Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (19), o governador Flávio Dino (PCdoB) anunciou a prorrogação do decreto que suspende as atividades presenciais até o dia 28 de março.
Entre outras medidas restritivas de enfrentamento ao novo coronavírus, Dino decidiu antecipar o feriado da Adesão do Maranhão à Independência, que seria em 28 de julho, para o dia 26 de março.
O governador decidiu ainda suspender as cirurgias eletivas na rede privada a partir de segunda-feira (22), mudar o horário da construção civil na Ilha de São Luís, que passar a ser agora das 7h às 16h, e limitar em 50% a ocupação nas academias e supermercados. Neste dois últimos segmentos apenas uma pessoa por família
Reconduzido recentemente a presidência estadual do PROS, deputado federal Gastão Vieira, descartou qualquer possibilidade de mudar de partido neste momento, conforme vem sendo especulado no bastidores da política local. O parlamentar disse ainda que não sabe se vai disputar mandato em 2022.
Em entrevista ao programa Contraponto, da Rádio Timbira nesta quinta-feira (18), Gastão observou, no entanto, que em abril de 2022, quando vai abrir a janela eleitoral que permite ao parlamentar mudar de legenda sem problema com a Justiça Eleitoral, vai analisar com bastante calma possibilidade de migrar ou não para outra sigla.
Alvo de constantes comentário sobre mudança para o PSDB, Gastão disse que se sente confortável no PROS, não pretende sair, mas admitiu que o PROS é um partido pequeno, com fundo eleitoral limitado e que, se resolver sair em abril do ano que vem, será por questões de estratégia eleitoral.
Dedicada nos últimos dois anos a ensinar receitas culinárias em sua rede social, particularmente o Instagram, a ex-governadora Roseana, estimulada pelo deputado estadual Roberto Costa, parece está decidida voltar a arena política e enfrentar novamente as urnas em 2022.
Pelo menos foi o deixou transparecer após a reunião do diretória estadual do MDB, nesta quinta-feira (18), que decidiu prorrogar os atuais mandatos dos dirigentes até junho quando serão eleitos os novos membros que estarão a frente do partido e que o conduzirão nas eleições de 2022.
Tão logo foi concluído o encontro que abri a perspectiva de renovação da direção do partido, que tem o ex-senador João Alberto como seu presidente estadual desde o grupo Sarney tomou a sigla da oposição ainda na década de 1990, Roseana correu para a internet para anunciar o fato de que esteve presente na reunião.
“Acabei de participar da reunião da Executiva Estadual do MDB. Ficou decida prorrogação dos mandatos do Diretório até junho próximo, quando serão eleitos os novos membros. Nosso objetivo é fortalecer o partido para a próxima eleição”, disse a ex-governadora em sua página no Twitter.
O MDB, que virou PMDB com o fim da Ditadura Militar e voltou a ser MDB, já foi o maior partido do Maranhão, mas entrou em processo de derretimento com fim do ciclo de dominação do grupo Sarney no Maranhão, virou nanico. Possui apenas deputados estaduais, dois federais e nenhum representante na Câmara Municipal de São Luís.
Pelo tom da afirmação de Roseana, é provável que ela assuma as rédeas de legenda a partir de junho e crie coragem para enfrentar novamente as urnas, porém, tem muita gente apostando que seu marido Jorge Murad não dará o aval para que ela possa se submeter ao crivo das urnas, após o retumbante fracasso de 2018.
Roseana, que passou os últimos dois anos ensinado receita de bolo e macarronada com molho de tomate em rede social, se conseguir o aval da família, dificilmente será candidata a um mandato majoritário. Um parlamentar próximo à família, sob condição de anonimato, disse que, se voltar, a participar de eleição será como candidata a deputada federal ou estadual. A fonte acredita que ela não teria a menor chance num confronto com o governador Flávio Dino, pré-candidato ao Senado.
O deputado federal Gil Cutrim se filiou nesta manhã de quinta-feira (18) ao partido Republicanos, comandado no Maranhão pelo deputado federal Cleber Verde.
