumentalização para a luta política como se fosse ameaçar adversário, isso é inadmissível, essa fronteira deve ser estabelecida”.
Flávio Dino disse ainda: “Investigação técnica, independente, nos termos da lei, sou totalmente a favor, mas milicianização, perseguição isso realmente deve ser objeto de rejeição por parte de todos aqueles que acreditam na democracia, independentemente de posição ideológica”.
O vídeo foi postado em sua página no Twitter com a seguinte mensagem: “Sou a favor de todas as investigações sérias e nos termos da lei. Mas é preciso repelir tentativas de “milicianização” do aparato estatal”.
Sou a favor de todas as investigações sérias e nos termos da lei. Mas é preciso repelir tentativas de “milicianização” do aparato estatal. No vídeo, explico >> pic.twitter.com/8gdJwRqhqM
— Flávio Dino ???????? (@FlavioDino) May 26, 2020
O pré-candidato a prefeito de São Luís, comunicador Jeisal Marx voltou a recorrer a sua rede social para se manifestar sobre a medida governamental que flexibilizou a reabertura do comércio para pequenas empresas familiares em São Luís e acabou por causar aglomerações, principalmente na Rua Grande, principal centro comercial da cidade.
Levantamentos feitos pela autoridades sanitárias do país revelam que São Luís é segunda cidade que mais desobedece o distanciamento social, porém, na avaliação do pré-candidato, a culpa não é do governador que flexibilizou a quarentena. Segundo Jeisael, o problema não está nas medidas, mas na falta de conscientização do cidadão.
“Quando os dados de um estudo apontam que somos o 2º estado que mais desobedece o distanciamento social, o problema não está nas medidas adotadas. Que espécie de cidadãos somos? Não adianta reclamar de governante se você não sua parte”, observa Jeisael.


“O Brasil conheceu ontem e teve confirmação hoje de uma nova ‘função’: a de porta voz informal de operação da PF”. Foi assim que o vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), reagiu à notícia de que a Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (26), mandados de busca e apreensão no Palácio das Laranjeiras, a residência oficial do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).
“Com direito a antecipar em um dia o anúncio da operação. A porta voz é a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), da intimidade do presidente Jair Bolsonaro. Deputada e Polícia Federal devem explicações sobre tamanha capacidade de ‘adivinhação’”, cobrou Jerry.
Ontem, depois de Zambelli afirmar que a Polícia Federal iria deflagrar operações para investigar supostas irregularidades cometidas por governadores durante a pandemia, Jerry já havia apontado o vazamento de informações privilegiadas por parte de aliados do presidente.
“Notem a gravidade: deputada Carla Zambelli anuncia operações da Polícia Federal contra governadores. Dá até o nome da operação! Um absurdo o governo de Jair Bolsonaro insistir na tentativa de transformar uma instituição do estado brasileiro em polícia política para perseguir adversários”, reagiu Jerry, após a divulgação da entrevista.
Ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, Zambelli afirmou: “A gente já teve algumas operações da Polícia Federal que estavam ali, na agulha, para sair, mas não saíam. E a gente deve ter, nos próximos meses, o que a gente vai chamar, talvez, de ‘Covidão’ ou de… não sei qual vai ser o nome que eles vão dar… mas já tem alguns governadores sendo investigados pela Polícia Federal”.
Alvo na PF – Atualmente, a PF foi colocada no centro do debate nacional, depois do ex-ministro Sérgio Moro acusar o presidente de tentar interferir na instituição para proteger aliados e os filhos, atualmente investigados pelos crimes de ‘rachadinha’ e de gerenciar uma rede de distribuição de fake news.
Moro renunciou ao cargo de chefe da Justiça após Bolsonaro tentar nomear o atual presidente da diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, amigo da família, para o posto de diretor-geral da PF. Após ser impedido de assumir o cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Rolando Alexandre de Souza assumiu a função e já no início de maio decidiu trocar a chefia da superintendência do Rio.
A possibilidade de adiamento das eleições municipais de quatro de outubro para 15 de novembro ou seis de dezembro, foi tema de debate na reunião virtual do Diretório do PSOL nesta segunda-feira (25). O encontro, mediado pelo presidente Franklin Douglas, discutiu também a conjuntura atual e a formação da chapa com candidatos à vereador.
