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  • Jorge Vieira
  • 4/dez/2020

Flávio Dino quer frente contra Bolsonaro com experiência de Lula e Ciro e juventude de Boulos e Manuela

Fórum – O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou em entrevista a Plínio Teodoro e Cristina Coghi no programa Fórum Café nesta quinta-feira (3) não acreditar que Ciro Gomes possa participar de uma aliança de centro-direita para as eleições de 2022, como declarado por Fernando Haddad (PT) ao Fórum Onze e Meia desta quarta-feira (2).

Para o governador maranhense, 2022 será um dos anos mais difíceis da nossa história recente e, para enfrentá-lo, será necessária uma aliança ampla progressista. “É falacioso dizer que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT acabaram. Assim como também é errado achar que Ciro Gomes não é importante nesse processo.”

O governador disse ainda que “a campanha de Guilherme Boulos (PSOL-SP) promoveu uma aliança ampla interessante em São Paulo. A sua votação foi exatamente igual a de Fernando Haddad para a Presidência. Manuela D’Ávila em Porto Alegre foi outra boa surpresa, que quase ganhou”.

Para ele, “essas lideranças novas têm que se somar aos mais experientes, como Lula e Ciro”. “Ninguém descarta as antigas lideranças em lugar nenhum do mundo. Temos que, eventualmente fazer prévias entre nós. Temos que mobilizar a sociedade e ver quem ganha. Eu faço campanha para qualquer um do nosso campo. É importante isso para proteger o país. Nós não aguentamos mais quatro anos de bolsonarismo.”

Sobre o fato de ser candidato à presidência, liderando essa frente ampla progressista, Dino disse que “seria uma honra eu ser candidato, agora sei muito bem, embora eu ainda me considere impregnado dos valores da minha juventude que isso não é um projeto individual. Eu não nutro esse tipo de ambição. O Haddad teve no Maranhão a segunda maior votação do País. Eu me dediquei à campanha. Eu não fui descansar, eu fui pra rua. O PT sabe disso. Eu sabia que o governo Bolsonaro ia ser um caos, mas cometi um erro. Ele conseguiu ser pior do que eu jamais imaginei que seria”.

“É esse desastre que a gente tem que sublinhar para assinalar a irresponsabilidade que é nos não nos juntarmos para derrubar isso (a reeleição de Bolsonaro)”, concluiu.

  • Jorge Vieira
  • 3/dez/2020

Na reta final do mandato prefeito Edivaldo acelera entrega de obras

Faltando menos de um mês para a conclusão do seu segundo mandato, o prefeito Edivaldo continua em ritmo acelerado e entregando obras para a população, Nesta quinta-feira (3) ele reinaugurou o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), localizado no bairro Alemanha. A unidade passou por reforma estrutural completa, foi modernizada, ganhou equipamentos novos e agora tem capacidade para atender até 2 mil pacientes por mês. Este é mais um investimento feito por meio do programa São Luís em Obras.

Ao longo de sua gestão o prefeito Edivaldo Holanda Junior vem reestruturando o sistema de saúde municipal, ampliando os serviços à população, melhorando a infraestrutura física da rede de atendimento, estendendo o horário de atendimento, implementando novos protocolos entre outras melhorias que têm contribuído para reduzir filas e o tempo de atendimento à população.

Além de reformar diversas unidades de saúde, Edivaldo reestruturou o Hospital da Mulher, tornando-o referência não apenas em saúde feminina, mas também em neurocirurgia. O Samu teve sua frota ampliada, 100% renovada e ganhou nova sede. Com a reestruturação e descentralização do Cemarc, Edivaldo acabou com as filas para marcação de consultas, exames e outros procedimentos.

Ele garantiu a ampliação do horário de atendimento em 17 unidades da atenção básica, que atendem de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, e aos sábados, abrem das 7h ao meio-dia, e implantou novos programas para humanizar o atendimento e melhorar os fluxos nas unidades de urgência e emergência entre outros investimentos que seguem em andamento.

  • Jorge Vieira
  • 3/dez/2020

Deputado denuncia a forma truculenta que bancos estão cobrando consignados  

O deputado Yglésio Moisés (PROS), em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (3), recamou contra a forma acintosa que os bancos, particularmente o Bando do Brasil, estão cobrando os empréstimos consignado dos servidores, que foram suspensos no período mais crítico da pandemia no novo coronavírus por conta de uma Lei de autoria dos deputados Helena Duailibe e Adriano Sarney (PV).

