O vereador Osmar Filho (PDT), mais votado na eleição de 15 de novembro, caminha para renovar o mandato sem maiores problemas na presidência da Câmara Municipal de São Luís.
Bom articulador, aliado do prefeito eleito Eduardo Braide, que já adiantou que não pretende interferir no processo sucessório do parlamento municipal, Osmar já iniciou as conversações de bastidores para se manter na presidência da Casa.
O atual presidente, pelo menos até o momento, não tem concorrente declarado e desponta como franco favorito para comandar a Câmara pelos próximos dois anos por contar com um número considerável de apoiadores.
O ex-presidente e vereador reeleito Astro de Ogum, que durante a campanha era visto como virtual candidato, perdeu força com a derrota do candidato Rubens Júnior no primeiro turno e mantem-se em silêncio.
Osmar Filho inclusive já andou reunindo com um grupo de vereadores que formarão o plenário da Casa na próxima legislatura já tratando da renovação do mandato no comando da Mesa Diretora.
Ainda que apareça alguma candidatura no decorrer do processo, o que seria normal, Osmar Filho é considerado favorito.
No município de Barreirinhas, foi eleito o prefeito Dr. Amílcar, com mais de 20 mil votos na região. Para ele, o apoio do governador contribuiu para o resultado das eleições em 2020.
“Ele fez muitos investimentos aqui na infraestrutura, saneamento, reforçando o policiamento da cidade. Na educação, entregou quatro escolas dignas, entregou mais uma escola de Ensino Médio e está concluindo outra no povoado Mamede. Fez reforma nos dois centros de Ensino Médio aqui na cidade de Barreirinhas e está construindo uma UTI no Hospital Regional de Barreirinhas”, disse o prefeito eleito.
Na área da saúde ele destacou melhorias no atendimento do Hospital, com a modernização de aparelhos de tomografia, novas ambulâncias climatizadas com UTI. “A parceria com o governador foi e tem sido muito importante para a nossa cidade”, pontuou Dr. Amílcar.
O prefeito eleito disse que, dentre as prioridades, a infraestrutura na cidade de Barreirinhas é uma das primeiras demandas a ser dialogada com o governador Flávio Dino. “Há muitas obras para serem feitas, desde a entrada da cidade, obras de pavimentação e calçamento de ruas próximas ao centro da cidade”, afirmou o prefeito.
O jornalista Jeisael Marx se manifestou em suas redes sociais contra o fato de estarem atrelando seu nome e imagem ao candidato derrotado no segundo turno da eleição para prefeito de São Luís, Duarte Jr.
Jeisael, que foi o primeiro a tomar posição em relação ao segundo turno, declarando neutralidade, classificou como canalhice a tentativa de atrelar sua imagem como apoiador de algum candidato.
Ainda no início do segundo turno, Jeisael fez uma postagem afirmando que não iria apoiar nenhum candidato, por não acreditar que vale tudo para chegar à Prefeitura de São Luís. O jornalista manteve-se coerente com a postura adotada durante sua campanha, quando criticou as alianças e comportamentos dos candidatos que chegaram ao segundo turno.
Apesar de o partido ao qual pertence, a Rede, ter decidido pelo apoio a Duarte Jr. no segundo turno, Jeisael manteve seu posicionamento de neutralidade. Ele se manifestou no programa Ponto e Vírgula, da rádio Difusora FM, afirmando que respeitava a decisão da Rede, mas que divergia dela.
O radialista e jornalista, Jeisael Marx, concorreu a Prefeitura de São Luís pela Rede Sustentabilidade e conquistou 14.144 votos em uma campanha classificada por ele como limpa, digna e honesta.
Engana-se quem pensa que o governador Flávio Dino foi o grande derrotado das eleições de 2020 só porque não conseguiu eleger o sucessor de Edivaldo Holanda Júnior em São Luís. O saldo total no Maranhão lhe é favorável e ainda o coloca como o principal líder político do estado.
Se somados só o PCdoB e o Republicanos, seu partido e o do seu vice Carlos Brandão, respectivamente, Dino elegeu a maior parte dos prefeitos do Maranhão, com 47 Prefeituras. Se a soma incluir todos as legendas que fazem parte do seu campo de alianças, o número chega perto da casa dos 180.
Muitos vão afirmar que o racha na base do governador por causa da eleição em São Luís mudou esse cenário, mas é preciso enfatizar, por exemplo, que a maioria dos prefeitos do PDT foi eleito com o apoio de Dino, que não pôde estar presente nas cidades devido a pandemia do coronavírus, mas gravou vídeo de apoio para a maioria dos seus aliados.
Diminuir a importância eleitoral de um governador que tem mais de 60% de aprovação no estado, a essa altura do campeonato, é resumir as eleições do Maranhão inteiro apenas a São Luís. É nítido que o racha em sua base foi essencial para o revés na capital, mas isso não tira o mérito de, mais uma vez, um desempenho exitoso no apoio aos seus aliançados.