Ainda que haja necessidade do adiamento do pleito, por conta da pandemia do coronovírus, o partido vem seguindo os prazos determinados no calendário eleitoral e, segundo seus dirigentes, já se organiza para o embate politico, tendo consciência de que as mídias sociais irão ter forte presença na campanha.
Além da deliberação sobre os cumprimentos dos prazos da legislação eleitoral enquanto não deliberação sobre adiamento ou não das eleições, a reunião do Diretório Municipal decidiu participar, nesta quarta-feira (27), do ato Fora Bolsonaro, puxado pela CUT e a Conlutas, que acontece às 09h, no Canto da Fabril.
Chapa de vereadores – Para compor a chapa proporcional o partido já conta com os nomes dos candidatos: Carlos Wellington, Gentil Citrim, Gleick Maia, Leonel Torres, Odivio Neto, Wagner Aquino, Francilene Cardoso, Gil Maranhão, Raimundo Aru, Raimundo Arouche e Magno Cutrim.
Agora, o PSOL trabalha para aumentar a participação feminina na chapa. Já na majoritária o candidato à prefeitura de São Luís, será o professor, advogado e jornalista Franklin Douglas.
Ao tomar posse na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, nesta segunda-feira (25), o ministro Luís Roberto Barroso descartou qualquer hipótese de cancelamento das eleições municipais deste ano, com prorrogação de mandatos dos atuas prefeitos e vereadores, para que venha coincidir com as eleições nacionais de 2022. Para Barroso, essa hipótese não deve sequer ser cogitada.
O presidente do TSE, que vai comandar a eleições municipais previstas, conforme o calendário eleitoral para quatro de outubro, disse que estará em interlocução direta com o Congresso Nacional e que em conversas preliminares com os presidentes da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM) tem buscado o alinhamento em tornos de algumas premissas.
“Relativamente às eleições municipais previstas para este ano, o TSE estará em interlocução direta com o Congresso Nacional. Em conversas preliminares com os Ministros da casa, com o Presidente do Senado e com o Presidente da Câmara, constatei que todos estamos alinhados em torno de algumas premissas básicas: as eleições somente devem ser adiadas se não for possível realizá-las sem risco para a saúde pública; em caso de adiamento, ele deverá ser pelo prazo mínimo inevitável; prorrogação de mandatos, mesmo que por prazo exíguo, deve ser evitada até o limite; o cancelamento das eleições municipais, para fazê-las coincidir com as eleições nacionais em 2022, não é uma hipótese sequer cogitada”.
Conforme o ministro, uma das grandes preocupações da Justiça Eleitoral são as chamadas fake news ou, mais apropriadamente, as campanhas de desinformação, difamação e de ódio. “Refiro-me às informações intencionalmente falsas e deliberadamente propagadas. A internet permitiu a conexão de bilhões de pessoas pelo mundo afora em tempo real, dando lugar a fontes de informação independentes e aumentando o pluralismo de ideias em circulação. Porém, na medida em que as redes sociais adquiriram protagonismo no processo eleitoral, passaram a sofrer a atuação pervertida de milícias digitais, que disseminam o ódio e a radicalização. São terroristas virtuais que utilizam como tática a violência moral, em lugar de participarem do debate de ideias de maneira limpa e construtiva”.
“A Justiça Eleitoral deve enfrentar esses desvios, mas é preciso reconhecer que sua atuação é limitada por fatores diversos. Por isso mesmo, os principais atores no enfrentamento às fake news hão de ser as mídias sociais, a imprensa profissional e a própria sociedade. As plataformas digitais – como Google, Facebook, Instagram, Twitter e Whatsapp –, todos parceiros do TSE sob a liderança da Ministra Rosa Weber, podem – e devem – se valer da própria tecnologia e de suas políticas de uso para neutralizar a atuação de robôs e comportamentos inusuais na rede. É necessário o esforço comum de todas elas para impedirem o uso abusivo que importa em degradação da democracia”, observou Barroso