Como a Lei aprovada pela Assembleia foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, agora, segundo denunciou o parlamentar, o Banco do Brasil, de forma autoritária, tenta fazer com que os clientes que tiveram as parcelas do pagamento dos empréstimos suspensas neste período paguem de uma vez ou façam outro consignado com novas taxas, ainda que a pandemia ainda seja uma ameaça para a população mesmo com a economia voltando a dá sinais de reaquecimento.

Não custa nada lembrar que há um Código de Defesa do Consumidor que regula essas relações. Tem um evento que foi superveniente, excepcional, a pandemia nesse momento, a lei, ela não foi feita pela população, pela população que tinha empréstimos consignados que foram suspensos, teve muita gente, inclusive que nem foi pedir ao banco a suspensão dos empréstimos, mas, por força da lei, obviamente, eles foram mantidos naquele momento ali sem ser descontado, e agora essas pessoas estão tendo dificuldades, porque os bancos ou estão descontando de maneira direta, ou estão ligando para os clientes, de uma maneira muito truculenta, inclusive, para dizer que ou elas fazem um novo consignado, com uma nova taxa, ou pagam aquilo de uma vez embutindo juros e multa”, critica Yglésio.

Para o deputado, as pessoas não são culpadas pela decretação da inconstitucionalidade e que o STF ao decretar a inconstitucionalidade, não fez a modulação da decisão. “Ele (STF) simplesmente decretou a inconstitucionalidade no dispositivo do acordão. O que acontece? Ele não disse como deveria ser feito esse novo desconto, essa compensação. Mas é uma coisa muita clara. Tão clara que a Promotoria de Relações de Consumo, a Lítia Cavalcante, a promotora, já ajuizou uma ação civil pública principalmente contra o Banco do Brasil, que é quem detém a maioria das contas de servidores públicos do Estado do Maranhão”

  • Jorge Vieira
  • 3/dez/2020

PF desarticula organização criminosa voltada para a prática de extorsão no Maranhão

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (3/12) a Operação ÁGIO FINAL, com a finalidade de desarticular associação criminosa que praticava extorsão a um prefeito de município no interior do Estado.

Em decorrência de representação apresentada pela Polícia Federal, o Juízo da 1ª Vara Federal Criminal expediu três mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão, além da autorização de afastamento do sigilo de dados telefônicos dos investigados.

Cerca de 40 (quarenta) policiais federais dão cumprimento às ordens judiciais em quatro cidades do Maranhão (São Luís, São José do Ribamar, Itapecuru Mirim e Pindaré Mirim).

A investigação teve início a partir de denúncia apresentada pelo gestor municipal à Procuradoria da República no Maranhão (PR/MA) informando diversas ameaças sofridas ao longo de 2020. Em atuação conjunta com a Procuradoria da República, a Polícia Federal identificou um grupo criminoso que exigia pagamento de parte dos recursos públicos federais destinados ao município, sob o pretexto de ter influído na destinação das verbas.

As extorsões eram realizadas de forma ostensiva, com episódios de invasão à residência do gestor e intermediação com terceiros, de modo a conferir maior pressão para o pagamento dos valores exigidos.

Se confirmadas as suspeitas, os investigados responderão pelos crimes de extorsão qualificada (Art. 158, §1° do CP), estelionato majorado (Art. 171, §3° do CP) e associação criminosa (Art. 288 do CPB), que somadas as penas podem chegar até 18 anos de reclusão mais multa.

A Operação foi denominada ÁGIO FINAL em razão do valor exigido pela associação criminosa.

  • Jorge Vieira
  • 3/dez/2020

Ao apoiar adversário em São Luís, PDT e DEM deram um salto no escuro

Na medida que a poeira das eleições municipais vai baixando, análises menos apaixonadas começam a enxergar que os partidos da base do governo Flávio Dino que optaram por apoiar o candidato Eduardo Braide (Podemos) no segundo turno, supostamente para não fortalecer o projeto do vice-governador Carlos Brandão para 2022, deram um salto no escuro.

Pensar que o senador Weverton Rocha (PDT) poderá contar com o apoio de Braide em seu projeto de chegar ao Palácio dos Leões na sucessão de Dino é muito temerário, até porque o futuro prefeito de São Luís tem projeto próprio de se reeleger e concorrer ao governo do estado em 2026, ou seja, não terá o menor interesse em embargar numa futura candidatura do pedetista.