Articulação – Na manhã desta segunda-feira (30/nov), o governador Flávio Dino foi às redes sociais confirmar que trabalhará para fazer seu sucessor em 2022. “Formamos uma grande aliança estadual em 2018, quando da minha reeleição. Em 2020, me empenhei ao máximo para manter tal campo unido, tanto quanto possível. Agora entramos em um processo de revisão, visando à eleição de 2022. Processo que qualifico como normal e democrático”, afirmou.
O governador também fez referência à divisão que marcou as disputas municipais deste ano, entre diferentes partidos de sua coligação. Em entrevista ao UOL, ele disse: “há hoje duas candidaturas postas, o vice-governador Carlos Brandão que é do Republicanos e o senador Weverton, do PDT, então eles dois desejam ser candidato e acho que é essa disputa entre eles que tem determinado essa divisão em muitas cidades do Maranhão”.
Também ao UOL, Dino foi mais claro sobre sua intenção de conduzir a própria sucessão: “Eu espero que seja possível algum tipo de entendimento, vou trabalhar para isso, para que a gente possa manter o nosso campo unido e mais uma vez vencer as eleições em 2022.”
A vitória em São Luís do deputado federal Eduardo Braide (Podemos) reforça a tese do governador Flávio Dino de que é necessária a união de todos os partidos de esquerda para vencer o Bolsonarismo. O Podemos é o partido da base do governo federal com maior índice de lealdade aos projetos de Bolsonaro.
A diferença de votos entre Braide e Duarte no segundo turno foi de menos de 11 pontos percentuais. Essa diferença seria superada com vantagem com os votos do candidato coligado do PDT no primeiro turno, Neto Evangelista, que teve 16% dos votos.
Portanto, a derrota eleitoral do candidato apoiado por Dino em São Luís confirma sua tese de necessidade de união das esquerdas. O único candidato de esquerda que venceu em capitais no segundo turno foi justamente o deputado federal Edmilson Rodrigues (Psol) que contou desde o primeiro turno com uma coligação que incluía PT, PCdoB, PDT, PCB, Rede e UP.
Para a política maranhense, a derrota para Braide também deixa outra lição. Não é possível descuidar e dividir a base do governo, pois isso pode permitir o retorno dos políticos ligados à família Sarney.
Em entrevista ao jornalista Leonardo Sakamoto, do portal notícias UOL, nesta manhã de segunda-feira (30), o governador Flávio Dino (PCdoB) falou sobre divisão no seu campo político que possibilitou a vitória do deputado federal Eduardo Braide no segundo turno da eleição para prefeito de São Luís, mas adiantou que vai continuar trabalhar para tentar reunificar o grupo visando mas eleições de 2022.
A falta de unidade na base de sustentação ao governo ficou estabelecida logo no primeiro turno quando vários partidos lançaram candidatos a prefeito de São Luís com o compromisso de que todos estariam unidos no segundo turno, algo que não aconteceu e o resultado foi a vitória do opositor Eduardo Braide.
Flávio explicou que em 2018 foi feita uma ampla aliança estadual e que lutou muito para mantê-la em 2020. Disse o governador que isso foi possível na imensa maioria das cidades, mas não em todas, como foi o caso de caso de São Luís onde havia um candidato, Eduardo Braide, favorito desde a eleição de 2016.
Segundo Dino, na eleição deste ano não possível unificar todo o seu campo para enfrentá-lo e que houve a dispersão no primeiro turno com o compromisso de que no segundo turno haveria uma grande união, o que infelizmente não se verificou e isso foi determinante para o resultado eleitoral.
O governador explicou que a base de apo ao governo se dividiu, uma parte dela, por exemplo, o PDT, o DEM, optaram por apoiar o candidato da oposição que acabou vencendo a eleição por uma estreita margem de votos e q eu esse fato vai levar a um processo de revisão do nosso campo político visando a eleição de 2022.
“É um processo que se abre agora e que vamos conduzir com muita calma, muita prudência, mas infelizmente essa divisão na nossa aliança foi o que determinou alguns resultados, inclusive esse de São Luís”. O governador adiantou, no entanto, que vai trabalhar para manter a base unida visando as eleições de 2022
O jornalista quis saber de Dino se a não unificação da base significaria críticas ao seu governo e se isso influenciaria nos projetos para os próximos dois anos e o governador respondeu: “Nosso governo continua com uma avaliação muito alta, aprovação entre 60e 70%, todos fazem questão de dizer que não estão rompendo com o governo. Na verdade eu imagino que a questão central é que eu não posso ser candidato, já fui reeleito e há hoje existem duas candidaturas postas, o vice-governador Carlos Brandão que é do Republicanos e o senador Weverton, do PDT, então eles dois desejam ser candidato e acho que é essa disputa entre eles que tem determinado essa divisão em muitas cidades do Maranhão. Eu espero que seja possível algum tipo de entendimento, vou trabalhar para isso, para que a gente possa manter o nosso campo unido e mais uma vez vencer as eleições em 2022.