Cutrim havia anunciado nesta quarta-feira (17) ao do blog Jorge Vieira que somente iria decidir sobre filiação partidária após a definição das mudanças no Código Eleitoral, mas voltou a atrás em sua decisão.
Conforme o blog Marrapá, a filiação aconteceu, há pouco, na casa do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), com a presença dos presidentes nacional, Marcos Pereira, e estadual da legenda, Cleber Verde, do senador Weverton Rocha (PDT) e do líder da bancada republicana na Câmara, Hugo Motta.
Como o parlamentar adiantou aqui no blog que se filiaria a uma legenda do campo que apoiará a provável candidatura do senador Weverton Rocha ao governo do estado em 2022, tudo indica que o Republicanos fechou com o pedetista.
Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo – Após o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitir que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volte a disputar eleições, como consequência da anulação de suas condenações na Lava Jato, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), traçou o que considera o único cenário possível para vencer Jair Bolsonaro em 2022: “O centro democrático precisa estar junto para vencer a eleição. Se não der no primeiro turno, que seja no segundo.”
Com boa articulação entre setores mais conservadores e liberais da sociedade, Dino disse ser “imperioso” a esquerda fazer esse movimento em direção ao centro político. “Não vejo Lula como um obstáculo para isso. Em primeiro lugar, porque ele já fez isso em 2002, quando se elegeu presidente com o José Alencar de vice, um empresário liberal que representava um sindicato patronal. E, segundo, porque já mostrou estar disposto a construir um projeto de nação que olhe para o futuro mais do que para o passado.”
Entre os nomes que, segundo Dino, podem se aliar à esquerda num eventual segundo turno contra Bolsonaro estão os governadores João Dória (PSDB) e Eduardo Leite (PSDB), o apresentador Luciano Huck (sem partido) e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM). O ex-juiz Sérgio Moro está fora da lista, segundo o governador maranhense. Leia os principais trechos da entrevista:
O senhor sempre defendeu que a esquerda fizesse um movimento ao centro na eleição de 2022 para impedir a reeleição de Bolsonaro. Isso é possível com Lula candidato?
Reafirmo que esse movimento de ampliação, no sentido de falarmos para além da esquerda, é imperativo. Para vencer Bolsonaro é preciso que nós façamos isso. E não vejo o Lula como obstáculo. Em primeiro lugar, porque ele já fez isso em 2002, quando se elegeu presidente com o José Alencar de vice, um empresário liberal que representava um sindicato patronal. E, segundo, porque já mostrou estar disposto a construir um projeto de nação que olhe para o futuro mais do que para o passado. O Brasil de 2022 não é igual ao Brasil de 2002, e espero que possamos estar juntos com o centro democrático para vencer a eleição. Se não der no primeiro turno, que seja no segundo.
O senhor acha possível, contra Bolsonaro, esses dois espectros – esquerda e centro – se unirem? Consegue ver o PSDB e o DEM, por exemplo, apoiando Lula num segundo turno ou vice-versa?
Já houve essa união antes. Em 1989, Mário Covas (ex-governador tucano) apoiou Lula contra Collor. Depois disso veio a polarização entre PT e PSDB, e essa aliança não foi mais possível. Já em 2018, ela deveria ter ocorrido em torno do nome de Fernando Haddad. Não ocorreu, e temos hoje a tragédia que é o governo Bolsonaro. Agora, nesta eleição, é o bolsonarismo que deve ser batido. Nós temos de nos unir por esse objetivo e acredito que, aos poucos, estamos cicatrizando as feridas de 2018.
Há sinais de que isso possa ocorrer?
Todos os dias temos visto sinais. Veja o caso aqui do meu vice-governador, Carlos Brandão. Tinha sido obrigado a sair do PSDB por me apoiar e foi convidado agora a voltar e a comandar o partido no Maranhão. Essas alianças já ocorreram nas eleições municipais do ano passado. No Pará, por exemplo, Helder Barbalho (MDB) apoia o governo do PSOL em Belém. Em Fortaleza, Tasso Jereissati (PSDB) apoiou Sarto Nogueira (PDT). No Rio, todos votamos contra a reeleição de Marcello Crivella (Republicanos). As coisas estão andando.