Já no seu discurso da vitória, ainda no calor da euforia, o novo prefeito da capital se quer mencionou o apoio recebido dos pedetistas no segundo turno. Agradeceu apenas o empenho do deputado Neto Evangelista (DEM) em um discurso carregado de ódio contra o governador.

Políticos experientes ouvidos pelo blog ainda não conseguiram entender o que passou pela cabeça dos dirigentes do DEM e do PDT quando praticamente romperam com o governador para não apoiar o representante do grupo, Duarte Júnior, que, em caso de vitória, abriria mão de, no mínimo, mais de 50 mil votos obtidos em São Luís em sua eleição de deputado estadual e ainda manteria unificada a base do governo. Só porque é o partido do vice-governador?

Carlos Brandão, quer queiram ou não, é o candidato natural em 2022, mas sem direito a reeleição, podendo ser Weverton o próximo sem o menor risco de esfacelamento do bloco que permitiu sua eleição ao Senado, porém, ao invés de seguir o caminho natural e declarar apoio a Duarte preferiu fortalecer o adversário que vai usar a Prefeitura como trampolim para disputar o governo, alerta inclusive feito pelo governador Flávio Dino durante o segundo turno.

Em política não existe espaço para birra. E parece que foi isso que moveu DEM e PDT ao bandearem para o lado do adversário, o que só vai criar dificuldades para eles num futuro bem próximo.

O tempo se encarregará de mostrar a pisada na bola que deram. Duarte, mesmo com todos os seus problemas de relacionamento, era um mal menor.

 

  • Jorge Vieira
  • 2/dez/2020

Marco Aurélio destaca assinatura de contrato para a construção do Novo Socorrão de Imperatriz

Em discurso realizado na manhã desta quarta-feira (02), o deputado estadual  Marco Aurélio (PCdoB), destacou a assinatura do contrato entre o governo do estado e a empresa vencedora da licitação, para a construção do Novo Socorrão de Imperatriz. Nessa primeira etapa, o projeto consiste na construção de 131 leitos, incluindo de UTIs. O projeto completo é de 400 leitos.  O equipamento terá impacto imediato na melhoria da saúde da população de toda a região Tocantina. O governo do estado assinou o contrato no último dia 1.

“Trata-se de uma obra que é estratégica para nossa região, que de fato conseguirá desafogar e dar possibilidades de planejar toda a demanda existente, complementando a rede. Um hospital de urgência e emergência, porta aberta e que irá complementar o trabalho que já vem sendo feito pelo Hospital Macrorregional de Imperatriz. A cidade e a região precisavam de uma unidade que atendesse essas necessidades, uma vez que o Socorrão já não consegue.” Explicou Marco Aurélio.

São dois grandes hospitais desse porte, que o governo Flávio Dino fez o compromisso e cumprirá: o Hospital da Ilha, em São Luís, que se encontra em obras e o Novo Socorrão de Imperatriz, que passou todo o processo de elaboração de projeto, desapropriação do terreno, licitação e que agora só aguardará a liberação das licenças para ser assinada a ordem de serviço e  as obras serem iniciadas.

Marco Aurélio reafirmou seu compromisso em apoiar a realização da construção do novo Socorrão de Imperatriz. “Irei fazer tudo que estiver ao meu alcance, como parlamentar, contribuindo para que essa obra seja entregue o quanto antes para nosso povo, pois sei de sua importância.”

O deputado fez questão de parabenizar o governador Flávio Dino, o secretário de infraestrutura do estado, Clayton Noleto, além do secretário Carlos Lula, que terá a missão de equipar esta unidade e colocar em funcionamento. “Imperatriz e nossa região se alegram, a nossa comunidade, sobretudo a mais carente, terá uma grande oportunidade de acesso a uma saúde melhor, a partir da construção desse hospital e do seu funcionamento. O governo Flávio Dino sempre priorizou Imperatriz e nossa região  com as obras que melhoraram a qualidade de vida do nosso povo. Essa será mais uma importante conquista com a marca desse trabalho”.

Por fim, o parlamentar citou algumas das principais obras trazidas pelo governo do estado ao longo dos últimos anos e que ajudaram a melhorar a realidade daqueles que mais precisam dessa assistência humanizada e eficiente. “Além da nova Beira-Rio, Novo Calçadão, Uemasul, mais de 120 km de asfalto, o governador tem conquistas importantes para a nossa saúde, destaco o funcionamento de excelência do Macroregional, a reforma do Hospital Materno Infantil, que além de melhorar os serviços da maternidade, está fazendo um grande trabalho, salvando vidas de pacientes com a Covid-19. Destaco ainda a Casa da Gestante, o reforço aos serviços de tratamento de câncer, como a oncologia pediátrica e radioterapia, além dos serviços que já existiam e o estado ampliou. O ponto máximo desses serviços se apresentará a partir desse importante passo, que será a construção do Novo Socorrão de Imperatriz e a assinatura deste contrato para o início das obras renova essa esperança” finalizou Marco Aurélio.

  • Jorge Vieira
  • 2/dez/2020

As eleições e as sandálias da realidade, por Ricardo Cappelli

Por Ricardo Cappelli 

Quatro questões marcaram as eleições municipais: a volta da política ao centro do jogo, a derrota de Bolsonaro, o triunfo da centro-direita e a novo recuo da esquerda.

O espaço para os candidatos da chamada “antipolítica” foi reduzido. Com a pandemia dando sinais de recrudescimento e o desemprego subindo, o eleitor optou por políticos com trajetórias consolidadas. Um bom sinal.
Outra marca foi a derrota de Bolsonaro. Seus candidatos naufragaram nas principais cidades. O povo continua polarizado pelo ideário liberal, mas não está satisfeito com a condução da extrema-direita.
Importante registrar também a vitória da centro-direita, que ganhou nos principais colégios eleitorais. PP (685), PSD (654) e DEM (464) foram os partidos que mais cresceram em número de prefeituras. O MDB (784), apesar do recuo importante, continua sendo o partido a governar mais cidades. O PSDB (520) registrou o maior recuo neste campo (-33%).
Na esquerda, o PDT (314) se manteve praticamente estável, perdendo apenas 17 prefeituras. O PT (183) sofreu novo recuo e, pela primeira vez, não governará nenhuma capital. O PSOL teve um belo desempenho com Boulos, ganhou em Belém com o apoio dos Barbalhos, mas governará apenas cinco cidades em todo o Brasil.
PSB (252) e PCdoB (46) sofreram as piores derrotas. Os socialistas perderam 151 prefeituras (-37%). O PCdoB perdeu 34 (-42%). O campo progressista governará cerca de 10 milhões de pessoas a menos a partir de janeiro de 2021. Um resultado duro, que promoveu a volta do negacionismo e vem semeando novas ilusões.
O PDT resolveu dar uma de Botafogo. Ninguém lembra qual foi seu último título nacional importante, mas está comemorando a ameaça de queda do Flamengo (PT) para a segunda divisão como se estivesse conquistando o mundial de clubes.
As ilusões trabalhistas vão mais longe. Acreditam que Rodrigo Maia, representante do mercado financeiro no Congresso, vai apoiar o programa de Ciro que, corretamente, mira justamente na… Faria Lima.
Ou ainda que o DEM vai abrir mão do governo de São Paulo e da chance de reeleição com o apoio tucano – o vice de Doria é Rodrigo Garcia, do DEM – para apoiá-los. O PIB de São Paulo, sozinho, é quase duas vezes o PIB da Argentina.
Rodrigo Maia namora Ciro com dois objetivos: receber o apoio para sua tentativa de continuar presidindo a Câmara e valorizar seu passe no jogo com Doria e Huck.
Frente Ampla sem unidade da esquerda é ilusão. Buscar a centro-direita isolado é submeter-se ao liberalismo.
Se nada mudar, MDB, PSDB, DEM, PP, PSD, Republicanos e outros irão se dividir. Uma parte vai marchar com a sempre potente máquina do governo federal. A outra vai apoiar uma candidatura de centro-direita, um liberalismo educado, polido e identitário.
A boa notícia é que, enquanto alguns decolam, outros parecem estar pisando firme no chão. Lula recebeu um recado forte das urnas: não existe mais “o dono do jogo”. Não há mais ambiente para a ilusão hegemonista.
É unidade ou o risco do campo progressista não ir ao segundo turno. A esquerda não está morta, mas precisa, com urgência, calçar as sandálias da realidade.

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