O senhor se refere sempre a “nós” quando fala de uma possível candidatura de Lula. Isso quer dizer que o senhor pessoalmente ou mesmo o PCdoB já fecharam com ele?
Quando me refiro a “nós” quero me referir a esse campo político social ao qual pertenço, que é menos partidário e mais progressista. Defendo lulismo, mas defendo o trabalhismo, todos juntos e com o centro liberal no segundo turno. Se eles passarem, nós apoiamos; se nós passarmos, eles vêm conosco. Não há outra maneira.
Muitas análises colocam Lula como o adversário ideal para o bolsonarismo. O senhor concorda?
Isso é um subterfúgio dos bolsonaristas, uma crença que tentam passar para frente. Ou, por acaso, alguém pode pensar que o Lula ou outro candidato do nosso campo possa ser um adversário fácil? No fundo, eles sabem que perdem para o campo democrático unido; Bolsonaro sabe disso. Vem dando sinais cada vez mais claros de que sabe também que a pandemia e a alta da inflação de preços estão corroendo sua popularidade. O povo não acompanha se as ações da Bolsa subiram ou se o câmbio variou. Mas sabe que os preços dos alimentos estão cada vez mais altos, assim como o litro da gasolina. Ai, o que faz Bolsonaro? Joga a culpa em seus ministros ou nos governadores. Nunca assume qualquer responsabilidade.
Mesmo antes de Lula recuperar a possibilidade de ser candidato, o senhor já conversava com esse centro que classifica como liberal. Quais são os nomes desse grupo hoje?
Acho que esse centro liberal tem um ou dois nomes. É da natureza das coisas haver um candidato nesse campo. Temos muitas diferenças programáticas, o campo deles e o nosso. O papel do Estado, por exemplo, é um deles. Mas, de fato, dialogo muito com muitos partidos. Falo com Luciano Huck, com Rodrigo Maia (DEM-RJ). Agora tenho falado bastante com o governador João Doria por causa da pandemia, e também com Eduardo Leite. Procuro sempre colocar que não podemos excluir pensamentos, mas extrair os melhores. Huck é um homem da mídia, não é um homem da política. Felipe Neto, a mesma coisa. Mas ambos são contrários ao Bolsonaro. Isso não é bom? Claro que é. Se estão dispostos a debater, melhor ainda.
O ex-juiz Ségio Moro está fora dessa lista?
Não tem ambiente para Moro na política. Ele é uma unanimidade negativa, não conheço mais de dez políticos que o apoiem para ser candidato. Nem sei se ele teria uma legenda para se lançar. Isso é o resultado do conjunto da obra. Ele teve acertos, reconheço, mas muitos erros. Não conheço todos os casos julgados por ele, mas, em relação a Lula, a parcialidade é muito clara. Acredito que o nome a ser apoiado pelo centro deva ficar entre Doria, Huck, Leite ou Mandetta. Sabe, não acho ruim o centro ter uma candidato; pelo contrário, até estimulo. Ter um centro forte é positivo para o Brasil. Ruim é Bolsonaro se reeleger.
Nesse contexto, onde Ciro Gomes se encaixa?
Sob o aspecto programático, certamente ele é mais próximo da esquerda. A visão dele de Brasil o coloca no nosso campo. Eu insisto que é errado excluir o PDT e uma liderança como Ciro Gomes desse processo. Até porque não o vejo como o candidato desse centro, como o candidato da Faria Lima. O ideal seria buscarmos uma aliança já no primeiro turno. Ciro já foi ministro de Lula, eu não fui. Não é possível que desse casamento só sobraram mágoas, tem que ter algum vestígio de amor ali.
E o Centrão? Acha que estará ao lado de Bolsonaro na eleição ou é ainda é cedo para afirmar isso?
Acho que não dá para dizer que o Centrão vai com Bolsonaro, não. Esse grupo é pendular. O Centrão já esteve com o Lula, com o Michel Temer, com o Bolsonaro. Oscila de um lado para o outro. Para mim, essa turma vai se dividir, só atua em bloco no aspecto legislativo, não eleitoral.
Esse movimento de união dos governadores representa o ápice da atual crise federativa que vivemos? Acha que essa união deve permanecer até o fim do governo Bolsonaro?
Nesse dois primeiros anos de governo Bolsonaro, o que garantiu o mínimo de organização no País foi uma aliança entre os governadores, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. Houve, de fato, uma forte atuação dos governadores, que encontrou guarda no Supremo. Foram várias as decisões que nos permitiram agir, especialmente na pandemia. O Congresso, sob Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, também foi muito importante ao assegurar o auxílio emergencial de R$ 600, por exemplo. Agora, muitas coisas são de competência da União. Somos uma federação, não uma confederação, é bom que se diga isso. Os governadores fazem muito, mas não podem fazer tudo.
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O governo do Maranhão, por meio do decreto Nº 36.575, DE 10 DE MARÇO DE 2021, instituiu a criação do Comitê Gestor do Programa de Assistência Técnica aos Municípios (Promunicípios). O programa tem como objetivo o intercâmbio de informações e o planejamento de ações conjuntas voltadas a auxiliar a gestão administrativa dos municípios maranhenses.
A composição do comitê ficará a cargo de representantes das secretarias de Estado de Articulação Política – SECAP, que será responsável pela coordenação do projeto; de Programas Estratégicos – SEPE; do Planejamento e Orçamento – SEPLAN e do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos – IMESC e terá um papel importante na qualificação e aproximação das administrações públicas municipais, estadual e federal.
Segundo a proposição, o Promunicípios ajudará os municípios através de assessorias e capacitações a fim de qualificar as equipes técnicas dos mesmos na apresentação de projetos adequados às exigências técnicas do Governo Federal e do Governo Estadual com vistas à captação de recursos voluntários e a pactuação de convênios, termos de compromisso, contratos de repasse, e outros instrumentos congêneres, melhorando assim a troca de informações de ações e bancos de dados de investimentos governamentais e, por consequência, ajudar a melhorar a eficiência desses municípios.
“Ficamos felizes em poder proporcionar esse intercambio entre as gestões municipais com o governo do Maranhão e contribuir para a melhoria das gestões, não temos dúvidas que o Promunicípios será um marco na melhoria das gestões municipais e que ajudará a alavancar os números de desenvolvimento do nosso estado. Todos só tem a ganhar com essa iniciativa. Parabenizo o governador Flávio Dino e todas as secretarias envolvidas no desenvolvimento e execução desse projeto” declarou o secretário de Articulação Política do Estado, Rubens Pereira Jr.
O decreto autoriza ainda a parceria entre a Secap e a Escola de Governo do Maranhão – EGMA na realização de capacitação dos servidores e técnicos indicados pelos municípios como forma de qualificá-los e instruí-los sob o trâmite padrão dos processos e convênios executados.
“Muitos municípios sofrem com a falta de informações para o embasamento técnico necessário no processo de elaboração de projetos e captação de recursos. Com o assessoramento do governo do estado, por meio do Promunicípios, as gestões terão essa assistência constante e poderão treinar seus gestores e técnicos, medida que trará benefícios relacionados a qualidade de vida da população” declarou o presidente do Imesc, Dionatan Silva Carvalho.
O Comitê Gestor do Programa reunirá bimestralmente, de forma ordinária, e extraordinariamente, por convocação de seu Coordenador ou do Secretário de Estado de Articulação Política.
O governador Flávio Dino anunciou na manhã desta quarta-feira (17) a assinatura de contrato para a compra da vacina russa Sputnik pelo governo do Maranhão.
O Maranhão, segundo o governador, pretende adquirir 4.582.861 doses de vacina.
“Estamos enviando contrato hoje para a empresa russa. Expectativa é conclusão da compra e início das entregas em abril”, escreveu Flávio Dino em sua conta pessoal nas redes sociais.
Ele afirmou que o Maranhão reitera o compromisso com o Plano Nacional de Imunização (PNI), nos termos da lei. “Assim, caso o Ministério da Saúde opte por assumir o contrato, não vamos nos opor. Caso não queira, vamos manter a compra.”, disse.